quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O Carnaval 2012 em Freamunde:


É tradição em Freamunde celebrar-se o Carnaval, mesmo que o governo decrete a não tolerância de ponto. 
Há uns tempos para cá as Comissões das Festas Sebastianas aproveitam este dia para fazer um desfile carnavalesco com o intuito de angariar uns euros para fazer face às despesas que acarretam as Sebastianas. Já no ano em que fui festeiro (1988) usamos este evento para aumentar o pecúlio das Sebastianas mas não tinha a afluência de público e mascarados que têm hoje.
O Carnaval em Freamunde há muitos anos – era eu jovem – era meia dúzia de mascarados e quase todos se faziam munir de um pau que fazia de bengala mas, a intenção era defenderem-se das pessoas que se metiam com eles. 
Também havia grupos de indivíduos em motorizadas – dois em cada uma – munidos de sacas de farinha que ao passar quer por mascarados ou pessoas que andavam a passear despejavam a farinha pela cabeça abaixo. Não havia nada mais desconfortável que a farinha quer na cabeça ou pelo corpo e se fosse num dia de chuva ainda pior.  
Por isso em Freamunde raramente se via bastantes mascarados. Só há noite é que eles apareciam pelos cafés mas em grupo. Metiam-se connosco – não estávamos mascarados - sendo que alguns eram nossos amigos mas não conseguíamos descobrir quem. 
A propósito: Um dia apareceu um mascarado todo bem apresentado - tipo José Castelo Branco, a dar a ideia de ser uma rapariga -  e meteu-se com um viúvo de Freamunde que o convidou para ir dar uma volta com ele na sua motorizada. 
Foi aceite o convite e o viúvo quando se viu num lugar ermo aproveitou esse facto para tentar tirar partido da situação quando é avisado: ao senhor fulano - aqui não revelo o nome nem de um nem de outro - olhe que sou eu.
Quando se viu no logro em que caiu arrancou a toda a velocidade deixando o desgraçado do mascarad0 sozinh0. O trabalho que não teve para se deslocar a pé. Se fosse hoje devido à tecnologia bastava fazer uma chamada de telemóvel para um amigo para o ir buscar.
Vale a pena ir a Freamunde assistir ao desfile. Vê-se profissionalismo na organização e a comunidade Freamundense disponibiliza-se para comemorar este evento. Ao contrário da farinha que se usava antigamente hoje não faltam brilhantes e serpentinas que dão um colorido às cabeças dos foliões. Os mascarados não precisam de andar em grupo e munidos de pau porque há respeito por quem assim se apresenta.  

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