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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O doze foi-se embora:


Nunca fui adepto de festejos pelo ano ter acabado a não ser nos dois em que estive ausente da minha família por força maior: cumprimento serviço militar obrigatório em Angola. Se todos fizéssemos um exame de consciência pela alegria sentida por certos anos terem acabado hoje não estávamos tão apreensivos por causa do treze. Ansiamos pelo término deles e nunca nos damos ao trabalho de sabermos o que nos podem causar. 
Isto de ano novo é como irmos numa excursão e não sabermos que motorista nos vai tocar. Pode ser um ponderado. Ou ser tipo  Passos Coelho que quanto mais quer evitar o acidente mais se mete nele.
Por isso o não ser adepto da alegria contida pelos portugueses com o finalizar do doze se sabemos, é o que dizem os analistas políticos, que o treze vai ser dos piores anos que há memória. 
Meti-me no aconchego da casa como é meu timbre por que lá para o final do ano quando se fizer o balanço não quero tornar-me responsável.
Há quem gostava de adormecer e acordar em catorze. Se fosse possível era esse o meu desejo. Ou Portugal fazer o mesmo que Samoa. Perderam o dia trinta de Dezembro de dois mil e onze para assim estar na linha dos que recebem o clarear do dia ao mesmo tempo dos países mais avançados.
Nós perdíamos trezentos e sessenta e quatro dias e quando acordássemos em trinta e um de Dezembro de dois mil e treze recebíamos o de dois mil e catorze a poder fazer face aos países do norte da Europa que fazem parte da União Europeia.
Assim seria a cereja em cima do bolo. Mas não temos cientistas ou hipnotizadores capazes disso. Pelo contrário temos quem nos desgrace e nos leve para o abismo.        

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