O que torna essa declaração relevante não é apenas o número apresentado por Putin. É o que ele representa. Pela primeira vez em décadas, líderes de grandes economias falam abertamente sobre um cenário em que o poder econômico global deixa de girar exclusivamente em torno do Ocidente. E, se essa tendência continuar, o BRICS pode deixar de ser visto apenas como um bloco emergente para se tornar um dos principais centros de poder do século XXI.
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
https://radiofreamunde.pt/
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo:
Vladimir Putin afirmou que os países do BRICS já representam quase metade da economia mundial e que a contribuição do bloco para o crescimento global é hoje maior do que a do G7. A declaração não foi apenas econômica. Foi um recado político num momento em que a disputa por influência global se intensifica.
Segundo os números apresentados pelo líder russo, o BRICS já responde por cerca de 49% do Produto Interno Bruto mundial em paridade de poder de compra, enquanto a participação do G7 continua encolhendo. Para Moscou, isso demonstra uma mudança histórica na economia internacional, marcada pelo crescimento das economias emergentes e pela redução gradual do peso relativo das potências tradicionais do Ocidente.
Putin foi além. Ele afirmou que o bloco não cresce apenas na economia, mas também na tecnologia, no comércio e na capacidade de influenciar os rumos do planeta. Na visão russa, o centro de gravidade da economia mundial está se deslocando lentamente para países como China, Índia, Brasil e os demais integrantes do BRICS.
Ao comentar as sanções ocidentais contra Moscou, o presidente russo também fez uma crítica dura ao sistema financeiro internacional dominado pelo dólar e pelo euro. Segundo ele, o congelamento de reservas russas mostrou ao mundo que qualquer país pode perder acesso aos seus próprios ativos caso entre em conflito com as grandes potências ocidentais.
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