Rádio Freamunde

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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Ai Costa, Costa – que bosta!

(João Gomes, in Facebook, 13/10/2026, Revisão da Estátua) 

Ao fim de tantos anos de político, António Costa nada aprendeu ou, aliás, aprendeu que a política era para ser aproveitada para floreados europeus maciços porque lhe ia enchendo a conta bancária e tinha oportunidade de privar com os “grandes” dirigentes.

Uma desilusão completa entre o autarca que passeava pelas ruas do Intendente para aferir das necessidades de Lisboa e o posterior chefe de governo que se agarrou á geringonça para fingir que queria resolver os problemas estruturais do país e os sociais. Se alguma coisa fez, nessa época, foi graças às insistências do PCP e do BE que só lhe dariam apoio na AR se ele fizesse “obra”.

Alguma coisa se conseguiu por essa via, mas agora percebem-se os objetivos “costistas”: apoio popular para se guindar a uma posição política no centro esquerda internacional. O “esquema” foi o famoso parágrafo da PGR que, hoje, se percebe ter sido a forma de sair airosamente do governo e ser considerado um “injustiçado”.

Hoje apresenta-se como um claro vendido ao poder dos grupos da UE que estão a conduzir a Europa para a sua maior crise financeira e económica das últimas décadas, com hipótese inclusive de criar uma crise social de dimensão ainda imprevisível e uma adesão á Terceira Guerra Mundial que a Europa pode vir a enfrentar.

O que escrever no epitáfio deste sujeito? Talvez isto: “deu à costa e apodreceu estirado na areia”.

Do blogue Estátua de Sal

DEMISSÃO HISTÓRICA NO RECORD: ADVOGADO DE JORGE JESUS BATE COM A PORTA POR CAUSA DE CRISTIANO RONALDO!

O braço de ferro público entre Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo fez a sua primeira "vítima" na comunicação social portuguesa. Luís Miguel Henrique, advogado de longa data do treinador do Al-Hilal, anunciou o fim imediato da sua crónica semanal no jornal Record. A decisão, tomada de forma voluntária, surge após o internacional português ter adquirido uma participação acionista relevante na Medialivre, o grupo que detém o prestigiado diário desportivo.

Em causa está um profundo conflito de interesses que o causídico considerou insanável. Luís Miguel Henrique explicou de forma clara que, ao representar legalmente Jorge Jesus — atualmente envolvido numa troca de galhardetes pública com o capitão da Seleção Nacional —, tornou-se eticamente insustentável continuar a ser remunerado por uma empresa onde Ronaldo é um dos principais donos.
«Seria até vergonhoso continuar a colaborar nas atuais circunstâncias. Não existe independência intelectual sem independência financeira.»
O comentador defende que quem analisa e critica figuras de poder no espaço público não pode ter qualquer tipo de amarra ou dependência económica em relação a elas, sob pena de ver a sua liberdade de expressão severamente condicionada.
Apesar do ambiente de alta tensão que se vive no futebol saudita e que agora transborda para Portugal, o advogado fez questão de desmentir qualquer cenário de censura ou retaliação institucional.
Esta rutura inesperada volta a acender o debate ético sobre a crescente concentração de poder e a entrada de grandes figuras do desporto no capital financeiro dos principais meios de comunicação social. Ao abdicar do seu espaço de opinião fixo em nome dos seus princípios, Luís Miguel Henrique assina um divórcio mediático que promete continuar a fazer correr muita tinta nos bastidores do futebol e do jornalismo.
José Fontes
Jurista

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Ventos Semeados: O regresso do morto-vivo:   Num domingo à noite, sob velas televisivas, Pedro Passos Coelho ergueu-se da cova para o castelo de Maria João Avillez. A anfitriã, noiva ...

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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Putin e Trump a banhos, de óleo:

(Tiago Franco, in Facebook, 11/10/2026, Revisão da Estátua)

Não sou rapaz de andar muito atento aos detalhes ou de pregar moral. Falta-me tempo, paciência e, lá está, moral. Mas aprecio, e cada vez mais, duas qualidades neste mundo de repetidas ilusões: coerência e honestidade.

Quando ouvi o ignorante laranja a grunhir de emoção, a propósito do acordo para fornecimento de diesel russo, não consegui evitar um sorriso. Da mesma intensidade do sorriso que fiz antes da deliberação do VAR nos Barreiros, ontem.

É irritante, mas reconfortante, quando sabes antecipadamente o que vai acontecer. Há anos que escrevo que a Europa está entalada, e a pagar, um conflito entre dois impérios com um terceiro à espreita. Desde que Trump regressou à Casa Branca, a guerra na Ucrânia deixou a nu todo o desprezo que as elites sentem pelos povos e como os interesses financeiros se sobrepõem à sobrevivência de uma geração.

Enquanto a Europa decide empobrecer a sua população, os EUA vão jogando dos dois lados. Ora vendem armas, ora vendem energia. Com o preço do combustível a disparar, sem solução à vista e com eleições à porta, Trump pede uma ajudinha ao Vladimir.

De uma assentada financia o esforço de guerra russo, fortalece o apoio ao Irão e, com algum jeito, ainda vende mais uns barris à UE.

Por cá continuamos a ouvir o fanatismo de quem acha que devemos continuar a apoiar a Ucrânia, “as long as it takes“, mesmo que os donos da NATO e alguns países da UE já tenham restabelecido relações comerciais com Moscovo.

