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sábado, 20 de outubro de 2012

Dar de comer a quem tem fome e dar de beber a quem sede:


Este preceito foi-nos ensinado por Jesus Cristo. “ - Eu estava faminto… e me destes comida”, “ - Eu tinha sede... e me destes de beber”.  Estas duas frases são o bastante para qualquer ser humano pensar e repensar. A formação do ser humano não se vê pelos estudos, pelo que ensina, se se está destituído destes valores. Que interessa um burro carregado de livros se não os sabe ler!
Fiz este intróito para falar do caso da criança que foi proibida de almoçar pelo motivo dos pais não ter pago a mensalidade. Esperei para ver se tinha veracidade. Hoje li que afinal a criança comeu uma sandes separada das restantes crianças. Se a notícia que a criança teve de estar junta das outras a vê-las comer era grave o pô-la numa sala separada das outras crianças a comer uma sandes torna-se gravíssimo.
Não compreendo o método de requisição da alimentação. Se a criança estava em falta de pagamento de certeza a escola não requisitou refeição para esse dia. O que à partida a criança não almoçaria. Se  fez a requisição para quem foi a refeição? 
Há decretos-leis que proíbem o corte a qualquer empresa por falta de pagamento de uma mensalidade, caso das operadoras de telemóveis e afins. E, aqui trata-se de bens de somenos importância e feita a adultos. Neste caso não vi qualquer referência se havia ou não atraso no pagamento de outras mensalidades o que me faz pensar que não. O que me faz prever uma vingança da directora sobre os pais mas quem sofreu no estômago foi a criança. 
Espero que aos filhos da directora, se é que os tem, que não venham um dia a sofrer o mesmo que esta criança sofreu. Andamos a educar crianças e não a marginá-las. Só não sabe dar valor ao desprezo a que esta criança, foi dado, quem nasceu num berço de oiro e não sabe o que é fome.
Em criança deslocava-me diariamente à cantina escolar que distava um quilómetro da minha casa para tomar uma malga de leite em pó e um pão com queijo amarelo e ao almoço uma malga de caldo. Ficava radiante. Se por qualquer motivo me fosse negado ainda hoje renegava o autor dessa “façanha”.
Também vi hoje no Facebook o pedido de apoio à directora. Por mim espero que receba uma onda de protestos pela sua atitude. Aqui vai o meu neste texto. Sei que quando isto acontece os lambe botas aparecerem a solidarizar-se com os seus superiores. É o corporativismo a funcionar.
Peço ao Ministério da Educação para que ande em cima deste caso porque prevejo que à criança e seus pais vai haver vinganças.  

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