Sou um fervoroso leitor da Internet. Gosto de estar a par do que ali se
escreve para me cultivar intelectualmente. Só assim é que tomo conhecimento dos
vários escritores anónimos e não anónimos. Alguns são ou eram jornalistas e
hoje através dos blogues dão-nos a conhecer histórias e relatos deste nosso
Portugal. Aproveito algumas, ou alguns relatos, para expor aqui no meu blogue
e, assim dar-lhe continuidade, por que isto de alimentar diariamente um blogue tem
que se lhe diga.
Não é por falta de notícias, essas abundam, é por falta de ânimo. Cada vez vemos este País, à beira-mar plantado, de mal a pior.
Não é por falta de notícias, essas abundam, é por falta de ânimo. Cada vez vemos este País, à beira-mar plantado, de mal a pior.
Este intróito serve para noticiar aos meus leitores espalhados pelo
Mundo, desde países como: Portugal, Reino Unido, Estados Unidos da América,
Brasil, Angola, Canadá, Alemanha, Irlanda, Rússia, França, Polónia, Suíça,
Itália, Ucrânia e mais alguns que me fogem à memória, do quanto estou
agradecido pela vossa preferência.
Do blogue “Crónicas do Rochedo” retirei uns textos sobre o Rei Gaspar, que são publicados aqui, no meu blogue. Acho-os interessantes e tudo que seja para “arrear” no nosso Gaspar, digo presente.
É pois neste sentido que o faço para dar conhecimento a quem me lê do que é capaz este nosso Gaspar. Roubou o ouro, o incenso e a mirra.
Do blogue “Crónicas do Rochedo” retirei uns textos sobre o Rei Gaspar, que são publicados aqui, no meu blogue. Acho-os interessantes e tudo que seja para “arrear” no nosso Gaspar, digo presente.
É pois neste sentido que o faço para dar conhecimento a quem me lê do que é capaz este nosso Gaspar. Roubou o ouro, o incenso e a mirra.
Não satisfeito com isso está a roubar os mais
indefesos. É um Robim dos Bosques ao contrário: rouba aos pobres para dar aos
ricos. O pior vai ser quando não houver mais nada para roubar aos pobres. Estes
vão-se insurgir e o Gaspar não vai saber onde se meter. Nem o menino Jesus lhe vai
valer!
Gaspar no acampamento em que
planeou toda a tramóia
“Não é meu hábito perder tempo a revelar a história de embusteiros e
ladrões, mas hoje sinto-me obrigado a fazê-lo, porque o Gaspar, além de ter
roubado o meu presépio, roubou a alegria a milhares de crianças que desde a
tenra idade em que começam a ir à catequese, acreditaram que era um rei
porreiro e até oferecera uns presentes a Jesus.
Chegou a hora de o desmascarar e divulgar ao mundo blogosférico a
verdadeira história da sua vida de embusteiro.
Em primeiro lugar, convém explicar a oferta do incenso.
O que levaste para oferecer a Jesus
não era incenso, mas sim um pó marado que gamaste a uns mercadores
mouros e utilizaste para adormecer toda a gente no estábulo de Belém. Tiro-te o
meu chapéu pelo truque, porque ainda hoje há um gajo em Belém que mais parece a
Bela Adormecida. Ao fim de dois mil anos já ninguém lhe chama rei, mas
presidente, imagina! (Começo a pensar que o pó que espalhaste no presépio não
era assim tão mau…)
Quero também dizer-te que te fica muito mal teres convencido o Papa a
dizer aos fiéis que afinal não havia vacas e burros no presépio. Toda a gente
sabe que foste tu que os gamaste e depois os vendeste a uns visigodos. Quem mo
disse foi uma vaca alemã que anda por aí
a infernizar a Europa.
Sempre pensei que não tinhas gamado o coelho, porque ele se tinha
escondido e tu não te aperceberas da sua presença no estábulo, mas agora sei
que o fizeste com segundas intenções, pois já sabias que dois mil anos mais
tarde o utilizarias para governar um país na Ibéria, aquela península que costumavas
dizer que ficava no cú de Judas! Fica
sabendo, porém, que esse Judas que tu compraste por 30 dinheiros para trair
Cristo não vive na Ibéria. Vive em Bruxelas, pá! Comprou um disfarce, deixou as
doutrinas maoistas, converteu-se ao capitalismo e crismou-se. Chama-se agora Zé
Manel e é teu amigo. Não me digas que ainda não tinhas topado, ó taralhoco!
E já que estamos a falar de identidades, é a vez de desmascarar a tua.
Toda a gente te conhece por rei e não sabe o embuste que tramaste, mas eu vou
contar agora a toda a gente.
Naquele tempo já eras um idiota chapado. Vivias de joguinhos de
influências, davas-te com gente da alta, mas não fazias nada, para além de
decorar a tabuada. Passavas as noites a olhar para as estrelas e durante o dia,
quando tinhas fome, escondias-te atrás de umas dunas e assaltavas quem passava.
Depois, com a barriga cheia, estendias-te na areia a olhar o firmamento e
tinhas sonhos esquisitos que ao acordar transformavas em realidade. Foi assim
que convenceste o Herodes que estavas a viver num palácio no oásis, quando
afinal vivias à beira-mar, junto a um esgoto a céu aberto.
Um dia gamaste uns cogumelos mágicos e começaste a “ver” uma estrela
que se movia. Como eras um vadio ignorante, nem percebeste que aquilo era um
OVNI que se dirigia para a Ibéria, levando na bagagem uma cáfila de camelos. (
porra, eu sei muito bem que cáfila de camelos é um pleonasmo, não te estejas aí
a armar em gajo culto!)
Quando viste um grupo de gajos a seguir o OVNI resolveste atrelar-te. A
tua intenção inicial era apenas comer à borla durante uns dias mas, como és um pérfido gatuno sem emenda, ao
terceiro dia começaste a engendrar um plano para assaltares uns tipos que te
pareceram ricaços. Uma noite, no acampamento, abeiraste-te deles e
contaste-lhes essa história do nascimento de Jesus o Salvador, que vinha do
reino dos céus. Para os convenceres disseste que eras profeta, os nabos do
Belchior e do Baltazar caíram como patinhos e nunca mais se separaram de ti.
Ao fim de várias semanas de caminhada os ricaços começaram a desconfiar
da tua patranha e tu enfiaste-lhes outra galga. Disseste-lhes que conhecias um
atalho para chegar ao estábulo, sem ter de seguir a estrela e eles confiaram em
ti. Passados mais alguns dias, próximo
de um palácio disseste ao Belchior e ao
Baltazar:
- Vou só ali uns minutinhos falar com o meu amigo Herodes, para saber
se quer vir connosco e já volto.”
(Continua)
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