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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo:

Vladimir Putin afirmou que os países do BRICS já representam quase metade da economia mundial e que a contribuição do bloco para o crescimento global é hoje maior do que a do G7. A declaração não foi apenas econômica. Foi um recado político num momento em que a disputa por influência global se intensifica.
Segundo os números apresentados pelo líder russo, o BRICS já responde por cerca de 49% do Produto Interno Bruto mundial em paridade de poder de compra, enquanto a participação do G7 continua encolhendo. Para Moscou, isso demonstra uma mudança histórica na economia internacional, marcada pelo crescimento das economias emergentes e pela redução gradual do peso relativo das potências tradicionais do Ocidente.
Putin foi além. Ele afirmou que o bloco não cresce apenas na economia, mas também na tecnologia, no comércio e na capacidade de influenciar os rumos do planeta. Na visão russa, o centro de gravidade da economia mundial está se deslocando lentamente para países como China, Índia, Brasil e os demais integrantes do BRICS.
Ao comentar as sanções ocidentais contra Moscou, o presidente russo também fez uma crítica dura ao sistema financeiro internacional dominado pelo dólar e pelo euro. Segundo ele, o congelamento de reservas russas mostrou ao mundo que qualquer país pode perder acesso aos seus próprios ativos caso entre em conflito com as grandes potências ocidentais.

O que torna essa declaração relevante não é apenas o número apresentado por Putin. É o que ele representa. Pela primeira vez em décadas, líderes de grandes economias falam abertamente sobre um cenário em que o poder econômico global deixa de girar exclusivamente em torno do Ocidente. E, se essa tendência continuar, o BRICS pode deixar de ser visto apenas como um bloco emergente para se tornar um dos principais centros de poder do século XXI.

Moz na Diáspora 

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