Rádio Freamunde

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domingo, 8 de março de 2026

O CHEGA quer agora fazer o país acreditar que não sabia de nada:

Mas essa desculpa torna-se ainda menos séria quando falamos de um partido que tem site oficial, jornal próprio, CHEGA TV, secções permanentes de notícias e uma estrutura montada para comunicar diariamente com militantes, simpatizantes e com o espaço público. Quem vive a dizer que fiscaliza tudo e todos, não pode aparecer sempre surpreendido quando o problema rebenta dentro da sua própria esfera.
Aqui não está em causa “imparcialidade” partidária. Está em causa responsabilidade política mínima. Um partido que se apresenta como voz da denúncia, da vigilância e da moralização da vida pública tem o dever acrescido de explicar como é possível que alegadamente desconhecesse uma situação desta gravidade, envolvendo uma sua militante colocada em funções públicas.
E se a resposta for mesmo “não sabíamos”, então isso não absolve o CHEGA. Condena-o politicamente na mesma. Porque ou sabia e cala-se, ou não sabia e falhou redondamente no escrutínio interno que exige aos outros, todos os dias, em todos os palcos. Em qualquer dos casos, sobra uma palavra: incoerência.
O país tem, por isso, o direito de perguntar sem rodeios:
como pode um partido com jornal, televisão partidária, presença mediática permanente e discurso moralista em permanência vir agora dizer que nada viu, nada soube e nada percebeu?
O VD não aceita esta encenação.
Quem quer fiscalizar Portugal inteiro tem de começar por explicar o que se passa à sua porta.

#CHEGA #AndréVentura #HipocrisiaPolítica #ResponsabilidadePolítica #Escrutínio #Transparência #HabitaçãoClandestina #Imigração #EstadoDeDireito #SemExtremismos #VD #VanguardaDireitista

Vanguarda Direitista - VD

Dominguice:

Passos Coelho disse que Montenegro era irresponsável, incapaz e que andava a querer brincar com o País. Isto aconteceu, e aconteceu depois de outras declarações assassinas contra o actual líder do PSD nas últimas semanas. Que significa? Que Passos acredita no que a sua claque anda a repetir desde 21 de Novembro de 2014: com ele no comando, é possível derrotar o 25 de Abril. Basta estar disponível para ir introduzindo cada vez mais violência na sociedade portuguesa. O Chega e a IL são os parceiros ideais para isso, o primeiro com os broncos na mão, o segundo com os patrões a babar. Não faltam polícias, procuradores e juízes prontos para repetirem o que se tornou a praxe desde 2004 – crimes cometidos por quem tem acesso a poderes totalitários que ficam sistematicamente impunes. O resto está controlado, uma imprensa toda alinhada à direita, sem excepção. Passos quer levar a sua criatura para S. Bento, ela provou ser capaz de explorar com inaudita eficácia os instintos mais sórdidos e desumanos. É a hora.

Como outros já disseram, vem aí o Diabo. No caso, um demónio que é a maior fraude da política portuguesa.

 por Valupi

Do blogue Aspirina B 

sábado, 7 de março de 2026

O povo norte-americano:

Foi vilmente traído nas suas mais profundas aspirações de trabalho, prosperidade e paz, pelo que as mil manifestações de náusea que brotam espontaneamente nas classes populares que fizeram o MAGA, só poderão ser consequentes se Trump for quanto antes afastado, afastado de qualquer maneira, pois a sua permanência no topo do regime de Washington acarreta mil perigos, não só para a sociedade norte-americana, como para a paz no mundo. De outro modo, paira o espectro de uma grande catástrofe sobre todos nós.

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Miguel Castelo Branco

Imagina que a Democracia tem um “final feliz”:

(Luis Rocha, in Facebook, 05/03/2026, mural de António Reis, revisão Estátua ) 

Imagina que um homem extremamente bem relacionado te convida para almoçar. Não um almoço qualquer, claro. Um daqueles almoços onde a lista de convidados parece saída de um encontro entre a realeza, Wall Street, Hollywood e meia dúzia de políticos que juram nunca ter estado ali. Imagina que o anfitrião é educado, inteligente, simpático, daqueles que conhecem toda a gente e que, curiosamente, toda a gente parece conhecer.

