Rádio Freamunde

https://radiofreamunde.pt/

segunda-feira, 2 de março de 2026

A Verdade Material:

Está sendo desenterrada dos escombros de Tel Aviv. O que o Pentágono e o Gabinete de Guerra tentaram esconder sob o manto da censura militar agora transborda em forma de fumo e sirenes de ambulância. O mito da segurança sionista não foi apenas arranhado; ele foi sepultado pelo ritmo implacável do aço persa.
Aqui está a narrativa do colapso da narrativa imperial:
🏛️
TEL AVIV SOB O FERRO: O FIM DA IMPUNIDADE SIONISTA
As imagens dos mísseis rasgando o céu sobre Israel não são apenas registros militares; são os pregos no caixão do domínio da "Classe Epstein" na região. Enquanto as equipas de resgate buscam sobreviventes entre os destroços, a realidade física da guerra esmaga as mentiras de Washington.
🚀
1. O RITMO DA ANIQUILAÇÃO (IDF EM PÂNICO)
O relatório do Canal 12 israelita é o atestado de óbito da estratégia de defesa das IDF. O aviso de que o Irão pretende intensificar e aumentar significativamente o ritmo prova que o Professor Mohammad Marandi estava certo: o que vimos até agora foi apenas o aquecimento com armas antigas. Se Telavive já está em busca de corpos agora, o que acontecerá quando os mísseis de nova geração, ainda ocultos nas bases subterrâneas, forem disparados?.
🎭
2. O BLUFF DE TRUMP E O DESESPERO AMERICANO
A declaração de Trump de que os iranianos "pediram para terminar a guerra" foi desmascarada como um bluff patético para tentar acalmar os mercados e esconder a própria fraqueza. Como Marandi explicou, o Irão não aceita submissão nem humilhação. O Triunvirato de Ferro em Teerã não está a pedir paz; está a ditar os termos da rendição estratégica dos EUA e de Israel.
⚰️
3. A CENSURA DOS CADÁVERES
Israel está a fazer esforços sobre-humanos para esconder os seus mortos, mas a Verdade Material é impossível de conter quando os cemitérios são reativados em massa. O controlo da situação foi perdido. A morte da pequena Zahra e do Líder Supremo transformou cada cidadão iraniano e cada aliado do Eixo num motor de vingança que o dinheiro do Pentágono não consegue travar.
⚖️
O VEREDITO DE DIEGO GONZÁLEZ
O serviço de ambulâncias em Israel é o novo metrônomo da região: ele marca o tempo que resta para a entidade genocida. Os "sionistas de sofá" que riam no primeiro dia agora enfrentam a realidade de que o Irão é a nação do Imam Hussain, e eles não vão parar até que a vitória estratégica seja total.
As imagens de Telavive mostram que a moralidade e o aço estão do mesmo lado. O "excepcionalismo" ocidental está a ser enterrado nos cemitérios que os próprios mísseis iranianos ajudaram a reabrir.
Com o Gabinete de Guerra israelita admitindo que não há sinais de que os ataques vão parar, o colapso interno de Israel é iminente.

Exmº. Senhor Bastonário da Ordem dos Advogados:

Desde a renúncia do meu advogado, o dr. Pedro Delille, que é patente uma conduta do tribunal que põe em causa dois dos meus mais fundamentais direitos constitucionais – o direito a escolher o meu próprio advogado e o direito a que este disponha do tempo necessário a preparar a minha defesa. A dimensão do processo não é da minha responsabilidade nem é minha a responsabilidade das sucessivas renúncias, que foram assumidas, em consciência, pelos próprios advogados. O que nunca me ocorreu foi que estes dois direitos pudessem também ser postos em causa, não apenas pelo sistema judicial, mas pelo Bastonário da Ordem dos Advogados.

