Que lição de democracia. PSD e CDS esperavam que a manifestação fosse
um fiasco ou que descambasse para a violência com a finalidade de ganhar uns
trunfos para depois exibi-los aos portugueses, em como não somos
auto-suficientes e, só eles tem o poder de nos orientar. Que todas as medidas
que nos estão a impor são a única salvação que temos.
Tudo isto era o pensamento deles antes das dezassete horas do dia
quinze de Setembro. Parece que os vejo a olhar para o televisor e a fazerem
finca-pé para que isso acontecesse. Diziam que estavam reunidos para deliberar
os efeitos das medidas anunciadas por Passos Coelho mas, ao contrário disso,
estavam de terço na mão pedindo à virgem Maria para que tudo corresse mal para
depois demonstrar que eram os salvadores da Pátria.
Mas o que os portugueses pedem é que os sacrifícios sejam repartidos
por todos e não só pelos mesmos do costume. Que quando derrubaram um governo
legítimo a situação do País era melhor que a de agora. Fartam-se de dizer que o
País na era de Sócrates não tinha dinheiro para pagar pensões e salários. E
agora? Se não roubassem meio décimo terceiro mês aos funcionários públicos e
pensionistas em dois mil e onze e em dois mil e doze o subsídio de férias e
décimo terceiro mês o que acontecia à economia? O dinheiro com que os pagam
agora é fruto da economia estar melhor? Não estamos simultaneamente a piorar de
mês para mês! Não prometeram mundos e fundos? Onde estão eles!
O PECIV não servia porque atrás dele vinham outros. E desde daí quantos
já vieram? Será que o povo sai à rua por estar bem vida? Paulo Portas (o
Patriota) andou a adiar a sua posição sobre a TSU para ver como parava o
descontentamento popular. Depois disso veio dar uma conferência de imprensa –
fungava em vez de falar – tal era a lentidão das suas palavras que mais parecia
Victor Gaspar. Os fungos eram derivados às muitas lágrimas derramadas durante a
reunião (velório) que há quem diga que mais pareciam umas carpideiras. Tanto o CDS como o
PSD tiveram o dia (noite) das facas longas. Vamos ver a quem vão ser dirigidas.

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