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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Que Se Lixem As Eleições | Viu a tareia que Seguro deu ao Governo?

É claro que não viu. Um relatório arrasador da Presidência da República, mas que Seguro não quis que aleijasse o Governo. O documento existe, mas quase clandestino. Teve impacto zero, mas ficará muito bem em ata, e nos arquivos, onde já deve estar guardado

A manchete de ontem do DN chamou a minha atenção: “Três em cada quatro portugueses chumbam a ação do Governo na crise.” Achei natural. Mas depois fiquei na dúvida... Em que crise? A primeira que me ocorreu foi a crise provocada em todo o centro do País pelas tempestades do último inverno. Aquela a que se pode chamar, com propriedade, a Grande Crise de 2026 (oxalá não haja maior). Conforme se soube há poucos dias, um dos portugueses que chumba a atuação do Governo nessa crise é, nem mais nem menos, o Presidente da República. 

Um chumbo sem apelo nem agravo nem hipótese de ir a oral. Chumbo direto, à antiga portuguesa, com orelhas de burro no canto da sala. Leu o relatório produzido pela Presidência da República na sequência da primeira Presidência Aberta de António José Seguro, precisamente nas zonas afetadas pelo comboio de tempestades? Se tivesse um título, como os livros e os artigos de opinião, seria “O Esplendor da Incompetência” (o título oficial é “Relatório da Presidência Aberta na Zona Centro do País 6 a 10 de abril”).

É um documento sério, circunstanciado, feito a partir do terreno, sedimentado com dados, escorado por especialistas, que elenca, explica, consubstancia e enquadra todos os níveis a que o Estado – e o seu principal gestor, o Governo – falhou na sucessão de fenómenos extremos que atingiram o país em janeiro e fevereiro. 

Esqueça estes últimos meses de conversa sobre como “o Governo não chegou tarde”, “o Estado não falhou”, “fizemos tudo o que era possível”, “prevenimos o que era prevenível”, “acorremos rapidamente às emergências”, “coordenámos todas as forças”, “mandámos para o terreno”, “acudimos”, “repusemos”, “realojámos”, “solucionámos”, “financiámos”, blá, blá, blá. Lêem-se as 96 páginas do relatório com timbre oficial da Presidência da República – da Presidência da República, senhores! – e concluímos que o Governo chegou tarde, o Estado falhou, não foi feito tudo o que era possível nem antes, nem durante, nem depois, nunca houve coordenação, a chegada ao terreno para acudir foi tardia, assim como as reposições, os realojamentos, as soluções e até os financiamentos. Com altíssima probabilidade, até os blá, blá, blás falharam ou chegaram tarde.

A relevância do exercício é óbvia, e só se estranha que em tantas décadas de “Presidências Abertas”, com este ou outro nome, nunca tenha ocorrido a alguém que a descida do Presidente ao terreno, ao chãozinho onde vivem os portugueses, se esgotasse em si mesma, nos dias em que ocorre, e nas ondas de choque da espuma desses dias. Eis a utilidade deste papel: relata o que se viu e ouviu, sistematiza o que aconteceu, questiona o que falhou, louva o que correu bem, elenca o que está por fazer, priorizando o que é prioritário e até, nalguns casos, urgente fazer a seguir.

Deus abençoe a resposta local e o improviso

Não vos vou maçar com citações do documento, mas esta explica por que razão todas as Presidências Abertas devem trazer, no fim, um relatório e contas: “O que aconteceu exige mais do que a reparação dos danos. Exige que se acelerem apoios, que se clarifiquem medidas, que se adequem respostas a realidades muito concretas, que se melhore a coordenação entre entidades, que se reforcem as infraestruturas críticas e que se corrijam vulnerabilidades acumuladas. Exige também que identifiquemos com rigor o que respondeu bem, o que respondeu mais tarde e o que deve ser melhorado. A experiência recente mostra que a capacidade de improvisação, sendo valiosa, tem de ser acompanhada por melhor organização, melhor planeamento, maior preparação institucional e uma cultura mais sólida de responsabilidade e autoproteção.”

Esta é uma consideração geral, da nota de abertura, assinada pelo próprio PR. Mas o relatório vai bem ao concreto. O veredito é iniludível: quanto mais Governo, maior o fracasso do Estado. Ou seja, quanto mais dependentes do poder central, mais as decisões tardaram, ou nunca foram tomadas, ou foram erradas, ou descoordenadas, ou irrelevantes, ou continuam por realizar, o que é uma forma suprema de erro e irrelevância. 

