Coisas que Podem Acontecer:
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
sábado, 11 de abril de 2026
A delegação iraniana:
UM JEITO MANSO: O Tó Zé Seguro, o SNS, o Governo e o Rutta -- E c...
Mandem mais dinheiro para a Ucrânia…:
(Francisco Fortunato in Facebook, 09/04/2026, Revisão Estátua)

Ora aqui está uma fatura que devia ser paga exclusivamente pelos gajos e gajas das bandeirinhas da Ucrânia que achavam que o Putin queria conquistar a Europa e só parava em Lisboa, no Estádio da Luz. Que a Europa devia reforçar a sua defesa (leia-se dar dinheiro para a NATO) para travar os instintos de malvadez do maquiavélico senhor de Moscovo.
Os que avisavam para tamanha estupidez eram logo acusados de agentes moscovitas e até ameaças de morte recebiam. Eu recebi duas pelo Messenger e até políticos do PS destrataram publicamente os poucos socialistas que ousaram levantar a voz contra a narrativa da UE e da NATO/EUA do Biden. Hoje vemos bem quem é o maior perigo para a Paz Mundial.
Esses idiotas úteis não vão pedir desculpa pela contribuição que tiveram para termos chegado ao ponto que refere o aviso do FMI, vão hipocritamente derramar lágrimas de crocodilo pelos cortes no Estado Social. A estupidez paga-se caro, muito caro, e por isso, os que mandam querem, cada vez mais, gente estúpida que se julgue muito inteligente.
(Diogo Sousa in Facebook, 10/04/2026, Revisão Estátua)
Otítulo do relatório do FMI deveria ser outro: “O Grande Assalto”. 𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐨 𝐅𝐌𝐈 𝐚𝐝𝐦𝐢𝐭𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐜𝐨𝐫𝐫𝐢𝐝𝐚 𝐚𝐨 𝐚𝐫𝐦𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐨𝐛𝐫𝐢𝐠𝐚𝐫𝐚́ 𝐚 𝐜𝐨𝐫𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝟐𝟓% 𝐧𝐚 𝐒𝐞𝐠𝐮𝐫𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐒𝐨𝐜𝐢𝐚𝐥 𝐞 𝟐𝟔% 𝐧𝐚 𝐒𝐚𝐮́𝐝𝐞, está a confirmar que o bem-estar dos cidadãos europeus foi oferecido em sacrifício no altar do Complexo Militar-Industrial americano.
Para que as ações da Lockheed Martin, da RTX e da Boeing subam, e para que os dividendos fluam para a BlackRock e a Vanguard, é necessário que o mundo esteja a arder. 𝐀 𝐞𝐥𝐢𝐭𝐞 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐧𝐜𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐚𝐦𝐞𝐫𝐢𝐜𝐚𝐧𝐚 𝐚𝐩𝐞𝐫𝐟𝐞𝐢𝐜̧𝐨𝐨𝐮 𝐚 𝐚𝐫𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐫 “𝐄𝐬𝐭𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐏��́𝐫𝐢𝐚𝐬” 𝐞 “𝐄𝐬𝐭𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐓𝐞𝐫𝐫𝐨𝐫𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬”.
Financiam-se fações, desestabilizam-se regiões e, subitamente, as fronteiras da NATO são declaradas em perigo. Esta insegurança fabricada não visa a “liberdade”; visa o contrato. É uma estratégia de marketing onde o produto é o míssil e o anúncio é a guerra.
A estratégia é brilhante na sua perversidade. Ao forçar os países europeus a cumprir as metas de gasto militar da NATO, 𝐖𝐚𝐥𝐥 𝐒𝐭𝐫𝐞𝐞𝐭 𝐞𝐬𝐭𝐚́ 𝐚 𝐝𝐞𝐬𝐦𝐚𝐧𝐭𝐞𝐥𝐚𝐫 𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐨𝐫𝐫𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚.
Uma Europa que gasta o seu PIB em caças F-35 (comprados aos EUA) é uma Europa que não investe em tecnologia, infraestrutura ou na saúde do seu povo. Ao “terraplanar” economias através da dívida militar, os EUA garantem que a Europa deixe de ser um rival económico para passar a ser 𝐮𝐦 𝐦𝐞𝐫𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐜𝐚𝐭𝐢𝐯𝐨 𝐞 𝐝𝐞𝐩𝐞𝐧𝐝𝐞𝐧𝐭𝐞.
