Aquilo que me parece, é que este Luís Neves pode ser só um, ou ser dois em um. Pode ser, um homem com algumas fragilidades legais (como qualquer um de nós) basta para isso passar qualquer vida ( por banal que seja) a pente fino, ou no crivo da legalidade e da burocracia, para termos assunto para entreter as comadres cá do bairro.
Ou ...
... pode ser um homem com algumas fragilidades, mas ainda, e principalmente, muito odiado, e isto pela mão firme que tem tido e continua a ter nas funções que exerce. O homem é corajoso e rema desde sempre contra marés muito turbulentas.
Estão actualmente em curso investigações na PJ a movimentos de extrema direita ligados ao Chega de várias maneiras, sem falar no há pouco desmontado e desarmado movimento "Armilar" que tinha um ataque terrorista projectado a várias as pessoas, e instituições políticas e democráticas. Estão actualmente em curso reformas profundas das duas polícias, PSP e GNR e ambas sob tutela do MAI. Estás reformas são totalmente impopulares e indesejadas por vários quadros superiores destas polícias.
A PSP e GNR têm dentro de si numerosos contingentes de policias ideologicamente vinculados ao Chega, e à extrema direita. Não o escondem sequer.
Luís Carrilho, diretor nacional da PSP, está em vias de ir fazer uma comissão de serviço a Paris, onde parece que substituirá o seu antecessor no comando daquela Polícia, como oficial de ligação. A decisão depende do ministro da Administração Interna, Luís Neves que, segundo fontes policiais, não estará na “melhor das relações com Luís Carrilho”…
Também o comandante-geral da GNR, tenente-general Rui Ribeiro Veloso, deverá mudar de funções a partir de setembro e passar a ser o oficial de ligação no Brasil, nomeadamente na capital, Brasília. Precisamente pelos mesmos motivos.
Não é preciso ser muito perspicaz para perceber que a tensão é enorme. E para além de montes agrícolas em áreas protegidas no Alentejo, tanques, hectares, atrelados, declarações de rendimentos não entregues no TC ... a montanha pode ter parido um rato do campo pequenino, e estar a esconder um barril de pólvora bem armadilhado à democracia portuguesa.
Não é por nada de especial mas é o que me parece!
Aguardo com alguma expectativa que o tempo esclareça aquilo que o presente não deixa ainda esclarecer. Aconselho a mente e os olhos bem abertos. E não vão em cantigas de bandidos. Ou cantigas de outros bem disfarçados de cordeirinhos mansos e inocentes. Simplesmente não os há!
cp

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