Conforme se vai descendo ao terreno, passando do nível do poder central para o poder regional, local, autárquico, de freguesia e de bairro, mais rápida, eficaz e útil foi a ajuda, embora, quanto mais rasteiro o patamar de poder, menores os meios e os recursos. Como se desconfiava, houve agremiações, paróquias, empresas privadas e coletividades várias que fizeram mais diferença do que ministérios inteiros – sobretudo porque a diferença que se nota, que vale mesmo a pena, é aquela que chega na hora da necessidade.

Como lhe compete, a Presidência das República di-lo com mais subtileza do que eu. “Foram identificadas respostas locais de elevada eficácia, baseadas na mobilização de recursos municipais, na ação das juntas de freguesia, no envolvimento de associações e no voluntariado espontâneo das comunidades.” Mais adiante, o texto louva a reação “que partiu das autarquias, das freguesias, dos vizinhos, dos bombeiros, das associações e dos próprios afetados, muito antes de chegarem as respostas formais dos sistemas de apoio”. Segundo a Presidência, “em muitos casos, a proximidade e a capacidade de decisão local revelaram-se determinantes para assegurar uma resposta imediata e mitigar os efeitos ainda mais graves da crise.” E Portugal não é grande; imagine-se se fosse.

E se começassem a desburocratizar por aqui?

Da habitação à indústria, do comércio à agricultura, da energia às telecomunicações, do fornecimento de água à circulação nas vias, tudo é analisado a pente fino. Ainda hoje há garantias de primeiro-ministro, e de ministros disto e daquilo, que continuam por cumprir, promessas que não saíram do papel, ajudas que não se conseguem desprender das teias que o Estado tece. 

Temos um Ministério da Reforma do Estado que é suposto, entre outros amanhãs que cantam, desburocratizar o próprio Estado? Talvez o ministro Gonçalo Matias pudesse ler com atenção o relatório emanado do Palácio de Belém e dedicar as próximas semanas às entropias identificadas no Estado, mas também na relação do Estado com a banca e as seguradoras que são convocadas em situação de emergência nacional, num jogo de “fricção entre a urgência económica e a complexidade procedimental”.

Estão em causa todas as combinações possíveis de burocracia e ineficiência, seja entre diferentes patamares do Estado que chutam a bola uns para os outros, entre serviços do mesmo nível do Estado que enxotam responsabilidades ou dão respostas contraditórias, e entre Estado e privados a ver quem passa a batata quente ao outro. E tudo contribui para um único efeito de descrença, alimentada (e volto a citar o relatório do Palácio de Belém) pela “exaustão perante a demora, dificuldade em compreender os procedimentos e crescente angústia perante a ausência de decisões claras”.

Querem um desenho?

Ponto por ponto, o Presidente da República vai analisando as várias áreas em que o Governo diz que as coisas funcionaram e as pessoas sabem que não. O calvário de quem perdeu a habitação, viu o seu restaurante inoperacional, as suas plantações destruídas, as suas fábricas inoperacionais – e as respostas que não chegam: apoios públicos que demoram eternidades, seguros que não cobrem, linhas de financiamento que nunca são assim tão bonificadas, nem tão fáceis de aceder, e continuam a pesar no endividamento. Ou seja, soluções que não resolvem. Em muitos casos, até hoje. E estão neste limbo comunidades inteiras, em muitos casos a parte fraca de atritos entre entidades que podiam resolver o que não resolvem. Tanto trabalho para tantos ministros desbloquearem…

Poucas vezes li um desmentido tão longo, e tão bem sustentando, a um spin governamental igualmente longo, porque se prolongou ao longo de semanas. Por exemplo, as falhas nas comunicações, um dos pontos críticos durante a emergência e na fase de rescaldo e estabilização? Não é um problema, são vários:

“Portugal não enfrenta apenas quebras pontuais de comunicações, mas um problema estrutural, sistémico e de planeamento. A resiliência das comunicações não é um tema setorial; é um tema de Estado, ligado à energia, proteção civil, segurança, continuidade governativa, cibersegurança, logística e soberania. O problema de fundo não é um detalhe tecnológico isolado, mas a repetição de um padrão conhecido: dependência crítica da energia, redundância insuficiente, fragilidade física dos suportes, interdependências mal resolvidas e excesso de confiança no improviso.”

