Coisas que Podem Acontecer:
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Ventos Semeados: Os Deploráveis e o Espelho II. O Paradoxo do Voto
Para que serviu a Guerra no Irão?

Aparentemente, o conflito no Irão terá chegado ao fim. E chega ao fim sem que qualquer objectivo enunciado por Trump no final de Fevereiro, quando ordenou o ataque contra o regime teocrático, tenha sido alcançado.
Contas feitas, os EUA não derrubaram o regime, não vergaram militarmente o Irão, não destruíram os proxies e, em bom rigor, não mudaram nem obliteraram coisa nenhuma. O único efeito prático da intervenção americana ordenada por Telavive foi a oferta, numa bandeja dourada, de uma nova e poderosa arma à Guarda Revolucionária Iraniana, que é quem, de facto, governa o país: o Estreito de Ormuz. Mais eficaz e fácil de usar que a hipotética arma nuclear que o Irão nunca teve nem estava perto de ter.
O regime americano sai deste conflito em pior posição no Médio Oriente. Aliados desconfiados e com elevados prejuízos, capacidade de produção e exportação de petróleo e gás altamente condicionada, portagens no Estreito de Ormuz e o stock de antiaéreas em mínimos históricos. Até os Patriot estacionados na Coreia do Sul foram transferidos para a região.
Já os oligarcas do trumpismo ganharam imenso dinheiro. Trump, os seus filhos, o seu genro, os techbros, os fundamentalistas evangélicos e os cryptomafiosos saem disto com os bolsos cheios. Os restantes – onde eu e o caro leitor nos incluímos – ficaram mais pobres.
30/06/2026 by João Mendes
Do blogue Aventar
Carlos Branco: “A Europa está mais perto da confrontação com a Rússia do que da solução política”:
(Major-General Carlos Branco, entrevista em Diário de Notícias, 28/06/2026)

A China e as operações de paz:
(Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 30/06/2026)

A política externa chinesa combina o multilateralismo com a ação bilateral, especialmente em África, onde se concentra uma parte significativa dos seus interesses económicos e de segurança.
Do blogue Estátua de Sal
