Coisas que Podem Acontecer:
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
quinta-feira, 11 de junho de 2026
ÚLTIMAS HORAS, ÚLTIMOS DIAS, ÚLTIMAS SEMANAS: A ETERNA RETA FINAL DO IRÃO:
Leitura obrigatória para todos os indómitos defensores da "democracia" e dos "nossos valores":
Se os EUA continuarem com os seus corajosos esforços de autodefesa, Trump poderá muito bem tornar-se o primeiro bicampeão do Prémio Nobel da Paz da FIFA. Já é o primeiro violador a receber o prémio. Continua a quebrar barreiras... com bombas.
O 10 de junho das comunidades que vão perdendo a língua portuguesa:
(Tiago Franco, in Facebook, 10/06/2026, Revisão da Estátua)

Do blogue Estátua de Sal
Dias de Portugal:
10 de Junho é um dia propício, até perfeito, para falar disto: PS: romper com o passado, sem ser arrastado por ele.
Trata-se de um editorial onde Filipe Alves toma uma posição, em nome do Diário de Notícias, perante o ataque cívico, e político, a Fernanda Câncio feito por Rui Rocha a partir da tribuna do Parlamento. Sendo justo com o director do DN, ignoro se o editorial em causa foi uma iniciativa sua ou se resultou da pressão de alguém, acima ou abaixo do seu estatuto e responsabilidades. Mas esse aspecto é irrelevante face ao que mais importa.
A relação de Fernanda Câncio com a Operação Marquês é cristalina: não foi acusada, não foi arguida, não foi suspeita, foi testemunha. Isto no plano cívico. No plano político, continuou a ser o que já era antes, um alvo da direita e da indústria da calúnia, perseguição que atingiu o paroxismo de se fazerem capas e conteúdos no esgoto a céu aberto com mentiras canalhas e gravíssimas – gravidade aumentada nas potenciais consequências por causa da sua profissão como jornalista. Daqui vieram indemnizações já transitadas em bancário, mas não há dinheiro que pague, sequer atenue, os danos causados pelos assassinatos de carácter e atentados à honra vindos de partidos políticos e órgãos de comunicação social com alcance mediático nacional. Jornalistas da Cofina chegaram a requerer ao Ministério Público que fosse constituída arguida. Quem o fez e faz sabe o que fez e faz: usar a violência máxima que conseguirem atingir para infligir sofrimentos que levem o alvo a fugir ou calar-se, destruindo a sua reputação e o mais que der para apanhar no ódio rapace, seja património, subsistência e/ou saúde.
Foi esta a escolha de Rui Rocha no dia 2 de Junho na Assembleia da República. Quem for ao Canal Parlamento poderá constatar que o registo é de escárnio e deboche alarve por parte dos deputados dos partidos da direita a assistir ao número. O bacano instituiu que, para si, a Operação Marquês não é um processo judicial, onde à Justiça cumpre estabelecer a verdade dos factos. Ele está-se a marimbar para isso porque a Operação Marquês, como processo político contra o PS, desde 2014 que se oferece como arma de arremesso. Liberto dos constrangimentos da cidadania, da moral, da ética e da decência, Rui Rocha sente-se muito à-vontade para se colocar por baixo do Presidente da Assembleia da República e usar uma mera cidadã já socialmente acossada como sistemático alvo de violência política. Não adianta apontar para a contradição de o fazer como representante de um partido supostamente defensor dos ideais e valores liberais. Há é que não deixar escapar que o faz perante a cumplicidade de todos – todos – os deputados presentes nessa sessão.
Felipe Alves respondeu-lhe passados três dias. Três dias, então, em que teve tempo para pensar no que ia deixar inscrito na história do jornal que dirige acerca do episódio. Que foi isto:
– Uma repetição do discurso de criminalização do PS que Rui Rocha tinha feito. Indo mais longe do que a pulhice original, estendeu as calúnias a todos os cidadãos que tenham assumido responsabilidades no Estado como socialistas.
– Uma exploração das buscas na sede do PS para fragilizar José Luís Carneiro.
– Uma assunção implícita (explícita?) da existência da tal “síndrome de Fernanda Câncio”.
– Uma desvalorização, que na economia da prosa corresponde a um achincalho, de Fernanda Câncio como jornalista e profissional.
Este fulano é uma fraca e banal figura, nada do que diga merece gasto neuronal para ser conservado. Mas eis que ele mostra justificar o dinheiro que Marco Galinha lhe dá, outrora fogoso apoiante de Sócrates e por estes dias um admirador de Trump. A entrada de César do Paço como accionista da Global Media, o que corresponde a colocar o DN no papo do Ventura, igualmente terá sido uma inspiração para o exercício de caça ao PS. O novo director-geral editorial da Global Media, portanto, mostrou ter talento para permanecer longos anos no cargo. Assim continue a haver quem lhe pague o serviço.
10 Junho 2026 às 19:00 por Valupi
Do blogue Aspirina B
quarta-feira, 10 de junho de 2026
A Europa está a caminhar sorridente para o mesmo buraco que jurou nunca mais repetir:
UE: novidades do hospício de Bruxelas:
(BPartisans, In Fórum da Escolha, in Facebook, 09/06/2026, Revisão da Estátua)

Em Bruxelas, o fracasso não existe. Simplesmente perpetua-se por meio de uma votação qualificada por maioria. A União Europeia acaba de aprovar o seu 21º pacote de sanções contra a Rússia. Vinte e um. Um feito notável: poucas políticas públicas conseguem falhar vinte vezes seguidas e ainda assim serem apresentadas como um sucesso estrondoso.
