Rádio Freamunde

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terça-feira, 21 de julho de 2026

Testemunho do passado recente e do Mundial que, enfim, acaba:

Depois de umas semanas de ausência, estreio-me enfim na nova casa do Delito, já inaugurada no dia de S. João. Como compreenderão, para um portuense é difícil arranjar tempo logo a seguir à grande festa da cidade (e não me lembro de ver tantos balões como este ano, numa noite cálida que acabou com névoa), ao festival Babbel, em que tive a oportunidade de ver o Best of musical do Porto (GNR, Abrunhosa e Veloso) e de avistar os srs. Julian Barnes e Lazlo Krasznahorkai, e outras coisas mais.

O mundial também me entreteve, em parte. Teve jogos memoráveis, com o, mesmo a acabar, insano França-Inglaterra, algumas boas surpresas vindas de África, com Cabo Verde à cabeça, e jogadores com um númerod e golos marcados como há muito não se via. E também desilusões. Portugal inclui-se nelas, mas piores ficaram alguns dos maiores detentores da prova, como o Brasil, Alemanha, Uruguai (quando nem se deu por ele) e a Itália nem conseguiu lá chegar. Em conjunto, perfazem quize vitórias em Mundiais. O estatuto, felizmente, não chega para ganhar.

Não esperava a vitória de Espanha, é certo, iludido com a entrada em falso. Alguns avisaram sabiamente que também em 2010 tinham entrado a perder com a Suíça. A verdade é que só nos dois jogos finais é que mostraram toda a sua qualidade. Nalguns jogos tiveram bastante sorte, por conta de lesões de adversários importantes: aconteceu com Portugal, com a lesão de Nuno Mendes, o melhor jogador das Quinas, ou Courtois, da Bélgica. Mas contra a França dominaram completamente aquela que era a grande favorita à vitória final e o seu diabólico tridente ofensivo. E ontem, contra uma Argentina brigona e provocatória (estou a ser simpático), não se deixaram cair na esparrela e não deixaram Messi e Cia pôr pé em ramo verde. Só a Espanha jogou e procurou a vitória, excepto nos minutos finais do prolongamento. Mereceram o título por estes dois jogos, E atenção que daqui a 4 anos o Mundial é aqui. Aqui na Península e um pouco para lá das Colunas de Hércules, pelo que à partida temos favorito.

Um aspecto importante da vitória de Espanha é ter sido uma equipa europeia a ganhar. Este Mundial teve alguns jogos trepidantes, mas as “americanices”, trazendo conceitos mais próprios da superbowl e do basebol, foram mais que muitas, e viu-se na final com uma espécie de stewards ridículos ao microfone, um intervalo com música que por pouco não durava meia hora e claro, as famigeradas “pausas para hidratação”, um truque publicitário que parece que veio para ficar (também em jogos sem transmissão televisiva?).
E depois as condicionantes políticas, que impediram um árbitro somali de entrar em território americano e exercer a sua tarefa (e perante a indignação africana a UEFA, sagazmente, convidou-o para arbitrar a Supertaça), a selecção iraniana de pernoitar sequer nos EUA, obrigando-a a ir a correr para o México depois de cada jogo, os milhares de adeptos que não puderam entrar – Capdevilla, campeão em 2010, por pouco era impedido de ir à final apenas por ter estado no Irão há dez anos – e até aquela revoltante retirada do cartão vermelho a Balogun, felizmente sem consequências desportivas. Os jogos olímpicos da Antiguidade eram uma trégua sagrada entre as cidades que neles entravam, muitas vezes inimigas. Se um país tem problemas com outro e condiciona os seus nacionais, então que não organize eventos desta envergadura. Até porque estas condicionantes acabam por ter efeitos nas equipas, inquinando os resultados e a classificação. Claro que nada disto afecta o lambe-botas Infantino, que, curvando-se perante Trump, disse que este Mundial tinha sido “o maior evento humano, social e cultural que a Humanidade já testemunhou”. Pobre humanidade.

E uma curiosidade histórica: ao mesmo tempo que La Roja triunfava nos relvados do MetLife Stadium, passavam noventa anos do “Alzamiento” e do início da terrível Guerra Civil. O contraste não podia ser maior: em 19 de Julho de 1936, a guerra, a divisão, o Pais Basco e a Catalunha, entre outros, contra a outra metade. Em 2026, é o contrário: a selecção, com grande número de bascos e catalães, uniu o país.

