Rádio Freamunde

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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Vale a pena ler este historial da diva! Retirado do mural de Aldegundes da Silva:

“Dizem que Cristiano Ronaldo deve ser um exemplo para os nossos jovens; o nosso PM vai mais longe e afirma que todos nós deveríamos ter “mentalidade Ronaldo”.
Não me parece.
Ser capaz de dar bons chutos numa bola e, com isso, fazer uma fortuna incomensurável, não faz de ninguém modelo moral, ético ou de qualquer outra natureza. Neste caso, muito pelo contrário. Filho meu jamais seria educado a imitar tal pessoa, e (como cidadão) recuso liminarmente a invectiva do PM, que considero de um nível de parolagem que excede o aceitável.
Senão vejamos, um breve resumo dos “feitos” deste atleta que querem usar como “modelo”; se isto é para algum de vós uma conduta recomendável e um modelo a seguir, estamos em completo e insanável desacordo. E isso não tem nada – rigorosamente nada – que ver com o facto de ter jogado bem futebol (ou ao berlinde).
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2005, U.K.: suspeito de violação numa penthouse do Sanderson Hotel, detido pela Scotland Yard. Caso arquivado por desistência de uma das alegadas vítimas.
2009, USA: suspeito de violação; caso encerrado com acordo financeiro com a alegada vítima.
2010, Mundial: depois da eliminação frente à Espanha desrespeitou o treinador e cuspiu na direcção de um operador de câmara.
2014, Mundial: depois da eliminação na fase de grupos, disse que deveria haver "dois ou três Cristianos" na equipa.
2016, Euro: atirou o microfone de um jornalista para um lago. Depois comprou esse canal de TV, onde hoje é sistematicamente bajulado.
2018, Real Madrid: saiu para a Juventus, desrespeitando o treinador, porque não se sentia valorizado.
2019, Espanha: condenado por fraude fiscal (23 meses de pena suspensa e multa de cerca de 18,8 milhões de euros).
2019, Atlético de Madrid: multado pela UEFA por gesto obsceno para os adeptos.
2019, Juventus: abandonou o estádio antes do fim do jogo com o Milan, depois de ser substituído.
2021, eliminatórias Mundial, Sérvia: atirou a braçadeira de capitão ao chão após um golo anulado.
2021, Lisboa: construção ilegal / clandestina de uma “marquise”.
2021, Gerês: construção ilegal / clandestina de anexos.
2021, Juventus: saída abrupta para o Man Utd em conflito com treinador (e direcção).
2022, Everton: partiu deliberadamente o telemóvel de um adepto de 14 anos. Recebeu uma advertência da polícia e foi multado e suspenso pela FA.
2022, Man Utd: faltou à pré-época e recusou entrar como suplente contra o Tottenham. Desrespeitou o treinador e viu o contrato rescindido.
2022, Mundial: festejou como seu o golo de Bruno Fernandes ao Uruguai. Forçou a Federação a registar o golo que não foi dele.
2022, Mundial: Reagiu mal à substituição contra a Coreia; desrespeitou o treinador por interposta-pessoa (familiares)
2022, Mundial: O seleccionador que tirou a titularidade a Ronaldo foi sumariamente afastado.
2023, Al Hilal: gesto obsceno dirigido aos adeptos em resposta a cânticos de "Messi". A federação saudita não o castigou.
2024, Al Shabab: gesto obsceno dirigido aos adeptos perante cânticos de "Messi". Suspenso por um jogo.
2025, funeral de Diogo Jota: não compareceu e foi visto de férias em Maiorca. Mais tarde justificou-se: "onde eu vou é um circo".
2025, Irlanda: expulso por agressão com o cotovelo num jogo de qualificação para o Mundial.
2025, USA: Trump chamou-lhe "um dos homens que pode ajudar a mudar o mundo"
2025, USA: dá respaldo a Mohammed bin Salman, ditador que encomendou o bárbaro homicídio do jornalista Jamal Khashoggi.
2026, Al Nassr: fez greve e falhou jogos em protesto contra o fundo PIF.
2026, Liga das Nações: no final do jogo com a Noruega, que Portugal venceu, foi directo ao balneário, sem saudar os adeptos.
2026, Liga das Nações: abandonou o estágio da Selecção sem qualquer justificação.”

