Quem não se lembra deles. Carro dos filhos dos ricos na década de
sessenta. Eram a alegria de quem os tinha e de quem os via a circular pelas
ruas das aldeias, vilas e cidades portuguesas. Quem não gostava de possuir um!
Nessa década era impensável para a classe trabalhadora. Também não era considerado
um carro familiar. Era mais género carro uni-pessoal.
Os carros familiares eram mais os Toyota e Datsun mil e duzentos.
Depois veio a Subaru – primeiro carro que tive – teve pouca saída, derivado a
problemas com a fábrica de representação sediada em Setúbal.
No fim da década de sessenta e princípios da de setenta com a melhoria
do nível de vida os filhos do operariado português começou a adquirir o seu
Austin Mini. Quer fosse o Mini mil, o Clubeman mil duzentos e setenta e cinco, ou
o Cooper. Houve anos em que se deixou de fabricar. Passou a ser mais um carro
de exposição.
No final do século e no princípio deste apareceu em grande. Outra vez
um carro para gente abastada. Mas volta a dar gosto ver a sua performance. Pena
que não possa adquirir um. Mesmo com uma certa idade não deixava de o possuir.


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