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terça-feira, 17 de abril de 2012

Crise estudantil de 1969 em Coimbra:


Não sabia que a recepção a Américo Tomás, na Universidade de Coimbra, que despoletou a crise estudantil de mil novecentos e sessenta e nove tinha sido no dia dezassete de Abril. 
No mesmo dia mas em ano diferente, mil novecentos e setenta e um, este dia também ia ficar na minha memória. Faz precisamente hoje quarenta e um anos que pelas onze horas parti a bordo do navio Vera Cruz, para Angola, em cumprimento do serviço militar.
A crise estudantil entre várias coisas também teve a finalidade de acabar com a guerrilha que decorria nas nossas antigas províncias ultramarinas. Houve a contestação. Na altura de pouca valeu porque os órgãos de comunicação social estavam ao sabor do antigo regime. 
Como água mole em pedra dura tanto dá que até fura, passados cinco anos e oito dias tudo se modificou. O vinte de Abril trouxe-nos outras esperanças. No princípio e durante vários anos valeu a pena a revolução. Hoje, com o governo que nos calhou em sorte, estamos a regressar a esses tempos.
Espero que a classe estudantil, como em mil novecentos e sessenta e nove, se oponha para evitar o regresso ao passado. Façam-no que a maioria do povo agradece-vos e está convosco. 

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