𝐉𝐎𝐒𝐄́ 𝐂𝐀𝐑𝐋𝐎𝐒 𝐃𝐄 𝐕𝐀𝐒𝐂𝐎𝐍𝐂𝐄𝐋𝐎𝐒 𝐕𝐄𝐍𝐂𝐄 𝐏𝐑𝐄́𝐌𝐈𝐎 𝐑𝐎𝐃𝐑𝐈𝐆𝐔𝐄𝐒 𝐒𝐀𝐌𝐏𝐀𝐈𝐎:

Saudamos com muita emoção o nosso querido conterrâneo José Carlos de Vasconcelos, cuja personalidade dá o nome ao Observatório Cultural do nosso Município, por ter sido o grande vencedor da 3.ª edição, segunda série, do Prémio Rodrigues Sampaio, atribuído pela Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto (AJHLP).

O júri, que deliberou por unanimidade, destaca o percurso do homenageado, que “desde os tempos de estudante em Coimbra até hoje, sempre tem pautado a sua intervenção pela defesa das liberdades”, bem como pela promoção “da nossa literatura como elo fraterno entre a ampla comunidade falante da Língua Portuguesa”.
Na edição de 2026, o júri do Prémio Rodrigues Sampaio foi constituído por Francisco Duarte Mangas, Francisco Brás Marques, Inês Cardoso, Luísa Leite e Valdemar Cruz.
Este ano, José Carlos de Vasconcelos publicou “Os Sete Sentidos e Outros Lugares”, reforçando um percurso literário marcado pela poesia e pela intervenção cívica.
Muitos Parabéns estimado José Carlos!

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Eu português me confesso:

Eu se fosse Jorge Jesus não aceitava o Ronaldo na Selecção. Depois do que fez e ainda chamar aldrabão a Jorge Jesus ultrapassa a decência que se deve ter pelo seleccionador nacional.

Que confiança pode haver daqui para o futuro! Um subordinado a ter esta insubordinação perante o seu superior!

É demais.

Todos os jogadores que fazem parte dos seleccionados deviam estar solidários com Jorge Jesus.

Jorge Jesus não deve precisar do vencimento que aufere da Federação Nacional Portuguesa. Depois não devem faltar clubes interessados nos seus serviços.

Chegamos ao cúmulo da ingratidão.

Portuguese estejam atentos.

Manuel Pacheco 

Ronaldo e o Ensaio sobre a Cegueira:

 (Carlos Esperança, in Facebook, 06/10/2026, revisão da Estátua)


Releiam o magnífico romance de Saramago. Está lá tudo, a fragilidade do ser humano perante o imprevisto e o medo de ficarmos cegos.

Estamos todos cegos e não surge a mulher do médico para nos guiar no desnorte, onde não vemos o que ocorre à nossa volta. Não vemos a vitória de Bolsonaro no Brasil, uma vitória mais de Trump, sem necessidade de sequestrar e raptar Lula, depois de submeter a Gronelândia enquanto espera juntar Espanha a Portugal, após as próximas eleições, na submissão absoluta aos EUA.

Estamos cegos e não sabemos. Não vemos os tambores da guerra que rufam na Europa para sair do beco, com a economia de rastos e os estreitos de Suez e Bab el-Mandeb a infernizar o nosso presente, a comprometer o futuro e a derrubar as democracias.

Estamos cegos e surdos, indiferentes à morte de ucranianos, russos, palestinos, israelitas ou iranianos, e não ouvimos os gritos de mães com filhos mortos nos braços, de famílias que gritam sob escombros de prédios destruídos e mutilados que gemem nos hospitais.

Estamos cegos porque a epidemia é o amor-próprio ferido, o herói da Pátria em silêncio, algures na Arábia Saudita, a exigir a cabeça de Jesus, e ainda não lhe a levaram. Apenas dispõe do avião, do aeroporto, do museu e da estátua, falta-lhe a cabeça de Jesus quando podia pedir a de Montenegro, e a Pátria agradecia.

Suspeito que a mulher do médico deixou de fingir que é cega, emigrou e nos abandonou à cegueira que persiste porque nos recusamos a abrir os olhos. Não é epidemia é a ptose palpebral coletiva que nos atingiu porque recusamos acionar os músculos para abrir os olhos.

