Julgo que não é só no amor! Acontece em várias fases da vida, seja no
trabalho, no lazer, numa viagem, seja entre portas ou ao estrangeiro. Não tenho
feito muitas viagens a outros países a não ser uma ou outra vez a Espanha, próximo
da fronteira portuguesa: Vigo e Santiago de Compostela. Este ano foi diferente.
Pela primeira vez fui a França.
O meu filho está em França, desde Outubro do ano passado. Encontra-se
ali a trabalhar, como este ano, no período de férias não vinha a Portugal, veio
o Diogo, meu neto, passar uns dias a minha casa, com o intuito de o ir lá
levar. Assim aconteceu.
No dia três de Agosto do ano em curso, eu, a minha esposa e os meus netos, Duarte e Diogo, lá partimos num avião da companhia Ryanair do aeroporto Francisco Sá Carneiro. Já viajei muito de avião mas sempre na TAP. Fui com algum receio para esta viagem. À medida que se viaja o medo parece que aumenta. Pelo menos acontece comigo. Como disse viajei muito mas sempre com um destino: Madeira. Começa-se a conhecer o itinerário, os pontos mais sensíveis, as turbulências que por vezes impõem um certo receio. Quer queiramos ou não é o meio de transporte que mais passageiros transporta e mais seguro. Há uns anos era impensável um cidadão da classe média andar de avião: usavam-se mais os barcos de cruzeiro.
Entrei no avião da Ryanair com os sorrisos simpáticos das
hospedeiras de bordo e aconselhando-nos os lugares vagos que devíamos ocupar. Nos
voos de Low Cost se quisermos reservar o lugar a viagem torna-se mais cara.
Entendo desnecessário pois tanto me interessa um lugar à frente ou atrás,
aliás, prefiro nos bancos traseiros. Depois de várias formalidades deu-se
início à nossa viagem. Decorreu bem e passado hora e meia aterrávamos no aeroporto
próximo de S. Etienne que, de aeroporto pouco tem, pois ali só aterram ou
levantam os aviões da Ryanair e de uma companhia Turca.Fomos para sua casa em La Ricamarie, próximo de S. Etienne. Ali moram alguns portugueses que mais parecem uma família. Fiquei contente com o que vi. Os fins-de-semana com as churrascadas alertam-me para o bom ambiente que ali se vive. Dizem que é usual haver rivalidades mas pelo que me apercebi há familiares que não se dão tão bem. Quando assim é esquece-se certas agruras que a vida de vez em quando nos reserva.
Actividades de lazer próximas La Ricamarie: Sala de cinema, Percurso de golfe, Parque Aventura, Estádio, Arquitectura religiosa, Sala de espectáculos, Jardim zoológico, Via Ferrata e Estação de esqui.
S. Etienne é a cidade mais próxima e mais importante. Leon fica a sessenta e
cinco quilómetros. Não a fomos visitar. Também não se podia ir a todos lugares
e sendo assim preferia os lugares mais sossegados. Assim, íamos para parques e
beira-rio, com praia fluvial. Havia duas crianças e como elas preferiam esses
lugares demos-lhes essa primazia.
O Parque Europa em S. Etienne é digno de uma
visita. Nunca vi um parque tão bem idealizado e arranjado. Velhos e novos
passam ali um bom bocado de tempo. A petizada tem um pouco de tudo para se
divertir: baloiços, escorregas e aranha, tudo de borla. Pelo que me apercebi só
no comboio infantil é que se paga. Visitamos outras cidades e vilas. Por onde passamos tudo era verdejante e zona agrícola. Havia gado bovino, cavalar e ovídeo a pastar sem ninguém à sua guarda. Campos e campos de trigo todo dourado. No Parc Naturel Regional du Pilat o sossego e verdura é uma constante.

Rumamos até Vienne. Fomos ao lugar mais alto e à igreja de La Salete. Dali vimos como Vienne é grande e as suas casas tornam-se pequenas vistas dali de cima. Ao longe o rio Vienne que banha a cidade com o mesmo nome e os seus barcos fazendo transportes de pessoas e mercadorias.
Gostei do que foi dado ver nos dias que ali estive. De muitos lugares não sei o nome assim como os dois castelos e o parque fluvial que visitei.
Gostei do que foi dado ver nos dias que ali estive. De muitos lugares não sei o nome assim como os dois castelos e o parque fluvial que visitei.
De
La Ricamarrie gostei do seu sossego e da simpatia dos seus habitantes,
principalmente, da tabacaria onde ia registar o euromilhões e da padaria onde
ia buscar o “cacete de pão”. Com dificuldade da fala mas o Diogo socorria-se do pouco
francês que fala. Também não se pode pedir muito dado o pouco tempo que de
França tem.
Também gostei de S. Etienne. Uma cidade com muitas acessibilidades. Não
se vê o trânsito atrofiado. A vida nocturna é pacata ou foi por ser Agosto e
a maioria dos seus habitantes terem ido de férias para estâncias balneares. Ali
tudo rola com harmonia.
Dos vizinhos do meu filho também tenho a agradecer pelos bons momentos
que ali passei. Em França qualquer terra ou vila diz-se que é uma comuna. Será
por isso que existe tanta comunidade entre vizinhança!

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