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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A morte do camponês:



No dia dois de Janeiro do corrente ano enquanto aguardava na sala de espera do I.P.O. Porto para fazer uma cistoscopia e com a sala repleta de gente a páginas tantas desabafava um doente: pago a taxa moderadora mas protesto e estou no meu direito por que acho que é um roubo! 
Perto dele e de mim estava um sujeito, pela aparência, da minha idade, que retorquiu. – Estamos a pagar pelo que de mal gastamos. O que devíamos era sermos governados por dezanove Salazares que isto entrava nos eixos. Respondi-lhe: – o senhor não sabe o que é a vida? De certeza que não! E pela convicção que fala talvez precise dos dezanove Salazares. No que me diz respeito dispenso-os, porque já me fez mal que chegue. 
Vim para o corredor e ali aguardei a minha chamada porque não gosto de estar próximo de quem defende o fascismo.
Quando cheguei a casa fui buscar o livro de José Rosa Figueiredo “Poemas da Madrugada”,  escolhi o poema “A Morte do Camponês”, para lhe mostrar o que "é a vida". Elaborei este vídeo com Passos Coelho a transformar-se em Salazar quer na fisionomia quer nas acções de governação e publicá-lo no Facebook. Tanto em mil novecentos e cinquenta e dois - tinha eu três anos - como hoje, o poema se torna acutilante. Caso o tal indivíduo acompanhe o a blogosfera  que delire com tamanhas personalidades.  

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