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terça-feira, 18 de setembro de 2012

E… depois do 15 de Setembro (2):


O governo e os partidos que o apoia não podem argumentar que não sabiam da contestação e revolta dos portugueses. Foram avisados de diversas formas. D. Januário Torgal Ferreira, Vasco Lourenço, Marinho e Pinto e outros mais, há muito, que vêm alertando da situação calamitosa dos portugueses, chegando a dizer que o governo é uma cambada de corruptos. Até hoje, que eu saiba, não lhes foi movido qualquer processo, o que quer dizer que quem cala consente.
Agora vêm todas as virgens solicitar ao governo que pondere tais medidas. Que cambada de cobardes! Antes criticavam os partidos da oposição por mandar achas para as instituições internacionais e, que estas só prejudicavam o bom nome de Portugal. Mas eis que se zangam as comadres para se saber as verdades. Já não se importam das achas! Gente sem juízo e coluna vertebral. A arrogância transformou-se em cobardia. "Esta cobardia mole e tímida que não deixa nem ver, nem seguir a verdade" (Blaise Pascal).
Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes, Luís Filipe Meneses, seu rebento, Pedro Pinto, Carlos Abreu Amorim, Duarte Marques, Montenegro e tantos outros, agora pedem péssanga. Não criticam os manifestantes por chamar-lhes gatunos. Com este procedimento só dão razão a D. Januário, Vasco Lourenço e Marinho e Pinto. Também é a forma de desdizer a procuradora Cândida Almeida – lamento: pois nasceu no mesmo dia, mês e ano que eu – ao afirmar que Portugal não é um País corrupto. 
Aquando do malogrado sete de Setembro, nenhum veio para a praça pública contestar a TSU e outras medidas anunciadas por Passos Coelho! Parece que foram assistir a um espectáculo de variedades. 
Não se importaram do murro que o Primeiro-ministro deu no estômago dos portugueses com tal comunicação ao País. 
Que se lixe! Enquanto o pau vai e vem folgam as costas. Foi o que pensaram. Só que o cantar “Nini dos meus quinze anos” saiu-lhes caro. 
Quando se quer fazer tudo à pressa é no que dá: depressa e bem há poucos quem. E assim aconteceu. Os que julgavam que aos portugueses só lhe falta pôr a albarda enganaram-se.
Os portugueses demonstraram com civismo que a "albarda" é pesada e contestaram-na na praça pública lugar onde tem voz. Na Assembleia e Presidência da República não os queriam escutar. Agora desfazem-se em reuniões e mais reuniões para solucionar o problema que uns imberbes criaram.
Vem rogar que a intenção era a melhor para os portugueses. Acredito que sim. Mas só para uma minoria e essa é a que mais tem. Quando lhe foi dito na campanha eleitoral que fosse trabalhar nunca, na minha vida, ouvi frase tão mal dirigida. Para se trabalhar tem que se ter queda e Passos Coelho já demonstrou que não nasceu com esse dom. É o oposto de Eduardo mãos de tesoura.
O Primeiro-ministro só à sua conta tem trinta e um veículos. Noutros ministérios também abundam. Aguiar Branco, ministro da defesa, não se coíbe de ir para o seu escritório no carro do Estado. À populaça rouba-se. A estes dão-se todas as mordomias.
Os ditos populares cada vez estão mais em voga: quem parte e reparte e não fica com melhor parte ou é tolo ou não tem arte. E… assim vai Portugal.   

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