A revolução republicana, iniciada na noite de 3 para 4, fizera
progressos consideráveis. Os revolucionários, concentrados na Rotunda,
continuavam a resistir às forças monárquicas, sob o comando de Machado dos
Santos, tenente da Administração Naval. A rebelião alastrara, engrossada por
forças de artilharia e infantaria. Muitos civis armados batiam-se
corajosamente. Do lado do Governo, tudo eram indecisões. Não se tomavam medidas
concretas. Apenas o capitão Paiva Couceiro, com os seus soldados, aparecia a dar
combate aos revoltosos. O tiroteio continuou, cada vez mais vivo. O Governo,
desorientado, pediu pelo telefone a D. Manuel II que retirasse para Mafra, onde
se lhe juntou, no dia seguinte, a rainha-mãe D. Amélia, que estava no Palácio
da Pena, em Sintra. Às duas horas da tarde, chegou a Mafra a notícia da
proclamação da República em Lisboa e a constituição do governo provisório,
presidido pelo Dr. Teófilo Braga. A revolução republicana triunfara. A Família
Real dirigiu-se para a Ericeira e embarcou a caminho do exílio. A revolução
correu todo Portugal e, dentro em pouco, sem grandes resistências, a República
era proclamada em todas as capitais de distrito.
A implantação da República
Portuguesa teve o apoio da população, enquadrada pelas sociedades secretas
Carbonária e Formiga-branca.
Após a Proclamação da
República portuguesa em 5 de Outubro de 1910, foi nomeado um Governo Provisório
que deveria dirigir superiormente a Nação até que fosse aprovada uma nova Lei
fundamental.
Presidiu a esse Governo,
inteiramente formado por elementos do Partido Republicano Português (o grande
obreiro da revolução), o velho e respeitado Teófilo Braga; o governo contava
ainda com as figuras de:
António José de Almeida (na
pasta do Interior, antigo ministério do Reino);
Afonso Costa (na pasta da
Justiça e Cultos);
Basílio Teles (nas Finanças);
Bernardino Machado (nos
Estrangeiros);
António Luís Gomes (no
Fomento);
Coronel - António Xavier
Correia Barreto (na Guerra);
Comandante - Amaro Justiniano de Azevedo Gomes (na Marinha).
5 de Outubro de 2012: Faz hoje cento e dois anos e como gratidão os portugueses celebram este
ano o último feriado deste acontecimento. As comemorações foram transferidas
para outro local porque quem devia sentir respeito por este feito, se não
tivesse havido o cinco de Outubro, nem tão pouco era conhecido, porque não se
vislumbra qualquer qualidade em Cavaco Silva, a não ser, a sociedade que criou
à sua volta. Alguns comparam-na ao Ali-Babá e os quarenta ladrões.
Comandante - Amaro Justiniano de Azevedo Gomes (na Marinha).
À hora em que escrevo este texto estão a comemorá-lo no Pátio da Galé em Lisboa. Logo de início começou mal. A bandeira foi hasteada com o escudo de pernas para o ar. Não sei se foi propositadamente para condizer com este governo.
As comemorações continuaram e o discurso de António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, inflamou a sala, com um discurso republicano. Alguns membros do governo convidados para as comemorações mostraram o seu desagrado e enquanto os restantes presentes aplaudiam entusiasticamente, esses, faziam cara de desdém.
Depois seguiu-se o discurso de Cavaco Silva: monocórdio. Só teve
interesse quando uma convidada insurgiu-se com protestos. Ao finalizar outra
convidada começou a cantar "Firmeza" de Fernando Lopes Graça, com
poema de João José Cachofel, o que veio animar esse final das comemorações
porque mais parecia um velório. Dizem que tudo o que é feito tem um
significado. E, este vem simbolizar o enterro do cinco de Outubro.
Cavaco
e Passos Coelho, têm medo do melhor Povo do Mundo! Enquanto no cinco de
Outubro de mil novecentos e dez o povo e as suas elites se juntavam para
se libertar da tirania, Cavaco e Passos, hoje põem-se à distância desse dito
melhor Povo do Mundo.
Que Pátria é esta que elegeu assim uns cobardes?!

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