Coisas que Podem Acontecer:
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
domingo, 28 de junho de 2026
duas ou três coisas: Vergonha
Os trabalhistas britânicos descobriram a pólvora?
(Pedro Tadeu, in Diário de Notícias, 26/06/2026)

Andy Burnham, o homem que se prepara para suceder a Keir Starmer na chefia do Partido Trabalhista – e, provavelmente, no cargo de primeiro-ministro britânico -, apresentou-se como portador de uma novidade: acabar com a economia do trickle down, reindustrializar o Norte de Inglaterra, usar a contratação pública para apoiar empresas britânicas, reforçar o ensino técnico-profissional e ouvir as preocupações populares sobre imigração. Ouvi tudo isto num discurso proferido por ele a 19 de junho passado.
Burnham diz que está contra a economia do trickle down. A expressão designa a teoria segundo a qual, se o Estado favorecer ricos, empresas e investidores, a riqueza acabará por “pingar” para o resto da sociedade. É a doutrina moral do neoliberalismo, seguida fielmente desde o fim da Guerra Fria pela direita e pelos governos socialistas e sociais-democratas da Europa – incluindo o PS e o PSD portugueses.
Burnham, agora que os trabalhistas estão a cair em desgraça, veio constatar um facto: muito pouco pingou da riqueza dos “de cima” para os “de baixo”. Basta ver as estatísticas dos últimos 40 anos.
Burnham também fala em reindustrialização. Desde o fim da Guerra Fria o discurso dominante apresentou a deslocação de indústrias para a Ásia como resultado natural da eficiência económica. O resultado está à vista: antigas zonas mineiras, siderúrgicas, têxteis e manufactureiras perderam empregos qualificados, sindicatos, orgulho produtivo e continuidade social.
A Grã-Bretanha, que inventou a Revolução Industrial, tornou-se uma economia dependente da finança, dos serviços e do consumo alimentado por crédito. A pandemia, a guerra na Ucrânia, a crise energética e a tensão com a China mostraram o custo dessa ilusão: quem não produz depende; quem depende perde soberania.
Para resolver isto, Burnham quer o reforço do papel do Estado na economia. Ele fala da contratação pública como instrumento de política industrial. Isto parece elementar, mas está perto da heresia económica para os “técnicos” das OCDE e dos FMI desta vida. Não tarda, estão a chamar comunista ao homem!
Finalmente, há a imigração. É o ponto mais difícil e talvez o mais revelador. A esquerda social-democrata habituou-se a tratar a imigração em dois registos: moralismo liberal ou silêncio defensivo. Quando as classes populares manifestavam preocupação com salários, habitação, serviços públicos ou mudanças rápidas nos bairros, em vez de receberem políticas de integração eram frequentemente acusadas de atraso, preconceito ou xenofobia. A direita radical ocupou esse espaço, transformando problemas sociais reais numa guerra contra estrangeiros de raiz xenófoba.
Burnham tenta outra via. Não diz que os imigrantes são a causa da crise. Diz que a imigração é gerida com baixos salários pagos a essas pessoas e cria uma injustiça sentida pelas comunidades locais. Pelo menos há aqui o reconhecimento da exploração capitalista estar na raiz do problema.
A pergunta, portanto, não é se os trabalhistas descobriram a pólvora. A pergunta é por que razão demoraram tanto tempo a procurá-la e a admitir o que, em grande medida, a restante esquerda – radical, comunista, ou o que quiserem chamar-lhe – tantas vezes identificou.
Durante décadas, a social-democracia aceitou gerir a economia de uma forma que destruía a sua própria base social. Agora, assustada com a extrema-direita, tenta reencontrar a linguagem da classe, do território e da produção…
Soa, infelizmente e mais uma vez, a falso.
Do blogue Estátua de Sal
GUERRA COM POUCAS ARMAS E DEMASIADOS INTERESSES ESTRATÉGICOS:
O Irã foi ASSALTADO pela FIFA. Em solo americano:
Grande inglês Alan Shearer:
“Essa é uma das piores decisões do VAR que já vi num palco de Copa do Mundo. Se os oficiais não conseguem acertar um momento desses a cada replay disponível, então você tem que perguntar para que é que o VAR está realmente lá. ”
As guerras no Irão e na Ucrânia:
Desse problema ninguém fala, talvez por ser uma tragédia comum aos solados de ambos os lados da linha da frente, soldados que cometem sevícias sobre novos camaradas, que ainda chegam para substituir os que morrem, ficam feridos ou desertam.
sábado, 27 de junho de 2026
QUEM OFERECE CINCO MILHÕES DE LIBRAS A UM POLÍTICO E PORQUÊ ?
Durante anos, atirou-se contra as elites e os seus gastos. Agora, a pergunta inconveniente é outra. Quem oferece cinco milhões de libras a um político e porquê?
por: Paulo Dentinho (jornalista)


