Numa visita à Universidade Nova de Lisboa na abertura de um seminário
sobre segurança um grupo de jovens exibiu um cartaz que dizia: “DEMITE-TE”.
Este demite-te era dirigido a Passos Coelho, Primeiro-ministro de Portugal, que
aonde vai é alvo de críticas e manifestações. De há uns tempos a esta parte a
segurança de Passos Coelho foi reforçada e talvez alertada para o mínimo sinal
actuarem. Foi o que aconteceu.
A forma airosa que Passos Coelho resolveu dar a este incidente foi: "Pedia
ao Serra (um dos elementos da sua segurança) que deixasse os senhores
ostentarem o cartaz sem nenhum problema, porque vivemos, felizmente, numa
situação de boa saúde da nossa democracia, e não vemos nenhuma razão para que
os senhores não possam ostentar as faixas que entenderem". Que estamos
numa democracia os Portugueses esperam isso. Só que os factos demonstram o
contrário.
Desde o vinte de Abril os nossos governantes nunca andaram tão
escoltados como hoje. Nunca foram tão insultados pelos portugueses com
adjectivos em que põem em causa a fidelidade dos seus progenitores. São factos
que não podem ser desmentidos. Embora este governo arranje desculpas para tudo.
O que hoje é um facto amanhã é o seu contrário.
Depois a forma como trata o agente da segurança é de bradar aos céus.
Um Primeiro-ministro que trata por tu um agente de segurança em público não se
pode dar ao respeito. Não era mais respeitoso dizer: Pedia ao senhor agente Serra?
Nos debates quinzenais pede respeito. Aos seus colaboradores trata por tu.
Depois vêm alguns órgãos de informação salientar que teve uma boa intervenção e
deu uma lição de democracia ao pedir ao agente da segurança que deixasse exibir
o cartaz. Mas, como se dá uma lição de democracia em plena democracia! Se
realmente é isso que querem dizer certos comentadores não seria melhor Passos
Coelho orientar o seu pessoal como a forma a comportar-se. A regra de ouro não é?
Quando, por onde e como! Se o que se passa no nosso País é uma democracia eu
vou ali e já venho.

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