Rádio Freamunde

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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Eu português me confesso:

Eu se fosse Jorge Jesus não aceitava o Ronaldo na Selecção. Depois do que fez e ainda chamar aldrabão a Jorge Jesus ultrapassa a decência que se deve ter pelo seleccionador nacional.

Que confiança pode haver daqui para o futuro! Um subordinado a ter esta insubordinação perante o seu superior!

É demais.

Todos os jogadores que fazem parte dos seleccionados deviam estar solidários com Jorge Jesus.

Jorge Jesus não deve precisar do vencimento que aufere da Federação Nacional Portuguesa. Depois não devem faltar clubes interessados nos seus serviços.

Chegamos ao cúmulo da ingratidão.

Portuguese estejam atentos.

Manuel Pacheco 

Ronaldo e o Ensaio sobre a Cegueira:

 (Carlos Esperança, in Facebook, 06/10/2026, revisão da Estátua)


Releiam o magnífico romance de Saramago. Está lá tudo, a fragilidade do ser humano perante o imprevisto e o medo de ficarmos cegos.

Estamos todos cegos e não surge a mulher do médico para nos guiar no desnorte, onde não vemos o que ocorre à nossa volta. Não vemos a vitória de Bolsonaro no Brasil, uma vitória mais de Trump, sem necessidade de sequestrar e raptar Lula, depois de submeter a Gronelândia enquanto espera juntar Espanha a Portugal, após as próximas eleições, na submissão absoluta aos EUA.

Estamos cegos e não sabemos. Não vemos os tambores da guerra que rufam na Europa para sair do beco, com a economia de rastos e os estreitos de Suez e Bab el-Mandeb a infernizar o nosso presente, a comprometer o futuro e a derrubar as democracias.

Estamos cegos e surdos, indiferentes à morte de ucranianos, russos, palestinos, israelitas ou iranianos, e não ouvimos os gritos de mães com filhos mortos nos braços, de famílias que gritam sob escombros de prédios destruídos e mutilados que gemem nos hospitais.

Estamos cegos porque a epidemia é o amor-próprio ferido, o herói da Pátria em silêncio, algures na Arábia Saudita, a exigir a cabeça de Jesus, e ainda não lhe a levaram. Apenas dispõe do avião, do aeroporto, do museu e da estátua, falta-lhe a cabeça de Jesus quando podia pedir a de Montenegro, e a Pátria agradecia.

Suspeito que a mulher do médico deixou de fingir que é cega, emigrou e nos abandonou à cegueira que persiste porque nos recusamos a abrir os olhos. Não é epidemia é a ptose palpebral coletiva que nos atingiu porque recusamos acionar os músculos para abrir os olhos.

«Se este homem insubstituível franze o sobrolho

Dois reinos periclitam

Se este homem insubstituível morre

O mundo inteiro se aflige como a mãe sem leite para o filho

Se este homem insubstituível ressuscitasse ao oitavo dia

Não acharia em todo o império uma vaga de porteiro».

(Bertolt Brecht)

Do blogue Estátua de Sal

O Capuchinho Vermelho, o Lobo Mau* e os 27 anões do Rei Cor de Laranja:

