Rádio Freamunde

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sábado, 25 de julho de 2026

OTELO – 5.º aniversário da morte de um herói:

Há 5 anos morreu o génio que planeou a mais bela de todas as madrugadas, o comandante militar da Revolução, o homem que converteu em realidade os sonhos dos portugueses.
Obrigado, Otelo.

O Adeus a Luís Represas:

Depois da missa, dezenas de coroas de flores e outros tantos ramos, acompanharam a urna até à cerimónia, que foi reservada à família.

Em 26 de Julho de 1953:

Fidel com um grupo de revolucionários, saíram nessa madrugada de um lugarejo, perto de Santiago de Cuba para atacar o "Quartel Moncada", no oriente da ilha. Em, paralelo, estaria outro grupo , que atacaria também, o Quartel Carlos Manuel de Céspedes, em Bayamo, também no oriente, que serviria para desviar as tropas de Santiago . Fidel resumiu o objectivo da acção , com a frase: "Faz falta pôr em andamento um motor pequeno para ajudar a arrancar o grande."
A operação foi um fracasso, os rebeldes não conseguiram tomar o controlo do Quartel. Seis moncadistas foram mortos em combate, outros assassinados e muitos foram feridos. Nos dias seguintes , a ditadura de Batista desatou uma brutal repressão, das mais sangrentas em toda a ilha. Fidel, denuncia no seu julgamento, que ficou publicado na obra "A história me absolverá" : " Não se matou durante um minuto, uma hora ou um dia inteiro, mas numa semana completa, os golpes, as torturas, os lançamentos das açoteias e os disparos não cessaram um instante como instrumento de extermínio manejados por artesões perfeitos do crime.
Alguns assaltantes conseguiram escapar, ajudados pelo povo, entre eles Fidel, que se esconderam nas montanhas. Passados dias, foram surpreendidos pelas tropas de Batista, enquanto dormiam.
Um 2.º tenente que comandava a tropa impediu que matassem Fidel, argumentando que :"as ideias não se matam" mantendo-o à sua guarda . Fidel e os restantes rebeldes foram presos e levados para o "presídio modelo", na Ilha de Piños, hoje Ilha da Juventude. Aqui , preparou-se para o seu julgamento , que ficaria escrito na célebre obra: "A História me absolverá."

Embora o assalto ao Quartel Moncada, tivesse sido um fracasso, o 26 de Julho é considerado o início da Revolução Cubana. O tal "motor pequeno", que Fidel falava... 

Olinda Peixoto

Ligações perigosas:

Aquilo que me parece, é que este Luís Neves pode ser só um, ou ser dois em um. Pode ser, um homem com algumas fragilidades legais (como qualquer um de nós) basta para isso passar qualquer vida ( por banal que seja) a pente fino, ou no crivo da legalidade e da burocracia, para termos assunto para entreter as comadres cá do bairro.
Ou ...
... pode ser um homem com algumas fragilidades, mas ainda, e principalmente, muito odiado, e isto pela mão firme que tem tido e continua a ter nas funções que exerce. O homem é corajoso e rema desde sempre contra marés muito turbulentas.
Estão actualmente em curso investigações na PJ a movimentos de extrema direita ligados ao Chega de várias maneiras, sem falar no há pouco desmontado e desarmado movimento "Armilar" que tinha um ataque terrorista projectado a várias as pessoas, e instituições políticas e democráticas. Estão actualmente em curso reformas profundas das duas polícias, PSP e GNR e ambas sob tutela do MAI. Estás reformas são totalmente impopulares e indesejadas por vários quadros superiores destas polícias.
A PSP e GNR têm dentro de si numerosos contingentes de policias ideologicamente vinculados ao Chega, e à extrema direita. Não o escondem sequer.
Luís Carrilho, diretor nacional da PSP, está em vias de ir fazer uma comissão de serviço a Paris, onde parece que substituirá o seu antecessor no comando daquela Polícia, como oficial de ligação. A decisão depende do ministro da Administração Interna, Luís Neves que, segundo fontes policiais, não estará na “melhor das relações com Luís Carrilho”…
Também o comandante-geral da GNR, tenente-general Rui Ribeiro Veloso, deverá mudar de funções a partir de setembro e passar a ser o oficial de ligação no Brasil, nomeadamente na capital, Brasília. Precisamente pelos mesmos motivos.
Não é preciso ser muito perspicaz para perceber que a tensão é enorme. E para além de montes agrícolas em áreas protegidas no Alentejo, tanques, hectares, atrelados, declarações de rendimentos não entregues no TC ... a montanha pode ter parido um rato do campo pequenino, e estar a esconder um barril de pólvora bem armadilhado à democracia portuguesa.
Não é por nada de especial mas é o que me parece!
Aguardo com alguma expectativa que o tempo esclareça aquilo que o presente não deixa ainda esclarecer. Aconselho a mente e os olhos bem abertos. E não vão em cantigas de bandidos. Ou cantigas de outros bem disfarçados de cordeirinhos mansos e inocentes. Simplesmente não os há!

