Rádio Freamunde

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terça-feira, 9 de junho de 2026

Começa a semana com isto:

“Obviamente que fui espiado”: Ivo Rosa fala sobre inquéritos de que foi alvo em entrevista exclusiva

“Todos nós temos coisas a esconder” mas “a nossa privacidade é uma coisa que temos de preservar”: segunda parte da entrevista exclusiva a Ivo Rosa

NOTA

– Sandra Felgueiras fica com o grande mérito de ter dado a cara na entrevista, e o enormíssimo mérito de ter posto o seu nome numa corajosa denúncia contra os cobardes que nos representam. Mas, ao mesmo tempo, na entrevista ela não faz jornalismo, faz sensacionalismo. Desse ponto de vista, apareceu displicente e ironicamente cúmplice com os criminosos do Ministério Público.

– Ivo Rosa surpreendeu-me, quase que me deixou chocado, por não exibir pingo de ressentimento persecutório e ter mantido um exemplar sentido de Estado e de respeito pelas instituições da República nas declarações que fez. É também politicamente comovente ver a sua fragilidade ao referir ter a privacidade devassada, com o subtexto público que tal implica.

Vamos deixar Ivo Rosa sozinho? Este país de cobardes e pulhas é unânime na resposta.

por Valupi

Do blogue Aspirina B 

A aversão aos “malandros do rendimento mínimo”:

(Ana Sá Lopes, in Público, 07/06/2026)


Ao contrário da guerra aos imigrantes, a guerra ao “malandro do rendimento mínimo” serve o populismo sem nenhuma consequência para o PIB e a Segurança Social.

A criação do Rendimento Mínimo Garantido (hoje Rendimento Social de Inserção) pelo Governo Guterres em 1996 não aconteceu sem um grande combate da direita, nomeadamente do CDS de Portas.

Nas campanhas eleitorais, Paulo Portas atirava-se furiosamente aos “malandros do rendimento mínimo” que “não queriam trabalhar” contra o bom povo trabalhador a quem pedia o voto, com algum sucesso. Em 2008, Portas dizia que o rendimento social de inserção era “um financiamento à preguiça” mas o combate contra a prestação para os cidadãos em situação de pobreza tinha começado muito lá atrás.

O discurso sobre “os malandros do rendimento mínimo” foi sempre um mantra de Paulo Portas que não era partilhado da mesma forma pelo PSD que, quando chegou ao Governo – mesmo em coligação com o CDS –, não pôs fim à prestação que, com outro nome, dura até aos nossos dias.

Com a viragem do país à direita (o PSD mais à direita do que algum dia foi), é o primeiro-ministro social-democrata quem se apropria do discurso sobre os “malandros do rendimento mínimo”, criando o canal de denúncias em que os “bons trabalhadores” podem denunciar quem acham que está a receber o mísero subsídio erradamente (estimulando a alegria da delação) e obrigando os “preguiçosos” a trabalhar.

Não há narrativa com mais sucesso neste país do que a de pôr pobres contra pobres. Talvez devido à extrema influência da inveja sobre o vizinho do lado, a de pôr pobres contra ricos não tem o mesmo sucesso. O rico habitualmente não é vizinho do lado.

Veja-se como tem corrido bem em toda a Europa, e também em Portugal, o discurso contra o imigrante pobre que contribui para a Segurança Social – isto perante o total alheamento e praticamente nenhuma contestação social face aos imigrantes ricos que inflacionaram o preço das casas (o Chega culpa os imigrantes pobres pela inflação imobiliária) ou aos ricos que fogem aos impostos. As falhas dos cidadãos afluentes têm perdão social. Perante as falhas dos cidadãos na pobreza só falta chamar alguém para atirar o alcatrão e penas.

Numa destas noites, pediram-me uma fortuna para ir num Bolt da Baixa de Lisboa até à minha casa, mais ou menos nove quilómetros. O Bolt é igual ao Uber, funciona segundo as leis do mercado e os preços sobem quanto maior é a procura e menor o contingente de trabalhadores disponíveis. Optei pelo velho táxi. O desaparecimento dos imigrantes pobres a conduzir Ubers não prejudica muito a minha vida, mas vai ter provavelmente reflexos no PIB do turismo e na construção.

