Rádio Freamunde

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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Obrigado Bruno Carvalho pela informação que a mídia imperialista tenta esconder:

A propagandista Rute Sousa, entre outros, foi a Israel numa viagem paga pelas autoridades daquele Estado. Em várias declarações diz que foram mostrar aquilo que as televisões não querem mostrar e não tem feito outra coisa senão estar nesses mesmos canais por estes dias.
Num dos seus últimos vídeos atacou os jornalistas, falou do militante do PCP que esteve como repórter de guerra no Donbass e que teria dito que ali não tinha acontecido nada. Esse jornalista sou eu. E é muito curioso porque enquanto jornalista com carteira profissional, com trabalhos publicados em meios nacionais e estrangeiros, eu fui ao lado da guerra onde mais ninguém estava. A propagandista Rute Sousa foi ao lado onde já todos estão. Não há meio conhecido que não tenha enviado alguém a Israel nos últimos anos. Aliás, Israel é tão incrível para este grupo de influencers ao serviço da propaganda de Telavive que não conseguiram explicar porque é que Israel não permite a entrada sem barreiras de jornalistas na Faixa de Gaza.
Para alguns destes elementos que se gravaram a dançar em cima do chão de um território que está a ser alvo de um genocídio, nunca surgiu a questão sobre porque é que foi aprovada uma pena de morte exclusiva para palestinianos. Tampouco conseguiram explicar porque é que foram assassinados mais jornalistas na Faixa de Gaza do que em qualquer uma das guerras modernas, incluindo a mortífera Segunda Guerra Mundial. Não conseguiram porque esse não é o seu papel.
Da mesma forma que um publicitário serve para promover uma marca ou um produto, estes influencers são pagos para lavar a cara de Israel no pior momento da sua história. E por muito que o jornalismo esteja a passar por uma grave crise existencial, os jornalistas estão obrigados a cumprir um código ético e deontológico. Quando estive no Donbass, ao contrário do que diz Rute Sousa, nunca disse que ali não tinha acontecido nada. Repeti-o várias vezes: qualquer crime de guerra deve ser condenado e isso aconteceu em ambos os lados. Nunca me pus a defender Putin ou a Rússia, como faz Rute Sousa com Israel, nem me pus a dar a minha opinião ou a fazer análises segundo as minhas crenças religiosas (mesmo sendo ateu) como Rute Sousa. O trabalho de um jornalista não é opinar.
Noutro tempo, a Alemanha nazi teria feito a mesma operação de charme para atrair influencers, quem sabe para nos convencer de que não havia qualquer genocídio contra judeus, soviéticos e comunistas. Num mundo cada vez mais dominado pelos conteúdos em redes sociais controladas por grandes oligarcas, a tendência será para que os influencers com mais seguidores acabem por determinar a opinião pública. E o problema é precisamente que o algoritmo promova apenas aqueles que pensem como os seus donos. O que disse Rute Sousa, e o seu entourage, poderia perfeitamente ser dito por Elon Musk ou Mark Zuckerberg.

E o mais grave não é apenas que tenham ido a Israel branquear um Estado assassino. O mais grave é que canais como a CNN e o Now, entre outros meios, legitimem essa operação de turismo de propaganda dando voz à desinformação. É a prova de que o jornalismo gosta de cavar a sua própria sepultura.

Jorge Amorim 

Ventos Semeados: Vidas Improváveis - III. Sérgio, Cassandra do Rato

Ventos Semeados: Vidas Improváveis - III. Sérgio, Cassandra do Rato:   (Terceiro de uma série de retratos à maneira de Woody Allen, em que as personagens são reais e apenas os factos foram postos de férias.) ...

Exactissimamente:

«Se fosse encenado, seria o partido mais abjecto e perigoso da democracia portuguesa»

por Valupi

Do blogue Aspirina B

A União Europeia proibe a utilização de helicópteros russos para extinguir os incêndios:

(In Mpr21.info, 29/07/2026, Tradução da Estátua)


(Este texto revela quão alucinadas andam as lideranças europeias. Preferem a morte e a destruição em casa própria, o sacrificio e o sofrimento dos seus cidadãos, para poderem continuar a manter a russofobia punitiva das sanções, que causam mais mossa a quem as inflige do que a quem são, supostamente, dirigidas.