Tenho o maior respeito pela Ordem dos Advogados que sempre considerei estar na primeira linha da defesa das liberdades e garantias individuais. No entanto, foi para mim muito revelador - e esclarecedor de quanto estava enganado – ver entrar o senhor bastonário naquela sessão de julgamento pretensamente para apoiar uma advogada oficiosa que foi chamada para substituir um seu colega que estava internado com uma pneumonia e a quem o tribunal negou o pequeno prazo para recuperar da hospitalização. Essa advogada oficiosa nunca pediu prazo para analisar o processo (embora lhe tivessem sido concedidos cinco dias) e nunca levantou o processo na secretaria. Na verdade, o senhor bastonário não foi apoiar colega nenhuma, o senhor bastonário foi apoiar um ato de puro fingimento de defesa judicial.
O processo tem, como todos sabem, trezentas mil folhas, duzentos volumes, cento e vinte e seis apensos, duzentas e catorze buscas e quatrocentas horas de escutas. Ponhamos de lado a questão do tempo de preparação, visto que a pergunta é ainda mais simples: como se prepara a defesa sem ter acesso ao processo? Como se faz a defesa de alguém sem dispor do processo? Digamo-lo com todo o enfâse de que somos capazes - o senhor bastonário não foi ali apoiar a defesa feita por uma advogada oficiosa; o senhor bastonário foi ali defender a ausência de defesa efetiva num julgamento.
Depois da recente renúncia da minha advogada, o senhor bastonário decidiu fazer um oferecimento público dos seus préstimos para que me seja, de novo, imposto um advogado oficioso e um prazo de dez dias para preparar a defesa. Este prazo viola diretamente o artigo sexto da Convenção Europeia dos Direitos Humanos – “o acusado tem como mínimo, o direito a dispor do tempo(...) necessário para a sua defesa”. Aqui chegados, não tenho outra forma de o dizer – esta atitude do bastonário é uma vergonha para todos aqueles advogados que, ao longo da história do direito português, se bateram pelas garantias constitucionais do indivíduo como fundamento legitimador do processo penal democrático.
Pronto, está dito. Não quero perder mais tempo com isto. O que me importa, agora, é a resposta da Ordem ao pedido do Tribunal e a forma como procedeu à escolha do advogado oficioso. Começo por lembrar que a defesa oficiosa é um instrumento de defesa dos direitos dos cidadãos e não deveria ser transformado, como está a ser, num instrumento de defesa do arbítrio do Tribunal. Mas, enfim, o que me importa agora são as a condições em que foi escolhido o advogado indicado pela Ordem. O senhor bastonário afirmou, num programa de televisão, “que iriam procurar a melhor solução”. Sempre pensei que iriam seguir o costume e cumprir as normas regulamentares da Ordem para todos os demais processos. Mas não: o senhor bastonário tem pressa, ficando-me a horrível impressão de que, tendo pressa, não resiste, também ele, a fazer deste caso um caso de exceção.
Pois bem, quero saber que solução foi essa, visto que encontro nesse processo uma atipicidade e um comportamento tão excecional que, sem querer precipitar-me, me levanta fundadas suspeitas de manipulação. Se não se importa, senhor bastonário, gostava de as esclarecer ao abrigo dos meus direitos como sujeito visado por um ato administrativo da Ordem que está sujeito às regras gerais de transparência.
Assim sendo, gostaria que me fossem fornecidos os seguintes elementos e respondidas as seguintes perguntas:
Quem escolheu o advogado?
O Conselho Geral?
Outro órgão agindo por delegação?
A delegação, a existir, está publicada no site da Ordem?
O bastonário interveio com sugestão ou conselho?
Foi feito algum contacto prévio à indicação?
Há despacho de indicação do advogado?
A indicação foi feita com respeito pela lista de escalas de prevenção de Advogados?
A indicação foi feita com recurso ao sistema SINOA, gerido pela Ordem dos Advogados?
Há uma lista de advogados oficiosos de onde foi escolhido o advogado indicado?
Que critérios estiveram na base desta escolha?
Houve alguma seleção prévia de advogados para ficar com este processo?;
Houve advogados que se ofereceram especificamente para esse efeito?;
O advogado indicado foi consultado previamente à indicação?
O advogado indicado tomou conhecimento do prazo de dez dias que lhe foi concedido pelo tribunal?
Antes ou depois da indicação?
A indicação do advogado está vinculada ao prazo de 10 dias?
O advogado teve acesso e conhecimento da dimensão dos autos?
Há comunicações, relativas a esta matéria, entre responsáveis da Ordem e entre estes e os advogados inscritos para apoio judiciário que permitam poder ajuizar do modo de indicação?
Requeiro todos os documentos existentes relativos as questões acima suscitadas.
Mais uma vez: estamos perante um ato administrativo de indicação de um advogado oficioso que tem eficácia externa e que me é especificamente destinado. Assim sendo, julgo ser meu direito ter acesso a todos os documentos informativos e deliberativos que a tornaram possível. Espero que não seja necessário recorrer à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos para fazer valer este direito.
O processo Marquês, como todos sabem é um processo de arbítrio, de violência e de manipulação – desde a escolha fraudulenta do juiz do inquérito até à manipulação da acusação a pretexto de um falso “lapso de escrita”. Pela minha parte quero agora saber se tudo se passou segundo as regras e o costume e se não houve uma qualquer “combinazione” para escolher o advogado mais apropriado. Quero saber se não houve também aqui manipulação. Quero saber se este novo advogado oficioso foi escolhido segundo as normas legais (Regulamento de Organização e Funcionamento do Sistema de Acesso ao Direito e aos Tribunais na Ordem dos Advogados) ou se foi escolhido de forma ad hoc de modo a aceitar o que considero impossível de satisfazer– um prazo de dez dias para conhecer os autos. Pela minha parte, senhor Bastonário, pode contar que não deixarei de levar ao limite a denúncia de mais este atropelo do Estado de Direito.
Apresento cumprimentos
José Sócrates
P.S. – darei divulgação pública a esta missiva.

