Coisas que Podem Acontecer:
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Uma Nação de piratas:
(Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 20/08/2026)

As parcerias com o Reino Unido requerem cautela e atenção de quem as celebra. Londres nunca abdica de correr no seu próprio carril independente dos objetivos comuns celebrados.
Do blogue Estátua de Sal
'(...) Pobre povo se algum dia voltar a querer viver em ditadura, às mãos de quem quer pôr isto na ordem! Logo verá o chefe dizer-lhe que se ocupe da família e do trabalho, que de Deus e da pátria ocupa-se ele. E assim viveremos mais 50 anos felizes, como as nações sem história, escreve Miguel Sousa Tavares no Expresso.'
A corrupção ucraniana tem uma característica extraordinariamente conveniente para Volodymyr Zelensky: nunca é dele. É sempre do homem ao lado:
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Cuidado com as carteiras! O Montenegro anda por aí!
(Eduardo Maltez Silva, in Facebook, 18/08/2026, Revisão da Estátua)

(O autor não deu título ao texto, pelo que o título é da autoria da Estátua, que lhe pareceu apropriado…)
Do blogue Estátua de Sal
Ucrânia: Bruxelas descobre a corrupção que financia:
(BPartisans, In Fórum da Escolha, in Facebook, 18/08/2026, Revisão da Estátua)

Em Bruxelas, aparentemente acabaram de descobrir que a Ucrânia é corrupta. Que revelação! Mais uns biliões e talvez descubram que a água é molhada.
No entanto, a corrupção ucraniana já não é um segredo vergonhoso escondido numa gaveta em Kiev. É documentada, monitorizada e discutida até mesmo dentro das instituições europeias. Hoje, o *Berliner Zeitung* descreve um governo ucraniano assolado por escândalos, investigações e suspeitas que atingiram até o seu círculo mais íntimo (Ver aqui).
E apesar de tudo isto, a máquina de dinheiro europeia continua a despejar milhares de milhões.
Daí surge esta pequena pergunta grosseira que ninguém nos salões de Bruxelas parece disposto a fazer: se sabiam, porque continuaram a pagar?
Há duas respostas possíveis. E nenhuma delas é particularmente gloriosa.
Primeira hipótese: certos europeus têm interesse em manter a boca de Zelensky fechada. Desde 2022, Kiev tornou-se a Lourdes da burocracia ocidental: presidentes, ministros, comissários e parlamentares acorrem ao local para tirar fotografias em frente à bandeira e receber os seus certificados de virtude geopolítica. A ideia de que alguns possam ter beneficiado direta ou indiretamente deste gigantesco ecossistema financeiro seria explosiva. Mas, atualmente, não existem provas públicas concretas que sustentem a alegação de que os líderes europeus receberam pessoalmente benefícios financeiros de Kiev. Sem provas, esta continua a ser uma hipótese, não um facto.
A segunda explicação é quase mais grotesca: sabiam muito bem, mas não se importaram. Porque a prioridade era derrotar a Rússia.
Assim, a corrupção ucraniana tornou-se uma espécie de franquia diplomática. Exigem-se “reformas”, Kiev promete “reformas”, Bruxelas aplaude as “reformas”, surge então um novo escândalo e todos pedem… mais reformas.
E, acima de tudo, mais dinheiro.
Uma magnífica máquina burocrática onde o insucesso se torna precisamente a justificação para o próximo pagamento.
O problema é que esses milhares de milhões não pertencem nem a von der Leyen, nem a Merz, nem a Macron. É dinheiro dos contribuintes europeus. A ajuda foi-lhes vendida como necessária para financiar a resistência ucraniana, e não para alimentar redes de influência, comissões secretas ou potenciais bens de luxo.
Se as instituições europeias estavam conscientes dos riscos e, mesmo assim, continuavam a desembolsar somas avultadas sem garantias suficientes, a questão em breve deixará de ser apenas: “Quem roubou em Kiev?”
Passará a ser: “Quem é que em Bruxelas sabia?” Depois: “Desde quando?”
E, por fim, a pergunta mais incómoda: “Porque é que continuaram a fazer isso?”
Porque quando se transferem milhares de milhões sabendo que há rombos nos cofres, não se pode para sempre fazer-se de vítima surpreendid quando o dinheiro desaparece.
Em Bruxelas, isto chama-se apoio à Ucrânia. Numa empresa, chamar-se-ia má gestão. E numa esquadra de polícia, podiam começar por perguntar quem tinha as chaves do cofre.
Do blogue Estátua de Sal

