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domingo, 19 de agosto de 2012

Diz-se que o primeiro amor lembra sempre:


Julgo que não é só no amor! Acontece em várias fases da vida, seja no trabalho, no lazer, numa viagem, seja entre portas ou ao estrangeiro. Não tenho feito muitas viagens a outros países a não ser uma ou outra vez a Espanha, próximo da fronteira portuguesa: Vigo e Santiago de Compostela. Este ano foi diferente. Pela primeira vez fui a França. 
O meu filho está em França, desde Outubro do ano passado. Encontra-se ali a trabalhar, como este ano, no período de férias não vinha a Portugal, veio o Diogo, meu neto, passar uns dias a minha casa, com o intuito de o ir lá levar. Assim aconteceu.
No dia três de Agosto do ano em curso, eu, a minha esposa e os meus netos, Duarte e Diogo, lá partimos num avião da companhia Ryanair do aeroporto Francisco Sá Carneiro. Já viajei muito de avião mas sempre na TAP. Fui com algum receio para esta viagem. À medida que se viaja o medo parece que aumenta. Pelo menos acontece comigo. Como disse viajei muito mas sempre com um destino: Madeira. Começa-se a conhecer o itinerário, os pontos mais sensíveis, as turbulências que por vezes impõem um certo receio. Quer queiramos ou não é o meio de transporte que mais passageiros transporta e mais seguro. Há uns anos era impensável um cidadão da classe média andar de avião: usavam-se mais os barcos de cruzeiro.
Entrei no avião da Ryanair com os sorrisos simpáticos das hospedeiras de bordo e aconselhando-nos os lugares vagos que devíamos ocupar. Nos voos de Low Cost se quisermos reservar o lugar a viagem torna-se mais cara. Entendo desnecessário pois tanto me interessa um lugar à frente ou atrás, aliás, prefiro nos bancos traseiros. Depois de várias formalidades deu-se início à nossa viagem. Decorreu bem e passado hora e meia aterrávamos no aeroporto próximo de S. Etienne que, de aeroporto pouco tem, pois ali só aterram ou levantam os aviões da Ryanair e de uma companhia Turca.

Os primeiros contactos foram um pouco difíceis. Não falo nenhuma língua estrangeira por isso a dificuldade em compreender as várias línguas usadas e nenhuma portuguesa. Mas como temos a língua universal que é a gestual lá a usamos. Dizem que quem tem boca vai a Roma mas acho que quem têm mãos vai a todo o lado pois pode as usar para gesticular. À nossa espera estava a companheira do meu filho que logo que nos viu abriu um sorriso pois já não nos via desde Março, altura em que nos fizeram uma surpresa, nos anos da minha esposa e com saudades do Diogo.
Fomos para sua casa em La Ricamarie, próximo de S. Etienne. Ali moram alguns portugueses que mais parecem uma família. Fiquei contente com o que vi. Os fins-de-semana com as churrascadas alertam-me para o bom ambiente que ali se vive. Dizem que é usual haver rivalidades mas pelo que me apercebi há familiares que não se dão tão bem. Quando assim é esquece-se certas agruras que a vida de vez em quando nos reserva.  

Fomos a vários lugares das proximidades: Localização La Ricamarie: País França, Região Ródano-Alpes, Departamento Loire. Cidades e vilas vizinhas: Le Chambon-Feugerolles, Saint-Ettiénne e Roche-la-Molière.
Actividades de lazer próximas La Ricamarie: Sala de cinema, Percurso de golfe, Parque Aventura, Estádio, Arquitectura religiosa, Sala de espectáculos, Jardim zoológico, Via Ferrata e Estação de esqui.
S. Etienne é a cidade mais próxima e mais importante. Leon fica a sessenta e cinco quilómetros. Não a fomos visitar. Também não se podia ir a todos lugares e sendo assim preferia os lugares mais sossegados. Assim, íamos para parques e beira-rio, com praia fluvial. Havia duas crianças e como elas preferiam esses lugares demos-lhes essa primazia.
O Parque Europa em S. Etienne é digno de uma visita. Nunca vi um parque tão bem idealizado e arranjado. Velhos e novos passam ali um bom bocado de tempo. A petizada tem um pouco de tudo para se divertir: baloiços, escorregas e aranha, tudo de borla. Pelo que me apercebi só no comboio infantil é que se paga. Visitamos outras cidades e vilas. Por onde passamos tudo era verdejante e zona agrícola. Havia gado bovino, cavalar e ovídeo a pastar sem ninguém à sua guarda. Campos e campos de trigo todo dourado. No Parc Naturel Regional du Pilat o sossego e verdura é uma constante.


Rumamos até Vienne. Fomos ao lugar mais alto e à igreja de La Salete. Dali vimos como Vienne é grande e as suas casas tornam-se pequenas vistas dali de cima. Ao longe o rio Vienne que banha a cidade com o mesmo nome e os seus barcos fazendo transportes de pessoas e mercadorias.
Gostei do que foi dado ver nos dias que ali estive. De muitos lugares não sei o nome assim como os dois castelos e o parque fluvial que visitei.
De La Ricamarrie gostei do seu sossego e da simpatia dos seus habitantes, principalmente, da tabacaria onde ia registar o euromilhões e da padaria onde ia buscar o “cacete de pão”. Com dificuldade da fala mas o Diogo socorria-se do pouco francês que fala. Também não se pode pedir muito dado o pouco tempo que de França tem.
Também gostei de S. Etienne. Uma cidade com muitas acessibilidades. Não se vê o trânsito atrofiado. A vida nocturna é pacata ou foi por ser  Agosto e a maioria dos seus habitantes terem ido de férias para estâncias balneares. Ali tudo rola com harmonia.
Dos vizinhos do meu filho também tenho a agradecer pelos bons momentos que ali passei. Em França qualquer terra ou vila diz-se que é uma comuna. Será por isso que existe tanta comunidade entre vizinhança!      

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