Trump ri-se disto tudo, depois de ter causado uma crise mundial com a guerra do Irão e ainda dá sugestões sobre uma mudança de regime na Ucrânia. Não há ninguém, entre os idiotas que se sentam no Conselho Europeu, que pense na figura que estão a fazer? Não há quem meta mão nesta gente e nos arranje líderes com um bom par deles e algum cérebro para acompanhar?

O que é que falta para fecharem a torneira da guerra e começarem a olhar para os problemas internos da UE? E cá no burgo, os fanáticos que andam há quase 5 anos a defender a NATO, a UE, os EUA e a ameaça russa, sempre com aquela pérola escondida do apoio do PCP, o que vos apetece dizer agora?

Gente como o Joaquim Vieira, o Moita de Deus, a Inês Pedrosa, o João Almeida Marques, o José M. Fernandes, a Ferro Gouveia, a Helena Matos, o Miguel Morgado, a Soler, a Meireles, o Ireneu, o Milhazes e todos aqueles deputados da IL, PSD, CDS e Chega, com assento nas televisões, que mentiram, vezes sem conta, sobre o apoio do PCP ao Putin…não se sentem um pouco mais embrutecidos quando vos roubam nas taxas de juro ou no custo de vida, depois de andarem anos a defender o apoio dos EUA e agora percebem que, no fim, só importa o negócio?

O PCP terá muitos defeitos, que me escuso a enumerar aqui para não fazer favores à facharia. Mas não tem falta de coerência ou de honestidade. Coisas que, nos dias de hoje, já valem um programa. Como sempre, ou quase sempre, o tempo voltou a dar razão a quem escreveu, no dia 24 de Fevereiro de 2022, que o apoio a esta guerra seria um erro.

Dia 24 de Fevereiro, para os mais distraídos, foi o primeiro dia da invasão em grande escala da Ucrânia. Está lá escrito, desde o primeiro dia, o erro que seria este apoio, os interesses dos impérios e a oposição do PCP ao regime oligarca russo.

Os avençados, que passaram quase 5 anos numa alucinação coletiva, a mentir e a incentivar a chacina de uma geração, numa guerra impossível de ganhar, como reagem ao acordo do diesel? Fingem que não aconteceu? Olham para ele como um dano colateral? Isolam a UE? Procuram uma avença nova? Ganham bom senso? Dobram mais um bocado da espinha?

As long as it takes, o caralho. Acabem com essa merda, já!

Do blogue Estátua de Sal 

domingo, 11 de outubro de 2026

Sobre a "Liberdade de Imprensa". Ela existe ? :

Quando o dono do jogo compra o estádio: a liberdade de imprensa em Portugal está à venda?
Enquadramento e Cenário:
Em dezembro de 2023, a Cofina Media — dona de títulos como CMTV, Correio da Manhã, Record, Jornal de Negócios e Sábado — foi vendida por cerca de 70 milhões de euros a um consórcio liderado por antigos quadros da empresa e... Cristiano Ronaldo. CR7 detém 30% da holding Expressão Livre (agora Medialivre), sendo o acionista individual com maior participação.
A questão que se coloca é simples: quem controla um império mediático pode continuar a ser escrutinado por ele?
O cenário atual sugere que não. Vários sinais têm sido apontados como evidência de que a liberdade editorial do grupo está comprometida:
1. O "abrandamento" das críticas — Durante anos, a CMTV foi um dos órgãos que mais criticava Cristiano Ronaldo e a sua família. Após a aquisição, analistas e antigos colaboradores notaram um "súbito abrandamento das perseguições a ele". O apresentador Flávio Furtado comentou publicamente que, antes da compra, Ronaldo e a família eram "muito arrasados" na CMTV.
2. Demissões e despedimentos — Em abril de 2025, a Medialivre anunciou um despedimento coletivo de 10 fotojornalistas, afetando meios como o Correio da Manhã, Record, Jornal de Negócios e Sábado. O Sindicato dos Jornalistas classificou a decisão como "inqualificável", especialmente por ter sido comunicada na véspera do Dia do Trabalhador, e questionou como um grupo com resultados positivos podia despedir. Fontes ligadas ao meio jornalístico referem ainda o afastamento de comentadores que criticaram Ronaldo, como Otávio Lopes.
3. Declarações reveladoras — Em visita às instalações da Medialivre, em março de 2025, Cristiano Ronaldo declarou: "Espero que nesta casa a crítica seja quase nula". A frase, que pode ser lida como uma piada, ganha outro peso quando o autor é o maior acionista individual do grupo.
4. O silêncio ensurdecedor — O comentador Luís Vilar, da CNN Portugal, afirmou recentemente que Ronaldo tem "os seus próprios pivôs de comunicação dentro do seu canal", sugerindo que a linha editorial da Medialivre está alinhada com os interesses do acionista.
O contexto português:
Portugal tem hoje três grandes grupos privados de media: Medialivre (de Ronaldo), Media Capital (TVI/CNN) e Impresa (SIC/Expresso). A concentração da propriedade mediática nas mãos de grandes empresários — e agora de uma superestrela do futebol — levanta questões sérias sobre pluralismo, independência editorial e o direito à informação.
A pergunta que fica:
Se um jornalista da CMTV ou do Correio da Manhã quiser investigar ou criticar Cristiano Ronaldo, fá-lo-á com a mesma liberdade com que criticava antes? E se o fizer, sobreviverá na empresa?
O dinheiro não compra apenas ações. Compra silêncios.

(Do mural Meninas Más)

 Luis Nobre

Grande jornalista, um "Senhor". Continua na sua profissão com isenção, não se vendeu .demonstrando uma enorme sensibilidade: