Como o Outono faz cair as folhas das árvores este tempo, triste e frio, parece certos habitantes de Freamunde que frequentam o seu centro cívico. Passa-se sempre o mesmo todos os dias. Os desempregados e reformados com pouco poder de compra refugiam-se junto dos passeios ou sentados nos degraus das escadas a conversar as suas desditas. Antes ainda se podiam sentar nos poucos bancos que existiam na antiga Praça do Mercado, não sei o nome que lhe hei-de dar derivado ao estado de conservação, para porem a conversa em dia. Muitos sentem vontade de fazerem as suas necessidades e não têm WC para o fazer dirigindo-se a um canto do antigo "campo da feira". Tenho avisado alguns para irem aos da Junta de Freguesia, tendo recebido como resposta, que não o fazem porque não tinham nada que deitar abaixo os que existiam.
Dizem que não temos poder autárquico que, desde as eleições e já vai em três anos, não dão mostra alguma, dando a entender que não existe. Que não merecíamos isto. Onde estão os bairristas que outrora conseguiram grandes feitos? Nessa época tínhamos voz e coisa que reclamássemos era aceite. Desde que tivemos conterrâneos à frente da Câmara Municipal que Freamunde parou. Foi com Fernando Vasconcelos e
agora com Pedro Pinto.
Com Arménio Pereira evoluímos em várias vertentes. Havia quem dizia – António Carneiro, antigo Presidente da Junta de Freguesia - que era
mais difícil negociar algo com Fernando Vasconcelos porque vinha sempre a
desculpa “se se fizer algo em Freamunde tenho os vereadores das outras
freguesias a dizerem que só olho para a minha terra”.
Neste caso é-nos mais benéfico que o Presidente da Câmara não seja de
Freamunde. Aí o Presidente da Junta não tem de só estar de acordo como pode
reclamar. Depois perecemos de dois males: Presidente da Câmara e da Junta de
Freguesia, ambos do mesmo partido. Se não fosse este o caso a oposição ao
Presidente da Câmara era mais voraz.
Assim só temos que nos resignar e vivermos conforme estes últimos dias
de Outubro: tristes e frios.

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