Dez horas que abalaram a Ásia Ocidental:

(Pepe Escobar in Resistir, 01/03/2026)

Talvez estejamos apenas a chegar ao portal da ordem pós-EUA na Ásia Ocidental, onde aquele culto da morte medonho, com o seu Deus patético e intolerante, estará estrategicamente atolado no lamaçal, com a sua dissuasão em frangalhos, consumido pela paranóia enquanto luta contra múltiplas instâncias de pressão assimétrica.

Dez horas. Foi o tempo que o Irão levou para:

  • colocar o Império do Caos, da Pilhagem e dos Ataques Permanentes sob cerco em todo o Golfo.
  • bombardear 27 importantes bases militares dos EUA, sem piedade – causando danos extensos.
  • determinar que todos os bens e interesses dos EUA e israelenses na Ásia Ocidental são alvos legítimos para retaliação.
  • bloquear o Estreito de Ormuz (depois desbloqueado, mas com passagem livre apenas para navios russos e chineses).

A seguir: se os navios de guerra dos EUA não recuarem, serão afundados.

Todo o drama, previsivelmente, desenvolveu-se como uma fraude em formação. A guerra foi ordenada pelo líder de um culto da morte na Ásia Ocidental, um psicopata genocida que depois se refugiou na sua «Asa de Sião» e fugiu para… Berlim.

O seu ajudante americano, o neo-Calígula, um Narciso megalomaníaco, coordenou a guerra a partir de Mar-a-Lago.

O seu sucesso espetacular no primeiro dia: matar o líder supremo aiatolá Khamenei num ataque de decapitação. E matar dezenas de meninas – mais de 100 e contando – numa escola primária no sul do Irão.

Previsivelmente, isto também foi uma repetição do assassinato de Sayyed Nasrallah, do Hezbollah, em Beirute.

Durante as «negociações» indiretas em Omã, a equipa Trump 2.0 exigiu que Teerão esclarecesse uma oferta que precisava de alguns ajustes finais.

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr bin Hamad al Busaidi, confirmou que o Irão, pela primeira vez, concordou em “nunca” acumular material nuclear para uma bomba; manter estoques zero de material enriquecido; concordar que os estoques existentes seriam diluídos; e permitir a verificação completa da AIEA.

A reunião ocorreu em Teerã na manhã de sábado, reunindo os principais membros da liderança iraniana.

O Epstein Syndicat bombardeou a reunião, matando altos funcionários e o líder supremo aiatolá Khamenei. O Império do Caos não faz negociações: ele as utiliza como arma.

No entanto, não houve um colapso imediato que levasse a uma mudança de regime. Menos de meia hora após o ataque, a liderança de Teerão lançou um contra-ataque impressionante, rápido e coordenado em grande escala, em modo de lançamento contínuo 24 horas por dia, estabelecendo assim os parâmetros de escalada, bem como a supremacia da resiliência no campo de batalha.

Por exemplo, as táticas iranianas agora são muito diferentes em comparação com a guerra de 12 dias. Na segunda onda contra o Bahrein, eles usaram drones kamikaze Shahed-136 somente após uma barragem maciça de mísseis balísticos que confundiu completamente os sistemas de defesa dos EUA. O resultado: dezenas de interceptores caros gastos prematuramente. Os drones só vieram depois.

Somente no primeiro dia, o Irão disparou mais de 1.200 mísseis e drones. Teerã tem dezenas de milhares de mísseis e drones em estoque. Os interceptores dos EUA estão prestes a se esgotar em questão de dias. Cada THAAD custa US$ 15 milhões. A matemática definitivamente não está a favor do império.

