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quinta-feira, 2 de julho de 2026

PARECE QUE OS ALEMÃES COMEÇAM A ACORDAR.... A UCRÂNIA FOI DESIGNADA COMO RESPONSÁVEL PELA DESTRUIÇÃO DO GASODUTO NORD STREAM A MANDO DOS EUA...:

O Ministério Público Federal da Alemanha apresentou acusações contra o ucraniano Serhii K., atualmente detido em Hamburgo, que pertence a uma unidade de forças especiais militares, no caso da destruição do gasoduto Nord Stream.

É acusado de ser o líder da equipa que destruiu o gasoduto Nord Stream a partir do veleiro Andromeda.
De acordo com informações obtidas pela ARD, SZ e Die Zeit, as provas contra K. seriam esmagadoras (o cidadão ucraniano terá falado sobre os ataques telefónicos com familiares e conhecidos enquanto estava sob custódia). Os investigadores terão ainda encontrado elementos no seu telemóvel que indicam o seu envolvimento no ataque, segundo fontes de segurança.
De acordo com o Tribunal Federal de Justiça (BGH) em dezembro, K. era, à data dos acontecimentos, "membro de uma unidade de forças especiais militares das forças armadas ucranianas, com a patente de oficial – ou seja, com responsabilidades de comando".
A decisão do Tribunal Federal de Justiça (BGH) refere ainda que o ato foi muito provavelmente cometido "em nome de um Estado estrangeiro", no âmbito de uma operação de inteligência. Segundo a decisão, as autoridades estatais de Kiev foram responsabilizadas. O mentor do ataque seria o ex-oficial dos serviços de informação ucranianos Roman Chervinsky, que nega as acusações.
A equipa ucraniana, composta por vários mergulhadores civis, terá colocado bombas artesanais no fundo do Mar Báltico há quase quatro anos. A 26 de setembro de 2022, os explosivos detonaram com atraso, destruindo três dos quatro gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2.

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O Ministério Público e a democracia:

(Carlos Esperança, in Facebook, 30/06/2026, Revisão da Estátua)

Há 47 dias, 14 de maio, o juiz Ivo Rosa enviou uma carta de 42 páginas ao PR, PGR e Provedor de Justiça com acusações que, a provarem-se, mostram a subversão do Estado de Direito. O juiz acusa, sem subterfúgios, que foi perseguido, difamado e constrangido, por retaliação às suas decisões judiciais. E refere nomes!

Ser alvo de oito inquéritos-crime, escutado ao longo de vários anos, vigiado e devassado na vida pessoal e com contas bancárias esmiuçadas, sem se confirmar um único indício delituoso, revela que a perseguição não resultou de um combate contra o crime, mas da atitude deliberada de perseguir o visado, como a Pide fazia na ditadura.

É difícil imaginar que tão grosseiro ataque ao Estado de Direito fosse levado a cabo sem o desatino da PGR Lucília Gago, o zelo de procuradores e a cumplicidade dos juízes de instrução que permitiram e prorrogaram sucessivamente as escutas e a perseguição.

Como é possível que, sob tutela do atual PGR, que Montenegro foi buscar à reforma, se tentasse arquivar os inquéritos, negando o acesso ao juiz Ivo Rosa, enquanto o principal suspeito da perseguição, o juiz Carlos Alexandre, foi contemplado pelo Governo com um cargo, que lhe satisfaz o ego, no Ministério da Saúde?

O desrespeito pelo Estado de Direito foi recentemente manifestado pelo juiz Alexandre, que assumiu preferências, criticou políticos do PS, António Costa incluído, sendo até sarcástico com António José Seguro, por continuar a viver nas Caldas da Rainha. Que atrevimento!

Do presidente da AR, de quem não se espera grande coisa, sabe-se que enviou a carta de Ivo Rosa à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, ou seja, para morrer aí. E do PR, o principal responsável pela defesa da CRP e do Estado de Direito, ignora-se qualquer decisão ou, sequer, a exigência de satisfações ao PGR!

António José Seguro não tem a perfídia nem o ativismo partidário que caracterizaram o anterior PR. Por isso se lhe exige, na magistratura presidencial, a assepsia que não podia esperar-se do irrequieto Marcelo.

