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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Ventos Semeados: Vidas Improváveis - XVIII. André e os seus princípios

Ventos Semeados: Vidas Improváveis - XVIII. André e os seus princípios:   (Décimo oitavo de uma série de retratos à maneira de Woody Allen, em que se constata haver quem melhor lembre Groucho Marx ).   Grouch...

Portugal? Não. Parololândia!

(Zé Oliveira Vidal, in Estátua de Sal, 16/08/2026, revisão da Estátua)

Puppet theater banner reading “TEATRO DE MARIONETAS: SAÚDE E DEFESA,” with nurse, soldier, hospital, and Portuguese symbols
Um teatro de fantoches colorido apresenta temas de saúde e defesa de Portugal a um público atento…

(Este artigo resulta de um comentário a um texto do Carlos Esperança que publicámos sobre o programa Prime Time da CNN Portugal, (ver aqui). Pela sua acutilância na defesa de algumas posições incómodas – e por isso mesmo sempre polémicas -, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 16/08/2026)


Num canal que só existe para difundir propaganda em nome dos EUA e manipular totalmente quem o vê, juntam-se 4 parolos.

O parolo Adalberto Campos Fernandes – A(CF) – é um pinochetista que nos quer vender a quem pagar mais, e cujo trabalhinho é fazer de conta que o pinochetismo, ou neoliberalismo, ou europeísmo, ou a p* que o pariu, é a “esquerda” da governabilidade.

O parolo Bernardino Soares – B(S) – é um leninista sem espinha dorsal. Diz que é contra a guerra, mesmo que do lado de lá estejam nazis e terroristas e genocidas. Ainda bem que esse tipo de parolo já não estava no poder em Moscovo no início dos anos 40…ou estaríamos todos em “paz” a falar alemão e a esticar o braço direito.

Saltamos algumas letras e temos o parolo Miguel Relvas – M(R) -, um vigarista e corrupto. Do tipo que o parolo A(CF) mais ama. É neste amor que os portugueses ficam bem consolados… por trás… à força… sem lubrificante, nem sequer um “com licença”. Afinal de contas a dupla amorosa da governabilidade tem uma missão previamente decidida, em Washington DC, Bruxelas, e Bilderberg. O voto que o povito lá coloca, ao total engano, é mera formalidade.

O quarto parolinho, Pedro Frazão – P(F) -, que olha para Ventura como quem olha para uma aparição, é o mais intelectualmente honesto deles todos. Diz o que tem a dizer. Quem tem dois dedos de testa percebe logo que está ali um fascista. Quem só tem um dedo de testa, fica a achar que é o único fascista do quarteto. É o caso do autor do artigo…

E finalmente temos todos os parolos que olham para um canal dos EUA, com propaganda dos EUA, onde discursam 3 vassalos dos EUA, e onde o parolo vermelho só lá entra para simular uma tal de “pluralidade”.

Novamente, quem tem dois dedos de testa, sabe que estão ali 4 (o parolo pivot incluído) contra 1, que é para a única voz antifascista e anti-imperialista soar, logo à partida, como ultraminoritária. Faz parte do bê-á-bá da manipulação mediática.

E quem só tem um dedo de testa, vai ao ponto de chamar “putinista” a quem nem sequer tem coragem para apoiar a guerra pela defesa e libertação do povo do Donbass, vítima da agressão nazi (sob as ordens dos EUA) desde 2014.É o caso do autor do artigo…

Os parolos gostam muito de tagarelar sobre a espuma dos dias e sobre as “mudanças” de pessoas que garantem que tudo fica na mesma.

Os parolos não gostam nada de usar a coragem para dizer o que tem de ser dito, não vá a avença/presença paga pelo canal da propaganda mudar de bolso.

E a parolada toda, no final, acha mesmo que viu e ouviu um debate sobre alguma coisa.

Mas eu faço já o resumo: a não ser que seja de um partido irrevogavelmente antifascista e anti-imperialista (e está aqui subentendido o ser-se antinazi e anti-sionistas), então nada muda. E mesmo esses, como o parolo B(S), têm dias…

Se o SNS for desmantelado, se o número de pobres continuar a ser perto de METADE da população do país, se os direitos laborais desaparecerem, se os offshores servirem para uma cada vez maior fuga ao fisco dos pornograficamente ricos, e se o dinheiro dos contribuintes portugueses for roubado, dos seus bolsos contra a sua vontade, para pagar instrumentos de censura e total vigilância/escuta além de armas para as guerras do império, se tudo isso suceder, é para o lado que os parolos – A(CF), M(R) e P(F) -, melhor dormirão, e todos eles IGUALMENTE descansados.

E nenhuma desta corrupção e vassalagem será alguma vez alvo de investigação criminal nem muito menos de atenção mediática, pois as PRESStitutas estão igualmente na folha de pagamentos do império.