Do martírio à vingança

O Irã ir atrás dos ativos dos EUA em Dubai é uma jogada estratégica magistral – ligada à destruição de abrigos de militares dos EUA e/ou esconderijos clandestinos da CIA. Todos aqueles símbolos cafonas de opulência de Dubai estão em chamas: Burj Khalifa, Burj Al Arab, Palm Jumeirah.

Como corretamente argumentado aqui, 88% da população de Dubai é estrangeira. Além de ser a capital mundial da lavagem de dinheiro, esta é, acima de tudo, uma zona económica especial com uma bandeira, agora correndo o risco de uma corrida aos bancos.

Afinal, os Emirados Árabes Unidos não produzem nada – como no capitalismo produtivo; é uma economia de serviços isenta de impostos, construída em torno da opulência e segurança (agora desaparecidas).

Dubai também tem uma enorme influência sobre o neo-Calígula – como nas «moedas Trump», investimentos pessoais, doações ao Conselho da Paz, também conhecido como Conselho da Guerra. A aviação representa 27% do PIB de Dubai – e 18% do PIB dos EAU. O aeroporto de Dubai no escuro é um desastre absoluto. Mega-companhias aéreas como a Emirates, a Etihad e a Qatar Airways – com os seus mega-aeroportos – são veículos/nós fundamentais da matriz global de transportes.

Dubai às escuras é uma proposta de negócio muito má para Trump. Não há dúvida de que MbZ já está ao telefone a implorar por um cessar-fogo. Além disso, Teerão também deixou claro que as gigantes da energia Chevron e ExxonMobil são alvos legítimos. Portanto, não é de admirar que o neo-Calígula já quisesse um cessar-fogo no primeiro dia, comunicado através dos canais diplomáticos italianos ao Irão.

Independentemente das torrentes de especulação sobre se o psicopata genocida em Telavive forçou o neo-Calígula a entrar em guerra quando a sua Armada Invencível ainda não estava pronta, o facto é que o Pentágono perdeu a iniciativa estratégica.

O guião está a ser escrito em Teerão; será uma guerra de desgaste, em que Teerão planeou todos os cenários possíveis.

Então, eis como tudo se desenvolveu, num piscar de olhos. Ataque de decapitação. Conselho de Peritos reunido em minutos. IRGC: resposta de «força máxima» dentro de uma hora, desencadeada sobre o culto da morte + petro-chihuahuas. Mecanismo de sucessão: em vigor. Estrutura de comando: em vigor. Sem mudança de regime. Domínio estratégico imperial zero. Do martírio à vingança.

Todo o Sul Global está a assistir.

Ruptura estratégica total

De acordo com várias fontes do IRGC, o aiatolá Khamenei tinha tudo preparado em detalhes minuciosos por meio de uma série de diretrizes. Ele instruiu Ali Larijani, secretário do Conselho de Segurança, e membros selecionados da liderança não apenas sobre como o Irão poderia resistir ao poderio bélico do Sindicato Epstein, mas também a quaisquer tentativas de assassinato, inclusive contra ele próprio. Khamenei foi morto ao lado de Ali Shamkhani, ex-secretário do Conselho de Segurança Nacional, e do comandante do IRGC, Mohammed Pakpour.

Khamenei nomeou nada menos que quatro camadas de sucessão para cada comando militar e função governamental importantes. Não é de admirar que todas as decisões cruciais após a decapitação tenham sido tomadas em tempo recorde.

A dupla genocida/assassina americano-israelense não faz ideia do que está por vir. Conseguiram ofender todo o mundo xiita – sem mencionar centenas de milhões de muçulmanos sunitas também.

A ruptura estratégica total nem sequer chega a descrever a situação: chegámos a um ponto de não retorno absoluto entre Washington e Teerão. Em vez desta noção infantil de mudança de regime, que só os sionistas fanáticos e sem cérebro podem alimentar, o assassinato de Khamenei está a consolidar um consenso nacional, legitimando uma retaliação sem limites e desencadeando um confronto em várias frentes que se estende do Golfo ao Levante.

As táticas imediatas do Irão são muito claras: saturar as defesas aéreas israelenses e desencadear uma enorme crise de interceptores. Isso obrigará os generais israelenses a implorar ao neo-Calígula por um cessar-fogo – mesmo que o Irão não pare de destruir a infraestrutura e a economia de Israel, possivelmente causando o colapso do culto da morte em questão de dias.