PS: e já que Espanha está eufórica, podíamos aproveitar enquanto estão tão bem dispostos para lhes pedirmos Olivença de novo. Qualquer coisa como “vá lá, vocês ganharam o Mundial, são os maiores. Dêm-nos só de volta aquele pequeno município da Extremadura. E pode ser para a semana, para eles também festejarem enquanto ainda pertencem a Espanha”.
Não custa tentar. Paulo Rangel que prepare o choradinho

João Pedro Pimenta,

Do blogue Delito de Opinão

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Ventos Semeados: Nem Hino, Nem Bandeira

Ventos Semeados: Nem Hino, Nem Bandeira:   Fechou o Mundial e, por mero acaso, só vi os minutos finais do Portugal-Croácia. Não foi protesto encenado nem sacrifício — foi indiferenç...

Pureza diz que Fernando Alexandre está em "desnorte absoluto" sobre caos nos exames:

 

José Manuel Pureza aponta o dedo ao "desmantelamento do Ministério da Educação" operado pelo Governo e sublinha a incapacidade de cumprir com rigor as funções de governação, com o ministro a anunciar sucessivos calendários "à vigésima quinta hora", sem nunca garantir a estabilidade que famílias, estudantes, professores e escolas reclamam.

Política

«Venceu o futebol»:

Não fixei onde li este comentário, no caudal de artigos sobre a final do Campeonato do Mundo que devorei de manhã, bem cedo, mas é notável pela síntese certeira: «Venceu o futebol».

Assim aconteceu, para bem da modalidade. Espanha foi uma selecção compacta, organizada, praticante de um futebol fluido e ofensivo, de olhos na baliza adversária. Os argentinos, pelo contrário, pareciam ter mais vontade de praticar kickboxing. Interessados nas canelas dos adversários e alheados das redes espanholas. Distribuíram sarrafada desde o primeiro minuto e viram um árbitro muito benévolo perdoar-lhes em larga medida o jogo violento.

A chamada «identidade alviceleste», que tem Enzo Fernández e Otamendi como dois expoentes, deriva em grande parte disto. E não se recomenda.

Lionel Messi esteve alheado da partida, vendo os colegas distribuir fruta enquanto percorria a passo fatigado o péssimo relvado do estádio de Nova Jérsia, sem condições adequadas para a prática do futebol de alto nível. Os 27 minutos de intervalo pontuado por show musical, muito à americana, danificaram-no mais ainda.

Tão elogiado em Portugal, sobretudo por aqueles que adoram denegrir Cristiano Ronaldo, o veterano avançado do Inter Miami saiu desta final sem cumprir um só objectivo.

Não se sagrou bicampeão mundial, não foi o melhor marcador do torneio (Mbappé superou-o marcando dez) nem é o rei dos artilheiros em campeonatos do mundo (Mbappé, aos 27 anos, j´a lidera a lista, com 22). Não fez sequer um remate `à baliza neste embate decisivo.

Foi, de resto, a primeira vez que uma selecção disputou a final de um campeonato do mundo sem um remate enquadrado em toda a partida (12 para os espanhóis) e zero tentativas de golo ao minuto 90 (a Espanha teve 20).

Superioridade, muito duvidosa, só em cartões: quatro amarelos e dois vermelhos. Com Espanha em branco neste capítulo.

Os idiotas que desataram aos urros contra Cristiano Ronaldo após o embate ibérico, com a eliminação da selecção lusa no tempo extra, certamente já terão percebido que essa derrota, aliás pela margem mínima, se inscreve na ordem natural das coisas: nuestros hermanos apresentaram a melhor selecção no torneio da América do Norte, confirmando os pergaminhos que a levaram há dois anos a sagrar-se campeã da Europa. Tão simples como isto.

Apoiei Espanha nesta final – porque do outro lado estava a Argentina e no seu onze titular figurava Pedro Porro, que em 2021 se sagrou campeão nacional pelo Sporting, onde consolidou um bem-sucedido trajecto como futebolista profissional. Não esqueço as suas palavras logo após o recente Portugal-Espanha quando aproveitou para enviar um abraço a todos os sportinguistas.

Venceram com mérito. Rodri, melhor médio defensivo do futebol contemporâneo e Bola de Ouro 2024, foi justamente eleito figura-chave do Mundial. Unai Simón, com apenas um golo sofrido em oito jogos, destacou-se sem surpresa como melhor guarda-redes. Titular indiscutível da selecção aos 19 anos, o catalão Pau Cubarsí mereceu a designação como melhor futebolista jovem: foi ele quem anulou Messi na final de ontem. Sem margem para dúvidas.