A lógica é irrefutável. Se os primeiros vinte pacotes não causaram o colapso previsto da economia russa, então o vigésimo primeiro será certamente o responsável. Afinal, quando um martelo se recusa a apertar um parafuso, basta bater com mais força. Em Bruxelas, isto chama-se estratégia.
A tecnocracia europeia tornou-se uma religião cujo dogma é simples: pensar é perigoso, regular é a salvação. Ninguém questiona se o método funciona; tudo o que fazemos é acrescentar anexos, isenções, listas negras e comunicados de imprensa triunfantes. Os comunicados de imprensa, porém, nunca vivenciaram uma recessão.
Enquanto isso, a Europa real observa o espetáculo com um misto de cansaço e ansiedade. A sua indústria está a perder competitividade, o encerramento de fábricas multiplica-se, os postos de trabalho desaparecem, o custo da energia afectou sectores inteiros e as famílias vêem o seu poder de compra deteriorar-se. Mas podem ter a certeza: Bruxelas já encontrou o culpado. Sempre o mesmo. E, acima de tudo, a mesma solução: um vigésimo segundo pacote está provavelmente já em curso.
O mais fascinante é esta capacidade de ignorar o princípio mais básico da lógica: quando uma política não produz os resultados esperados ao fim de quatro anos, talvez seja altura de a reavaliar. Mas não. Nos corredores da Comissão, admitir um erro provocaria provavelmente um apagão administrativo.
A prioridade absoluta continua, portanto, a ser a Ucrânia, que continua a absorver dezenas de milhares de milhões de euros de ajuda ocidental. As instituições europeias apresentam este financiamento como um investimento estratégico para a segurança do continente. Os contribuintes, por sua vez, são simplesmente solicitados a pagar, a permanecer em silêncio e a aceitar como verdade absoluta que tudo está perfeitamente controlado. Quanto ao destino preciso de cada bilião e à eficácia real deste afluxo de dinheiro, o debate é muitas vezes substituído por uma discussão moral: questionar é considerado quase suspeito.
A União Europeia assemelha-se agora a um jogador de casino que perdeu vinte apostas consecutivas, mas exige outro empréstimo, explicando que “desta vez, a roleta vai girar”. Isto já não é diplomacia, nem sequer estratégia: é superstição administrativa.
Talvez o problema já não seja a Rússia. O problema é esta burocracia, convencida de que a realidade um dia se alinhará com os seus comunicados de imprensa. E se isso não acontecer, haverá sempre um 22º pacote, depois um 23º, depois um 24º. Em Bruxelas, o absurdo não é um acidente do processo: tornou-se um método de governo.
Do blogue Estátua de Sal
Ai são, são:
Sou fã de Rogério Alves, daí ter como especialmente significativo os 14 minutos da sua intervenção a respeito da entrevista de Ivo Rosa à TVI. Eis o que todos podem conferir:
– A jornalista abre com “O juiz tem razão nestas queixas que apresenta contra o Ministério Público, nomeadamente quando diz que estamos aqui perante um atentado ao Estado de direito? Ou há um exagero do juiz Ivo Rosa?“
– Rogério Alves começa por alinhar com a proposta de desvalorização das declarações de Ivo Rosa, com “Pode haver algum exagero de linguagem, mas no essencial este juiz tem razão.”
– A meio das suas declarações, Rogério Alves verbalizou com intensidade indignada “Ora, um juiz de direito ser assim atacado é um ataque directo a um dos fundamentos essenciais do dito Estado de direito, que é a independência dos juízes.”
Moral da história? Não havia exagero de linguagem algum por parte do juiz, como o comentador deixou enfaticamente registado. O exagero veio da jornalista, ao se colocar como veículo de um novo ataque ao juiz. Agora, tentando diminuir a credibilidade da denúncia contra o Ministério Público.
O mais importante veio a seguir, em declarações escandalosas do Rogério:
(i) “O problema é que, para essas duas pessoas (Seguro e Aguiar-Branco) alinharem com esta tese do juiz Ivo Rosa, é danoso em termos de popularidade.”
(ii) “Este assunto está morto, este assunto morreu!”
(iii) “Isto acontecer assim não é culpa do Ministério Público, isso é a técnica de investigação. O isto acontecer assim é culpa do poder legislativo.“
O que ele está assim a validar é a impunidade dos criminosos do Ministério Público que perseguiram, espiaram, devassaram e caluniaram Ivo Rosa. Consagra a tese de serem um Estado dentro do Estado e, na prática, o verdadeiro soberano.
Ainda mais triste, e trágico, é o argumento de que o Presidente da República e o Presidente da Assembleia da República permanecerão cúmplices de criminosos para não perderem “popularidade”.
Finalmente, reduzir o ataque a Ivo Rosa à figura da “técnica de investigação” fica como um monumento ao cinismo. Não há problema algum com as técnicas de investigação havendo suspeitas legítimas de actividades ilegais. O problema está no embuste montado para destruir a legitimidade de um juiz que se recusou a ser cúmplice num julgamento político.
Não acredito que a jornalista e Rogério Alves se concebam como cúmplices dos criminosos do Ministério Público, obviamente. Mas que o são, são.
9 Junho 2026 às 21:07 por Valupi
Do blogue Aspirina B

