Rádio Freamunde

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domingo, 21 de junho de 2026

O congresso:

Estive a ouvir o Hugo Soares em declarações à RTP.

Muito divertido.

Diz que ficou à espera do telefonema do Chega e este não veio. Coitados dos que sofrem de paixões não correspondidas.

Falou ainda do acordo que tinham firmado com o Chega para, logo a seguir, evocar as linhas vermelhas.

Isto só não se pode chamar de stand-up comedy porque ele estava sentado.

É preciso topete, como diria o ministro playmobil, para falar de linhas vermelhas depois de se enrolarem na cama.

Pois a linha vermelha é clara. Vale tudo menos beijar na boca, que isso é muito íntimo.

O resto, passa-se debaixo dos lençóis e só espero que depois do serviço não tenham ficado esquecidos os 50€ na mesinha de cabeceira.

Se bem que não sei bem quem estaria ali a pagar, apesar do Passos Coelho ter sido claro sobre quem era o prostituto.

21/06/2026 by  

Uma ADVENTURA no Parlamento:

 

                 Psycho ADVENTURA

A AD e Ventura deliciaram-nos com a demonstração prática da Gaiola Dourada onde vive a coligação AD / CHEGA.

Foi uma tragicomédia. Assistimos à tragédia de o Governo continuar a trazer temas sem relevo para o país como forma de desviar a atenção da forma como não resolve os problemas da nação. E acabou com a comédia da facada do CHEGA, como se alguém com dois dedos de testa negociasse com um demagogo traiçoeiro.

Hoje está a decorrer um epílogo onde o PSD procura colar o PS ao CHEGA com uma suposta aliança entre estes dois partidos.

Tem a sua graça termos visto Montenegro mendigar o apoio de Ventura para agora vir com esta teoria.

Deve ter sido mais um golpe de asa da agência de comunicação que governa o Governo.

20/06/2026 by  

sábado, 20 de junho de 2026

Afonso Moura:

 


História de uma lenda:

 


Ventos Semeados: O Golaço na Própria Baliza

Ventos Semeados: O Golaço na Própria Baliza:   Hugo Soares avisou as bancadas de esquerda que teriam de engolir a aprovação da contrarreforma laboral. Era a previsão de quem julgava o r...

Há qualquer coisa de curiosa na forma como algumas pessoas olham para o dinheiro público:

Quando um desempregado recebe algumas centenas de euros de apoio social, surgem imediatamente propostas para o obrigar a prestar trabalho comunitário. Dizem-nos que quem recebe dinheiro do Estado deve retribuir à sociedade.
Muito bem. É um princípio interessante.
O problema é que esse princípio parece desaparecer misteriosamente quando os beneficiários mudam.
Quando grandes empresas recebem subsídios públicos, quando grupos económicos acumulam milhões em apoios estatais, quando antigos titulares de cargos políticos recebem subvenções vitalícias ou quando certas organizações vivem quase exclusivamente de financiamento público, já ninguém fala em trabalho comunitário.
Aí deixa de haver indignação. Deixa de haver exigências. Deixa de haver sermões sobre mérito, esforço ou retribuição.
Pelos vistos, a obrigação moral de compensar a comunidade aplica-se sobretudo a quem recebe menos.
É uma visão peculiar da justiça.
Quem recebe 400 euros deve provar constantemente que merece ajuda. Quem recebe milhões limita-se a receber milhões.
Quem está no fundo é tratado como suspeito. Quem está no topo é tratado como merecedor por definição.
Se o argumento é que quem beneficia dos recursos públicos tem o dever de devolver algo à sociedade, então a lógica deveria começar precisamente por aqueles que mais recebem.
Caso contrário, não estamos a falar de responsabilidade.
Estamos apenas a falar de dois pesos e duas medidas.
Mais de 2.000 pessoas já assinaram esta petição.
Talvez porque começam a estar cansadas de viver num país onde a fiscalização sobe e a exigência aumenta na exacta proporção em que diminuem os rendimentos de quem a sofre.

Partilha. Divulga. Porque a coerência não devia depender do saldo bancário de quem recebe o dinheiro.

RiseUP Portugal  

PRÉMIO NOBEL DA ECONOMIA DEFENDE TRIBUTAR OS MAIS RICOS PARA COMBATER DESIGUALDADE:

O Prémio Nobel da Economia de 2019 Abhijit Banerjee considerou, em entrevista à agência Lusa, que se deve tributar os mais ricos para diminuir a desigualdade e possibilitar mais margem orçamental para medidas de combate à pobreza