Não há guerras, terramotos ou vicissitudes da Seleção Nacional de Futebol que possam adiar uma tomada de posição pública do PR, para esclarecer as perseguições ao juiz Ivo Rosa, não só por ele, na defesa do Estado de Direito, ferido pelo poder discricionário de alguns Procuradores e dos seus cúmplices.

Finalmente, torna-se suspeito o silêncio da exótica Associação Sindical de Juízes (ASJ), tantas vezes injusta e desmesuradamente ruidosa, agora alheia à perseguição a um juiz e à defesa das decisões judiciais sem coações, ultrajes que configuram um réquiem pela democracia e a morte do Estado de Direito.

A democracia confiou a António José Seguro o seu seguro de vida. Não pode ser traída.

Do blogue Estátua de Sal 

MÓNACO: QUANDO A GUERRA NA UCRÂNIA BATE Á PORTA DA EUROPA....:

"Durante quatro anos, os líderes europeus venderam aos cidadãos um conto de fadas reconfortante: a guerra ficaria no Leste, as consequências ficariam no Leste e os riscos ficariam no Leste. A Europa financiaria o conflito, a Ucrânia lutaria e todos regressariam a casa com a satisfação de um trabalho bem feito.

Então, o Mónaco foi bruscamente despertado pelo som de uma bomba enviada por correio.
O ataque contra o empresário ucraniano Vadym Ermolaev é um acontecimento sem precedentes para o Principado. As autoridades monegascas descrevem o sucedido como uma tentativa de assassinato cuidadosamente planeada, e a investigação centra-se agora numa pista ucraniana. Segundo vários órgãos de comunicação social, os investigadores estão a examinar, em particular, a possibilidade de envolvimento dos serviços de segurança ucranianos, embora nenhuma atribuição oficial tenha sido anunciada até ao momento.
Se esta hipótese se confirmar, a questão tornar-se-á explosiva.
O que restaria da narrativa de que a Ucrânia é meramente uma beneficiária passiva da protecção europeia? Pois, se as rivalidades político-criminais ou as operações clandestinas começarem a transbordar para o coração dos Estados europeus, toda a doutrina de segurança de Bruxelas entraria em colapso.
Desde o início do conflito que a Europol e várias agências de informação europeias têm vindo a alertar para os riscos associados à circulação de armas, às redes criminosas transnacionais e às consequências a longo prazo de uma guerra de alta intensidade. No entanto, todos os alertas foram abafados por uma avalanche de slogans: “solidariedade”, “valores europeus”, “apoio inabalável”.
Enquanto isso, os biliões continuam a fluir. A União Europeia prepara-se para mobilizar quase 90 mil milhões de euros em financiamento adicional para apoiar a Ucrânia, enquanto Kiev estima já que as suas necessidades serão ainda maiores nos próximos anos. Os contribuintes europeus, por seu lado, estão a descobrir que os controlos são ilimitados, mas os seus orçamentos nacionais nunca o são.
A maior ironia reside noutro ponto.
Os governos europeus afirmavam estar a financiar a segurança do continente. Hoje, estão a descobrir que as consequências desta guerra podem atravessar fronteiras sob a forma de ataques direcionados, atos de vingança ou operações clandestinas.
Durante anos, qualquer voz que clamasse por cautela era imediatamente acusada de "fazer o jogo de Moscovo". De agora em diante, já não serão os críticos que precisarão de ser silenciados, mas sim as explosões.
A história pode, por vezes, ser terrivelmente cínica: pensávamos que estávamos a comprar a paz com dezenas de milhares de milhões de euros. Estamos a descobrir que, por vezes, é tão fácil importar a guerra."
(B.Partisans)

IMAGENS DO ATAQUE A KIEV DESTA MADRUGADA:

A Rússia lançou durante a madrugada um ataque massivo com mísseis e drones contra Kiev, capital da Ucrânia. Explosões iluminaram o céu noturno enquanto as defesas aéreas intercetavam os projéteis, atingindo edifícios residenciais, hotéis e outras áreas civis por toda a cidade.

