Todas as forças do trabalho e sociais manifestam-se contra o governo.
Há coisa de uns meses o executivo tinha uma forte base de apoio em vários
sectores da população. Mas veio aquele fatídico sete de Setembro.
Atabalhoadamente Passos Coelho leu um comunicado à Nação. Se não o foi parece ou
tem dificuldade de se exprimir. O seu padrinho – Cavaco Silva – come as
palavras, ele não percebe patavina do que Victor Gaspar lhe diz. E… o homem até
fala pausadamente. Por isso não tem desculpa. Também nesse dia tinha prometido levar
a sua consorte ao concerto de Paulo de Carvalho. Mas, os quinze anos da Nini tornaram-se
num tormento para Passos Coelho.
Voltando à contestação. Passos Coelho e os seus ministros andam pelas
ruas da amargura. Não acertam uma. Hoje dizem uma coisa. Amanhã o seu
contrário. Depois lamentam-se que os portugueses só sabem fazer greves e
manifestações. Mas não reconhecem a sua má governação. Estão a atirar o País
para o abismo e não se apercebem. Fazem-me lembrar estas frases. "O meu
clube estava à beira do abismo, mas o presidente, tomou a decisão correcta: deu um passo em
frente." Ou o automobilista que ia na auto-estrada quando a mulher lhe
telefonou, dizendo: a rádio noticiou que na auto-estrada em que segues vai um carro em contra
mão. Toma cuidado! Diz-lhe o marido. – Olha que não é só um. Vão todos.
Por isso, este governo desde que tomou posse anda em contramão e a
levar-nos para o abismo. Que culpa e que mal fizeram os portugueses! Foi o de
comer muitos bifes ou lavar os dentes com a torneira da água aberta.

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