Talvez as “massas populares” até se regozijem com o desaparecimento de imigrantes, mas certamente que os empresários vão sofrer as consequências. Aqui está uma improvável guerra do Governo aos “ricos”. Ao contrário da guerra aos imigrantes, a guerra ao “malandro do rendimento mínimo” serve o populismo sem nenhuma consequência para o PIB e a Segurança Social.

A social-democracia foi um sucesso enquanto serviu de tampão à emergência do comunismo na Europa. Com a queda dos regimes comunistas, a social-democracia entrou em crise – uma crise que persiste e contra a qual ainda ninguém descobriu o antídoto. As excepções que aqui e ali aparecem não chegam para inverter a tendência. É neste caldo cultural do século XXI que é fácil impor medidas de direita pura e dura, apenas contestadas por uma minoria.

Pouco se sabe ainda sobre a prestação social única, além do “trabalho social” que pode “ir até oito horas por dia”, da diminuição dos valores, da retirada de apoios a quem tem carro e do canal de delação.

Na próxima sexta-feira, o Governo prometeu dar mais explicações. O PS não vota a lei tal e qual está. O Chega depende – se for ainda mais dura para os imigrantes aceita. Tudo indica que o Governo vai mais uma vez “coligar-se” com o parceiro preferencial que efectivamente elegeu, embora diga que não. É o zeitgeist.

Do blogue Estátua de Sal 

HOSPITAIS PÚBLICOS "ORIENTADOS" POR ADMINISTRAÇÕES DE AMIGADOS:

Há uma pergunta que os portugueses deveriam fazer sem receio e sem preconceitos partidários: quem governa realmente os hospitais públicos? Os profissionais que conhecem o terreno, os doentes que deles dependem, ou administrações escolhidas sobretudo pela sua proximidade ao poder político?
Nos últimos anos assistiu-se a uma profunda renovação das administrações hospitalares. Mudaram-se gestores, reorganizaram-se estruturas e multiplicaram-se as nomeações. Nada haveria de extraordinário se tais mudanças fossem acompanhadas por uma melhoria visível dos serviços prestados aos cidadãos. O problema é que muitos portugueses observam precisamente o contrário.
As urgências continuam sob pressão permanente. Os tempos de espera prolongam-se. Faltam médicos em diversas especialidades. Os profissionais denunciam exaustão e desmotivação. As greves sucedem-se. A fuga para o sector privado mantém-se. E, perante este cenário, raramente se escutam vozes firmes das administrações hospitalares a denunciar a insuficiência dos meios ou a contestar publicamente as políticas que contribuem para a degradação do serviço.
É aqui que surge uma suspeita legítima: terão os hospitais passado a ser dirigidos por gestores cuja principal função é executar orientações políticas, mesmo quando estas se revelam inadequadas para as necessidades do SNS?
A missão de uma administração hospitalar não deveria ser agradar ao governo do momento. A sua primeira obrigação deveria ser defender os interesses dos utentes, dos profissionais e da instituição que dirige. Quando um hospital não dispõe dos recursos necessários, espera-se que os seus responsáveis o digam claramente. Quando uma decisão política prejudica o funcionamento dos serviços, espera-se que a contestem. Quando as condições de trabalho se deterioram, espera-se que sejam os primeiros a alertar para os riscos.
Mas quando a lógica da nomeação assenta sobretudo na confiança política, corre-se o risco de transformar administradores em meros executores de orientações superiores. A autonomia desaparece. A crítica interna enfraquece. O contraditório torna-se incómodo. E a instituição perde uma das suas mais importantes linhas de defesa.
Os defensores deste modelo argumentam que qualquer governo necessita de equipas alinhadas com os seus objetivos. É verdade. Porém, existe uma diferença fundamental entre alinhamento estratégico e submissão administrativa. O primeiro é compatível com a competência e a independência. O segundo transforma organizações públicas em extensões partidárias do poder.
O resultado pode ser devastador. Hospitais silenciosos perante os problemas. Profissionais sem representação institucional efetiva. Utentes confrontados com serviços cada vez mais fragilizados. E um sector privado que cresce à medida que a confiança dos cidadãos no SNS diminui.
Seria ingénuo ignorar as consequências práticas de um sistema que privilegia a fidelidade política sobre a autonomia institucional. Quando os administradores deixam de ser os primeiros defensores dos hospitais que dirigem, os hospitais deixam de ter quem os defenda. O SNS foi concebido para servir os cidadãos e não os governos. Sempre que esta hierarquia de prioridades se inverte, não é apenas a gestão que falha. É a própria ideia de serviço público que começa a perder significado.
E essa talvez seja a doença mais perigosa que um sistema de saúde pode contrair.

