Rádio Freamunde

https://radiofreamunde.pt/

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Mearsheimer soa o alarme: a Ucrânia está em apuros, Zelensky precisa de negociar:

(John Mearsheimer,, In Fórum da Escolha, in Facebook, 10/08/2026, Revisão da Estátua)

A superioridade aérea russa é avassaladora

    Segundo Mearsheimer, a Rússia possui uma *”enorme vantagem em poder aéreo” e pode atingir *”praticamente qualquer alvo na Ucrânia sem o risco de um míssil Patriot ou qualquer outro míssil abater os seus mísseis ou drones”.

    Taxa de interceção de 14,8% — colapso da defesa aérea

    Em julho de 2026, a Rússia lançou 195 mísseis balísticos contra a Ucrânia. Apenas 29 foram intercetados, uma taxa de 14,8%. A 5 de agosto, não houve qualquer interceção em 24 mísseis. Os mísseis Patriot estão fora de alcance. As análises de Mearsheimer não são previsões — são a descrição de uma realidade em curso.

    O bloqueio dos portos do Mar Negro — estrangulamento económico

    Mearsheimer sublinha que a Rússia fechou de facto os portos de Odessa. Antes da guerra, 70% do total das exportações e 90% das exportações agrícolas passavam por estes portos. Sem acesso ao mar, a Ucrânia está a tornar-se um estado sem litoral, sem uma espinha dorsal económica.

    Ataques com drones: uma “estratégia suicida”

    Mearsheimer considera os ataques aéreos profundos da Ucrânia uma estratégia suicida para Kiev. Os ataques com drones apenas intensificam a resposta russa e pioram a situação.

    Donbass vai cair até ao final de 2026

    Mearsheimer previu que a Rússia assumirá o controlo total do Donbas até ao final de 2026. Depois disso, já não será uma questão de vitória ucraniana, mas da magnitude da derrota.

    Dívida de 200 mil milhões de dólares — os contribuintes pagarão

    A Ucrânia recebeu quase 200 mil milhões de dólares em ajuda orçamental direta. A sua dívida total atingiu US$ 208,97 mil milhões. Os empréstimos nunca serão pagos. Os contribuintes ocidentais suportarão a conta.

    As sanções fracassaram — o rublo valorizou-se

    O Ocidente disse: “Vamos destruir o rublo”. O rublo está cotado a 85 por dólar. O Ocidente disse: “Nunca pagaremos em rublos”. A Europa está a pagar em rublos. As sanções não enfraqueceram a Rússia — fortaleceram-na.

    A Ucrânia está “condenada”

    No seu blogue, Mearsheimer escreve: *”A Ucrânia está condenada e, como sempre afirmei, a Rússia acabará por conquistar uma vitória lamentável.” Acrescenta: “A Ucrânia emergirá como um Estado remanescente disfuncional.”

    O apoio ocidental está a diminuir

    Mearsheimer sublinha que a guerra entre os Estados Unidos e o Irão vai reduzir ainda mais o apoio militar e financeiro a Kiev. O Ocidente já não pode apoiar duas guerras em simultâneo.

    Conclusão

      Mearsheimer é claro: a única hipótese de Zelensky evitar o colapso total é fazer as pazes com a Rússia. A situação está a deteriorar-se mês a mês. A cada dia que passa, a Ucrânia perde território.

      * John Mearsheimer, Professor da Universidade de Chicago

      Fonte aqui

      Do blogue Estátua de Sal 

      Ventos Semeados: Vidas Improváveis - XIV. António, o Náufrago do Be...

      Ventos Semeados: Vidas Improváveis - XIV. António, o Náufrago do Be...: (Décimo quarto de uma série de retratos à maneira de Woody Allen, em que se constata quão enganador podem ser os fulgores das ilusórias prom...

      terça-feira, 11 de agosto de 2026

      Ucrânia: a escola de formação para os cartéis da droga:

      (B.Partisans, In Fórum da Escolha, in Facebook, 09/08/2026, Revisão da Estátua)

      Era apenas uma questão de tempo: quando se transforma um país num laboratório global para a guerra moderna durante quatro anos, eventualmente os recrutas regressam a casa com o manual de instruções na mão.

      A Ucrânia alberga agora combatentes de dezenas de países. De acordo com um oficial ucraniano encarregado de proteger os direitos dos militares, cerca de 16.000 estrangeiros de 72 nacionalidades servem nas forças ucranianas, sendo que quase 40% são oriundos da América Latina.

      A Colômbia ocupa um lugar de destaque neste fascinante programa de intercâmbio cultural.