Aliás, se a compra de barcos de guerra está nas manchetes e rodapés, é só porque o vendedor é a Itália, e não os EUA.

Mas nisso os parolos não reparam, pois estão demasiado distraídos a ver/ouvir os “debates” entre parolos rosa e laranja e companhia, e a “raciocinar” sobre quem se sentará no “poder” (aqui nesta província do império dos EUA) após a próxima dança das cadeiras:

Ai, será que a seguir, para fazer exatamente o MESMO, com a mesma vassalagem, corrupção e total falta de representatividade e de soberania, vem o parolo X ou o parolo Y, ai que interessante.

Portugal? Não. Parololândia!

Do blogue Estátua de Sal

domingo, 16 de agosto de 2026

Ventos Semeados: Vidas Improváveis - XVII. Aníbal, o da Memória Sel...

Ventos Semeados: Vidas Improváveis - XVII. Aníbal, o da Memória Sel...:   (Décimo sétimo de uma série de retratos à maneira de Woody Allen, em que se constata quanto não faltam exemplos de quem se julga com muito...

Dominguice:

Existe algum estudo sobre a violência que o Chega introduziu no sistema partidário? Se existir, essa investigação começará por reconhecer que a sua violência não aparece ex nihilo. Existe sempre violência potencial na disputa política, a qual pode gerar conflitos de variado grau e consequências. E já existia intensa violência política em Portugal em 2017, quando Passos Coelho lançou o Ventura em Loures, precisamente para ensaiar com a chancela do PSD a eficácia de um discurso securitista, alarmista, racista e xenófobo (também porque Trump tinha ganhado um ano antes, havia um novo ciclo na direita à escala mundial, e muito pelo rancor de ter perdido o Governo em 2015 para o PS). A diferença que o Chega trouxe consistiu em assumir o estilo pornográfico como imagem de marca. Isto é, a sua violência foi transformada em espectáculo, sendo a produção contínua desses espectáculos a sua estratégia de comunicação – ou modelo de negócio eleitoral. O que se dizia no táxi e na tasca, para usar essas metáforas relativas ao simplismo degradado e aos tabuísmos, passou a dizer-se na televisão, nos cartazes e no Parlamento. Ao mesmo tempo, profana-se a simbólica religiosa e a teologia, tentando pescar ignaros reduzidos à identidade católica ou evangélica. Quase tudo agora se pode dizer na práxis política e na comunicação social; e tudo, mesmo tudo, pode ser insinuado.

Esta violência específica tem sido gerida pelo partido que a criou, o PSD. Porque tem sido útil e promete continuar a ser. Talvez por isso não exista nenhum estudo sobre a violência do Chega.

por Valupi

Do blogue Aspirina B 

O mistério dos soldados russos alienígenas:

(João Ferreira, in Facebook, 14/08/2026, Revisão da Estátua)

Segundo a narrativa que diariamente nos chega através de alguns canais televisivos europeus — ou, talvez mais correctamente, da Igreja Universal do Reino dos Mírdia — o Exército russo consegue a extraordinária proeza de perder dezenas de milhares de militares todos os meses e, ainda assim, continuar a aparecer no campo de batalha como se tivesse descoberto uma fonte inesgotável de soldados.

Mas é nas trocas de cadáveres que o fenómeno entra definitivamente no domínio da ficção científica.

Por cada 1000 cadáveres de militares ucranianos entregues, são apenas trocados pouco mais de 30 cadáveres de militares russos.

Quando chega o momento de trocar corpos, aparecem números que parecem pertencer a uma guerra diferente daquela que vemos explicada diariamente nos ecrãs. Por cada grande quantidade de cadáveres ucranianos devolvidos, o número de russos entregues pode ser muitíssimo inferior. E aqui nasce uma questão científica que merece urgentemente financiamento de Bruxelas: onde estão os restantes russos?

Se acreditarmos simultaneamente em todas as contagens televisivas e interpretarmos as trocas de cadáveres como se fossem um retrato directo das baixas totais de cada lado, resta uma hipótese fascinante: 90% do Exército russo é constituído por alienígenas.

Não há outra explicação. Morrem aos milhares perante as câmaras dos comentadores, mas, chegada a hora de entregar os corpos, evaporam-se. Talvez sejam recolhidos durante a noite por uma nave-mãe estacionada algures sobre os Urais. Talvez se desintegrem automaticamente ao som da palavra «troca». Ou talvez Putin tenha finalmente desenvolvido aquilo que a NATO ainda não conseguiu: infantaria biodegradável.

O mais extraordinário é a persistência do fenómeno. Ano após ano, os mesmos mapas, os mesmos especialistas, as mesmas estimativas categóricas e, naturalmente, a mesma certeza absoluta. Porque na moderna liturgia televisiva existe uma regra simples: os números anunciados ontem podem ser esquecidos amanhã, desde que o gráfico de hoje tenha muitas setas.