Será masoquismo? Será o cumprimento de um guião que lhes foi umposto para marcharem a cantar para a autodestruição? Seja o que for, é tempo dos cidadãos acordarem, livrando-se de vez dessa corja de dementes que governa a Europa.

Estátua de Sal, 31/07/2026)


Grandes incêndios florestais estão a devastar Espanha e França, obrigando milhares de pessoas a evacuar as suas casas. O fogo está a chegar perto de grandes áreas residenciais, mas, apesar do risco, os países afetados recusam-se a usar os equipamentos russos que estão parados nos hangares.

Devido às sanções, a União Europeia proíbe a utilização de equipamentos de combate a incêndios florestais de fabrico russo localizados no seu território. Os helicópteros russos estão parados nos hangares, mas não podem operar por falta de manutenção. Por exemplo, em França, restam apenas cinco a sete aeronaves disponíveis para combater incêndios em todo o país. A mesma situação ocorre em Espanha.

Os helicópteros russos Kamov Ka-32 são considerados particularmente eficazes em missões de combate a incêndios florestais: elevada capacidade de carga (de 4,5 a mais de 5 toneladas de água), rápida implantação, boa manobrabilidade e desempenho a altas temperaturas e altitudes elevadas. No entanto, as sanções da União Europeia contra a Rússia impediram a utilização da frota de helicópteros em Espanha para o combate aos incêndios florestais devido à falta de peças de substituição e de técnicos russos.

Os helicópteros russos eram operados por empresas privadas ao abrigo de contratos com o Ministério da Transição Ecológica ou com os governos regionais, principalmente na Andaluzia, Aragão, Extremadura e Guadalajara. Existem aproximadamente 10 aeronaves, mas desde o início da guerra na Ucrânia, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) proibiu os voos de helicópteros russos. Em 2024, as sanções, dirigidas particularmente à empresa Kamov, bloquearam o fornecimento de peças de substituição e o destacamento de técnicos e mecânicos russos necessários para a manutenção das aeronaves.

Em 2024, numa resposta parlamentar, o governo espanhol reconheceu oficialmente que a disponibilidade dos helicópteros Kamov tinha sido afetada pela guerra na Ucrânia e pelas sanções da União Europeia, impossibilitando a compra de peças de substituição e a chegada de técnicos russos. Em 2023, apenas uma parte da frota permanecia disponível; em 2024, nenhum estava em funcionamento em campanhas de combate a incêndios. Desde então, os operadores retiraram estas aeronaves da frota espanhola.

Obviamente, as sanções não são um problema para a Rússia, mas sim para os países europeus. “O governo perdeu a capacidade de mobilizar os helicópteros Kamov Ka-32 11BC, aeronaves que protegeram as montanhas do país durante décadas. A paralisia operacional não se deve a cortes orçamentais, mas às severas sanções impostas pela União Europeia à Rússia após o início da invasão da Ucrânia”, observa o jornal La Razón. “As sanções emitidas por Bruxelas impedem a chegada de técnicos especializados de Moscovo para realizar a manutenção obrigatória”, acrescenta o jornal (ver aqui).

A isto acresce a impossibilidade de receber as peças de substituição necessárias para garantir a segurança de voo. Sem apoio logístico, a aeronave não pode operar legalmente no espaço aéreo europeu, deixando uma enorme lacuna nas equipas de emergência que combatem incêndios na linha da frente”, destaca o jornal La Razón. “Estas máquinas impressionantes são capazes de lançar mais de 5.000 litros de água em apenas alguns segundos. Os próprios profissionais da área florestal confirmam que a precisão e a potência destes dispositivos de rotor duplo são cruciais em terra para extinguir as chamas.”

Em França, o exército recusa-se a utilizar tecnologia russa para combater os incêndios. “O que aconteceria se a Rússia enviasse os seus Be-200 para ajudar a França no combate aos incêndios?”, questiona a ActuFutur (ver aqui). “Com os incêndios florestais a mobilizarem intensamente os serviços de emergência franceses, surge uma questão recorrente: poderá a cooperação internacional reforçar temporariamente a nossa frota aérea?”  É que o avião cisterna russo Beriev Be-200 pode transportar até 12.000 litros de água, que enche em cerca de quinze segundos planando sobre uma superfície adequada. O seu emprego em França continua a ser hipotético, mas reacende o debate sobre a cooperação entre Estados quando os incêndios sobrecarregam os recursos disponíveis. Perante as chamas, a cooperação deve prevalecer sobre as tensões políticas?”, questiona a publicação.

