terça-feira, 25 de junho de 2013

O Lago na antiga Praça do Mercado:

Foi inaugurado em mil novecentos e noventa e três. Não faltaram convivas à inauguração. Para contento de uns e contestação de outros, o que é certo, é que a Fonte Luminosa começou a brotar a sua água através de vários efeitos de água e luz. Os que estavam a favor, envaidecidos pelas obras concluídas, os opositores não contestavam tanto mas, sempre iam dizendo alguma coisa. Era visitada por muita gente das redondezas que eram unânimes em dizer que era um valor acrescentado à Vila de Freamunde. Sim! Nesse tempo era ainda Vila.
Aos fins-de semana era um arraial de pessoas, principalmente crianças, a brincar em redor do Lago e abismadas com os efeitos da cor e luz. Até havia noivos que aproveitavam este evento para ali tirar fotografias. Em tempos, noutros locais, mas desde a inauguração do Lago, vários foram os que optaram por este local para um dia recordar e mostrar aos seus filhos como era o Lago e Fonte Luminosa de Freamunde - parece que adivinhavam que um dia ia aparecer alguém que ia mandar demoli-lo. E... não foi que apareceu! 
Só que o tempo não se compadece e começou a haver um desgaste no material que fazia mover a Fonte Luminosa e a manutenção começou a rarear. 
As lâmpadas, o chafariz e o motor começaram a mostrar o seu ar de cansaço e o Lago começou a definhar. Até a lousa que ornamentava em volta do lago começou a demonstrar a suas deficiências assim como a pastilha em volta e no fundo do Lago.
Tudo acontecia e o desleixo de quem tinha obrigação de preservar este evento não se fazia sentir. Até a própria água começou a faltar. Havia quem dizia que era derivado à seca que o País e o Concelho estavam a atravessar. Se fossemos a qualquer cidade ou vila essas coisas não aconteciam e muito mais quando foi inaugurada a Queda de Água na sede do concelho.
Estes chafarizes a brotar água não é em Freamunde
O Lago e a sua Fonte Luminosa iam de mal a pior. E, a partir da demolição das lojinhas é que foi de caixão à cova. Prometeram obras mas passados quatro anos tudo está na mesma. Até que no dia vinte quatro de Junho – dia de S. João - de dois mil e treze o Lago começou a ser demolido. Antes uns dias os seus artefactos em ferro e metal foram para a sucata. Tudo isto com a passividade dos Freamundenses e claro minha também.
O que estão a fazer a Freamunde. Se fosse noutros tempos isto não ia à avante! Pessoas como o senhor Mendes da "Padaria", Armando Oliveira e outros, não consentiam no tratamento que estão a dar a Freamunde. 
Passados vinte anos da sua inauguração alagar o que custou bastante ao erário público é algo a lamentar.
As indeminizações dadas aos donos das lojinhas, mais a construção da banca dos jornais em frente à Casa da Cultura, levaram uma pipa de massa como se usa dizer.
Mais a mais não se respeita uma obra feita pelo Presidente da Câmara que mais fez por Freamunde. Se eu fosse o professor Arménio ficava ofendido pelos Freamundenses não preservarem uma obra que deu muita celeuma e teve um custo considerável e tinha sido a sua aposta em Freamunde. Somos ingratos.
Se fosse numa altura em que o País e Câmara Municipal de Paços de Ferreira nadassem em dinheiro ainda se podia compreender uma vez que o emprego anda pela hora da morte. Assim não. 
E a demolição do Lago e da sua Fonte Luminosa ainda vai dar muito que falar. 
Dizem, que como estamos em vésperas de eleições autárquicas, esta é a forma de contentar os Freamundenses. É como dar um rebuçado a uma criança para a calar. A ver vamos.
"As palmas da vergonha" 

Vai-te Lago pobre Lago
nas asas dos passarinhos
já não tenho tempo vago
p´ra aturar tantos anjinhos

Com palmas tu foste erguido
com mais palmas derrubado
com palmas será corrido
quem te traçou este fado.

E tu povo que refilas
vem engrossar estas filas
não te deixes enganar

ganha coragem irmão
ajuda neste empurrão
não fales só por falar.

Versos autoria: Rodela     

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