No final do relatório há uma longa lista de prioridades de ação, imediatas e a médio prazo. Entre elas, desbloquear pagamentos e decisões pendentes, remover o material lenhoso derrubado e reduzir a biomassa acumulada (para que tudo isto não seja pasto dos fogos de verão) e apoiar a reabertura de atividades económicas ainda condicionadas. 

Também são elencadas lições estratégicas para o futuro. Até há quadros, e tabelas, e tudo, para ser mais fácil de perceber e pôr em prática. Como quem diz: querem um desenho? Estão aí bem identificados, por exemplo, os problemas da nossa proteção civil e desse tumor persistente na nossa vida pública que é o SIRESP. Agora que o Governo decidiu atirar mais 37 milhões de euros para o buraco que é o SIRESP, e nomeou um presidente sob suspeita de ter pouco apego às regras de procedimento público, talvez pudesse concentrar-se em concretizar aquele parágrafo (é um só) em que são identificadas as razões porque o sistema falha quando chove e faz calor, quando há fogos e inundações.

Em ata, mas não em ato

Infelizmente, é possível que esta autêntica tareia da Presidência da República ao Governo não tenha tido o impacto que merecia. Este pequeno tratado sobre a incompetência de quem nos governa foi fugazmente notícia no fim de semana, entre as notícias da guerra e a antecipação da final da Taça. Desta vez, nem foi por distração ou pobre critério editorial de quem faz alinhamentos de noticiários – também, mas não só. O facto é que António José Seguro tudo fez para que este documento aleijasse o Governo o menos possível. Podia ser uma história bombástica. Foi uma história quase clandestina.

Seguro podia ter voltado ao terreno para divulgar as conclusões a que chegou e as soluções que propõe, olhos nos olhos com as populações que ainda sofrem, e olhos nos olhos com os governantes que garantem que melhor era impossível. Era coisa para ter mais impacto do que o foguetório do novo PPRR – e nem precisava que se cantasse o hino nacional no fim.

Em vez disso, o Presidente da República ordenou que o relatório sobre o que se passa na zona centro fosse discretamente enviado para o Governo e para a Assembleia da República. Não assumiu, de viva voz, nada do que dói. Foi incapaz de pôr o dedo na ferida. A coisa foi tão pífia que o Governo se deu ao luxo de nem comentar o arraso de que foi alvo. Bem pode o líder do PS dizer que “Luís Montenegro tem muitas respostas a dar ao país”. Ter, tem, mas o Presidente da República fez o favor de o poupar a esse escrutínio.

O excelente relatório sobre a Presidência Aberta já deve estar guardado num qualquer arquivo morto. Ficará em ata, para sossego presidencial. Mas não ficará em ato.

A crise era outra

Já agora, a crise a que se referia a sondagem noticiada pelo DN, que citei no início deste texto, era outra. Lembra-se? “Três em cada quatro portugueses chumbam a ação do Governo na crise.” “A crise” desta sondagem não é a crise da zona centro. Nem a crise da habitação. Nem a crise do SNS. 

É a crise do aumento do preço dos combustíveis e da perda de poder de compra, num país em que a expressão “poder de compra” só peca pelo uso da palavra poder. Pode pouco. Pode cada vez menos. Talvez daqui a uns meses haja um excelente relatório semiclandestino do Presidente da República sobre mais esta crise.

Filipe Santos Costa

Comentador CNN

"AI, SE PASSOS COELHO FOSSE HONESTO!▪︎:

Se Passos Coelho tivesse começado por congelar as contas dos bandidos do seu partido, que afundaram o país,
seria hoje um primeiro ministro que veio para ficar;
Se Passos Coelho tivesse despedido, no primeiro dia da descoberta das falsas habilitações, o seu amigo Relvas, seria hoje um homem respeitado;
Se Passos Coelho tivesse começado por tributar os grandes rendimentos dos tubarões, em vez de começar pela classe média baixa, hoje toda a gente lhe fazia uma vénia ao passar;
Se Passos Coelho cumprisse o que prometeu, ou pelo menos tivesse explicado aos portugueses porque não o fez, era hoje um Homem com H grande.
Se Passos Coelho, tirasse os subsídios aos políticos em vez de roubar os reformados, era hoje um homem de bem;
Se Passos coelho reduzisse para valores decimais as fundações e os observatórios, era hoje um homem de palavra.
Se Passos Coelho avançasse com uma Lei anticorrupção de verdade, doesse a quem doesse, com os tribunais a trabalharem preferencialmente nela, seria já hoje venerado como um Santo...etc. etc. etc.
MAS NÃO!!!!
PASSOS COELHO É HOJE VISTO COMO UM MENTIROSO, UM ALDRABÃO, UM "YES MAN" AO SERVIÇO DAS GRANDES EMPRESAS, DA SRA. MERKEL, DE DURÃO BARROSO, DE CAVACO SILVA, MANIPULADO A TORTO E A DIREITO PELO MAIOR VIGARISTA DA HISTÓRIA DAS FALSAS HABILITAÇÕES MIGUEL RELVAS,
É VISTO COMO UM ROBOT DO OUTRO ROBOT SEM ALMA E CORAÇÃO,
o Sr. VITOR GASPAR."

Por: Joaquim letria  

Ventos Semeados: O Cerco Aperta

Ventos Semeados: O Cerco Aperta:   Em Braga, na Cimeira da Indústria organizada pelo Observador, Luís Montenegro foi recebido com manifestantes à porta e com a “sua” realida...

terça-feira, 26 de maio de 2026

O Tretas:

(João Gomes, in Facebook, 26/05/2026)


As frases de Montenegro funcionam muito como uma peça de marketing político: pega num dado verdadeiro, escolhe o ângulo mais favorável e apresenta-o como se fosse o retrato completo da realidade do país. É semelhante a um comerciante que diz: “Esta loja teve o maior crescimento de vendas do bairro.” O que ele não diz é: que antes estava muito pior do que os outros; que continua a vender pouco; ou que os clientes continuam com dificuldades financeiras.

No caso de Portugal, o Governo usa uma estatística positiva – a recuperação do rendimento – para transmitir a ideia de que: o país está a prosperar; as pessoas vivem melhor; e a política económica está a resultar plenamente.

Mas a realidade do cidadão comum continua marcada por: rendas e casas caríssimas; salários baixos; dificuldades no SNS; custo de vida elevado; jovens a emigrar; e dificuldade em poupar. Ou seja: houve alguma recuperação, sim. Mas isso não significa que Portugal tenha deixado de ser um dos países mais pobres da Europa Ocidental em poder de compra.

A dimensão populista da frase está precisamente aqui: transformar uma melhoria parcial e estatística numa narrativa quase triunfalista sobre o país. É um populismo mais “institucional” e económico, diferente do populismo agressivo de partidos radicais, mas ainda assim baseado numa técnica clássica: simplificar uma realidade complexa; destacar apenas os números favoráveis; e criar uma perceção emocional de sucesso.

Porque, na prática, muitas pessoas olham para a própria vida e perguntam: “Se estamos assim tão bem, porque continuo sem conseguir comprar casa? Porque o salário mal chega ao fim do mês?” É aí que surge a distância entre: os indicadores macroeconómicos; e a experiência concreta da população.

Portanto, a frase não é totalmente falsa mas está construída para produzir um efeito político de confiança, otimismo e credibilidade, omitindo as fragilidades estruturais que continuam presentes no quotidiano da maioria dos portugueses.

Do blogue Estátua de Sal 

O normal vence a norma:

PGR chamado ao Parlamento: o que está em causa?

José Eduardo Martins é uma figura patusca, acerca da qual só lamento que não se torne biógrafo do Dias Loureiro e de outras personagens gloriosas do Cavaquistão. Nesta intervenção que partilho, há declarações suas acerca do Ministério Público que poderíamos encontrar, ipsis verbis, nas denúncias de Garcia Pereira. Mas com esta diferença: desde que não envolvesse o Ivo Rosa. Porque defender Ivo Rosa da evidente perseguição e devassa feita por alguns procuradores e respectiva hierarquia corresponde, na indústria da calúnia, a defender Sócrates. E para isso o Zé Martins já não dá um cêntimo nem gasta uma caloria.