      O próprio Gustavo Petro mencionou cerca de 7.000 colombianos que foram combater para a Ucrânia: “7.000 homens da Colômbia, com treino militar […] a combater numa guerra estrangeira e a morrer sem motivo”.

      Mas eis o pormenor que transforma a tragédia numa farsa geopolítica

      O Financial Times refere que os grupos armados colombianos estão a tentar capitalizar a experiência ucraniana dos seus recrutas para aprenderem técnicas de guerra com drones. Porque a Ucrânia já não é apenas um campo de batalha: é agora o Instituto Politécnico com explosivos, o Erasmus com drones FPV e cursos de formação contínua em bombardeamento remoto.

      Vêm aprender a transformar um drone que custa algumas centenas de euros numa arma capaz de rastrear um veículo, uma posição ou um soldado. Depois, regressam a casa.

      E surpresa: o conhecimento técnico espalha-se melhor do que os comunicados de imprensa da NATO. Segundo o Financial Times, os grupos armados colombianos realizaram 264 ataques com drones em 2024 e 2025. O Ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, reconhece que o aumento da utilização destes dispositivos representa um grande desafio à superioridade aérea das forças governamentais.

      Resultado magnífico

      Durante anos, Washington e Bruxelas celebraram a Ucrânia como o laboratório onde se inventava a guerra do século XXI. Drones FPV, interferências eletrónicas, reconhecimento, ataques automatizados: cada inovação era alardeada como uma demonstração de modernidade militar.

      Simplesmente esqueceram-se de um pormenor: um laboratório também forma técnicos. E alguns deles regressam a países onde os guerrilheiros, os narcotraficantes e os grupos armados ficariam encantados por receber quatro anos de investigação e desenvolvimento em grande escala, gratuitamente.

      Petro pressiona agora o seu país a tomar medidas legais contra o mercenarismo e alerta os seus militares contra a venda das suas competências a organizações criminosas.

      Eis a suprema ironia: queríamos exportar combatentes para a Ucrânia para defender a “ordem internacional”. Agora corremos o risco de importar os seus métodos. A feliz globalização, mas com uma granada acoplada a um drone.

      Do blogue Estátua de Sal

      CAOS NOS EXAMES. Ministro abre inquéritos para fugir às responsabilidades, dizem professores:

      Fenprof e Movimento Escola Pública criticam Fernando Alexandre que terá tentado com a manobra “desviar a atenção do caos”. Afirma-se ainda que é um “insulto” culpar os professores depois de tudo o que fizeram.

      Depois de ter falhado mais uma vez prazos no processo caótico de correção dos exames nacionais de acesso ao Ensino Superior, Fernando Alexandre tratou na segunda-feira de anunciar um inquérito às escolas por causa do “envio tardio” de provas e pedidos de reapreciação.

      Sindicatos, movimentos de professores e diretores criticam o que significa esta iniciativa, afirmando que este está a “fugir às responsabilidades” e que se trata de um “insulto” às escolas e aos professores.

      A TSF ouviu, José Feliciano Costa, da Fenprof, que destaca ser uma forma de “tentar procurar fugir às suas responsabilidade” devia a “uma medida que resulta de decisões e falhas da própria tutela”. Para ele, “abrir inquéritos é uma forma de desviar a atenção do caos que marcou este processo, que é, talvez, um dos maiores problemas que o sistema educativo teve nas últimas décadas”.

      A federação sindical considera, por outro lado, que “as escolas e os professores fizeram tudo o que lhes competia e até muito mais do que isso”

      A porta-voz do movimento Missão Escola Pública, Cristina Mota, vai no mesmo sentido também em declarações a esta estação de rádio. Considera o inquérito “insultuoso” para escolas, professores e “todos aqueles que estão a garantir que pautas são afixadas e que este caos não tome ainda dimensões maiores”.

      Este movimento destaca assim a “falta de respeito e de consideração para com os profissionais”, garantindo que “se existiram escolas que enviaram apenas na sexta-feira provas para reapreciar, é porque apenas nesses momentos reuniram condições para o fazer”. Ou seja, na versão dos professores, estes e as escolas foram o “principal agente” que tentou resolver “este caos em que estão instalados os exames” enquanto Fernando Alexandre tenta “transmitir uma outra ideia, assente em estratégias políticas”.

      De acordo com o Júri Nacional de exames, entre sexta-feira e sábado, as escolas submeteam 89 pedidos de reapreciação e 123 pedidos de correção de cotação dos exames cujos resultados supostamente deveriam ter sido publicados na sexta-feira.