O ataque causou o colapso parcial de edifícios de apartamentos, provocou múltiplos incêndios. As imagens captam explosões, interceções de mísseis, fumo denso a subir sobre Kiev e bombeiros a combater as chamas enquanto o amanhecer surgia sobre a cidade. Algumas das vitimas civis - como é habitual - foram provocadas pelos sistemas de defesa área.
O Ministério da Defesa russo confirmou que o alvo eram as infraestruturas militares e energéticas em Kiev e arredores, descrevendo o ataque como uma retaliação aos recentes ataques ucranianos em território russo. As autoridades ucranianas disseram que dezenas de locais na capital sofreram danos num dos ataques mais mortíferos das últimas semanas.

O AVISO ESTAVA FEITO:

Durante meses, multiplicaram-se os sinais de que a guerra na Ucrânia estava a entrar numa nova fase. Os ataques de longa distância contra alvos na Crimeia, em território controlado pela Rússia desde 2014, e mesmo contra infraestruturas energéticas em regiões próximas de Moscovo, representaram uma escalada evidente. A questão nunca foi se haveria resposta. A questão era apenas quando e com que intensidade.

Qualquer processo sério de paz exige, antes de mais, que cada uma das partes reconheça os limites das suas capacidades militares. A história demonstra que as guerras terminam quando os adversários compreendem que os objetivos políticos deixaram de ser alcançáveis pela via das armas. Enquanto essa perceção não existir, o conflito tende apenas a agravar-se.
É igualmente difícil ignorar que a Ucrânia só conseguiu manter o esforço de guerra graças ao apoio financeiro, militar e logístico dos seus aliados ocidentais, em particular dos países europeus e dos Estados Unidos. Sem esse apoio, a capacidade de resistência de Kiev teria sido muito menor. Essa é uma constatação reconhecida por responsáveis ucranianos e pelos próprios governos que fornecem armamento.
Ao mesmo tempo, tornam-se cada vez mais visíveis as dificuldades da Ucrânia em matéria de recursos humanos. A mobilização enfrenta crescente resistência social, sucedem-se relatos de evasão ao recrutamento e de cidadãos que procuram evitar o serviço militar. Independentemente da leitura política que se faça destes factos, eles mostram o desgaste provocado por mais de quatro anos de guerra.
É neste contexto que a estratégia de intensificar ataques em profundidade no território controlado pela Rússia é um erro estratégico de Kiev. A imagem é simples: quem decide provocar um urso no interior do seu próprio reduto deve estar preparado para a força da resposta. A Rússia continua a possuir uma capacidade militar significativamente superior em meios de longo alcance e tem demonstrado repetidamente que está disposta a utilizá-los em larga escala. O preço dessas respostas recai, inevitavelmente, sobre a população civil ucraniana.
O ataque desta noite parece ilustrar essa realidade. As autoridades de Kiev tinham advertido para a possibilidade de uma ofensiva de grande dimensão, resultado das informações recolhidas pelos seus serviços de inteligência e pelos aliados. Na guerra moderna, as movimentações de grandes meios militares são cada vez mais difíceis de ocultar. Satélites de observação, vigilância eletrónica e outras capacidades de inteligência permitem detetar preparativos com antecedência razoável. Conhecer, porém, não significa conseguir impedir.
A questão que importa colocar é outra: se era previsível que uma determinada escalada provocaria uma resposta igualmente ou ainda mais intensa, terá sido prudente continuar a elevar o nível da confrontação? A resposta pertence aos decisores políticos e militares, mas os resultados estão hoje à vista.
Não pode excluir-se que esta vaga de ataques constitua apenas uma fase de uma campanha mais prolongada. A Rússia tem aumentado a sua capacidade de produção de drones e mísseis, e vários analistas admitem que Moscovo possa manter uma pressão elevada durante semanas. Não significa que exista confirmação de novos ataques iminentes, mas demonstra que a capacidade para continuar esta estratégia permanece significativa.
É talvez chegado o momento de Kiev reavaliar a lógica da escalada. A retórica de "levar a guerra até Moscovo" pode satisfazer objetivos políticos e simbólicos, mas encerra também o risco de desencadear respostas cuja principal vítima acaba por ser a própria população ucraniana. A paz dificilmente nascerá de sucessivas demonstrações de força; nascerá, quando nascer, do reconhecimento dos limites de cada um dos beligerantes.
O aviso estava feito. A questão é saber se alguém quis realmente escutá-lo.
Bom dia!
Informações de IA
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