Rádio Freamunde

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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Cuidado com as carteiras! O Montenegro anda por aí!

(Eduardo Maltez Silva, in Facebook, 18/08/2026, Revisão da Estátua)

Imagem gerada por IA

(O autor não deu título ao texto, pelo que o título é da autoria da Estátua, que lhe pareceu apropriado…)

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Do blogue Estátua de Sal 

Ucrânia: Bruxelas descobre a corrupção que financia:

(BPartisans, In Fórum da Escolha, in Facebook, 18/08/2026, Revisão da Estátua)

Em Bruxelas, aparentemente acabaram de descobrir que a Ucrânia é corrupta. Que revelação! Mais uns biliões e talvez descubram que a água é molhada.

No entanto, a corrupção ucraniana já não é um segredo vergonhoso escondido numa gaveta em Kiev. É documentada, monitorizada e discutida até mesmo dentro das instituições europeias. Hoje, o *Berliner Zeitung* descreve um governo ucraniano assolado por escândalos, investigações e suspeitas que atingiram até o seu círculo mais íntimo (Ver aqui).

E apesar de tudo isto, a máquina de dinheiro europeia continua a despejar milhares de milhões.

Daí surge esta pequena pergunta grosseira que ninguém nos salões de Bruxelas parece disposto a fazer: se sabiam, porque continuaram a pagar?

Há duas respostas possíveis. E nenhuma delas é particularmente gloriosa.

Primeira hipótese: certos europeus têm interesse em manter a boca de Zelensky fechada. Desde 2022, Kiev tornou-se a Lourdes da burocracia ocidental: presidentes, ministros, comissários e parlamentares acorrem ao local para tirar fotografias em frente à bandeira e receber os seus certificados de virtude geopolítica. A ideia de que alguns possam ter beneficiado direta ou indiretamente deste gigantesco ecossistema financeiro seria explosiva. Mas, atualmente, não existem provas públicas concretas que sustentem a alegação de que os líderes europeus receberam pessoalmente benefícios financeiros de Kiev. Sem provas, esta continua a ser uma hipótese, não um facto.

A segunda explicação é quase mais grotesca: sabiam muito bem, mas não se importaram. Porque a prioridade era derrotar a Rússia.

Assim, a corrupção ucraniana tornou-se uma espécie de franquia diplomática. Exigem-se “reformas”, Kiev promete “reformas”, Bruxelas aplaude as “reformas”, surge então um novo escândalo e todos pedem… mais reformas.

E, acima de tudo, mais dinheiro.

Uma magnífica máquina burocrática onde o insucesso se torna precisamente a justificação para o próximo pagamento.

O problema é que esses milhares de milhões não pertencem nem a von der Leyen, nem a Merz, nem a Macron. É dinheiro dos contribuintes europeus. A ajuda foi-lhes vendida como necessária para financiar a resistência ucraniana, e não para alimentar redes de influência, comissões secretas ou potenciais bens de luxo.

Se as instituições europeias estavam conscientes dos riscos e, mesmo assim, continuavam a desembolsar somas avultadas sem garantias suficientes, a questão em breve deixará de ser apenas: “Quem roubou em Kiev?”

Passará a ser: “Quem é que em Bruxelas sabia?” Depois: “Desde quando?”

E, por fim, a pergunta mais incómoda: “Porque é que continuaram a fazer isso?”

Porque quando se transferem milhares de milhões sabendo que há rombos nos cofres, não se pode para sempre fazer-se de vítima surpreendid quando o dinheiro desaparece.

Em Bruxelas, isto chama-se apoio à Ucrânia. Numa empresa, chamar-se-ia má gestão. E numa esquadra de polícia, podiam começar por perguntar quem tinha as chaves do cofre.

Do blogue Estátua de Sal 

Ventos Semeados: Vidas Improváveis - XIX. Marcelo, o democrata tardio

Ventos Semeados: Vidas Improváveis - XIX. Marcelo, o democrata tardio:   (Décimo nono de uma série de retratos à maneira de Woody Allen, em que se mostra a eficácia de um fútil)   Nasceu filho de um subsecre...

90º Aniversário do assassinato de Lorca – 18 de agosto de 1936:

(Carlos Esperança, in Facebook, 18/08/2026, Revisão da Estátua)


(A Estátua associa-se ao sublinhar da efeméride. Há crimes sem perdão que não podem ser esquecidos. O fascismo também é isto.

Estátua de Sal, 18/08/2026)


Frederico Garcia Lorca foi um dos maiores poetas e dramaturgos espanhóis, fuzilado e enterrado em segredo por quem odiava a cultura, o amor, a vida e a liberdade.

Aos 38 anos assassinaram-no os fascistas. Os restos mortais nunca foram localizados e a sua poesia resistiu ao tempo, a recordar que lhe ocultaram o corpo com os versos de fora:

Romance sonâmbulo

Verde que te quiero verde.

Verde viento. Verdes ramas.

El barco sobre la mar

y el caballo en la montaña.

Con la sombra en la cintura

ella sueña en su baranda,

verde carne, pelo verde,

con ojos de fría plata.