Naturalmente, há uma explicação muito menos divertida: estatísticas de baixas, mortos confirmados e cadáveres recuperados ou trocados não são grandezas directamente comparáveis. Uma troca de corpos não constitui, por si só, um balanço estatístico da guerra. Mas essa pequena chatice metodológica estraga completamente a teoria dos alienígenas.

E seria uma pena.

Porque entre acreditar que, numa guerra, ambos os lados fazem propaganda, apresentam números incompletos e seleccionam aquilo que lhes convém divulgar, ou acreditar que dezenas de milhares de soldados russos mortos são discretamente teletransportados para outra galáxia, começo a achar que a segunda hipótese daria um excelente debate televisivo.

Só falta convidarem um especialista em OVNIs.

Do blogue Estátua de Sal

sábado, 15 de agosto de 2026

Ventos Semeados: Vidas Improváveis XVI. Rita, a arruaça com mentira...

Ventos Semeados: Vidas Improváveis XVI. Rita, a arruaça com mentira...:   (Décimo sexto de uma série de retratos à maneira de Woody Allen, em que se constata quanto a arruaça e a mentira se misturam com os precon...

The Handmaid’s Tale, versão portuguesa Herbert Richers:

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto que diz "Movimento de mulheres conservadoras de Portugal nasce com aval do Chega e com a partilha de ideais e mensagens mensa evangélicas GRUPO JUNTA MULHERES COM POSIÇÕE ANTI-FEMINISMO ANTI-ABORTO, PELA DEFESA DE ISRAEL PELO CRISTIANISMO"

É injusto culpar a unipessoal André Ventura pelo surgimento de um movimento de instrumentalização político ancorado no fanatismo religioso, alegadamente criado por mulheres conservadoras. Também lá estão fundamentalistas do PSD e do CDS a ajudar os respectivos partidos a cavar a sua sepultura. Cada partido tem o necrófago que merece.

É bom deixar algo muito claro desde já: quem defende e celebra um genocídio, quem defende o ódio contra outros povos ou religiões e quem defende corruptos que encornam a mulher com prostitutas e actrizes porno está desde logo apresentado. Usam Deus em vão e incorrem em pecado mortal. Dito por outras palavras, são uma fraude. Ou, quiçá, são um estratagema do Diabo para encaminhar o rebanho para o fogo do inferno.

São, em toda a linha, a negação dos ensinamentos de Jesus que dizem defender.

Adiante.

Para que serve, então, um movimento destes?

Serve, sobretudo, para normalizar a dar suporte a agenda de submissão da mulher, defendida pela direita radical e pela extrema-direita.

Porquê?

Porque as mulheres, nos países desenvolvidos, tendem a votar à esquerda do espectro fascista. Seja em partidos de esquerda, seja em conservadores moderados, seja em partidos de direita liberal cujo liberalismo não se esgota numa agenda de extinção de impostos e privatizações em toda a linha.

E isto constitui um problema para os novos fascistas, em países onde o voto é livre.

Solução?

Retirar o voto às mulheres.

E se isto te parece do domínio da conspiração, sugiro que dediques alguns minutos a pesquisar sobre o que se está a passar nos EUA, onde começam todas as modas que cá chegam com uns anos de atraso.

Vê o caso da aliança entre neofascistas e evangélicos que pretende retirar o voto às mulheres e substituí-lo pelo “voto do lar”, eufemismo fofo para “o homem decide, a mulher cala a boca e vai para a cozinha”. O pastor de Pete Hegseth, que já dá palestras no Pentágono, é um dos seus mais empenhados proponentes. Pesquisa Doug Wilson e vê com os teus olhos.

Este movimento, parece-me, será uma versão portuguesa das trad wifes americanas, uma seita financiada por algumas das maiores fortunas americanas para promover a submissão das mulheres, o abandono de carreiras profissionais em detrimento da família – porque o homem é limitado e incapaz de fazer a sua parte em casa – e a redução ao papel de cozinheira, jardineira, trocadora de fraldas e carregadora de chinelos e cervejas no percurso fogão-sofá.

Poderás estar a pensar: mas estas mulheres têm carreiras e cargos políticos. Como podem estar a defender políticas que as podem prejudicar?

Simples: todos os movimentos de opressão tiveram os seus idiotas úteis. Negros que serviam esclavagistas ou judeus que serviram no exército da Alemanha nazi são dois bons exemplos disso mesmo. Por isso não será da admirar que existam mulheres a defender que se retirem direitos às mulheres. Por convicção, por estupidez ou por dinheiro. A história está repleta de traidores de classe.

Veremos no que isto dá. Se isto é só uma fotocópia dos fundamentalismos religiosos paridos nos EUA e Brasil, ou se estamos perante uma luso-singularidade. Uma coisa parece-me certa? Sinto-me mais ameaçado por este tipo de sharia do que por todos os muçulmanos que residem em Portugal.

De longe.

15/08/2026 by

Do blogue Aventar