O que fazer quando aumenta, de eleição para eleição, a multidão de pessoas que recusa a narrativa de guerra dos governantes em Berlim, Paris e Londres e dos dirigentes da UE e da NATO em Bruxelas?
A resposta dos actuais governantes e dirigentes políticos e militares é a fuga para a frente: continua-se a fornecer armas e dinheiro para a guerra continuar, inflaciona-se o nível de risco, alimenta-se o alarmismo, evoca-se diariamente os ataques iminentes, amplia-se a imagem do inimigo, põe-se espiões e agentes, generais e políticos, comentadores e jornalistas a dizer, todos os dias, a toda a hora, que a guerra é inevitável. Não o é. A população, as pessoas, o eleitorado percebe isso. Basta olhar para as sondagens no Reino Unido, em França ou na Alemanha (números mais recentes abaixo).
Os extremos do espectro partidário na Alemanha (AfD, Linke, BSW) já representam 45% do eleitorado, é o novo centro-marginal. Estes partidos têm em comum a recusa de apoio à Ucrânia com armas e a exigência de se começar, desde já, a negociar com a Rússia e a normalizar as relações. Acresce que parte do eleitorado do SPD, apesar da linha oficial militarista do partido da coligação governamental, tem a mesma opinião. Ou seja, metade ou mais de metade da população alemã recusa continuar o apoio militar e financeiro à guerra.
Já Portugal tem uma das mais elevadas percentagens de apoio ao armamento e financiamento da guerra, com políticos, governantes e ex-governantes a contribuir para o maniqueismo primitivo num país embrutecido pelo futebol, o jogo e o vinho (ontem ouvi Paulo Portas a referir “o russo”, no outro dia era o patético almirante entusiasmado com o envio de portugueses para defenderem as fronteiras da NATO), que se deixa enganar e é um alvo fácil da actual narrativa belicista e redutora com um apoio quase unânime, do Chega, na extrema-direita, ao Livre, nas fraldas do PS (não confundir com “nas faldas”).
A UE e a NATO são actualmente os principais instrumentos dos EUA para manter a Europa Central (inclui a do Sul e entretanto a do Leste e Norte) e a Rússia afastadas e de relações, incluindo as comerciais, cortadas. A continuação da guerra permite aos EUA enfraquecer a UE, extorquindo-lhe o máximo de riqueza, e enfraquecer a Rússia, com esperança na sua fragmentação. É uma doutrina antiga e que está a resultar, pelo menos na UE, graças à guerra, a Trump e à fraqueza e cumplicidade da UE, com um aumento, isento de riscos, dos lucros para os EUA (taxas alfandegárias, imposição de gás norte-americano via sanções, venda forçada de armas).
Se foi a Rússia que invadiu a Ucrânia por sua iniciativa, ‘imperialista e maléfica’, ou se foi levada a fazê-lo, para se opor à ‘democrática e benigna’ expansão dos valores do Ocidente, dos EUA, e da NATO para Leste, só interessa, a título de papas e bolos, para a construção de narrativas.
Facto é que o chanceler Merz e a presidente da Comissão Europeia von der Leyen cumprem os seus papéis, tal como Rutte, o secretário-geral da NATO e delegado de propaganda bélica dos EUA, cumpre o seu, para grande benefício do Rei Cor de Laranja. A guerra entre a Rússia e os países da UE, para já só híbrida, com os EUA a venderem armas, energia e a cobrar taxas, pode bem ainda durar uns tempos que Washington e Wallstreet não se importam. Merz, Rutte e Leyen terão sempre uma reforma dourada e atlântica, como a têm um Durão Barroso ou Tony Blair. Se a guerra passar de híbrida para convencional, paciência, Merz, Rutte e Leyen, esses grandes jogadores de xadrez, dirão “nós bem avisámos”. E claro que nada teremos a temer, explicam-nos desde já: a economia conjunta dos 27 membros da UE é muito mais forte dos que as fábricas de armamento ou os cinco mil ogivas nucleares russas, é como comparar a circular de Bruxelas aos dez mil quilómetros de estrada que ligam São Petersburgo a Vladivostoque.
A mais recente sondagem sobre as intenções de voto na Alemanha a nível federal, para eleição do Bundestag, dá este inédito resultado:
30,5% para a AfD à extrema-direita
CONTRA ARMAS PARA UCRÂNIA
17,5% para a CDU do chanceler Merz
14,5% para os ‘socialistas’ do SPD
Ca de 1/3 do SPD CONTRA ARMAS PARA UCRÂNIA
14,5% para os Verdes
10,5% para die Linke (esquerda socialista)
CONTRA ARMAS PARA UCRÂNIA
4,5% FDP (liberais)
3,5% BSW (esquerda populista)
CONTRA ARMAS PARA UCRÂNIA
(sondagem INSA de 2 a 5 de Outubro)
*“Isto não é à história do Capuchinho Vermelho e do Lobo Mau”, expressão usada pelo Papa Francisco, após à invasão da Ucrânia em 2022, para desmontar a narrativa redutora, descontextualizada e maniqueísta do início da guerra.

Fotografia: o secretário-geral da NATO Rutte recebe Prémio da Paz de Vestfália em Münster ao lado do chanceler Merz.

Miguel Szymanski 

Anedota do dia (ou como um ídolo se autodestrói à vista de todos por narcisismo e estupidez):

Ronaldo não volta à selecção enquanto Jorge Jesus for o treinador

Mas alguém neste momento trocaria um pelo outro??

(volto ao tema, porque irrita tanta falta de nível e de noção da parte do único português conhecido nos confins da Papua-Nova Guiné e da Cochinchina)

O contrato para a participação de Ronaldo na selecção era completamente tóxico. A Federação queria-o lá pelas receitas que gerava (e não pelo bom desempenho, que todos sabiam já não ser real); em contrapartida, ele exigia jogar. Certo. Mas, se ele tem que exigir jogar, não lhe passa pelo bestunto que lhe estão a faltar qualidades naturais que o levariam a ser primeira escolha e, portanto, estaria na hora de se despedir?? É que o desastre estava à vista mal contratassem um seleccionador competente.

