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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

5 de Outubro de 1910:


A revolução republicana, iniciada na noite de 3 para 4, fizera progressos consideráveis. Os revolucionários, concentrados na Rotunda, continuavam a resistir às forças monárquicas, sob o comando de Machado dos Santos, tenente da Administração Naval. A rebelião alastrara, engrossada por forças de artilharia e infantaria. Muitos civis armados batiam-se corajosamente. Do lado do Governo, tudo eram indecisões. Não se tomavam medidas concretas. Apenas o capitão Paiva Couceiro, com os seus soldados, aparecia a dar combate aos revoltosos. O tiroteio continuou, cada vez mais vivo. O Governo, desorientado, pediu pelo telefone a D. Manuel II que retirasse para Mafra, onde se lhe juntou, no dia seguinte, a rainha-mãe D. Amélia, que estava no Palácio da Pena, em Sintra. Às duas horas da tarde, chegou a Mafra a notícia da proclamação da República em Lisboa e a constituição do governo provisório, presidido pelo Dr. Teófilo Braga. A revolução republicana triunfara. A Família Real dirigiu-se para a Ericeira e embarcou a caminho do exílio. A revolução correu todo Portugal e, dentro em pouco, sem grandes resistências, a República era proclamada em todas as capitais de distrito.

A implantação da República Portuguesa teve o apoio da população, enquadrada pelas sociedades secretas Carbonária e Formiga-branca.
Após a Proclamação da República portuguesa em 5 de Outubro de 1910, foi nomeado um Governo Provisório que deveria dirigir superiormente a Nação até que fosse aprovada uma nova Lei fundamental.
Presidiu a esse Governo, inteiramente formado por elementos do Partido Republicano Português (o grande obreiro da revolução), o velho e respeitado Teófilo Braga; o governo contava ainda com as figuras de:
António José de Almeida (na pasta do Interior, antigo ministério do Reino);
Afonso Costa (na pasta da Justiça e Cultos);
Basílio Teles (nas Finanças);
Bernardino Machado (nos Estrangeiros);
António Luís Gomes (no Fomento);
Coronel - António Xavier Correia Barreto (na Guerra);
Comandante - Amaro Justiniano de Azevedo Gomes (na Marinha).

5 de Outubro de 2012: Faz hoje cento e dois anos e como gratidão os portugueses celebram este ano o último feriado deste acontecimento. As comemorações foram transferidas para outro local porque quem devia sentir respeito por este feito, se não tivesse havido o cinco de Outubro, nem tão pouco era conhecido, porque não se vislumbra qualquer qualidade em Cavaco Silva, a não ser, a sociedade que criou à sua volta. Alguns comparam-na ao Ali-Babá e os quarenta ladrões. 
À hora em que escrevo este texto estão a comemorá-lo no Pátio da Galé em Lisboa. Logo de início começou mal. A bandeira foi hasteada com o escudo de pernas para o ar. Não sei se foi propositadamente para condizer com este governo. 


As comemorações continuaram e o discurso de António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, inflamou a sala, com um discurso republicano. Alguns membros do governo convidados para as comemorações mostraram o seu desagrado e enquanto os restantes presentes aplaudiam entusiasticamente, esses, faziam cara de desdém. 
Depois seguiu-se o discurso de Cavaco Silva: monocórdio. Só teve interesse quando uma convidada insurgiu-se com protestos. Ao finalizar outra convidada começou a cantar "Firmeza" de Fernando Lopes Graça,  com poema de João José Cachofel, o que veio animar esse final das comemorações porque mais parecia um velório. Dizem que tudo o que é feito tem um significado. E, este vem simbolizar  o enterro do cinco de Outubro.


Cavaco e Passos Coelho, têm medo do melhor Povo do Mundo! Enquanto no cinco de Outubro de mil novecentos e dez o povo e as  suas elites se juntavam para se libertar da tirania, Cavaco e Passos, hoje põem-se à distância desse dito melhor Povo do Mundo.
Que Pátria é esta que elegeu assim uns cobardes?!

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