A pergunta é retórica: a Europa está mais preocupada com a Rússia do que com os incêndios.

Fonte aqui

Do blogue Estátua de Sal 

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Ventos Semeados: Vidas Improváveis - II. Fernando, o Inimputável

Ventos Semeados: Vidas Improváveis - II. Fernando, o Inimputável:   (Segundo de uma série de retratos à maneira de Woody Allen, em que a verdade comparece apenas como testemunha de defesa e raramente é ouvi...

UM JEITO MANSO: Ainda o Luís (neste caso, Neves) e a meritocracia ...

UM JEITO MANSO: Ainda o Luís (neste caso, Neves) e a meritocracia ...:   Uma das teses que anda por aí é que, como parece que entre os 11,4 milhões de portugueses (vamos ver se o INE não me vem corrigir) o Luís ...

Miserere!

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 27/07/2026, Revisão da Estátua)


(A Estátua não resiste em sublinhar o realismo e a assertividade deste texto. A descrição do que está a ser a guerra na Ucrânia destrói as narrativas fantasiosas dos comentadores de serviço na comunicação social.

Parabéns ao autor.

Estátua de Sal, 28/07/2026


Zelensky prometeu 40 dias de ataques ininterruptos de enxames de drones e mísseis NATO dos quais resultaria o colapso industrial, energético e logístico da Rússia, mas hoje, vinte e cinco dias após a bravata, aparece em Londres com a insólita proposta de um entendimento com os russos para a imediata cessação de ataques a infraestruturas energéticas, grandes armazéns e unidades industriais, bem como a interrupção pelos contendores do uso de bombardeamentos aéreos na frente de combate. A leitura das entrelinhas exige a devida explicação factual em seis evidências:

1. Falhou a ofensiva aérea desencadeada contra as vias de abastecimento destinadas à Crimeia. Há mais de duas semanas que nenhum drone ucraniano incomoda o trânsito de pesados russos destinados à península. Os russos encontraram resposta e tornaram ineficazes tais ataques;

2. Os constantes ataques a refinarias russas decresceram 80% desde meados deste mês, pelo que tudo indica que os russos reforçaram significativamente a defesa antiaérea e abatem sistematicamente vagas de drones e mísseis;

3. Os ataques à navegação russa no Mar de Azov e no Mar Negro são agora esporádicos mas, por seu turno, a Rússia demoliu a frota comercial ucraniana, destruiu Odessa, Izmail, Chornomorsk e Pivdenny, fazendo cessar todo o tráfego marítimo ucraniano;

4. Aos incómodos de abastecimento provocados na Rússia europeia a refinarias, responderam os russos com a dizimação de largas centenas de postos de abastecimento existentes ao longo das estradas ucranianas e geraram uma quase penúria de gasolina e fuel que torna doravante impossível manter o abastecimento das viaturas de carga que demandavam a frente. Esta operação articulou-se com a destruição de milhares de camiões estacionados em grandes parques de pesados e com a destruição das maiores superfícies logísticas em Karkhov, Zaporíjia, Dnipropetrovsk, Poltava, Kherson, Cherkasi e Sumy;

5. Os bombardeamentos aéreas russos na linha da frente não param, graças ao uso das FAB planadoras de 1000, 2000 e 5000 libras que arrasam toda a retaguarda ucraniana, sobretudo edifícios que constituíam fortins que atrasavam a progressão russa;

6. Zelensky propõe aos britânicos a criação de uma grande unidade de fabricação e montagem de drones em território britânico. A razão é clara: os russos terão arrasado fábricas, linhas de montagem e armazéns de drones em território ucraniano, não havendo hoje parcela alguma do território que não possa ser atacada e destruída pelos drones e mísseis russos.

Terminou Zelensky com uma declaração dramática: «este inverno vai ser de uma dificuldade fora do nosso entendimento».

Do blogue Estátua de Sal