Verde que te quiero verde.

(…)

(Federico Garcia Lorca – 1928).

Nota da Estátua: O poema completo, traduzido para português por Afonso Felix de Sousa, pode ser lido aqui.

Do blogue Estátua de Sal

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Parece que, afinal, não há gangsters no PS:

«Quis-se por opção tosca há mais de 10 anos (!) que fosse o regime a ser colocado em cheque num mega-processo. Paga-se hoje esse preço a vários níveis mas a fatura é de ontem.

Quantas vezes é que se ouviu, leu e se insinuou que aqueles que trabalharam com Sócrates e fizeram parte dos seus governos estavam envolvidos nas mesmas teias, corrupção e que patrocinaram alguns dos seus esquemas? Que o PS era uma espécie de partido de gangsters?

É verdade que esta tese se acentua com a chegada da extrema-direita à política nacional nos últimos 6 anos mas nasce bem antes. Ora, tirando aqueles banqueiros, gestores que todos sabemos e pessoas como o Manuel Pinho que não se pode dizer que eram do PS, o que é que uma investigação exaustiva que existe há tantos e tantos anos a Sócrates nos diz? Aquilo que muitos não queriam que saltasse à vista e poucos anunciam como um dos factos políticos mais relevantes da infindável e interminável ‘Operação Marquês.’ Sócrates quando lesou, agiu sempre sozinho politicamente e com o desconhecimento do seu partido ou de quem esteve no governo consigo.

Tanta prova recolhida e nem uma escuta que pudesse, pelo menos, incriminar alguém dos seus governos nos jornais, pensavam tantos. Nada.

As sentenças abusivas aqui e ali, da rua e até de certos comentadores nas televisões tinham pouca ou nenhuma sustentação com a realidade. Que atire a primeira pedra quem nunca trabalhou numa empresa para um diretor ou uma diretora-geral sob a qual veio a perceber que talvez aquela pessoa não fosse tão séria quanto julgava ou até quanto se exigiria. Nos mínimos. Pois…»


O ‘trauma’ Sócrates é a causa da operação Influencer

O autor é homónimo e neto do saudoso Gonçalo Ribeiro Telles. O artigo é de Novembro de 2025, e foi escrito em cima da revelação pública de existirem escutas a Costa, feitas quando era primeiro-ministro, que tinham sido omitidas ao Supremo Tribunal de Justiça e ao Tribunal Central de Instrução Criminal. Como se pode ler acima, o episódio suscitou-lhe uma raríssima reflexão entre os profissionais do comentariado. Ele faz autocrítica implícita, descreve em subtexto o seu próprio processo de alinhamento com as campanhas negras e a indústria da calúnia. Mas agora ergue a voz para dizer que foi enganado, que todos foram enganados. O PS está limpo, é a conclusão inevitável da própria Operação Marquês após tantos anos de espionagem e devassa, lavrou este Telles.

Merece aplauso? Não, pá. Porque continua a alinhar com a indústria da calúnia. No começo do artigo, repete a liturgia de se declarar convicto que Sócrates cometeu crimes de corrupção. Não diz quais foram, nem como, nem quais são as provas. Não precisa, só precisa de caluniar para mostrar que é um comentador de bem. O mesmo acontece no trecho citado, em que avança para a genial tese de um Sócrates com poderes mágicos, fabulosos, capaz de estar sempre cercado de gente do Governo e do partido e, nas suas barbas e costas, produzir crimes de corrupção gigantescos, como nunca se viu na terrinha.

De facto, há um trauma na sociedade relacionado com Sócrates. Só que ele nada tem a ver com crimes de corrupção – tem é tudo a ver com a cobardia dos que não defendem a cidade.

por Valupi

Do blogue Aspirina B 

A história oculta do ódio à Rússia – Como a Segunda Guerra Mundial moldou as gerações alemãs:

(Joseph Praetorius, in Facebook,17/08/2026, Revisão da Estátua)

Civilians amid bombed ruins while soldiers patrol beneath a red hammer-and-sickle flag
Imagem gerada por IA


Como explicar este ódio ao russo que faz rumar, senão à autodestruição do género humano, pelo menos ao desaparecimento de Berlim, Haia, Bruxelas, Londres e Paris?

Há um pequeno detalhe no fim da Segunda Grande Guerra. As acéfalas megeras alemãs em 30 de Abril – data em que Hitler se teria suicidado – viviam ainda como “mães da raça superior” e, a dois de Maio, acordaram como meretrizes a servirem eslavos, asiáticos e afro-americanos, por um par de meias e umas latas de conservas…

O fenómeno prolongou-se. Embora os preços tenham subido. Os alemães nascidos dez anos antes da guerra, ou dez anos depois, viveram na sombra disso. E ficaram bem marcados. E marcadas.

Estaline fez a única coisa capaz de matizar e contrariar tais traumas. Semeou as ruínas de concertos, récitas e bailado, opondo a tais abismos das existências e das almas as maiores elevações de alma até hoje conhecidas. As marcas de uma e outra coisa, porém, ficaram. A par.