Imagina que, a meio da tarde, o anfitrião te pergunta com a naturalidade de quem oferece café se queres uma massagem. Nada de estranho. Stress, agenda cheia, o mundo é duro para quem tem responsabilidades. Depois mostra-te uma sala com jovens raparigas que parecem ter saído de um catálogo de spa tropical.

Imagina que aceitas. Imagina que a massagem termina com um daqueles chamados “finais felizes” que, convenhamos, transformam rapidamente qualquer spa numa tese prática sobre hipocrisia humana. Oral, manual, talvez mais do que isso. Um momento breve de decadência privada entre adultos que, naquele instante, acreditam que ninguém está a ver.

Agora imagina que dias depois o teu anfitrião telefona. E com uma voz perfeitamente tranquila te informa que as jovens eram menores. E que, por acaso, tudo foi gravado. Parabéns. Acabaste de ser promovido a marioneta.

Agora imagina que és juiz. Estás a decidir um processo delicado do tipo pedofilia, corrupção, tráfico de influências ou evasão fiscal. O tipo de caso que aparece nos jornais, e faz os discursos sobre moralidade pública florescer como papoilas em Maio. Imagina que o telefone toca. Do outro lado está o teu antigo anfitrião. Não pede nada de forma direta, claro. Pessoas sofisticadas não fazem chantagem de forma vulgar. Limitam-se a recordar-te que a memória digital é uma coisa extraordinária. E que certos vídeos envelhecem muito mal.

Imagina agora que és político. Tens de votar legislação sobre controlo de armas, direitos laborais ou regulação ambiental. Discursos inflamados no parlamento, entrevistas televisivas, promessas de integridade. Tudo muito digno. Até te lembrares da sala de massagens. E da câmara no canto.

Imagina que és editor de um grande jornal. Um desses guardiões da verdade que escrevem editoriais sobre ética pública e civilização ocidental. E imagina que sabes que existe um ficheiro com o teu nome. Um ficheiro onde a tua dignidade aparece reduzida a meia hora de spa altamente comprometedora.

Agora imagina que o teu simpático anfitrião afinal não era apenas um milionário excêntrico com amigos influentes. Imagina que era um operador. Um ativo. Alguém financiado para recolher segredos, fragilidades e pecados de gente poderosa. Um colecionador de compromissos humanos embalados em vídeo. Um homem chamado Jeffrey Epstein.

Imagina também que a sua companheira, Ghislaine Maxwell, não era apenas uma socialite elegante, mas também filha de Robert Maxwell, figura rodeada durante décadas pela aura de colaboração com os serviços de inteligência israelitas. E imagina que, quando Robert Maxwell morreu, recebeu funeral com honras em Israel.

Mas claro, tudo isto são coincidências. A História adora coincidências. Imagina agora a dimensão da coleção. Príncipes, bilionários, senadores, governadores, jornalistas, juízes, académicos e até presidentes. Um verdadeiro museu das elites ocidentais. Alguns desses nomes surgiram publicamente. Outros ficaram convenientemente protegidos pela névoa jurídica e pelo silêncio institucional.

Depois imagina que um dia o colecionador morre numa prisão. Oficialmente suicídio. Câmaras que não funcionam. Guardas que dormem. Protocolos que falham todos ao mesmo tempo, como se a incompetência tivesse decidido fazer uma festa. E imagina que, pouco depois, desaparecem gravações. Desaparecem documentos. Desaparecem provas.

Porque revelar tudo seria… inconveniente. Não para a justiça, naturalmente, essa gosta de luz, mas para uma certa elite global que descobriria, de repente, que a moralidade pública tinha sido administrada por um clube privado de pecadores gravados em alta definição.

Imagina agora a última cena. Milhares de pessoas poderosas continuam nos seus cargos. Fazem discursos, votam leis, escrevem editoriais, tomam decisões sobre guerras, economia e liberdade. E talvez algumas delas, quando o telefone toca à noite, sintam aquele frio muito particular na espinha.

Não é culpa. Não é arrependimento. É apenas a lembrança de que algures pode existir um vídeo.

E que, no grande teatro da política mundial, a democracia pode até parecer um sistema de governo. Mas às vezes funciona mais como um espectáculo de marionetas.

