Coisas que Podem Acontecer:
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
UM JEITO MANSO: Seguro versus Montenegro -- os opostos atraem -se...
Rogério Alves explica: o “enriquecimento ilícito” é bandeira da pulharia:
17 Fevereiro 2026 às 8:31 por Valupi
Do blogue Aspirina B
Vale a pena recordar esse dia, assim como o Militar, Coman-dante de Companhia de Caçadores Nº. 3341, como foi: José Joa-quim Lofgren Rodrigues.
Manuel Pacheco
Ex- Soldado Rádio Telefonista Nº. 11281470
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
A multinacional do genocídio:
(Por José Goulão, in AbrilAbril, 12/02/2026, revisão da Estátua)

Apesar de se comprometer com o acordo de cessar-fogo, Israel faz o que sempre fez: viola-o diariamente, agora sem que os holofotes mediáticos incidam sobre a barbárie.
Israel, como é próprio da sua inspiração, criação e existência, é um Estado abençoado. Como estava a sentir dificuldades operacionais, logísticas e financeiras para concretizar o principal objectivo do sionismo, o extermínio do povo palestiniano, veio em seu socorro uma espécie de coligação internacional, chefiada pelo inevitável Donald Trump, para receber um novo impulso nessa tarefa. Com a vantagem de as acções para continuação do genocídio não aparecerem como um crime, mas sim como uma brilhante solução, aos olhos da opinião pública internacional.
«Nova Gaza», chama-se o milagre, apresentado como uma espécie de início da aplicação do não menos extremoso «Plano Trump» em 20 pontos, por sua vez interpretado como o caminho para o cessar-fogo em Gaza, uma coisa que não aconteceu nem está em vias de acontecer.
No terreno há duas razões que impedem o cessar-fogo de que a comunicação social globalista fala como se existisse para evitar falar de Gaza e apagar das memórias efémeras do cidadão comum os horrores da matança que durante semanas revelaram a essência criminosa do sionismo. Em primeiro lugar, apesar de se comprometer com o acordo de cessar-fogo, Israel faz o que sempre fez: viola-o diariamente, agora sem que os holofotes mediáticos incidam sobre a barbárie. Em segundo lugar, a Resistência armada Palestiniana, erradamente designada como «o Hamas», não esteve de acordo com os termos do cessar-fogo, porque impunha a sua desmilitarização unilateral. O que implicava deixar o povo palestiniano, não só de Gaza mas também da Cisjordânia e de Jerusalém Leste, à mercê da sede de sangue dos militares e do governo de Israel.
Construir a casa pelo tecto
A existência de um cessar-fogo em Gaza é a condição indispensável para que possa avançar-se no caminho da pacificação e da reconstrução do território, mesmo segundo as fórmulas maravilhosas engendradas por Trump e a sua administração sionista, de mãos dadas com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
De modo que a divulgação recente do projecto «Nova Gaza», desdobrado em «Nova Gaza» e «Nova Rafah», as duas principais cidades do território, equivale a iniciar a construção de uma casa – «a paz», como lhe chamam os autores – pelo telhado. É uma idealização no abstracto, mas diz tudo o que tencionam fazer os Estados Unidos, Israel e todos os países e organizações que vão aderindo à megalomania genocida.
Não existem razões para hesitar em qualificar estas manobras como genocidas.
Os projectos apresentados por Trump têm como objectivo declarado «a reconstrução urbanística e económica da Faixa de Gaza, criação de emprego através do desenvolvimento turístico e a implantação de serviços tecnológicos.
No essencial, a «Nova Gaza» é uma versão retocada da anunciada transformação do território num imenso resort turístico, ideia que surge fundida, sem grande cuidado, no todo designado «reabilitação urbana».
Nem é preciso analisar em pormenor os planos de Trump para se perceber que a exploração turística da paradisíaca costa mediterrânica do território através de empreendimentos de grande luxo é o núcleo central transformações pretendidas para o território, funcionando todas as outras áreas de desenvolvimento como estruturas de apoio ao turismo.
O plano de Trump confirma essa interpretação porque prevê expressamente «um grande desenvolvimento costeiro com arranha-céus, no âmbito da criação de um resort do tipo Dubai».
Esqueceram-se dos palestinianos
Quem vai supervisionar este mirífico «processo de reconstrução» sobre um território com dois milhões de habitantes sob o qual jazem dezenas de milhares de seres humanos exterminados para concretizar o plano genocida do sionismo?
O plano prevê a criação de um «Conselho de Paz» com esse objectivo, uma entidade internacional «liderada pelos Estados Unidos». O papel executivo será desempenhado por uma equipa de «tecnocratas palestinianos», sob o controlo do «Conselho de Paz» e de «forças militares internacionais». Ninguém sabe quem são nem qual a origem dos «tecnocratas palestinianos», uma formulação que tem surgido de maneira recorrente ao longo de décadas e que traduz a busca incessante por Israel de traidores e colaboracionistas dizendo-se palestinianos e que nada têm a ver com as estruturas representativas do povo palestiniano. Essa procura tem sido um fracasso, mas ignora-se que cartas têm na manga Trump e os seus conselheiros indigitados para o «Conselho de Paz», designadamente o genro, o sionista Jared Kushner: o seu caixeiro viajante preferido nos «processos de negociações», de compras, invasões, detenção de dirigentes estrangeiros e anexações, Steve Witkoff .
Do blogue Estátua de Sal
Respeitinho no tempo dos bits:
Imagem gerada com Google Nano Banana
Estive a divertir-me um pouco com a IA da Google à conta de um assunto sério.
“Se Trump mija, Ventura abre a boca à espera que chova.”
Esta caricatura que o Gemini fez, sendo bastante gráfica, até é uma boa metáfora para a forma de actuar dos populistas caseiros. Se dividir e mentir funciona bem lá, porque não repetir cá? Bem apanhado, Gemini.
