Rádio Freamunde

https://radiofreamunde.pt/

sábado, 6 de junho de 2026

Dia D – 82.º aniversário:

A 6 de junho de 1944, mais de 156 mil soldados americanos, ingleses, canadianos e franceses desembarcaram nas praias da Normandia. Começou aí o princípio do fim do pesadelo, desenhando-se aí a vitória dos Aliados contra o nazifascismo, numa aliança que venceria a Segunda Guerra Mundial.

O contributo dos EUA foi relevante. Os soldados do outro lado do Atlântico juntaram o sangue ao dos que, deste lado, nos libertaram da mais hedionda das ideologias, do mais sanguinário imperialismo e da mais perversa conceção racista.
Para com todos os que então morreram e os que sobreviveram para a libertação, resta a dívida de gratidão que marcou, desde então, as relações euroamericanas, que justamente se enaltece, pese embora a aversão atual dos EUA à Europa, especialmente contra a UE, incluindo o apetite pelo seu território e a ingratidão para com os países que se tornaram seus satélites.
Obrigado EUA pelo que então lhe ficámos a dever. Estamos pagos.

A resignação de um povo:

 (Tiago Franco, in Facebook, 06/06/2026, Revisão da Estátua)

O Expresso noticiava, em Abril deste ano, que Portugal tem um salário médio 38% inferior à média europeia. Faço estas contas repetidas vezes porque, apesar de este país ser cada vez menos recomendável, ainda é o mais parecido que tenho com o conceito de casa e gostava de um dia aqui trabalhar.

Saio genuinamente irritado de sítios, onde quem me atende não tem qualquer culpa, por causa do custo de vida galopante. Como é que se vive? É sempre esta a minha interrogação. Como é que se vive nestas condições?

A esmagadora maioria dos portugueses leva para casa 1000 euros, um pouco mais ou um pouco menos. Ouvimos esta semana uma nova subida da Euribor que afetará as prestações dos créditos à habitação. Um depósito de gasolina já custa, sem grande esforço, cerca de 100 euros. A eletricidade e o gás custam mais do que nos países mais ricos.

Os preços das casas continuam a subir, o cabaz da alimentação também e já é certo que, no máximo, lá para Setembro, o BCE aumentará as taxas de referência. Uma notícia de ontem anunciava que o endividamento na banca sobe pelo oitavo mês consecutivo. Entretanto nós continuamos com os 1000 euros na mão, a escolher no que cortar. Alguém me faz essa conta? Como é que se suporta uma família com 1000 euros, em 2026 em Portugal?

As bombas das imagens acima distam pouco mais de 30 km. Na espanhola o governo resolveu absorver os custos. Na portuguesa, o governo de Montenegro aproveita o conflito do Irão para mais um jackpot de impostos.

Como é que nós aguentamos isto? Como é que um povo, que invade academias de futebol ou faz esperas a jogadores, não se junta e começa, por exemplo, a partir coisas? Sei lá…bombas de gasolina, supermercados, escadarias da AR. Como é que no desespero e na aflição de vermos a vida de miséria a que nos estão a condenar, não reagimos? Como é que aquele instinto animal, de sobrevivência e pouco maturado, reconheço, não aparece nestas ocasiões?

É que reparem, o governo pode fazer qualquer coisa para ajudar. Pode desde logo reduzir os impostos sobre os combustíveis. Pode incentivar políticas de trabalho remoto para que se poupe em deslocações. Pode parar com a idiotice de dar benefícios a senhorios ou construtores. Pode impor regras fiscais que obriguem a uma distribuição mais justa da riqueza. Podem, enfim, tentar fazer algo pela melhoria de vida em vez de, repetidamente, nos tentarem convencer que todos os infortúnios resultam de factores externos e que nada, do nosso destino, é internamente controlado.

Acho piada quando os grandes temas, em vez do passarem pelo nosso crónico empobrecimento, são o regozijo pelos imigrantes que resolvem abandonar Portugal ou as lutas de galinheiro sobre bandeiras, nacionalidade e opções sexuais.

Quando um português, mesmo daqueles um bocadinho mais fachos, percebe que nem um paquistanês cá quer ficar, não entende o que isso diz do nosso país?

Tudo isto me irrita. Um governo que nos rouba sem pudor e um povo que aceita, empobrecer, sem luta, sem combate, sem a rua. Porque é a vida. Temos que aguentar e esperar por dias melhores. Que pena termos apenas uma vida.

Do blogue Estátua de Sal 

ENQUANTO A "UCRANIA" LANÇA NOVAMENTE DRONES CONTRA SÃO PETERSBURGO...:

Mais de 1.000 drones foram lançados supostamente pela Ucrânia num curto espaço de algumas horas sobre a zona a norte de Moscovo, São Petersburgo, centro e sul do território russo. Ora, a capacidade ucraniana em lançar tal quantidade de drones não está de acordo com aquilo que se conhece e reconhece da sua atual capacidade de construção de drones de guerra, pelo que o fornecimento desses drones por encomendas a países do ocidente é o mais provável.
Analistas independentes referem que "é muito possível que existam fora do território ucraniano, mais provavelmente na Estónia e em embarcações no Mar do Bósforo, forças não ucranianas que colaboram ativamente nestes ataques".
Este largo ataque, após a recusa de Putin em conversações, é claramente um sinal de que a Ucrânia e os seus aliados de ocidente desesperam e já não tem soluções internas para defender a frente de conflito, optando por ataques á distância, sobre áreas civis e energéticas que provoquem a diminuição da capacidade económica russa e o medo da população. O resultado concreto deste grande ataque foi a destruição de alguns pontos energéticos e pouco mais, dado que os sistemas aéreos russos responderam com capacidade a evitar que todos os drones chegassem ao destino.
Mas é óbvio, neste momento, que a decisão de Moscovo perante este ataque em massa de drones passará por uma retaliação que não pode ser no mesmo nível - mesmo considerando o último ataque a Kiev - e a resposta próxima da Rússia terá que ser a um nível nunca considerado. Os pruridos de Moscovo em evitar baixas civis - pois se relacionarmos os fortes ataques russos com as baixas civis, temos que considerar - comparativamente a outros conflitos mesmo contemporâneos como "menores" - embora todas as vidas civis sejam de lamentar num conflito militar.
Muito provavelmente vamos lamentar muitas vitimas ucranianas nos próximos dias. A carta de Zelenskyi a Putin foi um engodo e Putin não pode engolir em seco.

João Gomes  

E foi, Zé:

«Ivo Rosa deve ser posto no seu devido lugar, que é o que ele precisa.»

José Gomes Ferreira, Abril de 2021

por Valupi

Do blogue Aspirina B