Sim, venceu o futebol.

Pedro Correia,  

Do blogue Delito de Opinião

REFLEXÃO - QUANDO UMA VITÓRIA É LEAL E SEM FAVORES:

Há vitórias que se conquistam pela superioridade técnica. Outras, pela resistência física. E há aquelas que ficam na memória porque parecem representar uma ideia simples, mas poderosa: quando o melhor vence sem depender de favores, a própria competição sai reforçada.
A Espanha conquistou este Campeonato do Mundo demonstrando exatamente isso. Foi uma equipa que soube sofrer, que nunca desistiu da sua identidade futebolística e que encontrou, nos momentos decisivos, a capacidade para resolver os jogos através da qualidade coletiva.
Portugal sabe bem quão difícil foi esse percurso. A seleção portuguesa caiu perante os espanhóis depois de um jogo extremamente equilibrado, em que pequenos detalhes fizeram toda a diferença. É legítimo pensar que, com opções diferentes do selecionador em determinados momentos da partida, Portugal poderia perfeitamente ter sido o finalista e até discutir o título. Não seria um cenário fantasioso; seria apenas uma das muitas possibilidades que um jogo tão equilibrado permitia.
Já a Argentina chegou à final rodeada por uma expectativa enorme. Ao longo da competição não faltaram vozes críticas relativamente a algumas decisões de arbitragem que, para muitos observadores, acabaram por lhe ser favoráveis. Naturalmente, essas leituras pertencem ao campo da opinião e continuarão a dividir adeptos. Isso não retira mérito ao talento de jogadores experientes que continuam a fazer parte da história do futebol mundial. Mas também é verdade que, na final, a seleção argentina esteve muito longe da intensidade competitiva que tantos esperavam.
Faltou irreverência. Faltou capacidade de reação. Faltou aquela personalidade que tantas vezes caracterizou o futebol argentino. Em vez de uma equipa disposta a discutir cada lance até ao limite, viu-se um conjunto demasiado resignado perante uma Espanha que controlou emocionalmente quase todo o encontro. Talvez por isso esta vitória espanhola tenha um significado que ultrapassa o próprio futebol. Porque transmite a ideia de que, apesar de todas as pressões externas, continua a ser possível vencer apenas pelo mérito.
Curiosamente, esta imagem pode servir de metáfora para aquilo que tem acontecido nos últimos meses na política internacional.
As divergências entre Washington e Madrid tornaram-se mais visíveis depois de o Governo espanhol ter assumido posições próprias em vários dossiês internacionais. Entre eles, destacou-se a recusa de participar em iniciativas militares relacionadas com o conflito envolvendo o Irão, opção que gerou fortes críticas por parte de Trump e declarações duras dirigidas ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.
Ao mesmo tempo, Espanha tem sido um dos países europeus que mais consistentemente tem defendido um cessar-fogo em Gaza, o reconhecimento do Estado da Palestina e uma maior proteção da população palestiniana. Não se pode negar que Madrid tem mantido uma posição coerente na defesa da aplicação do direito internacional humanitário e da proteção dos civis. Essa postura transformou Espanha, para muitos, numa das vozes europeias mais firmes na denúncia do sofrimento vivido pela população palestiniana. Espanha está claramente pela defesa da dignidade humana que deve prevalecer sobre qualquer alinhamento político automático.
Também por isso, a vitória espanhola parece transportar um simbolismo que vai além das quatro linhas. É como se dissesse que nem sempre vence quem exerce maior pressão política, económica ou mediática. Por vezes vence quem simplesmente faz melhor o seu trabalho.
É igualmente uma oportunidade para Trump refletir sobre alguns aspetos da organização deste Campeonato do Mundo - que quis claramente que fosse um marketing turístico aos Estados Unidos. Desde os preços elevados dos bilhetes até às críticas dirigidas a algumas regras e procedimentos adotados durante a competição, houve quem considerasse que determinadas decisões favoreceram excessivamente os interesses do país anfitrião e da sua seleção. O futebol ganha prestígio quando todos entram em campo convencidos de que apenas o desempenho decide o resultado.
A Espanha conquistou o troféu precisamente porque deixou essa imagem: a de uma equipa que venceu sem necessitar de privilégios, de atalhos ou de proteção. E quando isso acontece, quem realmente levanta a taça não é apenas uma seleção.
É o próprio espírito do desporto.