A História, como diz o FMI, mostra que o dinheiro nunca chega para os dois. Mas não há “escolha” democrática aqui. Quando as grandes gestoras de ativos controlam tanto os bancos que emprestam dinheiro aos governos europeus como as fábricas que vendem as armas, o jogo está viciado.
A Europa está a ser obrigada a importar o modelo americano de “𝐂𝐚𝐩𝐢𝐭𝐚𝐥𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐝𝐞 𝐏𝐢𝐥𝐡𝐚𝐠𝐞𝐦”: hospitais degradados, escolas subfinanciadas e uma classe média asfixiada pela dívida, tudo para que o balanço financeiro de meia dúzia de instituições em Manhattan continue a bater records.
Os “Estados Falhados” que os EUA deixam para trás no Médio Oriente e no Leste Europeu não são erros de cálculo — são externalidades lucrativas. Criam ondas de refugiados que pressionam ainda mais os orçamentos sociais europeus, forçando mais cortes, mais dívida e mais dependência do sistema financeiro controlado por Washington.
𝐂𝐨𝐧𝐜𝐥𝐮𝐬𝐚̃𝐨: 𝐎 𝐃𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐭𝐚𝐫 𝐨𝐮 𝐚 𝐅𝐚𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚
A elite financeira que é dona do complexo militar-industrial não tem bandeira nem lealdade a cidadãos. Para eles, a NATO é apenas um sindicato de vendas armado. 𝐄𝐧𝐪𝐮𝐚𝐧𝐭𝐨 𝐨𝐬 𝐞𝐮𝐫𝐨𝐩𝐞𝐮𝐬 𝐧𝐚̃𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐝𝐞𝐫𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐞𝐮𝐫𝐨 𝐠𝐚𝐬𝐭𝐨 𝐞𝐦 𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜̧ões 𝐞́ 𝐮𝐦 𝐞𝐮𝐫𝐨 𝐫𝐨𝐮𝐛𝐚𝐝𝐨 𝐚𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨, continuarão a ser os figurantes pagantes num filme de terror realizado em Wall Street.
O aviso do FMI é o sino de recolher: 𝐚 𝐄𝐮𝐫𝐨𝐩𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐚́ 𝐚 𝐬𝐞𝐫 𝐜𝐚𝐧𝐢𝐛𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚𝐝𝐚 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐩𝐫𝐨́𝐩𝐫𝐢𝐚 𝐚𝐥𝐢𝐚𝐧𝐜̧𝐚.
Do blogue Estátua de Sal
sexta-feira, 10 de abril de 2026
“Sente-se — quem você acha que está representando? ”:
"Trump Assassino":
Hoje vim à Galiza dar uma palestra para a Associação Memória, Verdade e Justiça que, entre outras coisas muito importantes, lembra os últimos fuzilados do franquismo em 1975 quando, sob controlo democrático de jornalistas e gráficos, a imprensa portuguesa decidiu fazer a mesma capa, única, para os jornais. Lisboa acordou em setembro de 1975, nesse belo PREC, com os jornais a dizer "Franco Assassino". Estavam aqui, em Vigo, vários dos meus livros à venda, em português, e apenas dois deles, traduzidos em espanhol. Todos foram vendidos com excepção dos que estão traduzidos em castelhano...Aqui só se lê em português! Jantámos, tapas, deliciosas pescarias da ria de Vigo, com um bombeiro florestal que é contra o eucalipto. E - agora sustenham a respiração - um cabeleireiro, militante da memória, construtor da Associação, e cuja família teve em 1936, quando o fascismo espanhol tomou o poder, 12 membros fuzilados, bisavô, avô, dois tios...A história. Esse lugar onde sempre nos encontramos com o futuro. Se sois votantes do Chega, do Vox ou de outro qualquer caixote de lixo, se sois jornalistas e em vez de uma capa a dizer "Trump Assassino", escreveis notícias "isentas" sobre o direito de Israel defender-se, deixai pelo menos de me ler, abandonai este mural, que eu tenho pela isenção face ao fascismo mais desprezo do que um galego por Castela.
Raquel Varela
POR UMA VEZ?
Com o seu acólito Mark Rutte à ilharga — secretário-geral de uma NATO que deveria servir a segurança norte-atlântica coletiva e não os caprichos de Washington pelo mundo —, Donald Trump lançou um ultimato a uma Europa que ele sabe estar refém dos seus próprios medos em matéria de segurança.

