Rádio Freamunde

https://radiofreamunde.pt/

sábado, 13 de outubro de 2012

Sou por natureza cristão:


Os meus pais enquanto criança deram-me esse ensinamento. Depois da comunhão solene e com o passar dos anos segui o que a minha consciência mandava. Nunca fui de andar pela Junta Operária Católica (J. O. C.) mas também não censurava quem a seguia. Cada qual é para o que nasce. Umas vezes ia à missa, outras não. Depois do vinte e cinco de Abril apareceram uns padres mais progressistas e os senhores feudais começaram a fazer uma “cara feia” com a pregação do evangelho que esses padres faziam. Não demorou muito as Dioceses a calar-lhes a boca. 
A maioria dos donos da Igreja não estavam preparados para compreender a voz do povo. Não abdicaram dos seus privilégios e não praticavam o ensinamento deixado por Jesus Cristo. Jesus Cristo esteve sempre do lado dos mais humildes. Sempre pregou a favor dos pobres e nunca dos ricos. Um dia disse:” - É mais fácil um elefante passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino do Céu”. 
E o que vemos hoje? A Igreja Cristã é das instituições mais ricas do Mundo. Jesus Cristo bem correu com os vendilhões do Templo porque não queria que na casa dele se praticasse a agiotagem“ fazendo um chicote com algumas cordas, «...expulsou a todos do templo, as ovelhas bem como os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai uma casa de negócio.” E assim continuou enquanto foi vivo.

Sabe-se de antemão que quem pratica o bem e está do lado dos mais fracos não sobrevive muito tempo. Os interesses são muitos e as organizações maçónicas não estão para perder os seus privilégios. Os pobres que raramente têm voz servem para o sacrifício como aconteceu ao cordeiro. 
Nas várias instituições católicas aparece, um ou outro, em defesa do cordeiro, mas a voz dele é logo sonegada pelos seus colegas ou superiores porque estes não estão para perder as mordomias. Por isso é fácil ver que raramente há poucos padres, bispos e cardeais em defesa dos mais desfavorecidos. 

Estes não têm quem os defenda na Presidência da República, no Parlamento, na Igreja e agora até os censuram por se manifestarem na Rua que é um dos únicos lugares que ainda não estão privatizados e podem dar voz ao seu descontentamento. 

Sem comentários:

Enviar um comentário