segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Tive pena:


De Hélder Rosalino, secretário de Estado da Administração Pública, da maneira como foi cilindrado ontem no Prós & Contras, da RTP1. Mas, quando as pessoas vão para esses programas e não vão preparados sujeitam-se a ser aniquilados no primeiro round. 
Bem tentou passar a culpa em certas medidas para o anterior governo mas ouviu do professor João Bilhim que muitas medidas de contenção na Administração Pública já vinham do governo Sócrates. O que era suposto era o professor ir em seu socorro e deu-se o seu contrário.
Logo aí viu-se a impreparação de Hélder Rosalino o que foi aproveitada por Correia de Campos e Trigo Pereira, chegando Correia de Campos a ir em socorro do secretário de Estado da Administração Pública, dizendo a Trigo Pereira que o estava a cilindrar.
Houve insinuações de falta de verdade entre Hélder Rosalino e Trigo Pereira mas para mim quem falou com mais clareza foi Trigo Pereira. Defendeu a Função Pública e fez comparações acertadas entre esta e o Sector Privado.
Dos convidados na plateia a que representava os pensionistas e reformados deu clara mostras como se sentem estas classes. Que foram feitos contractos entre as duas partes tendo o governo quebrado esse contracto. Não se pode chamar pessoa de bem quem assim procede.
Aqui, o secretário de Estado da Administração Pública fez o seu acto de contrição: que compreendia o sacrifício que os funcionários públicos estavam a fazer e estes também o compreendiam.
Entre uma coisa e outra há uma certa diferença. Se a todos os portugueses fosse feito o mesmo talvez os funcionários públicos não precisassem de ser tão espoliados. Também dizer que compreenderam a situação acho uma expressão abusiva. Que alternativa deu o governo? Fez algum questionário? Se o fez qual o resultado? É que vir ao bolso de quem não se pode defender e não tenha quem os defenda, aqui refiro-me ao Presidente da República e Tribunal Constitucional, não custa nada.
Gostava de saber qual a contribuição dada pelos membros do governo e deputados! Perderam alguma mordomia? Há tempos veio uma notícia sobre os preços praticados na cantina da Assembleia da República e aquilo é uma afronta aos preços que pagam os portugueses. Comer pequeno-almoço, almoço e jantar, a meio da tarde lanchar e pagar treze euros, mais alguns cêntimos, é gozar com o estômago dos portugueses. Quando na ementa consta desde marisco ao caviar. Só para exemplo uma mini cerveja ali custa dez cêntimos quando o preço praticado nos Snack bares e Cafés custa setenta.
Por isso sou de opinião que os sacrifícios devem ser repartidos por todos. Ou como diz o comum dos portugueses: ou comem todos ou não há moralidade. E, do que compreendi da postura do secretário de Estado da Administração Pública ontem nos Prós & Contras é que não há moralidade: tira-se ao mais fraco. 
Termino como comecei este texto: Tive pena de Hélder Rosalino.   

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