Jorge Jesus, perante as exigências deste contrato inominável da Federação (que miséria, Federação), viu-se obrigado a acordar tempo em campo para a diva, independentemente das necessidades do jogo (errado, mas sabe-se lá se esta cláusula fazia parte da contratação de Jorge Jesus, ai Federação, tanto ridículo). Logo à primeira retenção no banco, a diva amua. Amua e vai-se embora e exige que mudem o seleccionador… Um seleccionador 100% vencedor. Pode-se imaginar situação mais absurda? Exigência mais ridícula?

Ronaldo aceitou ser contratado por interesse financeiro claríssimo e isso já devia ser suficientemente humilhante para alguém que se acha o suprassumo dos futebolistas.  Assim, o esquema da sua participação na selecção só podia acabar mal. Estava inquinado. Nada tinha que ver com mérito em campo. E ele devia saber.

Com Martínez e outros antes dele, acabou mal para a selecção e com prejuízo para os jovens candidatos a estrelas; com Jesus, acabou mal para o Ronaldo. Não há volta a dar. Despedirem o Jorge Jesus por causa dele é impensável. Ele voltar com Jorge Jesus impensável é. Portanto, adeus Ken. Tens muitos milhões com que te entreter. Recolhe as tropas que esta guerra já perdeste. Mesmo que chames o Trump.

por Penélope

Do blogue Aspirina B

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Ventos Semeados: Nem fatalismo, nem milagre

Ventos Semeados: Nem fatalismo, nem milagre:   Admito que a noite brasileira me caiu mal. Flávio Bolsonaro à frente, Lula atrás, mais de dois milhões de votos de diferença e um resultad...

Dominguice:

Jorge Jesus é muito mais do que apenas um treinador do pontapé na bola. Por isso consegue estar imune ao fanatismo clubista, lagartos e tripeiros igualmente o estimam sem histórico especial que o justifique ou nenhum. Ele representa uma certa ideia de português que nos liga ao folclore e à mitologia do Zé Povinho. Adoramos o seu inglês macarrónico, porque adoramos ainda mais a genuína humildade, sem pingo de modéstia, que esses momentos consagram. Neste episódio da crise com o Ronaldo, só maluquinhos poderiam colocar nele a responsabilidade pelos acontecimentos. Já o Ronaldo, para obter a mesma unanimidade em Portugal, teve de superar o seu declarado sportinguismo através da excepcionalidade de uma carreira que o impôs como um dos melhores futebolistas de sempre e uma das maiores celebridades mundiais para além do futebol. Esse amor popular quebrou-se por causa de algo que acéfalos e odientos não podem aceitar.

Que é isto: Ronaldo sofre de ansiedade, e está sujeito a factores de risco para a depressão, como qualquer um. Corrijo: como só ele saberá.

por Valupi

Do blogue Aspirina B

Pós-explicações…. Epá… até mete dó….:

 

Vocês vão matar o homem.