Bom dia! 

PUTIN MIRA ARMÉNIA:



PUTIN MIRA ARMÊNIA
NOVA LEI NA ARMÊNIA REACENDE DISPUTA ENTRE UNIÃO EUROPEIA E RÚSSIA
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#Armenia #UniaoEuropeia #Russia #Geopolitica #Caucaso #RelacoesInternacionais #EconomiaGlobal  

PUTIN ESTÁ RINDO ATOA... :

Os europeus acabaram de cometer um erro que vai causar um estrago devastador em suas economias. Enquanto isso, o Putin está aí, rindo à toa.

Eles aprovaram 90 bilhões de euros para a Ucrânia. Aplaudiram. Comemoraram. Chamaram de "solidariedade histórica".
Mas ninguém explicou como esse dinheiro vai ser pago.
E eu vou te explicar agora.
A Ucrânia só começa a devolver esse empréstimo em uma única condição: se a Rússia pagar reparação de guerra.
Ora, a Rússia não vai perder essa guerra. A Rússia não vai pagar indenização nenhuma. É mais fácil a Rússia cobrar do que pagar.
Então o que acontece com os 90 bilhões? Eles viram dívida podre. Viram prejuízo dos europeus.
E os juros? Quem paga? O contribuinte alemão, o contribuinte francês, o contribuinte italiano. Enquanto Hungria, Eslováquia e República Checa foram isentos de pagar um centavo.
A conta para os 24 países que pagam? Entre 2 e 3 bilhões de euros por ano só em juros. Até 2034, a soma chega a 20 bilhões de euros.
E o pior: o dinheiro não está sendo fiscalizado. O órgão antifraude da UE já descobriu um esquema bilionário na compra de geradores para a Ucrânia. Teve superfaturamento, falta de concorrência, favorecimento. A Polônia vai ter que devolver 91 milhões de euros.
A Comissão Europeia acabou de segurar 680 milhões de euros porque a Ucrânia não cumpriu as reformas anticorrupção.
O dinheiro não entra direito, e quando entra, parte some.
A Ucrânia está quebrada. Dívida de 100% do PIB. Déficit de 19%. Vive de favor.
A Rússia? Dívida de 16% do PIB. Crescendo 5% ao ano. Não deve nada a ninguém.
Os europeus emprestaram 90 bilhões para um país falido, com a promessa de pagamento atrelada a uma condição impossível, e sem controle sobre o uso do dinheiro.
Isso não é solidariedade. Isso é burrice financeira.
E a pergunta que fica é: quem vai pagar essa conta no final? O contribuinte europeu. Sempre.
Me diz nos comentários: se fosse um banco privado, eles fariam esse empréstimo?
⚠️
Conteúdo de análise e opinião. As interpretações apresentadas refletem a opinião do autor. Consulte diferentes fontes e forme sua própria conclusão.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

ENTREVISTA A LAVROV:

Jornalista - Falamos agora com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov. Senhor ministro, bem-vindo ao Jornal da Press. Obrigado e bem-vindo ao Jornal dos Diplomatas.
Muito obrigado por se juntar a nós depois de uma semana muito significativa. Vamos entrar diretamente no estado destas conversações. O presidente Putin comprometeu-se com uma reunião a sós com o presidente Zelensky?
Lavrov - Bem, essas são especulações que estão a ser divulgadas, em primeiro lugar, pelo próprio senhor Zelensky e pelos seus apoiantes europeus. Isso não foi discutido em Anchorage. Foi levantado depois como algo algo um pouco improvisado, após a reunião em Washington entre o presidente Trump e os seus convidados. O presidente Putin recebeu uma chamada do presidente Trump após essa reunião e declarou claramente que estamos dispostos a continuar as negociações diretas entre a Rússia e a Ucrânia, que começaram em Istambul e já tiveram três rondas de conversações. E afirmou que reuniões ao mais alto nível, sobretudo entre os líderes da Rússia e da Ucrânia, devem ser cuidadosamente preparadas, pelo que o processo preparatório tem de estar concluído.
Para isso, sugerimos aumentar o nível das delegações que se irão reunir em Istambul para tratar de questões específicas que precisam de ser levadas à atenção dos presidentes Putin e Zelensky. Essas questões dizem respeito a matérias humanitárias, militares e políticas.
Na última vez que nos reunimos em Istambul, propusemos a criação de três grupos de trabalho, incluindo sobre questões políticas. Já passou mais de um mês e não houve resposta da Ucrânia. Quando o senhor Zelensky afirma que a prioridade imediata é uma reunião comigo, isso é basicamente um jogo - um jogo em que ele é muito bom, porque gosta de teatro em tudo o que faz. Não se preocupa com o conteúdo.
Não é por acaso que agora os ucranianos e os europeus que participaram na reunião em Washington tentaram distorcer o que foi discutido em Anchorage entre o presidente Trump e o presidente Putin, em particular no que respeita às garantias de segurança. Li alguns relatórios da Bloomberg ontem e hoje, segundo os quais as negociações entre os EUA e a Rússia sobre garantias de segurança para a Ucrânia terão sido interrompidas devido à exigência de Moscovo de incluir o princípio da segurança indivisível. Trata-se de um comentário muito relevante.
A segurança indivisível está consagrada em vários documentos adotados por consenso no âmbito da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), nomeadamente em Istambul, em 1999, e em Astana, em 2010. Este princípio estabelece que ninguém deve reforçar a sua segurança à custa da segurança dos outros. Nenhuma organização no espaço europeu pode reivindicar domínio em questões militares e políticas. E a NATO está precisamente a fazer o contrário.
Assim, quando somos acusados de interromper o princípio da segurança indivisível, o que está realmente em causa são as negociações entre os EUA, a Rússia e a Ucrânia. Isso significa que há quem admita querer uma segurança “indivisível”, mas construída contra a Rússia.
Essas discussões indicam claramente que alguns veem a segurança da Ucrânia como a única prioridade e estão dispostos a enviar forças de intervenção, forças ocupantes, para o território ucraniano, para conter a Rússia. Não é essa a abordagem correta. O presidente Putin e o presidente Trump discutiram garantias de segurança em Anchorage, e o presidente Putin recordou que, em abril de 2022, em Istambul, durante negociações iniciadas pela parte ucraniana pouco depois do início da operação militar, foram apresentados princípios para pôr fim à guerra.
Esses princípios incluíam a criação de um grupo de garantias composto pelos membros permanentes do Conselho de Segurança - Rússia, EUA, China, Reino Unido e França - bem como a Alemanha, a Turquia e outros países interessados. Essas garantias assegurariam a segurança da Ucrânia, que deveria ser neutra, não alinhada e não nuclear.
Jornalista - Senhor ministro, vamos regressar às garantias de segurança, mas quero insistir na ideia de uma reunião a sós entre Putin e Zelensky. Não é apenas Zelensky a afirmar isso: a Casa Branca diz que Putin disse a Trump que está disposto a encontrar-se cara a cara com Zelensky. Como pode afirmar que o processo de paz é sério se não pode dizer claramente se Putin está disposto a reunir-se com Zelensky?
