Coisas que Podem Acontecer:
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
segunda-feira, 27 de julho de 2026
UM JEITO MANSO: O PS desbaratou a maioria absoluta? Então a comuni...
Os avençados de Israel:
(Tiago Franco, in Facebook, 26/07/2026, Revisão da Estátua)

Por achar que já não tenho irritações que cheguem na vida, o algoritmo desta rede passa a vida a bombardear-me com influencers portugueses, de extrema-direita, pagos pelo estado de Israel para andarem por Gaza a repetir as narrativas que lhes são ditadas.
Vou deixar de lado esta coisa, muito do século XXI, da malta arranjar sustento a dizer banalidades e transmiti-las para uma geração onde, apesar da informação ao minuto, sobra ignorância. Quando vejo pessoal da minha idade, e mais velhos, a repetirem ideias destes gajos, vou perdendo um pouco a fé na Humanidade.
Não vou fazer publicidade a esta gente, são as novas Ferro Gouveia em potência e provavelmente vocês já os/as terão visto por aí. A gorducha da voz irritante, o anafado do táxi, a cruela da voz rouca e mais umas quantas azedas que por aqui andam.
Também não vou discutir o investimento que Israel faz em publicidade com influencers de vários países. Isso é do conhecimento público e nem aquele estado genocida o nega.
Até percebo que se tenha que meter comida na mesa e, trabalhar, é algo que a poucos apetece. Estou solidário nessa parte. Se pudesse andar a bater mundo e alguém me fosse pagando as contas, certamente chegaria mais depressa a alguns dos sonhos que me faltam concretizar.
Mas não há um limite, de decência vá, para o preço da nossa alma? Por mais ódio e frustração que a vida nos traga, por mais racistas e intolerantes que sejamos, por mais xenófobos, conservadores ou islamofóbicos, não há uma linha vermelha a partir do qual se diz: – “Tenho que arranjar outra forma de pagar as contas”?
Há algum ser humano com coluna que, vendo o que os colonos da Cisjordânia estão a fazer, consiga encontrar um ponto de vista que justifique aquele terror e a expulsão dos palestinianos?
Alguém, que não siga fanaticamente a vida por um qualquer livro religioso, a Bíblia, a Tora, o Corão ou outra merda qualquer, consegue encontrar uma justificação para as constantes chacinas em Gaza? Ainda se fala no 7 de Outubro como justificação? Os 70 000 (número onde parou a contagem) palestinianos mortos, maior parte deles mulheres e crianças, ainda não chegam para justificar o “direito de defesa” sobre a morte de 800 civis israelitas?
Quando vemos aquele inenarrável ministro de extrema-direita, Ben-Gvir, a entrar por Gaza a dentro, com uma horda de colonos, a gritar “quem diria, há três anos, que hoje estaríamos a controlar 70% da faixa de Gaza?”, ainda conseguimos procurar uma narrativa que justifique as atrocidades de Israel?
Quase dois milhões de pessoas, em Gaza, enfiadas num quintal, em condições desumanas e outros tantos na Cisjordânia, a sofrerem um processo de expulsão, patrocinado pelas IDF. E prestam-se estes influencers, um pouco por todo o mundo, a troco de umas viagens e uns trocos para ficarem em casa a fazer vídeos mais uns meses, a mentir para as suas comunidades, fazendo parte de uma tentativa, à escala global , de limpar a imagem de Israel.
Mas como? Sim, como meus amigos? Dá para apagar a morte de milhares de mulheres e crianças inocentes? Ou ainda estamos a vender a história de que cada pedra em Gaza era um terrorista do Hamas? Dá para apagar os vídeos diários de novos colonatos na Cisjordânia? Dá para apagar os vídeos do Ben-Gvir a celebrar a pena de morte para palestinianos?
Também já perdi um pouco a paciência para as discussões das perspetivas ou das opiniões. Não há duas visões em crimes tão óbvios e tão desproporcionais.
Quem, a troco de dinheiro (ou não), se presta ao papel de tentar justificar um estado genocida, está exatamente a entrar no papel de colaboracionista, mas sem aquela desculpa clássica e histórica de quem luta pela sobrevivência. São, no fundo e apenas, uns filhos da pu*a.
Do blogue Estátua de Sal
Sebastianas continuam a encantar gerações!