cp

Cecilia Pedro 

(Miguel Carvalho, in TSF.pt, 20/07/2026)

Public Education Minister speaking at a podium to applauding students and staff in a school lobby
Afinal o Ministro do ensino público, Fernando Alexandre, tem claras ligações ao ensino privado. Imagem gerada por IA.

A polémica dos exames escolares não decorre apenas do caótico processo de transição digital que destapou uma empresa a tresandar de ligações ao PSD.

Nos bastidores do caos do outsourcing tecnológico o que está em causa é a fragilização do ensino público em benefício dos negócios privados e das lógicas empresariais.

Por este andar, as administrações escolares arriscam-se a ser meras gestoras de novas fornadas de recursos humanos destinadas a servir o apetite de clientes externos.

Fernando Alexandre, ministro da Educação, sabe bem do que falo. Ainda há poucos anos era dirigente e membro do conselho consultivo do Instituto Mais Liberdade, um dos braços estratégicos da poderosa Rede Atlas em Portugal. E o que pretende a Atlas? Simples: estigmatizar a escola pública com a falsa retórica dos custos fiscais, falar das vantagens da liberdade individual contra a alegada doutrinação ideológica do Estado e promover capital humano com mentalidade capitalista para as exigências do mundo laboral.

Como se sabe, esta narrativa é muito praticada no ginásio televisivo por políticos, académicos e comentadores. Alguns deles, nascidos de geração espontânea, adoram encher boca de liberdade, sobretudo quando ela serve o garimpo sem escrúpulos dos recursos públicos. As carreiras docentes podem esperar, as melhorias nos serviços internos do Ministério da Educação também. E lá vamos cantando e rindo.

Este movimento ultraliberal na Educação acabará por corroer ainda mais uma democracia já de si vulnerável e frágil. O individualismo consumista e competitivo, praticado por professores e alunos, está na moda, enquanto educar para os direitos humanos, a justiça social, a igualdade e a inclusão ainda parece ser uma fragilidade.

Sucesso e egoísmo estão a fazer o seu caminho.

Com o tempo, ganhou a intolerância em relação aos que fracassam e o menor compromisso com o bem comum. Satisfeitos com a suposta autossuficiência, não teremos respostas para os pobres nem para os imigrantes, até porque constituem uma ameaça percecionada. Tudo isso poderia e deveria ser o combate deste tempo em casa e na escola. Mas é aí que, para já, estamos a perdê-lo.

Pode ouvir o artigo, lido pelo autor, aqui

Do blogue Estátua de Sal 

(Carlos Esperança, in "Ponte Europa):

Com a Europa devastada por incêndios, a indústria em crise e a economia mundial em vias de colapso, a guerra é a obsessão que domina as mentes formatadas por perversos algoritmos e pela pulsão suicida que alastra entre os povos.