Ver Jorge Jesus naquela conferência de imprensa foi como ver um animal selvagem fechado dentro de uma jaula. Brutalmente despido de orgulho…
Eu sou portista. E o meu portismo tem vários momentos extraordinários. Um deles — talvez o momento — foi o golo do Kelvin.
Vivíamos uma rivalidade Porto-Benfica feroz, a roçar o ódio. O Benfica tinha cometido o gravíssimo erro de festejar na Madeira como se já fosse campeão. Depois o campeonato voltou a abrir e, já no cair do pano daquele FC Porto-Benfica, Kelvin marcou.
O Dragão veio abaixo.
E Vítor Pereira saiu disparado do banco…. Extasiado, (como todo o portista). Em sprint, braços abertos, maior que a vida.
Naquele contexto, com toda aquela rivalidade, depois de tudo o que tinha acontecido, Vítor Pereira correu na direção de Jorge Jesus para lhe festejar o golo na cara.
Só que, mesmo no meio daquele transe, enquanto corria, viu Jesus ajoelhado no relvado…
E aconteceu uma coisa de que me ficou gravado….
Sem sequer abrandar, numa fração de segundo, Vítor Pereira mudou de direção…
Não o fez….
Porque há uma linha.
Vítor Pereira queria derrotar Jorge Jesus. Provavelmente queria esmagá-lo desportivamente naquele momento. Mas percebeu que, naquele segundo, continuar naquela direção já não seria festejar uma vitória.
Seria humilhar um homem.
Eu, como portista, em várias alturas detestei Jorge Jesus, o profissional. Mas isso não me impede de respeitar Jorge Jesus, a pessoa.
E acho que hoje… ultrapassamos vergonhosamente essa linha.
Eu percebo que o fenómeno Cristiano Ronaldo é gigantesco. É provavelmente um dos fenómenos mais difíceis de gerir que alguma vez existiram no futebol português. Mas Jorge Jesus tem 72 anos.
SETENTA E DOIS ANOS!!!!!
São 72 anos de um homem que vive futebol. Que nunca se preocupou particularmente em ser polido, nunca se preocupou em ser politicamente correto, nunca teve especial vocação para político e sempre teve o coração demasiado perto da boca.
Jesus pensa futebol. Jesus vive futebol.
Portugal estava a ganhar apenas por um. Se a Noruega empatasse, Portugal podia precisar de outro avançado para voltar a marcar. E Portugal mandou o avançado que tinha no banco aquecer.
Eu não posso afirmar isto porque não estava dentro da cabeça de Jorge Jesus. Mas, conhecendo aquilo que sempre vimos dele, não me custa absolutamente nada acreditar que, com o desenrolar do jogo, Jorge Jesus até tenha simplesmente deixado de pensar por uns momentos que era Cristiano Ronaldo que estava a aquecer, pela maneira como ele vive o jogo.
A Noruega não empatou. Portugal não precisou de procurar outro golo. O segundo avançado não entrou.
Fim. Ou devia ter sido….
Só que estamos a falar de Cristiano Ronaldo e, portanto, aparentemente nada pode ser apenas isto.
E agora ouvi Jorge Jesus nesta conferência.
Ouvi um homem dizer que não percebe todo este drama porque, na cabeça dele, simplesmente houve um jogador que aqueceu e não entrou. E, sinceramente, não me pareceu que estivesse a representar papel nenhum.
Mas depois Jesus disse coisas muito mais importantes:
Falou, visivelmente emocionado, sobre aquilo que Cristiano Ronaldo representa para as crianças e sobre a dimensão que Cristiano tem para Portugal. E contou que, depois do Mundial, falou com ele e lhe disse, em essência:
“Tu não vais acabar assim.
Não vais terminar a tua carreira depois de um Mundial em que perdeste, longe de casa.
Vais acabar melhor.
Vais acabar como tu quiseres acabar.”
E prestemos muita atenção a esta parte…
Porque talvez um tenha querido dizer uma coisa e o outro tenha ouvido outra.
Mas, acima de tudo, Jorge Jesus voltou a abrir a porta de uma maneira que eu não sei quantos futebolistas no planeta alguma vez tiveram de um selecionador.
“Cristiano Ronaldo volta quando quiser voltar.
Se quiser ser convocado, será convocado.”
Então o que é que vocês querem mais??????????????
Quantos jogadores tiveram alguma dia isto??? Messi?
Que prova de respeito pela dimensão de Cristiano Ronaldo querem que Jorge Jesus dê mais????
Que diga que joga sempre?
Que lhe entregue a convocatória vitalícia?
Que lhe pergunte antes de cada substituição se pode mexer na equipa?
Que humilhação adicional é suposto este homem aceitar para demonstrar que respeita Cristiano Ronaldo?????
Vocês vão matar o homem.
E o mais extraordinário é que nem sequer estou a defender alguém de quem goste particularmente.
Estou a defender uma linha.
Jorge Jesus tem 72 anos. Acabou de pegar na Seleção Nacional. Quatro jogos. Quatro vitórias. Cem por cento de aproveitamento. Portugal está apurado para a fase seguinte.
E senta-se numa conferência de imprensa depois disso.
Primeira pergunta: Cristiano Ronaldo. Segunda pergunta: Cristiano Ronaldo. Terceira pergunta: Cristiano Ronaldo. E depois vêm mais.
O trabalho dele? A vitória? O apuramento? As quatro vitórias? A equipa?
Quase parece um pormenor.
O homem acabou de fazer aquilo que lhe pediram para fazer e nós sentámo-lo numa cadeira (que mais parecia uma cruz) para responder cabisbaixo, pelo pecado capital de ter mandado um jogador aquecer e não o ter colocado em campo, e depois ter dito algo tão ofensivo como “quem manda na equipa é o treinador”.
Chega….
Há uma diferença entre escrutinar um selecionador e humilhar um homem.
Há uma diferença entre reconhecer a dimensão monstruosa de Ronaldo e obrigar todas as pessoas à sua volta a ajoelharem-se perante ela como sinal de a reconhecer.
E há uma diferença entre exigir explicações e decidir antecipadamente que nenhuma explicação será suficiente.
Já crucificámos um Jesus uma vez.
Mas esse tinha 33.
Este tem SETENTA E DOIS.
Peço desculpa.
Mas tenham vergonha e não contem comigo.
Querem crucificar um velhote de 72 anos, que claramente sente Portugal, porque ele esta a ser ele mesmo e a fazer o melhor que sabe pela nossa seleção?
Façam-no..
e que a vossa consciência vos ajude.
PARABÉNS PELO FUTEBOL APRESENTADO “MISTE” !!!!!!
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Ass. “A Produção”
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