Destaco todo o povo de
Freamunde. Se assim não fosse, não podia haver continuidade por que todos são
precisos: corpos gerentes, sócios e beneméritos para se conseguir dar corpo às várias colectividades de
Freamunde.
A cultura não nasce só dos seus intérpretes. Há um vasto leque que suporta toda essa cultura. Em primeiro lugar pelos seus progenitores porque quando a cepa é fraca, fraca é a sua uva.
A cultura não nasce só dos seus intérpretes. Há um vasto leque que suporta toda essa cultura. Em primeiro lugar pelos seus progenitores porque quando a cepa é fraca, fraca é a sua uva.
Por estes motivos Freamunde torna-se numa terra singular. Sabemos que
somos uma terra pobre, no que toca a valores monetários, mas rica
no que diz respeito à cultura. Desde tempos imemoriais Freamunde realça-se
pelos seus eventos e colectividades culturais quer a nível desportivo, teatral,
musical, poético e de mutualidade, caso da Associação de Socorros Mútuos, como
o seu nome indica, tipo Caixa de Previdência.
No primeiro meio século, do século XX, não existia Caixa de
Previdência, um punhado de homens cá do burgo tiveram a feliz ideia de formar a
Associação de Socorros Mútuos, para através de uma quota mensal, dar
assistência médica e medicamentosa aos seus associados. Por isso desde sempre
temos o lema de uma terra bairrista e de eventos. Assim ao longo dos anos os Freamundenses
procuram sempre o melhor para si e para os seus.
Quando a terra já não lhe pode dar mais imigram para elevarem o seu
nome e o da sua terra. É o que acontece no aspecto musical e desportivo. No
desportivo somos um viveiro de jogadores no que concerne ao futebol. Vários
jovens se formaram e formam nos vários escalões desportivos. Alguns saíram de
Freamunde e foram representar outros clubes nacionais.
Quem tiver curiosidade pode presenciar a quantidade de jovens que diariamente frequentam as instalações do Sport Clube de Freamunde. Ali formam-se como homens e atletas. Não é de estranhar a chamada de alguns às selecções nacionais: Tonanha, André Leão, Antunes e mais recentemente Babo.
Quem tiver curiosidade pode presenciar a quantidade de jovens que diariamente frequentam as instalações do Sport Clube de Freamunde. Ali formam-se como homens e atletas. Não é de estranhar a chamada de alguns às selecções nacionais: Tonanha, André Leão, Antunes e mais recentemente Babo.
No teatral é ver a quantidade de espectáculos quer do Grupo Teatral
Freamundense ou do Grupo Teatral da Associação Cultural e Recreativa Pedaços de
Nós. Do número de actores que ali "nasceram" para essa actividade. Alguns
nunca pensaram possuir tal veia artística mas com o tempo e trabalho
tornaram-se nuns actores que faz inveja a qualquer profissional.
No poético há vários mas destaco os que mais tem elevado o nome de
Freamunde: José Carlos Vasconcelos e António Taipa “Rodela”, este, têm escrito poemas sobre Freamunde e sua gente.
No aspecto solidário é ver o que Freamunde tem feito pelos seus idosos
quer a nível de passatempos ou de ajuda social. Pelas crianças e mais jovens. Não é qualquer terra que tem implantado o ensino desde o pré-primário até à entrada
para a universidade. Estas coisas não se conseguem pelos lindos olhos que se
possui mas sim pelo seu bairrismo e a sua cultura.
No musical é ver a quantidade de grupos: Ensamble vocal de Freamunde,
coros que prestam cânticos nas missas dominicais. Grupo de Castanholas, Gupo de
Bombos Ecosons e Pedasons, Grupo Musical Laços de Nós, Grupo Musical Big Band,
todos estes da Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós.
A Associação Musical de Freamunde, outrora Banda Marcial de Freamunde,
fundada em mil oitocentos e vinte e dois, que tem expandido pelas diversas
bandas profissionais vários Freamundenses. A sua escola infantil teve muita
influência na continuação de jovens músicos.
Vários deles seguiram os estudos pelas várias escolas de música
existentes no norte do País e têm tirado partido disso. A maioria são talentos
e por isso são solicitados quer a representar
orquestras ou banda militares. Na Associação Musical de Freamunde a maioria dos
seus componentes vêm dessas escolas e com um futuro promissor.
Outrora foi um ou outro incorporar as Bandas Militares. Dos primeiros
foi Hélder “careca” na Banda da G. N. R. de Lisboa. Depois deste seguiram
caminho, uns tantos, que fizeram a sua carreira em várias bandas, quer Lisboa ou
Porto. Jaime Rego na Orquestra da Emissora Nacional. Rogério “Careca” na Banda
da Força Aérea. Tristão, filho de Alexandrino da “Lama”, na Banda Militar de
Caçadores cinco de Lisboa, nessa altura tirava a especialidade nesse quartel e
encontrei-me com ele. Seu irmão António, na Banda da Marinha. José Domingos
também numa Banda Militar, encontrei-o em mil novecentos e setenta e um, em
Luanda. Claudino Leal, na Banda Militar do R. I. 6, na Senhora da Hora. Elmano, na Banda da G. N. R. do
Porto. José Maria Nogueira, na Banda da Força Aérea.
Há outro Freamundense de nascença, que incorpora a Banda da G. N. R. de Lisboa, tem o mesmo nome do pai, Jaime Rego, é Maestro, regeu várias bandas filarmónicas, regendo hoje a Sociedade Filarmónica Boa-União Montelavarense, freguesia de Montelavar, Lisboa.
Há outro Freamundense de nascença, que incorpora a Banda da G. N. R. de Lisboa, tem o mesmo nome do pai, Jaime Rego, é Maestro, regeu várias bandas filarmónicas, regendo hoje a Sociedade Filarmónica Boa-União Montelavarense, freguesia de Montelavar, Lisboa.
Jaime Rego é o primeiro Flautista da esquerda para a direita
Freamunde orgulha-se de contribuir com os seus filhos para o
desenvolvimento da cultura local e nacional. Não é por acaso que além de Jaime
Rego, a reger a Banda Filarmónica Boa-União, há outro jovem que ocupa o cargo
de Maestro e Director Artístico da Banda de Música da Trofa e Orquestra
Sinfónica da Trofa desde Janeiro de 2011. Nesse ano actuaram nas
festas Sebastianas juntamente com a Associação Musical de Freamunde. Ambas
tiveram boa actuação onde se destaca o elogio na página da Associação Musical e
Cultural da Trofa.
Quantas terras existem com um historial cultural como Freamunde? Julgo
que não há muitas. A Associação Musical de Freamunde podia criar mais talentos se
abrisse excepção a jovens do sexo feminino para a integrar.
Pelo que sei há umas quantas em diversas bandas de música espalhadas pelo norte do País que ficavam orgulhosas por representar a banda da sua terra. Se não houvesse esses entraves podíamos competir só com prata da casa. Elas, a terra e a banda só ganhavam com isso.
Pelo que sei há umas quantas em diversas bandas de música espalhadas pelo norte do País que ficavam orgulhosas por representar a banda da sua terra. Se não houvesse esses entraves podíamos competir só com prata da casa. Elas, a terra e a banda só ganhavam com isso.

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