Rádio Freamunde

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Enquanto os Estados Unidos:

Criticam e tentam pressionar, o Brasil responde de forma direta e sem recuo. Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que não existe negociação quando o assunto é soberania financeira: o Pix é do Brasil e não será alterado por pressão externa. A declaração não foi apenas uma resposta técnica… foi um posicionamento político.
A crítica americana veio após relatórios que acusam o sistema brasileiro de criar “desvantagem” para empresas como Visa e Mastercard. Na prática, o que está sendo questionado não é apenas o Pix, mas o fato de o Brasil ter criado um sistema eficiente, gratuito e fora do controle das grandes corporações internacionais. E isso, naturalmente, incomoda.
Mas a resposta do Brasil muda o tom do jogo. Lula afirmou com clareza que ninguém fará o país mudar o Pix, destacando o impacto positivo do sistema na vida da população. E aqui está o ponto central: o Pix não é apenas tecnologia. É independência. É um modelo que reduz custos, acelera a economia e diminui a dependência de intermediários externos.
Isso acontece exatamente no mesmo momento em que o país se aproxima ainda mais da China e fortalece sua posição dentro de um cenário global em transformação. Ou seja, não é um episódio isolado. É parte de um movimento maior onde o Brasil começa a proteger seus próprios sistemas e interesses estratégicos.

No fim, o que se vê é uma mudança clara de postura. O Brasil deixa de reagir e passa a se posicionar. E quando isso acontece, o recado é simples: certas decisões já não são mais tomadas fora… são tomadas dentro de casa. 

Moz na Diáspora

quinta-feira, 2 de abril de 2026

UM JEITO MANSO: Se o Montenegro não obedece ao Cavaco porque há-de...

UM JEITO MANSO: Se o Montenegro não obedece ao Cavaco porque há-de...:   Tirou-se o Cavaco do seu sossego para escrever um artigo em que, para além de afirmar as costumadas cavaquices, se lembrou de avisar o seu...

Ventos Semeados: Dupond, Dupond e o Pote

Ventos Semeados: Dupond, Dupond e o Pote:   Passos Coelho regressou. Montenegro governa. E os comentadores políticos deliciam-se a analisar as diferenças, as nuances, os desacordos s...

Francisco José Viegas vai ser o consultor de cultura do Presidente da República:

Marcelo tinha escolhido Pedro Mexia para consultor de cultura. Percebe-se à primeira porquê. Mexia reúne todas as características para ser a escolha de um Presidente que gosta mais da televisão do que da cultura. Ou melhor, cuja cultura favorita é a da intriga, da futilidade, da leviandade deslumbrada. Vai daí, Mexia, cujo contributo maior para a cultura pátria é ser um profissional da calúnia (por alguns actos e milhares de omissões). Que fez Mexia na função ao longo dos dois mandatos? Ninguém sabe nem pergunta. Mas o seu bolso ficou ainda mais aconchegado, isso é certo.

Eis que chega Seguro, um homem das esquerdas, consta. Também ele precisa de um consultor na área da cultura, obviamente. Alguém com uma visão da cultura na qual ele se reveja, e que considere ser exemplo para dar ao povo. Vai daí, o Viegas, um tipo que escreve livros e que poderia ter sido a escolha de Marcelo caso o Mexia recusasse. Que vai ele fazer na função durante, pelo menos, os próximos 5 anos? Ninguém sabe nem pergunta. Mas o seu bolso não se irá queixar, isso é certo.

Seguro é uma nódoa. Vai ser isto, e bem pior, até ao fim.

 por Valupi

Do blogue Aspirina B 

Vergonha, raiva, nojo:

(Por José Nogueira, in Facebook, 01/04/2026, Revisão da Estátua)


Sinto uma vergonha profunda, visceral e incontornável por ser português neste momento. Uma vergonha que me queima por dentro quando vejo um indivíduo chamado Paulo Rangel — sim, aquele mesmo que já foi filmado na rua, cambaleante, em estado de completa bebedeira pública — ocupar o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros deste governo censurável e ter a cara de pau de declarar, com um desplante cínico e repugnante, que Portugal “tem de aceitar” a utilização da Base Aérea das Lajes pelos Estados Unidos… desde que esse uso “não sirva para atacar alvos civis”.