João Gomes 

O BANHO DE MULTIDÃO... DOS OUTROS:


Antigamente, quando uma equipa ganhava o Campeonato do Mundo, a cerimónia era simples: os jogadores recebiam a taça, levantavam-na ao céu, festejavam com os companheiros e deixavam gravado para sempre aquele momento na história do futebol. Agora, parece que já não basta.

À volta da Taça multiplicam-se presidentes, primeiros-ministros, dirigentes, convidados especiais e toda uma galeria de personalidades que, por momentos, parecem disputar um campeonato paralelo: o de aparecer na fotografia.

A festa, que deveria pertencer exclusivamente aos campeões, transforma-se num autêntico "banho de multidão" para quem nunca deu um pontapé na bola, nunca correu noventa minutos nem sofreu um carrinho em campo. Mas lá estão eles, sorridentes, cumprimentando jogadores, acenando para as bancadas e procurando um lugar privilegiado ao lado do troféu. Até parece que foram eles que marcaram o golo da vitória.

O futebol continua a ser dos jogadores. A taça continua a ser conquistada por quem sua dentro das quatro linhas. Mas há quem não resista à tentação de aproveitar o brilho dourado do troféu para iluminar também a sua imagem. Se isto continua assim, qualquer dia o capitão da equipa terá de pedir licença para levantar a Taça... porque a fila das fotografias protocolares ainda não terminou.

Felizmente, há uma coisa que nem o melhor enquadramento das câmaras consegue alterar: os campeões continuam a ser aqueles que venceram dentro do campo. Os restantes... apenas aproveitaram o momento para tomar um rápido banho de popularidade.

João Gomes

O buraco que se afunda, a indecência, a lama a mentira:

