sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Grândola Vila Morena:

Por enquanto o protesto fez-se ao som de Grândola Vila Morena. O pior será quando o povo invadir a Assembleia da República e por outros meios devolver as resoluções do País como fizeram os Islandeses. Estamos fartos de ser espoliados e roubados por gente que merecia estar na cadeia por falsas promessas. 
A Polícia vai expulsando quem quer ser governado por gente séria e não por uma seita de trafulhas.
Gente que vai ali dar exemplos de democracia e reivindicar que governem para o povo e não para meia dúzia de amigos não pode ser expulsa. 
Quase que tenho a certeza quando as forças de segurança sentirem o rombo no ordenado no mês de Fevereiro a vontade que tem é de expulsar quem nos mentiu tanto. 

Na campanha eleitoral prometeram-nos um oásis e o que nos deram foi um inferno. Depois disse que a interrupção foi de bom gosto porque lhe fez lembrar o vinte e cinco de Abril. 
Gente como ele não tem o direito de falar em lufada de democracia quando sabemos que o que deseja é acabar com ela. Quem não sente o que se passa no País não tem o direito de usar a palavra democracia e dá gana de dizer:

Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco

Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis

Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre

Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome

E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada

Meu canto se renova
E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
E de um tempo justo

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "Geografia" 

Sem comentários:

Enviar um comentário