Como se fosse possível fazer uma guerra “limpinha”, como se as bombas americanas tivessem olhos e pudessem distinguir perfeitamente entre um quartel e uma sala de aula cheia de crianças. Como se essas palavras bonitas de papel pudessem apagar o sangue derramado.

Mas não ficou provado — e o mundo inteiro viu as imagens — que foram precisamente os bombardeamentos dos EUA, em coordenação com Israel, que reduziram a escola primária feminina Shajarah Tayyebeh, em Minab, a escombros no dia 28 de fevereiro de 2026?

Mais de 170 meninas, a grande maioria com idades entre os 7 e os 12 anos, foram assassinadas enquanto estudavam. Meninas pequenas, com mochilas, cadernos e sonhos que nunca mais vão realizar. Vidas inteiras apagadas num instante por “dano colateral”, por “inteligência falhada”, por essa hipocrisia nojenta que os poderosos usam para justificar o injustificável.

E o que faz o nosso ministro? Em vez de condenar com toda a força este crime hediondo, em vez de exigir responsabilidades, em vez de fechar a base aos agressores, ele sai em entrevistas a impor “condições” ridículas: “só alvos militares”, “proporcionalidade”, “retaliação defensiva”. Condições que não valem nada quando as crianças já estão mortas debaixo dos escombros. Condições que servem apenas para lavar a consciência suja de quem permite que o território português seja usado como trampolim para esta carnificina.

A própria ONU, através do secretário-geral António Guterres e dos seus especialistas, já denunciou esta guerra como ilegal. Uma violação clara da Carta das Nações Unidas. Um ato de agressão sem justificação legítima, sem autorização do Conselho de Segurança, sem ameaça iminente que o tornasse defensável. Uma guerra que já deixou milhares de mortos, entre os quais centenas de civis inocentes, e que continua a produzir sofrimento diário.

Mas Portugal, pequenino e subserviente, continua a oferecer as Lajes de bandeja, com um sorriso cínico e três condições de faz-de-conta. Isto é repugnante.

É repugnante ver o nosso país, com a sua história de povo que já sofreu invasões e ditaduras, agora cúmplice moral de quem mata crianças do outro lado do mundo.

 É repugnante ver um ministro com um passado de excessos públicos a falar de “direito internacional” enquanto o sangue de meninas iranianas mancha, indiretamente, o nosso território.

É repugnante esta hipocrisia de quem diz “aceitamos, mas com condições”, como se isso absolvesse alguém da cumplicidade na morte de inocentes.

Tenho rancor. Um rancor profundo por estas vidas ceifadas tão cedo, por estas famílias destruídas, por estas meninas que nunca vão crescer, nunca vão amar, nunca vão ver o mundo além dos muros da escola que se transformou no seu túmulo.

Tenho rancor por Portugal se rebaixar a este ponto, por se deixar usar como peão numa guerra de impérios que não é nossa. Tenho rancor por vermos a nossa bandeira associada, ainda que indiretamente, a este banho de sangue.

Vergonha, raiva, nojo. É o que sinto quando ouço Rangel falar. E não peço desculpa por sentir isso. As crianças mortas em Minab merecem muito mais do que palavras bonitas e condições vazias. Merecem que alguém, algures, diga a verdade: foi um crime. E quem o facilita, mesmo com rodeios diplomáticos, carrega uma parte dessa culpa.