O tema sério é referente à actuação do ICE, em particular sobre as ordens que esta polícia persecutória tem dado às Big Tech para identificarem os donos de contas nas redes sociais onde se desmascara a identidade dos seus agentes. E sobre como estas empresas passam por cima das famosas emendas constitucionais que garantiam a liberdade de expressão.
Registe-se a ironia quanto a uma polícia que, agindo na cobardia da cara tapada, persegue quem escreva sob anonimato.
Voltando à boca gerada pela AI do Google, esperemos que a próstata de Trump não lhe permita urinar em quantidade suficiente que inspire aspirantes a ditadores de trazer por casa.
15/02/2026 by j. manuel cordeiro
Do blogue Aventar
Liberais no lucro, socialistas no prejuízo:
(Tiago Franco, in Facebook, 14/02/2026, Revisão da Estátua)

Raramente me sento em frente à televisão mas a esta hora, a preguiça ainda bate, o café não desceu e a lenha pode esperar. De modo que estou há uma hora a fazer zapping e a ouvir pessoas desesperadas, privados, autarcas e empresários, que pedem ajuda estatal para cobrir prejuízos e restabelecer a normalidade.
Não tenho qualquer dúvida do papel do Estado numa crise até porque, lá está, eu faço parte do grupo minoritário que defende uma sociedade onde a coesão social e a solidariedade se fazem a partir da gestão de dinheiros públicos, mais conhecidos como impostos. Se, em Portugal, os impostos revertem na ordem de grandeza necessária para as populações, isso é que é todo um debate mais interessante e que, por razões de agenda, não vamos ter aqui hoje. Fica para o próximo texto.
O que me traz aqui é uma dúvida legítima e uma pergunta não retórica. “Para que servem os seguros?” Confesso que não sei mesmo a resposta.
Depois de ter que lidar com bots que me julgavam um profundo avençado do PS, espero agora não ter que aturar outros que me imaginem um acionista da Spinumviva (se bem que seria um PPR interessante, admito).
Voaram telhados de fábricas, partiram-se telhas de habitações, racharam-se estradas, caíram antenas de telecomunicações e destruíram-se redes de eletricidade.
Todos somos obrigados a ter seguro nas casas que compramos (com empréstimo, camaradas, calma agentes de seguros em fúria). Querendo ou não, há uma imposição legal que temos que cumprir e um custo que carregamos para a vida.
As fábricas, imagino, não operam sem seguros.
As autoestradas, são dadas para exploração de empresas privadas com os utilizadores a serem extorquidos diariamente nas portagens. E sim, extorquir é o verbo adequado, tal o preço das portagens portuguesas. E em alguns casos, o governo ainda paga uma multa se o número de carros nas portagens não atingir um mínimo, contratualmente estabelecido.
A rede elétrica é explorada por uma empresa privada e paga, pelos utilizadores, a um dos preços mais altos da Europa.
As comunicações também são exploradas por privados, a preços afastados da realidade nacional e com regras de fidelização absurdas que nos prendem, mesmo quando não queremos.
Contudo, quando algo falha e quando é preciso usar lucros para cobrir gastos não esperados, lá tem que aparecer o Estado a pagar a “ocorrência extrema”.
Os seguros baldam-se porque não podem ser ativados em eventos climáticos. As parcerias público-privadas (PPPs) puxam do contrato que, resumido, diz que o lucro é privado e o prejuízo é público e os privados que controlam os monopólios da energia e das comunicações, metem os CEOs, antigos ministros, a puxar pelos apoios.
Se um seguro não serve para momentos destes porque é que nos obrigam a pagar aquela merda todos os meses? Em 25 anos acho que só paguei seguros e nunca os usei.
Cumprimos regras e mais regras quando compramos casas ou iniciamos atividades empresariais. Pagamos impostos até rebentar. Assistimos à venda a retalho do país, de todos os seus sectores estratégicos, aos privados. Neste caso, convém dar o mérito aos governos do PSD que adoram privatizar tudo o que mexe.
Mas quando dá merda, quando alguma coisa rebenta, quando um telhado voa, quando uma antena cai…toca de pedir ajuda aos impostos.
Para que serve um seguro que é obrigatório?
Para que serve uma PPP se contribuímos para o lucro e pagamos os prejuízos?
Para que servem os absurdos impostos enfiados na fatura da EDP ou as fidelizações idiotas das operadoras?
Tenho genuína curiosidade para saber quem vai pagar o arranjo da A1.
Até a Mariana Leitão me aparece aqui, de quispo no meio do zapping, a pedir ajuda ao governo para arranjar telhados, estradas e geradores.
Meus amigos, sou todo a favor de um estado social, impostos altos, distribuição justa da riqueza gerada e segurança para as populações. Agora, isto de sermos liberais para o lucro e socialistas para o prejuízo, é coisa para aborrecer.
Devo ser por isto que não vejo muita televisão, a não ser que o Pavlidis me apareça bem vestido.
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P.S. – Há sempre um post scriptum nestes textos, não é? Malta das seguradoras…calma. Respirem. Relaxem. Vocês são apenas funcionários, os lucros das “então e não leu aquela alínea?” vão para os acionistas e não para o vosso subsídio de natal. É só um emprego, não precisam de rasgar as vestes.
Do blogue Estátua de Sal
Dois navios. Oitocentas toneladas de alimentos, leite em pó, itens básicos:
Enquanto os Estados Unidos endurecem restrições e apertam o cerco econômico, outro país latino-americano atravessa o mar com solidariedade concreta. Não é discurso. Não é conferência. É carga descarregada no porto de Havana. É arroz, feijão, óleo, leite. É sobrevivência.