«Se este homem insubstituível franze o sobrolho

Dois reinos periclitam

Se este homem insubstituível morre

O mundo inteiro se aflige como a mãe sem leite para o filho

Se este homem insubstituível ressuscitasse ao oitavo dia

Não acharia em todo o império uma vaga de porteiro».

(Bertolt Brecht)

Do blogue Estátua de Sal

O Capuchinho Vermelho, o Lobo Mau* e os 27 anões do Rei Cor de Laranja:

O que fazer quando aumenta, de eleição para eleição, a multidão de pessoas que recusa a narrativa de guerra dos governantes em Berlim, Paris e Londres e dos dirigentes da UE e da NATO em Bruxelas?
A resposta dos actuais governantes e dirigentes políticos e militares é a fuga para a frente: continua-se a fornecer armas e dinheiro para a guerra continuar, inflaciona-se o nível de risco, alimenta-se o alarmismo, evoca-se diariamente os ataques iminentes, amplia-se a imagem do inimigo, põe-se espiões e agentes, generais e políticos, comentadores e jornalistas a dizer, todos os dias, a toda a hora, que a guerra é inevitável. Não o é. A população, as pessoas, o eleitorado percebe isso. Basta olhar para as sondagens no Reino Unido, em França ou na Alemanha (números mais recentes abaixo).
Os extremos do espectro partidário na Alemanha (AfD, Linke, BSW) já representam 45% do eleitorado, é o novo centro-marginal. Estes partidos têm em comum a recusa de apoio à Ucrânia com armas e a exigência de se começar, desde já, a negociar com a Rússia e a normalizar as relações. Acresce que parte do eleitorado do SPD, apesar da linha oficial militarista do partido da coligação governamental, tem a mesma opinião. Ou seja, metade ou mais de metade da população alemã recusa continuar o apoio militar e financeiro à guerra.
Já Portugal tem uma das mais elevadas percentagens de apoio ao armamento e financiamento da guerra, com políticos, governantes e ex-governantes a contribuir para o maniqueismo primitivo num país embrutecido pelo futebol, o jogo e o vinho (ontem ouvi Paulo Portas a referir “o russo”, no outro dia era o patético almirante entusiasmado com o envio de portugueses para defenderem as fronteiras da NATO), que se deixa enganar e é um alvo fácil da actual narrativa belicista e redutora com um apoio quase unânime, do Chega, na extrema-direita, ao Livre, nas fraldas do PS (não confundir com “nas faldas”).
A UE e a NATO são actualmente os principais instrumentos dos EUA para manter a Europa Central (inclui a do Sul e entretanto a do Leste e Norte) e a Rússia afastadas e de relações, incluindo as comerciais, cortadas. A continuação da guerra permite aos EUA enfraquecer a UE, extorquindo-lhe o máximo de riqueza, e enfraquecer a Rússia, com esperança na sua fragmentação. É uma doutrina antiga e que está a resultar, pelo menos na UE, graças à guerra, a Trump e à fraqueza e cumplicidade da UE, com um aumento, isento de riscos, dos lucros para os EUA (taxas alfandegárias, imposição de gás norte-americano via sanções, venda forçada de armas).
Se foi a Rússia que invadiu a Ucrânia por sua iniciativa, ‘imperialista e maléfica’, ou se foi levada a fazê-lo, para se opor à ‘democrática e benigna’ expansão dos valores do Ocidente, dos EUA, e da NATO para Leste, só interessa, a título de papas e bolos, para a construção de narrativas.
Facto é que o chanceler Merz e a presidente da Comissão Europeia von der Leyen cumprem os seus papéis, tal como Rutte, o secretário-geral da NATO e delegado de propaganda bélica dos EUA, cumpre o seu, para grande benefício do Rei Cor de Laranja. A guerra entre a Rússia e os países da UE, para já só híbrida, com os EUA a venderem armas, energia e a cobrar taxas, pode bem ainda durar uns tempos que Washington e Wallstreet não se importam. Merz, Rutte e Leyen terão sempre uma reforma dourada e atlântica, como a têm um Durão Barroso ou Tony Blair. Se a guerra passar de híbrida para convencional, paciência, Merz, Rutte e Leyen, esses grandes jogadores de xadrez, dirão “nós bem avisámos”. E claro que nada teremos a temer, explicam-nos desde já: a economia conjunta dos 27 membros da UE é muito mais forte dos que as fábricas de armamento ou os cinco mil ogivas nucleares russas, é como comparar a circular de Bruxelas aos dez mil quilómetros de estrada que ligam São Petersburgo a Vladivostoque.
A mais recente sondagem sobre as intenções de voto na Alemanha a nível federal, para eleição do Bundestag, dá este inédito resultado:
30,5% para a AfD à extrema-direita
CONTRA ARMAS PARA UCRÂNIA
17,5% para a CDU do chanceler Merz
14,5% para os ‘socialistas’ do SPD
Ca de 1/3 do SPD CONTRA ARMAS PARA UCRÂNIA
14,5% para os Verdes
10,5% para die Linke (esquerda socialista)
CONTRA ARMAS PARA UCRÂNIA
4,5% FDP (liberais)
3,5% BSW (esquerda populista)
CONTRA ARMAS PARA UCRÂNIA
(sondagem INSA de 2 a 5 de Outubro)
*“Isto não é à história do Capuchinho Vermelho e do Lobo Mau”, expressão usada pelo Papa Francisco, após à invasão da Ucrânia em 2022, para desmontar a narrativa redutora, descontextualizada e maniqueísta do início da guerra.

