Nunca fui adepto de festejos pelo ano ter acabado a não ser nos dois em
que estive ausente da minha família por força maior: cumprimento serviço
militar obrigatório em Angola. Se todos fizéssemos um exame de consciência pela
alegria sentida por certos anos terem acabado hoje não estávamos tão
apreensivos por causa do treze. Ansiamos pelo término deles e nunca nos damos
ao trabalho de sabermos o que nos podem causar.
Isto de ano novo é como irmos numa excursão e não sabermos que motorista nos vai tocar. Pode ser um ponderado. Ou ser tipo Passos Coelho que quanto mais quer evitar o acidente mais se mete nele.
Isto de ano novo é como irmos numa excursão e não sabermos que motorista nos vai tocar. Pode ser um ponderado. Ou ser tipo Passos Coelho que quanto mais quer evitar o acidente mais se mete nele.
Por isso o não ser adepto da alegria contida pelos portugueses com o finalizar
do doze se sabemos, é o que dizem os analistas políticos, que o treze vai ser dos
piores anos que há memória.
Meti-me no aconchego da casa como é meu timbre por que lá para o final do ano quando se fizer o balanço não quero tornar-me responsável.
Meti-me no aconchego da casa como é meu timbre por que lá para o final do ano quando se fizer o balanço não quero tornar-me responsável.
Há quem gostava de adormecer e acordar em catorze. Se fosse possível era
esse o meu desejo. Ou Portugal fazer o mesmo que Samoa. Perderam o dia trinta
de Dezembro de dois mil e onze para assim estar na
linha dos que recebem o clarear do dia ao mesmo tempo dos países mais
avançados.
Nós perdíamos trezentos e sessenta e quatro dias e quando acordássemos em
trinta e um de Dezembro de dois mil e treze recebíamos o de dois mil e catorze
a poder fazer face aos países do norte da Europa que fazem parte da União Europeia.
Assim seria a cereja em cima do bolo. Mas não temos cientistas ou hipnotizadores
capazes disso. Pelo contrário temos quem nos desgrace e nos leve para o abismo.

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