Este preceito foi-nos ensinado por Jesus Cristo. “ - Eu estava faminto… e
me destes comida”, “ - Eu tinha sede... e me destes de beber”. Estas duas frases são o bastante para qualquer
ser humano pensar e repensar. A formação do ser humano não se vê pelos estudos,
pelo que ensina, se se está destituído destes valores. Que interessa um burro
carregado de livros se não os sabe ler!
Fiz este intróito para falar do caso da criança que foi proibida de
almoçar pelo motivo dos pais não ter pago a mensalidade. Esperei para ver se
tinha veracidade. Hoje li que afinal a criança comeu uma sandes separada das
restantes crianças. Se a notícia que a criança teve de estar junta das outras a
vê-las comer era grave o pô-la numa sala separada das outras crianças a comer
uma sandes torna-se gravíssimo.
Não compreendo o método de requisição da alimentação. Se a criança estava em falta de pagamento de certeza a escola não requisitou refeição para esse dia. O que à partida a criança não almoçaria. Se fez a requisição para quem foi a refeição?
Não compreendo o método de requisição da alimentação. Se a criança estava em falta de pagamento de certeza a escola não requisitou refeição para esse dia. O que à partida a criança não almoçaria. Se fez a requisição para quem foi a refeição?
Há decretos-leis que proíbem o corte a qualquer empresa por falta de
pagamento de uma mensalidade, caso das operadoras de telemóveis e afins. E,
aqui trata-se de bens de somenos importância e feita a adultos. Neste caso não vi qualquer referência se havia ou não atraso no pagamento de outras mensalidades o que me faz pensar que não. O que me faz prever uma vingança da directora sobre os pais mas quem sofreu no estômago foi a criança.
Espero que aos filhos da directora, se é que os tem, que não venham um
dia a sofrer o mesmo que esta criança sofreu. Andamos a educar crianças
e não a marginá-las. Só não sabe dar valor ao desprezo a que esta criança, foi
dado, quem nasceu num berço de oiro e não sabe o que é fome.
Em criança deslocava-me diariamente à cantina escolar que distava um
quilómetro da minha casa para tomar uma malga de leite em pó e um pão com
queijo amarelo e ao almoço uma malga de caldo. Ficava radiante. Se por qualquer
motivo me fosse negado ainda hoje renegava o autor dessa “façanha”.
Também vi hoje no Facebook o pedido de apoio à
directora. Por mim espero que receba uma onda de protestos pela sua atitude. Aqui vai o meu neste texto. Sei
que quando isto acontece os lambe botas aparecerem a solidarizar-se com os seus
superiores. É o corporativismo a funcionar.
Peço ao Ministério da Educação para que ande em cima deste caso porque
prevejo que à criança e seus pais vai haver vinganças.


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