O execrando ar macambúzio do execrando Merz traz disso os estigmas visíveis. Como todos os da sua geração naquela terra é um doente mental.

Merz, como Von der Leyen, estão nesta faixa etária. Merkel também estava e sabe-se como subiu na vida política, porque Kohl o contou. Era a puta a quem ele melhor pagou. (Foi o essencial de quanto disse). Esta gente ficou com a humilhação e a sexualidade infeliz cravada nas almas. 

E a Mossad construiu nesta infelicidade as bases do seu mundo. São as gerações Epstein. E o domínio dos respectivos estados. É o governo da morte. E continuará a sê-lo enquanto não desaparecer.

Trump é um alemão ressentido. A Baviera expulsou do país o avô – um refratário – e o doentio Merz não lhe suscita qualquer simpatia. Merkel também não suscitava. A Alemanha é entidade política a quem ele responderá pelo abandono, ou pela rejeição. Grosseiro e primário, também foi agarrado por Epstein. Pela braguilha, bem entendido.

Do blogue Estátua de Sal 

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Mais uma humilhação para a Europa: Os EUA querem avaliar a lealdade dos seus aliados da NATO:

 (Por R T France, in Reseau International, 15/08/2026, Trad. Estátua)


Washington apela agora aos seus aliados da NATO para que esclareçam o seu apoio às políticas de Donald Trump, enquanto os Estados Unidos ponderam reduzir a sua presença militar na Europa. O questionário, divulgado pela Bloomberg, centra-se particularmente no acesso a bases militares, nas compras de armas americanas e nas escolhas de defesa dos países europeus.


Washington enviou recentemente um questionário aos países membros da NATO com o objectivo de avaliar o seu apoio às políticas de Donald Trump, no meio da ameaça de redução da presença militar americana na Europa. De acordo com um artigo da Bloomberg que revelou o documento a 14 de agosto, os aliados estão a ser questionados se apoiaram publicamente a política externa dos EUA e que restrições impuseram à utilização de bases militares pelas forças norte-americanas.

O documento vai além das questões de segurança. Washington quer também saber se os seus parceiros compram armas a empresas americanas e se apoiam regras que possam limitar o acesso dessas empresas aos contratos de defesa europeus. Os países estão também a ser questionados sobre a sua posição em relação ao princípio “Made in Europe” no sector do armamento.

Esta iniciativa surge numa altura em que a administração Trump realiza uma revisão semestral da sua presença militar na Europa, cujas conclusões são esperadas para dezembro. Ao mesmo tempo, Washington procura transferir uma fatia crescente das responsabilidades militares e financeiras para os membros europeus da Aliança.

Divergências cada vez mais visíveis no seio da NATO

As questões levantadas por Washington relacionam-se diretamente com várias disputas recentes com alguns dos seus aliados. As referentes ao acesso a bases militares dizem respeito, em particular, às operações americanas no Médio Oriente e no Hemisfério Ocidental.

A Espanha, por exemplo, recusou-se a apoiar os ataques americanos contra o Irão e proibiu a utilização das suas bases para esse fim. O questionário refere-se também, indiretamente, ao Irão e à operação americana contra Nicolás Maduro na Venezuela. Estes episódios ilustram as divergências que podem surgir quando alguns membros da Aliança se recusam a seguir automaticamente as iniciativas de Washington.

Esta abordagem foi também mal recebida por diversos países da NATO. Segundo fontes citadas pela Bloomberg, alguns aliados vêem-na como uma tentativa de os forçar a um alinhamento político e ideológico em troca da manutenção das garantias de segurança americanas. A agência acredita que tal desenvolvimento poderá alterar significativamente o equilíbrio das relações transatlânticas herdado do período pós-guerra.

Washington está a reduzir gradualmente o seu papel militar na Europa

O questionário faz parte de uma revisão mais ampla da presença americana no continente. A 28 de julho, o responsável do Pentágono, Elbridge Colby, confirmou o início desta revisão, sublinhando que a administração Trump pretendia transferir mais responsabilidades militares para os aliados europeus.

A redução das tropas americanas já tinha sido discutida na primavera. Donald Trump anunciou, então, novas reduções na presença militar dos EUA na Europa, além da já planeada retirada de 5.000 soldados da Alemanha. No entanto, a legislação americana proíbe uma redução do número de tropas abaixo dos 76.000 na Europa sem justificação adicional.

O alcance e a distribuição de uma possível retirada, portanto, ainda precisam de ser determinados. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, descreveu a revisão americana como uma decisão “lógica e positiva”, dado o aumento das despesas militares europeias e canadianas. Um representante da Aliança confirmou ainda à Bloomberg que as discussões com Washington estavam em curso, sem comentar diretamente o questionário.

As decisões esperadas até ao final do ano deverão esclarecer até que ponto os Estados Unidos pretendem reduzir a sua presença militar directa na Europa. Revelarão também em que medida Washington pretende agora condicionar o seu compromisso com os seus aliados ao alinhamento político, às escolhas militares e às aquisições de defesa destes.

Fonte aqui

Do blogue Estátua de Sal