Então, que o levou a estes arroubos acima disponíveis? Chama-se João Galamba, de quem é amigo. Dias antes, tinha sido divulgado um relatório sobre o DCIAP, feito por procuradores, onde o retrato é gravíssimo e alarmante. Logo de seguida, outros procuradores cometeram crimes, dando a jornalistas fragmentos de escutas que permitiam difamar Costa e Galamba. Quiseram esfregar no focinho do regime e da comunidade que quem realmente manda não está em S. Bento, em Belém ou na Assembleia da República. Quem manda são aqueles com o poder de espiar quem quiserem, a que depois juntam o poder de publicar o que quiserem quando quiserem. Pista: não é a classe política.

O Sr. Martins puxa dos galões de exímio defensor do Estado de direito democrático calhando estar na berlinda algum interesse próprio; partidário, patrimonial ou relacional. Não estando, cala-se como cúmplice e cobarde que é. Ou alinha no linchamento do alvo, se a presa for valiosa.

Não está sozinho nem é um anormal.

por Valupi 

Do blogue Aspirina B

Inenarrável:

O nojo que me provocam as declarações do hipócrita Toni, do sodomita bêbado e do seu corrupto patrão, que estão muito incomodados que o bando de nazis do palhaço drogado tenha sido devidamente castigado em Kiev pelo crime de assassinato de 21 jovens estudantes russos e ucranianos em Lugansk, crime esse cometido com a cumplicidade activa da UE/NATO e que eles miseravelmente fingem não tomar conhecimento e se abstêm de condenar. Aliás, nada de novo, vindo de quem tem ignorado os assassínios cometidos pelos sionistas em Gaza e no Líbano.
Não passam de uns asquerosos seres, infames, sem moral e sem um mínimo de dignidade e princípios éticos e, portanto, merecedores de um total desprezo e desrespeito. Uns verdadeiros FDP.
Nota: vejam-se os muitos nomes ucranianos dos jovens assassinados. São as mesmas "crianças" que o Ocidente alegava que a Rússia "tinha roubado da Ucrânia" e que, portanto, insistia em que tinham de ser protegidas e devolvidas. No entanto, quando são massacradas por esses mesmos nazis ucranianos e europeus, de repente deixa de se ouvir um único pio.

Um Seguro com Alzheimer:

 (João Gomes, in Facebook, 25/05/2026)


O senhor Presidente de “todos os portugueses” tem uma memória seletiva e deve ter estado – nos últimos 12 anos e antes de se candidatar a PR – depois de no PS ninguém o querer – a ler livros de cowboys e romances de Eça de Queiroz.

Antes de 2022, a guerra pela autonomia do Donbass e os ataques sucessivos da Ucrânia aos pró-russos, já provocara aproximadamente 3900 civis mortos e entre 7 a 9 mil feridos, segundo dados das Nações Unidas. O conflito, iniciado em 2014, ficou marcado por bombardeamentos, fogo cruzado e ataques atribuídos às forças ucranianas, sobretudo nas regiões de Donetsk e Lugansk. Mesmo em 2021, antes da invasão russa em larga escala, a ONU ainda registava vítimas civis ligadas ao conflito. E, como se sabe, a “invasão russa” foi exatamente por causa disso e da falha dos acordos sobre isso.

Após a invasão russa de fevereiro de 2022 e até hoje, a Ucrânia passou também a atacar território russo – incluindo Belgorod, Kursk, Bryansk, Crimeia e até Moscovo com drones e mísseis fornecidos pelo ocidente – causando mortos civis, destruição urbana e ataques a infraestruturas. As autoridades russas falam em centenas de vítimas civis e milhares de ataques.

Neste quadro, o Ocidente e o senhor presidente de Portugal (que andou tão descansado a “pensar” nos últimos 12 anos) aplica uma moral geopolítica seletiva: condena fortemente os ataques russos a civis, mas relativiza ou silencia os ataques ucranianos – desde sempre – contra populações civis do Donbass ou cidades russas.

Portanto – é isto que temos e continuaremos a ter, até que – dentro em breve – a Europa perceba quem andou a gerir e a aproveitar-se da politica da Ucrânia para transformar a Europa num continente sem geopolítica própria, sem entender como foi sendo enganada e como “autorizou” um grupelho nazi a tomar conta e definir como se faz a politica económica, financeira e militar de um continente que fez História e – agora – não serve para nada.

Do blogue Estátua de Sal