Lavrov - Espero que quem acompanha a situação na Ucrânia siga os comentários do presidente Putin. Ele afirmou repetidamente que está disposto a reunir-se com o presidente Zelensky, e ontem, após a minha reunião com o ministro da Índia, voltei a dizê-lo. Mas essa reunião só faz sentido se tiver um resultado concreto. Encontrar-se com Zelensky apenas para mais uma encenação não é útil. Ele quer teatro, mas isso não resolve o problema.
Ele declarou publicamente que não discutirá território, desafiando o presidente Trump e outros responsáveis norte-americanos que defendem que a questão territorial tem de ser abordada. Disse também que ninguém o pode impedir de aderir à NATO, contrariando novamente o que foi dito por Trump e outros. Além disso, afirmou que não irá revogar legislação aprovada em 2019 que restringe os direitos da língua russa, da cultura russa, da educação russa, dos meios de comunicação russos e da Igreja Ortodoxa Ucraniana.
Quando diz que está pronto para se reunir apenas para aparecer no palco, a questão é: para quê? Se nos concentrarmos apenas em efeitos mediáticos, isso não é diplomacia.
O presidente Putin disse claramente que está disponível para se reunir, desde que haja uma agenda séria e bem preparada. Não existe, neste momento, qualquer reunião planeada. Kristen, peço desculpa, mas não está a ouvir. Não há qualquer reunião planeada, e não estou a contradizer isso. O que digo é que Putin está disposto a reunir-se com Zelensky quando houver uma agenda adequada - e essa agenda ainda não existe.
O presidente Trump apresentou vários pontos após Anchorage, alguns dos quais foram discutidos em Washington com Zelensky e líderes europeus. Ficou claro que existem princípios que Washington considera essenciais, incluindo não avançar para uma reunião sem preparação e abordar a questão territorial. Zelensky recusou tudo isso. Ele recusou até a revogação da legislação sobre a língua russa. Como é possível reunir com alguém que se apresenta como líder de um país que proíbe uma língua - uma língua que é, além disso, uma das línguas oficiais da ONU?
Em Israel, o árabe não é proibido. Na Palestina também não. Mas a Ucrânia segue uma política russofóbica e, em alguns casos, como dizem alguns, neonazi. Quanto à legitimidade, esse é outro tema. Não importa quando essa reunião aconteça: é necessário saber quem assina os documentos pela parte ucraniana.
Jornalista - O presidente Putin não reconhece Zelensky como líder legítimo da Ucrânia?
Lavrov - Reconhecemos Zelensky como líder de facto do regime, e estamos dispostos a reunir-nos nessa qualidade. Mas, para assinar documentos legais, é necessário que quem assina seja legítimo segundo a Constituição ucraniana.
Jornalista - Bem, ele foi eleito democraticamente. Senhor ministro, o presidente Trump disse a Macron que acredita que Putin quer fazer um acordo consigo. Isso é verdade?
Lavrov - Não entraria nesse tipo de exercício semântico. Putin foi convidado por Trump, visitou o Alasca e tiveram uma reunião substancial em Anchorage, onde discutiram questões reais de segurança. A violação dos interesses de segurança da Rússia está na origem do conflito. Desde 1990 foram feitas promessas de que a NATO não se expandiria, promessas que não foram cumpridas. Em 2008 e novamente em 2021 foram propostas soluções de segurança entre a Rússia, os EUA e a NATO, que foram ignoradas.
Jornalista - Senhor ministro, apenas para confirmar: a Rússia atacou uma fábrica americana perto da fronteira húngara esta semana?
Lavrov - Não ouvi esse incidente. Não disse isso. Fiz uma pergunta retórica: se uma empresa participa na produção de material militar, será que deve ser imune apenas por ter capital americano?
Jornalista - Senhor ministro, porque não parar a guerra se quer a paz?
Lavrov - Estamos a atacar apenas alvos ligados diretamente ao complexo militar ucraniano. Se tiver provas de ataques a civis, apresente-as.
Jornalista - Cerca de 50 mil civis terão sido mortos ou feridos nesta guerra.
Lavrov - Peço que apresente provas concretas dessas alegações."
(tradução literal dos primeiros 30 minutos para enquadrar o contexto)
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João Gomes 

Ventos Semeados: A Cimeira e os seus Convidados

Ventos Semeados: A Cimeira e os seus Convidados:   Na semana passada a Figueira da Foz entrou no roteiro internacional da extrema-direita identitária. Chamaram-lhe Remigration Summit — ...