Fotografia: o secretário-geral da NATO Rutte recebe Prémio da Paz de Vestfália em Münster ao lado do chanceler Merz.

Miguel Szymanski 

Anedota do dia (ou como um ídolo se autodestrói à vista de todos por narcisismo e estupidez):

Ronaldo não volta à selecção enquanto Jorge Jesus for o treinador

Mas alguém neste momento trocaria um pelo outro??

(volto ao tema, porque irrita tanta falta de nível e de noção da parte do único português conhecido nos confins da Papua-Nova Guiné e da Cochinchina)

O contrato para a participação de Ronaldo na selecção era completamente tóxico. A Federação queria-o lá pelas receitas que gerava (e não pelo bom desempenho, que todos sabiam já não ser real); em contrapartida, ele exigia jogar. Certo. Mas, se ele tem que exigir jogar, não lhe passa pelo bestunto que lhe estão a faltar qualidades naturais que o levariam a ser primeira escolha e, portanto, estaria na hora de se despedir?? É que o desastre estava à vista mal contratassem um seleccionador competente.

Jorge Jesus, perante as exigências deste contrato inominável da Federação (que miséria, Federação), viu-se obrigado a acordar tempo em campo para a diva, independentemente das necessidades do jogo (errado, mas sabe-se lá se esta cláusula fazia parte da contratação de Jorge Jesus, ai Federação, tanto ridículo). Logo à primeira retenção no banco, a diva amua. Amua e vai-se embora e exige que mudem o seleccionador… Um seleccionador 100% vencedor. Pode-se imaginar situação mais absurda? Exigência mais ridícula?

Ronaldo aceitou ser contratado por interesse financeiro claríssimo e isso já devia ser suficientemente humilhante para alguém que se acha o suprassumo dos futebolistas.  Assim, o esquema da sua participação na selecção só podia acabar mal. Estava inquinado. Nada tinha que ver com mérito em campo. E ele devia saber.

Com Martínez e outros antes dele, acabou mal para a selecção e com prejuízo para os jovens candidatos a estrelas; com Jesus, acabou mal para o Ronaldo. Não há volta a dar. Despedirem o Jorge Jesus por causa dele é impensável. Ele voltar com Jorge Jesus impensável é. Portanto, adeus Ken. Tens muitos milhões com que te entreter. Recolhe as tropas que esta guerra já perdeste. Mesmo que chames o Trump.

por Penélope

Do blogue Aspirina B

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Ventos Semeados: Nem fatalismo, nem milagre

Ventos Semeados: Nem fatalismo, nem milagre:   Admito que a noite brasileira me caiu mal. Flávio Bolsonaro à frente, Lula atrás, mais de dois milhões de votos de diferença e um resultad...