      Ainda a este órgão de comunicação social, a Associação Nacional de Diretores Escolares tinha reagido com “surpresa” ao anúncio do inquérito mas garantia “serenidade” na espera de resultados face ao “caos que se instalou” porque acredita que “ficou claro que foi a ação dos professores que permitiu que prazos fossem cumpridos”.

      Carlos Louro, presidente interino desta organização, insiste que logo na primeira fase “quando se apontavam culpas às escolas e aos professores, isso não passava de uma nuvem de fumo muito densa que se queria lançar” e diz que “ficou claro que foi a ação dos professores e das escolas que permitiu que os prazos que foram definidos fossem cumpridos”.

      Para ele, seria agora “necessário trazer serenidade às escolas para que o próximo ano letivo seja lançado com tudo o que os alunos merecem”.

      Blogue Esquerda 

      Perguntas simples:

      Ainda alguém se lembra de quando o Luís Neves ou o Luís Montenegro, talvez ambos a mielas, mandaram um criminoso (deputado, GNR, empregado da limpeza, ninja?) gamar documentos preciosos que estavam em cima de uma mesa do gabinete parlamentar do líder dos portugueses de bem e, não contentes, ordenaram que se fizessem maldades à Nossa Senhora e a uma cadeira?

      por Valupi

      Do blogue Aspirina B

      Ucrânia: a escola de formação para os cartéis da droga:

      (B.Partisans, In Fórum da Escolha, in Facebook, 09/08/2026, Revisão da Estátua)

      Era apenas uma questão de tempo: quando se transforma um país num laboratório global para a guerra moderna durante quatro anos, eventualmente os recrutas regressam a casa com o manual de instruções na mão.

      A Ucrânia alberga agora combatentes de dezenas de países. De acordo com um oficial ucraniano encarregado de proteger os direitos dos militares, cerca de 16.000 estrangeiros de 72 nacionalidades servem nas forças ucranianas, sendo que quase 40% são oriundos da América Latina.

      A Colômbia ocupa um lugar de destaque neste fascinante programa de intercâmbio cultural.

      O próprio Gustavo Petro mencionou cerca de 7.000 colombianos que foram combater para a Ucrânia: “7.000 homens da Colômbia, com treino militar […] a combater numa guerra estrangeira e a morrer sem motivo”.

      Mas eis o pormenor que transforma a tragédia numa farsa geopolítica

      O Financial Times refere que os grupos armados colombianos estão a tentar capitalizar a experiência ucraniana dos seus recrutas para aprenderem técnicas de guerra com drones. Porque a Ucrânia já não é apenas um campo de batalha: é agora o Instituto Politécnico com explosivos, o Erasmus com drones FPV e cursos de formação contínua em bombardeamento remoto.

      Vêm aprender a transformar um drone que custa algumas centenas de euros numa arma capaz de rastrear um veículo, uma posição ou um soldado. Depois, regressam a casa.

      E surpresa: o conhecimento técnico espalha-se melhor do que os comunicados de imprensa da NATO. Segundo o Financial Times, os grupos armados colombianos realizaram 264 ataques com drones em 2024 e 2025. O Ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, reconhece que o aumento da utilização destes dispositivos representa um grande desafio à superioridade aérea das forças governamentais.

      Resultado magnífico

      Durante anos, Washington e Bruxelas celebraram a Ucrânia como o laboratório onde se inventava a guerra do século XXI. Drones FPV, interferências eletrónicas, reconhecimento, ataques automatizados: cada inovação era alardeada como uma demonstração de modernidade militar.

      Simplesmente esqueceram-se de um pormenor: um laboratório também forma técnicos. E alguns deles regressam a países onde os guerrilheiros, os narcotraficantes e os grupos armados ficariam encantados por receber quatro anos de investigação e desenvolvimento em grande escala, gratuitamente.

      Petro pressiona agora o seu país a tomar medidas legais contra o mercenarismo e alerta os seus militares contra a venda das suas competências a organizações criminosas.

      Eis a suprema ironia: queríamos exportar combatentes para a Ucrânia para defender a “ordem internacional”. Agora corremos o risco de importar os seus métodos. A feliz globalização, mas com uma granada acoplada a um drone.

      Do blogue Estátua de Sal

      Ventos Semeados: Vidas Improváveis XIII. Rosário, a Senhora dos Cê...

      Ventos Semeados: Vidas Improváveis XIII. Rosário, a Senhora dos Cê...:   Há derrotas que se assumem e há derrotas que se delegam ao país inteiro, como quem reparte a fatura por convidados que nem sabiam estar na...