quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Afinal nada está esclarecido:


Quando assistia directamente via televisão à manifestação de catorze de Novembro levada a cabo pela CGTP, denominada por greve geral, achei algo surrealista. Já o escrevi e volto a fazê-lo. 
Achei demora demais na intervenção policial. Uma força de segurança num país democrático não se pode deixar enxovalhar daquela maneira. Há um meio-termo para se intervir: nem muito cedo nem muito tarde. Na altura devida. E, não venham dizer que no seio da PSP não há “iluminados” para rever estas situações. Uma vez tal desmando foi ainda maior o mando. 
No meio de tamanha confusão com as detenções, que foi como o que vem à rede é peixe, agora vê-se que a história tem partes que foi mal contada. Senão vejamos: 
A PSP não tem meios para filmar estes acontecimentos? Não tinha agentes infiltrados? Para que precisa de requisitar imagens à RTP?
Houve muita crítica à sua actuação. Houve muita crítica aos que criticaram a actuação da PSP. Hoje vemos que afinal nem tudo o que reluz é ouro. 
Pena é que estejam a rolar cabeças que nada tem a ver com os acontecimentos de catorze de Novembro. É o que faz fazer casas em areias movediças.    

Sem comentários:

Enviar um comentário