Do blogue Estátua de Sal 

A decisão de Donald Trump:

De reunir líderes da América Latina sem convidar o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva levantou questionamentos imediatos no cenário diplomático internacional. Oficialmente, o encontro reúne aliados considerados próximos da estratégia política da Casa Branca na região. No entanto, nos bastidores da política internacional, muitos analistas interpretam a ausência de Lula de outra forma: mais do que uma simples escolha de convidados, pode ser uma tentativa clara de evitar a presença de um dos líderes mais experientes da diplomacia latino-americana.

Isso porque Lula construiu ao longo dos anos uma imagem de articulador internacional capaz de dialogar com diferentes blocos de poder, desde países do Ocidente até nações do chamado Sul Global. Em um momento de forte tensão geopolítica no mundo, principalmente envolvendo conflitos internacionais e disputas de influência entre grandes potências, a presença de um líder com perfil diplomático forte poderia alterar o tom de determinadas discussões dentro de um encontro político organizado por Washington.
Outro ponto que chama atenção é que o encontro promovido por Trump reúne principalmente líderes alinhados à sua visão política na região. Ao excluir o Brasil, a maior economia da América Latina e um dos países mais influentes do continente, a reunião acaba transmitindo a impressão de que o objetivo não é exatamente construir um diálogo amplo com toda a região, mas sim consolidar um grupo de governos mais próximos da estratégia geopolítica americana.
Por isso, para muitos observadores, a ausência de Lula pode estar longe de ser um simples detalhe. Ela pode indicar que Washington prefere evitar um interlocutor que tem histórico de negociar com diferentes polos de poder global, inclusive países como China, Rússia e membros do BRICS. Em outras palavras, em um cenário internacional cada vez mais complexo, a presença de um diplomata experiente como Lula poderia trazer para a mesa discussões que talvez não estivessem nos planos de quem organizou o encontro.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Neste dia, a 6 de Março de 1921:

 

"Festa do Avante!"
Foi fundado o Partido Comunista Português, após uma série de reuniões na sede da Associação de Empregados de Escritório e fruto dos ecos da Revolução de Outubro na Rússia 4 anos antes.

Em 1922 aderiu à Internacional Comunista e em 1923 realizou o seu 1° congresso onde se estruturou nas linhas do modelo Leninista do centralismo democrático. O PCP viria a ser ilegalizado durante 48 anos, após o golpe militar de 1926, que instaurou uma ditadura militar em Portugal, passando por períodos muito difíceis devido às prisões e perseguições. Em alguns momentos contavam-se poucas dezenas de militantes ativos e todo o secretariado na cadeia. Especialmente depois das revoltas de 1934 e 1936, muitos dos seus militantes acabariam enviados para campos de concentração como o Tarrafal, em Cabo Verde, de onde boa parte não saiu com vida, incluindo o próprio secretário-geral (1929-42), Bento Gonçalves. Durante os 20 anos seguintes, devido à repressão, o partido não teve um secretário geral. Este reorganizar-se-ia durante e depois da 2ª guerra mundial e, apesar das vagas de prisões, foi crescendo em atividade, organizando greves com alguns milhares de operários e participando em movimentos antifascistas da época. Após a fuga de Peniche em 1960, Álvaro Cunhal seria eleito secretário-geral e, ainda antes da queda do regime, seria fundada a ARA (Ação Revolucionária Armada), que levaria a cabo ações militares contra a ditadura e de apoio aos movimentos de libertação africanos. Após o 25 de Abril, o PCP teve um papel fundamental no período revolucionário, apoiando os sucessivos governos provisórios que levaram a cabo o desmantelamento do estado fascista, a independência das colónias e a nacionalização de boa parte da economia, mas assumindo posições por vezes contraditórias e contrárias às dos trabalhadores em luta (como nas greves da TAP, CTT e Lisnave). Apesar do declínio, até hoje o PCP mantém uma importante posição na política portuguesa, participando na coligação CDU com Os Verdes. O PCP publica o jornal semanal "Avante!" e a revista bimensal "O Militante", além de possuir a editora "Edições Avante!" e de organizar anualmente a "Festa do Avante!"