Que importa a degradação do ambiente, a exaustão da fauna marítima, a devastação das florestas ou a inanição que atinge milhões de pessoas? Que raio de preocupação é essa com o aquecimento global, a exaustão dos solos, as pandemias, a falta de recursos para necessidades básicas quando um mundo maravilhoso está ao nosso alcance com drones inteligentes, robôs, mísseis e toda uma parafernália bélica capaz de destruir o mundo?
Quando faltarem os alimentos e a água, o que ora falta a muitos, já não estaremos cá e o progresso não pode parar, o PIB estagnar e a acumulação do capital ser interrompida.
O que é preciso é derrotar os inimigos, matar os maus, apoiar os bons e fazer o que nos dizem ser o nosso dever.
Condenar o genocídio em Gaza não é pactuar com os crimes do Hamas ou absolver o fascismo islâmico, essa lepra que corrói o Islão político; dizer que a invasão do Irão foi crime, não é aceitar a fanatização nas madraças e convencer crianças a morrer e matar; desejar o fim da guerra na Ucrânia, não é absolver o invasor; condenar o rapto de um ditador ou o assassinato de um Aiatola não é apoiar os seus regimes.
O que repugna é ver as democracias a decidirem quais são as ditaduras boas e as más, a escolherem aquelas com que se pode ou não negociar, as que podem ter representações desportivas ou culturais em eventos internacionais e, finalmente, aquelas a que devem perseguir os cidadãos ou confiscar os bens.
Quando se usam bitolas diferentes, corre-se o risco de soçobrar eticamente na defesa de interesses próprios e de expor a hipocrisia de quem as usa.
O fascínio da farda, a excitação das guerras e a febre de glória extinguem-se à vista de corpos mutilados, caixões com heróis dentro e lágrimas de mães desoladas.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

APJD denuncia vice-presidente da Cruz Vermelha por apologia a armas nucleares:

 (In AbrilAbril, 23/07/2026)


(Este sevandija, Marco Serronha, tem um nome em consonância com aquilo que lhe falta: Serronha rima com vergonha. Ele, lá ser Serronha, ele é. Mas vergonha na cara não tem nenhuma!

Estátua de Sal, 24/07/2026)


A Associação Portuguesa dos Juristas Democratas (APJD) apresentou denúncia formal ao Comité Internacional da Cruz Vermelha contra o tenente-general Marco Serronha por «violação grave» dos princípios do movimento e do direito internacional.

Em causa estão comentários proferidos por Marco Serronha enquanto comentador militar da CNN Portugal, nos quais o responsável propôs o uso de armas nucleares contra o Irão. De acordo com a denúncia, a que o AbrilAbril teve acesso, Serronha afirmou que «mandar três bombas atómicas no sítio certo e a guerra acaba de um dia para o outro» e que o procedimento deveria ser repetido «a cada cinco anos», tendo ainda qualificado como «positivos para os EUA» os ataques deliberados contra civis iranianos, «porque mostram que o regime não consegue defender os seus cidadãos».

A APJD considera que estas declarações configuram uma violação «flagrante e simultânea» dos princípios fundamentais da Cruz Vermelha, «nomeadamente os princípios da Humanidade, Imparcialidade, Neutralidade e Independência», e constituem uma apologia de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, «incompatível com o exercício de funções numa organização humanitária de referência mundial».

Segundo a associação, a questão já havia sido denunciada à Cruz Vermelha Portuguesa, mas a instituição «nada fez, limitando-se a desvalorizar o comportamento do seu vice-presidente», que tutela a área da Emergência, «optando pelo silêncio institucional». Apesar disso, reconhece, as afirmações foram proferidas na CNN Portugal «sem qualquer distinção entre a sua função de comentador militar e a sua função de dirigente de uma organização humanitária».

Considerando que o «silêncio e a inacção da Cruz Vermelha Portuguesa são inadmissíveis», a APJD entendeu submeter a denúncia ao Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICR, no original), solicitando a abertura de um processo de averiguação sobre o comportamento público do tenente-general Marco Serronha. A associação reclama ainda que o CICR determine a incompatibilidade da manutenção do tenente-general nos quadros da organização e exija à Cruz Vermelha Portuguesa, liderada por António Saraiva, «uma posição pública de demarcação e a adopção de medidas disciplinares».

A APJD recorda que a proposta de uso de armas nucleares «constitui uma apologia de crimes de guerra e crimes contra a humanidade», e viola o artigo 6.º do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional. Admite, ao mesmo tempo, que a «ausência de qualquer ressalva ética ou humanitária» nas declarações de Marco Serronha «demonstra uma desconexão total com a missão da Cruz Vermelha».

Neste sentido, insiste que «a presença de uma figura belicista e sectária na direcção de uma organização humanitária como a Cruz Vermelha compromete a confiança de todas as partes em conflito», salientando que «a inacção institucional não é neutralidade, mas cumplicidade com a violência e o horror».


Para ver um outro desenvolvimento, talvez mais completo da mesma notícia, pode também seguir o link aqui.

Do blogue Estátua de Sal