Agência Lusa
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Resumo
Abhijit Banerjee, Nobel da Economia de 2019, alertou que a desigualdade está a aumentar desde a...Ler mais
Abhijit Banerjee, que recebeu o Prémio Nobel da Economia em 2019, em conjunto com Esther Duflo e Michael Kremer, pela "abordagem experimental para aliviar a pobreza global", segundo a Real Academia de Ciências da Suécia, considera que desde a pandemia da covid-19 tem havido uma série de choques que prejudicaram os rendimentos das famílias mais pobres, que têm vindo a estagnar.
"Até à pandemia, os rendimentos reais dos mais pobres estavam a aumentar e agora, em muitos sítios estão a estagnar", o que considerou não ser surpreendente tendo em conta a subida dos preços da alimentação, bem como as mudanças no mercado de trabalho.
Para o economista, que veio a Portugal para participar na conferência NOVAFRICA da Nova SBE, "há algo que mudou depois de 2019 no mundo e isso é mau para os mais pobres", disse, apontando ainda que se tem espalhado uma ideia de que o Estado-social talvez seja "demasiado generoso", nomeadamente pelos partidos de direita, mas ainda assim, "a desigualdade está a explodir por todo o mundo".
"Não entendo por que esta ideia tem recebido alguma legitimidade", confessou, salientando que "muitos países têm sistemas de providência social bem desenvolvidos na Europa, por exemplo, e poderiam fazer mais através desse sistema".
No entanto, tal pode não acontecer porque o envelope orçamental está a ser gerido da forma errada, "principalmente porque não estamos a conseguir taxar os ricos".
O Nobel considerou que há uma oportunidade para fazer este avanço, ainda que constatando que "os muito ricos são muito bons em desinformar as pessoas e tentar criar 'loop holes' (lacunas)", fingindo que não têm rendimentos nenhuns por forma a não serem taxados.
"Não estão a pagar taxas, está-se a cortar tudo o resto" e isso "parece insustentável", afirmou, sinalizando esperança de que "as pessoas realmente aceitem que isso é insustentável".
Os impostos sobre os mais ricos dariam margem orçamental para o Estado-social, tendo em vista mitigar as desigualdades, mas também para fazer face às consequências da implementação da Inteligência Artificial no mercado de trabalho, em particular na classe média, defendeu.
Quanto às medidas para mitigar as desigualdades, afiançou que não é preciso inventar políticas, mas sim assegurar que chegam às pessoas certas, apontando que em Espanha, onde foi feito um estudo, "muitas pessoas pobres não aproveitam os subsídios porque o acesso é muito complicado".
"A questão não é desenvolver mais complicações, mas ser relativamente generoso, especialmente no mundo de hoje com desigualdade e raiva social", apontou, acrescentando que "qualquer Governo que realmente queira ter durabilidade e bom impacto tem de pensar em como fazer bem o Estado-social".
"E isto não é sobre reduzir o Estado-social, é sobre aumentar os fundos e voltar a aplicar tributação aos mais ricos", concluiu.
Classe média será a mais afetada pela IA
A Inteligência Artificial (IA) pode vir a ter mais impacto na classe média, por ter trabalhos com maior risco de serem substituídos, considerou ainda Abhijit Banerjee, salientando que a IA "vai ter efeitos sobre a desigualdade", mas ainda é incerto se os pobres serão os mais afetados ou a classe média.
O Nobel apontou que existem efeitos sociais positivos da AI que poderão beneficiar as pessoas mais pobres, como por exemplo aqueles que vivem em locais mais remotos e conseguem melhorar os cuidados de saúde através da IA.
Por outro lado, "são as classes médias cujos empregos vão estar em risco", alertou, antecipando que "todos os robôs vão substituir mão-de-obra qualificada".
A IA pode substituir trabalhos tipicamente da classe média, como contabilistas, exemplificou, enquanto outros trabalhos mais físicos, associados a pessoas com rendimentos mais baixos, como a construção, "são mais difíceis de ser substituídos".
Para o economista, a implementação a larga escala desta tecnologia vai ter um forte impacto no mercado laboral e o Estado "vai ter que compensar os trabalhadores que vão perder o trabalho", pelo que defende que se deve "pensar muito seriamente sobre taxar a IA".
Nobel defende taxar água utilizada para IA
Abhijit Banerjee defendeu também a necessidade de taxar os recursos utilizados pela Inteligência Artificial (IA), nomeadamente a água consumida por centros de dados.
"O projeto da inteligência artificial gerou tanto entusiasmo, que não conseguimos pensar em todas as consequências", disse em entrevista à agência Lusa, defendendo que "em algum ponto é preciso pensar em como taxar o gasto na IA".
Neste sentido, considera que se deve pensar no preço da água, sendo que em alguns lugares usam muita água para a IA e até em locais muito secos, pelo que existe uma avaliação errada dos preços e "estão a aproveitar-se disso e a construir centros de dados em lugares um pouco inesperados".
"Precisamos de uma política sobre preços para todos estes recursos que estão a utilizar", defendeu, nomeadamente tendo em conta os impactos que esta tecnologia vai ter no mercado laboral e o que Estado vai ter de gastar em termos de compensar os trabalhadores que vão perder o trabalho.
Já existem taxas por exemplo direcionadas às emissões de gases de estufa, como a taxa de carbono, sendo que um modelo semelhante poderia ser utilizado para a água, sugeriu.
"Existem tantos recursos que estão a ser usados para IA", que estão a provocar danos no resto do mundo, disse o economista.
Os serviços de inteligência artificial (IA) implicam mais água do que outras aplicações, sendo que a geração de 10 a 50 respostas em texto de uma ferramenta de IA generativa requer cerca de meio litro de água, segundo um estudo da Universidade da Califórnia.
De acordo com uma nota informativa da plataforma espanhola Maldita, "os serviços de IA exigem mais água do que outras aplicações típicas de 'data center' (centros de dados, em português)", sendo que a geração de imagens por ferramentas de IA implica também mais energia e, consequentemente, mais água.