Rádio Freamunde

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domingo, 6 de janeiro de 2013

Ao que o jornalismo chegou:


Quando a ministra Assunção Cristas é noticiada pela sua gravidez ou pelo seu catolicismo o jornalismo bateu no fundo ou a ministra não tem algo a apresentar sobre os seus ministérios. 
"Esta peripécia faz lembrar o célebre discurso do deputado João Morgado (CDS) que, em 1982 na Assembleia da República, afirmou «A igreja Católica proíbe o aborto porque entende que o acto sexual é para se ver o nascimento de um filho». Ao qual Natália Correia, ao tempo deputada do PSD, ripostou:
Já que o coito diz Morgado
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menino ou menina
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca truca,
sendo só pai de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou parca ração! uma vez.
E se a função faz o órgão diz o ditado
consumado essa excepção,
ficou capado o Morgado."

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