Enquanto isso, a Rússia e a China trabalharão nos bastidores para garantir que a rede de defesa do Irão permaneça intacta.

Se o gás e o petróleo da Ásia Ocidental pararem de fluir por apenas alguns dias, todas as apostas sinistras serão canceladas quando se trata da economia global. O Irão calculou todos os cenários e pode aplicar e liberar pressão à vontade.

O Sul Global aprenderá todas as lições de como a liderança iraniana demonstra solidariedade e objetivos claros enquanto é forçada a uma luta sem precedentes em várias frentes contra o colosso imperial – e isso após 47 anos de sanções implacáveis. Este tipo de resistência, por si só, já é um milagre.

Agora, o caminho pode estar aberto para o fim da presença militar americana na Ásia Ocidental – algo previsto por uma linhagem de mártires, de Soleimani e Nasrallah a Khamenei.

Talvez estejamos apenas a chegar ao portal da ordem pós-EUA na Ásia Ocidental, onde aquele culto da morte medonho, com o seu Deus patético e intolerante, estará estrategicamente atolado no lamaçal, com a sua dissuasão em frangalhos, consumido pela paranóia enquanto luta contra múltiplas instâncias de pressão assimétrica.

Fonte aqui.

Do blogue Estátua de Sal 

domingo, 1 de março de 2026

Jeffrey Sachs: No Irão, os EUA apostaram tudo para recuperar a sua hegemonia global:

 (Jeffrey Sachs, in ObservatorioCrisis, 01/03/2016, Trad. Estátua)

A tentativa de derrubar o governo iraniano faz parte da luta pela hegemonia global americana; faz parte de uma guerra mundial que os Estados Unidos estão a travar.

(Entrevista com o Professor Jeffrey Sachs conduzida pelo académico e cientista político norueguês Glenn Diesen.)

Do blogie Estátua de Sal

Dominguice:

Putin tem razão. Israel tem razão. Trump tem razão. A China terá razão se decidir invadir Taiwan. Os problemas devem-se resolver segundo a lei do mais forte. Matando e destruindo e matando. Foi assim ao longo de milhares, de milhões de anos. É muito mais simples, como ensina Tucídides: a culpa é sempre do invadido, o invasor é sempre a vítima e a força do bem. O invasor depois escolherá que verdade ficará mais bonita nos livros de história, merece.

A Europa pensa que vale a pena negociar e respeitar os direitos humanos. Há que tempos que não invade ninguém, só a reboque dos EUA e às mijinhas. Já não pertencemos ao mundo dos senhores da guerra. Temos andados ocupados com a reinvenção da liberdade e da democracia. Preferimos a lei do mais fraco: a civilização.

 por Valupi

Do blogue Aspirina B

sábado, 28 de fevereiro de 2026

A ignorância atrevida:

(Estátua de Sal, 27/02/2026)

Pensava eu que a ida do Major-General Carlos Branco para o canal Now – onde ao domingo faz o resumo dos acontecimentos mais marcantes da semana, em termos de geopolítica, no seu programa Tabuleiro do Poder – o tinha livrado de vez dos pivôs ignorantes, belicistas e russófobos, como o Bello Moraes e quejandos da CNN.

Afinal não. Eu não sabia mas, Carlos Branco, também tem outras intervenções no canal Now, além do seu programa semanal. E foi numa dessas presenças em que, mais uma vez, um pivô – neste caso, de seu nome João Ferreira -, trouxe ao de cima a sua ignorância, impreparação e displicência: ao menos exigia-se que fizesse bem os trabalhos de casa – vulgo TPC -, se pretendia ousar confrontar um especialista sério e bem informado.

Estes pequeninos capatazes dos écrans não tem vergonha das tristes figuras que fazem quando entram em confrontos para os quais não têm arcaboiço. Querem, à força de contorcionismos acrobáticos, que a realidade seja confome com as falsas narrativas que propagandeiam a mando dos seus chefes. E quando os comentadores mais sérios e informados os desmascaram, ou azedam ou, então, fingem mesmo que nada se passou, ficando na cara de pau, como dizem os brasileiros.

Mas passou, os espectadores viram. E os leitores da Estátua também poderão ver no vídeo que publico abaixo. Termino com o comentário de Diogo Sousa, Facebook, 26/02/2026, o qual subscrevo na íntegra.

Estátua de Sal, 27/02/2016