Por Ricardo Jorge Neto
Tudo começou com a habitual semana cultural, uma montra viva que deu palco ao talento das várias associações locais. O arranque emocional ficou a cargo do movimento OMESSA, que transformou a Loja Nova num baú de memórias com a exposição “Entre a Devoção e a Festa”. A mostra tocou na essência da história: ali estavam as míticas vacas de fogo, os tapetes da procissão, os "ferreirinhos" e a construção dos carros alegóricos. Uma exposição com a mestria de fazer dialogar o passado e o futuro, provocando a nostalgia dos mais velhos e o sorriso e o espanto dos mais novos. A partir daí, sucederam-se as quadras, o folclore, os Pedaços de Nós, a tuna e o fado. A fechar com chave de ouro, a mais antiga banda filarmónica do concelho aliou-se à voz inconfundível de Rita Guerra, num momento de beleza rara. Pelo meio, juntamente com a AJAF, o monte Acheira contou com a adrenalina da castiça corrida de carros de rolamentos.
A 9 de julho, as Sebastianas ganharam oficialmente vida. No palco principal, Bárbara Tinoco ofereceu mais do que um concerto: encantou tudo e todos com uma performance visual surpreendente. Na sexta-feira, como manda a tradição, o relógio de sol da Capela de São Francisco parou para homenagear gerações e gerações de festeiros. Cumprido o protocolo solene, a noite transfigurou-se: de bombo e caixa na mão, as comissões invadiram o asfalto numa arruada imensa, com as mulheres freamundenses a assumirem a linha da frente nesta procissão de batidas e orgulho. No plano musical, Nel Monteiro ganhou estatuto de rei absoluto do cancioneiro popular, enquanto noutro palco o ritmo do rapper Regula dava voz às inquietações das novas gerações. Na noite de sábado, os Quatro e Meia encantaram um mar de gente com a sua poesia e melodia, logo após as Sebastianas terem sido revisitadas em forma de um grandioso espetáculo de fogo de artifício.
O domingo, o dia da mais profunda solenidade, trouxe o coração das Sebastianas de volta ao sítio certo. A majestosa procissão saiu à rua, erguendo-se como o símbolo vivo da gratidão e devoção eterna de Freamunde ao jovem soldado de Narbona, São Sebastião. A ditar o compasso solene estiveram a Banda de Freamunde e a Banda Junqueirense, de Vale de Cambra. Para elevar a temática das Sebastianas 2026, nada melhor do que a construção dos tapetes, que juntou nas ruas netos, filhos, avós e até bisavós num esforço comunitário, garantindo que os quilómetros de cortejo se façam pisando quadros artísticos de serrim — um elemento de enorme significado nesta terra de marceneiros. A noite de domingo acabou entregue aos Resistência, um projeto intemporal que, tal como esta festa, cruza os caminhos de músicos de várias eras. As madrugadas são o momento de disputa entre numerosos espaços de música com DJs, que competem entre si para captar o maior número de foliões. Nesta batalha musical, o rei é o volume do som: numa lógica de mais decibéis, mais clientes...
A festa das multidões seguiu a rápida contagem dos dias e desaguou na segunda-feira, o dia da apoteose criativa, onde os mestres construtores colocam nas ruas as suas obras-primas: os carros alegóricos. Sob a égide do tema “Gerações”, a marcha não deixou ninguém indiferente, porque se há algo que une os freamundenses são as Sebastianas de ontem, de hoje e de amanhã. As memórias vivas das festas moldam quem somos: as primeiras saídas à noite, os namoros, participar como anjinho na procissão, os primeiros excessos, as vacas de fogo, as girandolas, chegar a casa a horas impensáveis, apanhar as canas para os feijões e para os papagaios e estrelas, os amigos de sempre, fugir e participar no mel, dançar samba, grafitar uma parede, saltar e pular enquanto os guerreiros do bombo se esvaem em suor, ou ver o melhor carro da marcha que é claramente o que construímos…
Foram, são e serão séculos de emoções puras, alimentadas pelos freamundenses que deram continuidade a esta tradição de trazer para a rua a fé e a devoção a São Sebastião. A tradição continuará viva, e uma nova geração já prepara as Sebastianas 2027!
Seríamos piores ou melhores sem as Sebastianas? Talvez sim, talvez não... mas uma coisa é certa: sem elas não seríamos, nunca, freamundenses!
Gazeta Paços de Ferreira
22/07/2026, 0:00 h
domingo, 26 de julho de 2026
UM JEITO MANSO: Somos um povo de masoquistas para querermos que es...
Ventos Semeados: O Banho de Realidade
Dominguice:
Gostei muito do aparecimento do LIVRE, em 2014, porque Rui Tavares prometia idealismo, integridade e inteligência para um voto alternativo ao PS e à esquerda fanática. E adorei o nome, acreditei ingenuamente que fosse uma síntese do programa, de qualquer programa que viesse a desenvolver ao longo dos anos. Passado o imbróglio da desvinculação de Joacine Katar Moreira, o partido tem tido um crescimento relevante, passando em três anos de 1 para 6 deputados – tão mais notável quanto o LIVRE tem neste momento mais deputados do que o PCP e o Bloco… juntos. Algo impensável há quatro anos apenas, e só explicável pela fanatização à direita que assola o País. Pois bem, o que é o LIVRE nesta altura em que Rui Tavares de novo sai da ribalta? Não faço a mínima ideia, ignoro quais são as bandeiras e as metas para além do que os estatutos carimbam. Mas sei isto: não faz jus ao nome.
Não existe um único documento político do LIVRE onde se fale na defesa do Estado de direito democrático. E se bem o não escreveram, melhor o não fizeram.
26 Julho 2026 às 8:36 por Valupi
Do blogue Aspirina B
Verificação de factos: quem verifica os verificadores?
(Ricardo Graça, Advogado, in Facebook, 24/07/2026, Revisão da Estátua.)

Em Janeiro de 2025, Mark Zuckerberg anunciou o fim do programa de verificação de factos da Meta. Disse que os fact-checkers “eram politicamente enviesados” e que “destruíram mais confiança do que a que criaram”. Substituiu-os por notas da comunidade — um sistema em que são os próprios utilizadores a assinalar conteúdos duvidosos.
Do blogue Estátua de Sal