Assisti hoje, dia doze de Outubro de dois mil e doze, ao debate
quinzenal na Assembleia da República, com o tema “A União Europeia”. Mais uma
vez Passos Coelho mostrou-se insensível e rancoroso, acusando a oposição de
incentivar a população portuguesa à violência.
“O primeiro-ministro, Passos Coelho, acusou esta sexta-feira o
secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, de incitar à violência com as
declarações «incendiárias» e que «instigam à violência».
O tom do debate quinzenal aqueceu após Jerónimo de Sousa acusar o
Governo de «roubar» dois mil milhões de euros aos trabalhadores e pensionistas.
Na resposta, Passos Coelho acusou os comunistas de usarem expressões
que ofendem «a honra política» do Governo e que incitam à violência.
«O PCP usa expressões que são entendidas como convite à violência»,
disse. «Lamento que o PCP queira ficar associado à instigação à violência»,
acrescentou.”
Jerónimo de Sousa respondeu dizendo que «ofensa à honra é faltar à
palavra dada, ofensivo é destruir vidas».
Não é a oposição que instiga mas sim os portugueses que já estão fartos
de tantos sacrifícios e mentiras. Não foram os portugueses que depois de
pedidos sacrifícios se conformaram e obedeceram? Se os portugueses se
conformaram o que lhes restava era passado esse tempo ver resultados.
Em vez
disso o que receberam os portugueses? Mais austeridade. É a oposição que
instiga à violência? Ou são os portugueses que não vêem resultados e estão
fartos de tantas mentiras. Depois qual é a maior violência? A verbal, a física ou
a económica? Julgo que é a económica. Os portugueses já não suportam tanta violência
económica.
Tanto prometeu na campanha eleitoral e nada cumpriu até hoje. Disse
que nunca se aproveitava do passado e não há um único discurso seu ou da maioria parlamentar que não se refira a ele.
Se havia português que melhor estava informado da
situação é ele. Não foi Passos Coelho que nomeou Catroga para ir negociar com a
Troika? Agora não pode dizer que desconhecia a situação do País. Durante a
campanha eleitoral disse que não aumentava os impostos, não mexia nos Subsídios, no SNS e Educação. E quais foram as primeiras medidas depois de
formar governo. De quem são as frases que se seguem:
"Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissermos que a
despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo
resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos
seus actos e pelas suas acções".
"Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas
privadas ou que estão no Estado fixem objectivos e não os cumpram.
Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento
derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar
excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para
o desemprego e a economia afunda-se".
"Não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados
andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles".
"Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não
merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?"
Ao deixar derrapar a execução orçamental, ao afundar a economia
nacional e ao não cumprir os objectivos que se propôs, designadamente não
atingindo a meta do défice (4,5%) com que se comprometeu, o Governo incorreu em
responsabilidade criminal.
Quem o disse não fui eu. Foi o próprio Dr. Passos Coelho, num discurso
de que o "Correio da Manhã" de 6-11-2010 publicou os excertos atrás
descritos. Onde vemos a justiça ir sobre ele por falsas declarações e promessas?
Em tempos tivemos homens dignos. O que prometiam cumpriam. Quando não
tinham a possibilidade de cumprir a palavra dada iam de corda ao pescoço pôr a
sua vida ao dispor de quem enganaram. Quando é que vamos ver de corda ao
pescoço Passos Coelho, o seu governo e a sua bancada? Nunca. Fogem de quem
enganaram como o diabo foge da cruz.
Só sabe semear ventos. E… quem os semeia só tem uma solução: colher tempestades.
Só sabe semear ventos. E… quem os semeia só tem uma solução: colher tempestades.

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