A pergunta necessária - como um Ministro que está morto de um Governo morto continuam ambos em funções?
Nota: esta amostra é apenas de casos reportados a um grupo de professores num único dia de um diminuto número de pedidos de revisão. Extrapolando pode-se perguntar se alguma prova terá uma nota verdadeira.
19/07, 23:30...
CASOS REPORTADOS POR ALUNOS e PAIS/EE:
"Acabo de receber, por e-mail, as provas em pdf de Português e História A. Fiquei incrédula!! As provas recebidas são de outro aluno. Recebi a versão 2 de Português, quando fiz a versão 1. Recebi a versão 1 de História A, quando fiz a versão 2."
""Recebi a classificação do exame de Matemática A e quando recebi a prova, faltavam as duas folhas de continuação (das quatro aparecem digitalizadas duas em branco)."
4 casos no exame de Matemática B item 6.2 1
"AE Alcanena - vi esta tarde o exame de Matemática B de uma aluna que respondeu corretamente D no item 6.2.1 e teve 0.
""Tenho um aluno do Portto que teve zero pontos na 6.2.1 e que assinalou corretamente a opção.D."
"Eu vi um exame de Gaia cotado com 0 na 6.2.1 cuja resposta está certa/opção D"
"Já vi um exame de uma aluna do Porto e respondeu D na 6.2.1 e obteve 14 na cotação. Portanto o erro não será a nível nacional."
"O meu filho é aluno da Escola Secundária João Gonçalves Zarco, em Matosinhos. No sábado recebemos apenas o ficheiro PDF da prova de Português, sem as classificações atribuídas aos itens.. O prazo para apresentar o pedido de reapreciação termina já na próxima terça-feira, mas como poderemos fundamentar esse pedido sem conhecer as cotações atribuídas a cada item?
Como se isto não bastasse, 2f terei de me deslocar à escola para tratar da Ficha ENES e, na terça-feira, o meu filho realizará a 2.ª fase dos exames nacionais. Em vez de estarmos concentrados na preparação dessa prova, somos obrigados a viver dias de enorme ansiedade, incerteza e desgaste, tentando obter informação que deveria estar disponível desde o primeiro momento.
Esta situação é inaceitável. Não está apenas em causa um procedimento administrativo; está em causa o direito dos alunos a uma avaliação externa transparente e a possibilidade de exercerem, em igualdade de circunstâncias, o direito à reapreciação da prova.
É profundamente lamentável que um processo com consequências tão importantes para o futuro dos alunos seja conduzido desta forma. As famílias merecem respeito, os alunos merecem transparência e as escolas merecem condições para responder às legítimas dúvidas de quem nelas confia.
O sentimento que hoje prevalece é de profunda indignação, desilusão e exaustão perante mais um episódio que revela falhas graves na organização dos exames nacionais. Quem sofre as consequências são, uma vez mais, os alunos e as suas famílias."
"Na Escola Secundária Joaquim Araújo, em Penafiel, um aluno afirmou já ter na sua posse a prova de Português. No entanto, constatou com estupefação que apenas parte da prova é dele, a outra parte não é. O facto da letra ser diferente assim o comprova."
"Acabei de receber o exame de Física e Química A do meu filho. Estamos estupefatos, o exame não é dele! O extrato de classificação tem o nome dele e uma nota, que é a que está na pauta. Mas este exame NÃO É DELE. E agora??!!!"
"Há relatos de alunos que viram uma determinada classificação quando as primeiras pautas foram afixadas e uma classificação diferente quando foram afixadas segunda vez! "
"Já vi três exames de FQA, versão 2 e na questão 7.1 (escolha múltipla), a opção C é a correta. Todavia, é pontuada com zero, apesar de não ter rasuras e círculo estar bem pintado."
"No exame de FQA, versão 2, item 7.1, a minha filha assinalou a opção C (que é a opção correta) é teve zero pontos). Vou pedir reapreciação de prova."
"Erro na classificação de questões de escolha múltipla, no exame de FQA.
Os alunos que responderam à versão 2 e que no item 7, 1 assinalaram corretamente a opção C, tiveram zero pontos.
Dúvida: se à resposta certa atribuíram zero pontos, será que há
uma das opções erradas à qual estão a ser atribuídos os 10 pontos?"
Alerta — A APPFQ alerta para a provável anomalia na classificação do item 7.1 da versão 2 da prova 715, 1ª Fase: há casos em que a opção correta (C) foi assinalada, mas foram atribuídos zero pontos, e outros em que a opção D surge como correta.
A situação já foi comunicada às entidades competentes, para que seja verificada e devidamente corrigida."
"As respostas de escolha múltipla (a partir da consulta do PDF das provas recebidas pelos EE alunos) já estão a mostrar a dimensão do problema. Além de estar a acontecer na prova de FQA, também está na versão 1, item III 2 ° do exame de Biologia e Geologia.."
"A minha filha teve 7 valores a Português. No entanto, cinco itens de desenvolvimento estão a zero. Foi erro no lançamento das classificações ou o classificador não saber que a examinanda está incluída com o modelo A? Amanhã lá vamos para a inscrição da 2 fase e para a explicadora, no sentido de elaborar a reapreciação da prova."
"A minha filha foi à escola, na 6f, às 22:00, consultar as pautas, Obteve 14.4 a Português, 14.2 a Matemática A e 14.9 a Economia A. A Português ficou desiludida, esperava mais. No sábado, consultou o Inovar e e-mail várias vezes à espera do pdf das provas. A meio da tarde, descobre no Inovar uma alteração da nota de Português. Na coluna Reapreciação surgiu 19 (185 pontos) e subida da CIF de 17 para 18 valores. Incrédulas, aguardámos com ansiedade a chegada do pdf. Chegou antes da meia noite e percebemos o que se tinha passado: ela pediu folha de continuação para o grupo III da produção escrita sobre o cartoon..Essa questão valia 44 pontos e obteve 41. Ou seja, o classificador não atribuiu cotação ou atribuiu 0 pontos, dado que percebeu que o texto estava iniciado, mas não tinha continuação! Daí ter subido 14.4 para 18,5. Os pdf das provas não chegaram todos de uma vez. O de Matemática A chegou muito depois. A Economia A, depois de analisar a prova, verificámos que o item 6.1. estava corretíssimo e o texto da resposta correspondia ao texto dos critérios de classificação definitivos. Porém, atribuíram-lhe 5 pontos em 10. Talvez o classificador não tenha recebido a digitalização desta página e tenha resolvido atribuir metade da cotação para tentar não prejudicar a aluna, uma vez que houve pressão para classificar e entregar. Irei apresentar amanhã a alegação para o pedido de reapreciação."

"A classificação de Português do meu filho apareceu inicialmente como suspensa e no final do dia de sábado apareceu a cotação de 109 valores... É impossível ter esta classificação, pois tem a escolha múltipla toda certo, o que implica 91 pontos! Pelas suas contas, o meu filho está à espera de ter 14,9 valores. Uma classificação por baixo e já a cortar todos os pontos dos erros."

Raquel Varela