Do blogue Estátua de Sal 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Bem-vindos ao «Parlamento CHEGA»:

Onde o circo é permanente e os verdadeiros problemas dos portugueses ficam à porta.
A lei da nacionalidade não resolve nada. É teatro.
Antes de mais... não, não há nenhuma invasão de estrangeiros a pedir a nacionalidade.
Se calhar, há um grupo — os judeus sefarditas.
Mas esses? Silêncio total.
O «Parlamento CHEGA» engoliu a língua.
Tudo isto é uma cortina de fumo para esconder que estão a construir um país de castas — e tu és a plateia que paga o bilhete.
Os apoiantes do CHEGA ainda não perceberam que são as próximas vítimas. Que a armadilha está a ser construída debaixo dos pés deles.
Primeiro, criaram os «portugueses de bem».
Depois, inventaram os «portugueses de segunda» — os imigrantes que trabalham, descontam e pagam impostos como qualquer outro.
E como fizeram isso?
Pegaram em crimes hediondos.
Repetiram-nos em videozinhos até ao enjoo.
Colaram-nos a uma comunidade inteira.
Fabricaram o medo.
E, com medo,
aceitam leis «excepcionais».
Aceitam que uns portugueses valham mais do que outros.
Aceitam que a justiça deixe de ser cega.
E o gajo que ganha o ordenado mínimo ainda por cima aplaude,convencido de que está um degrau acima, a abanar a bandeira com orgulho de marioneta.
Não está um degrau acima.
Nunca esteve.
É apenas a marioneta útil e distraída — descartável assim que deixar de servir na tomada do poder.
Neste sistema, quem manda não é a nacionalidade.
É o dinheiro. Sempre foi, sempre será.
Hoje, são os imigrantes os «de segunda».
Amanhã, és tu.
Depois levas com um pacote laboral em cima — e já nem és de segunda.
És de terceira.
Precário, sem férias, sem baixa, cansado e sem futuro.
Mas, ao menos, não és imigrante, pois não???
No momento em que aceitas que há portugueses com menos direitos — sujeitos a leis diferentes, a uma justiça diferente — destruíste o princípio mais elementar da democracia.
Não há meio-termo. A partir daí, é sempre a descer.
Quem são os verdadeiros «portugueses de primeira»? Perguntas tu...
Não és tu, nem são os que votam no CHEGA.
São os que o financiam.
Os mesmos que te pagam uma miséria e se riem enquanto vêem dois terços do Parlamento dançar na palma da mão deles.
Ensinaram-te a odiar os de baixo para nunca — jamais — olhares para os de cima.
Ensinaram-te a dividir: os ciganos, os imigrantes, as mulheres, os de fora, os diferentes.
Sempre os de baixo contra os de baixo.
Nunca os de baixo contra os de cima.
E é assim — uma lei de cada vez, um decreto de cada vez, um medo de cada vez — que um país que era de todos vai sendo entregue às elites.
Quando o Tribunal Constitucional chumbar esta idiotice — e vai chumbar — já sei o que vem a seguir: o CHEGA em modo de vítima, com azia e lágrimas de crocodilo, a gritar que os juízes são o inimigo, a abrir a porta para meter lá dentro os seus próprios homens.
Para tornar esta hierarquia permanente.
Gravada na Constituição.
Intocável.
Este teatro tem dois objectivos. Nenhum deles é proteger-te.
O primeiro: habituar a sociedade a aceitar que há quem mande e quem obedeça — com leis suaves para uns, leis duras para outros.
O segundo: atacar as instituições quando estas travam o golpe, fingindo que são vítimas de um sistema corrupto.
Para depois terem a desculpa de o mudar.
O objectivo nunca foi esta lei, feita para ser chumbada.
O objectivo foi ensinar-te a aceitar que há gente que vale menos do que tu.
Tu, que votaste no CHEGA: espero genuinamente que estejas no topo desta hierarquia que ajudaste a construir.
Porque, se não estiveres — e provavelmente não estás — foste enganado de uma forma que vai doer muito mais do que qualquer imigrante alguma vez te poderia fazer.
Enquanto o povo discute quem é «mais português»...

os bilionários bebem champanhe e riem-se, perante a distracção perfeita que ainda por cima lhes dá votos para inclinar o país ainda mais para os seus bolsos.

Eduardo Maltez Silva  

A guerra vista por um ateu pacifista, ignorante da guerra e dos desígnios do Divino:

Andava a guerra a matar muito, com o deus dos judeus irado com o deus irascível dos islamitas, quando o inconstante deus dos cristãos encontrou na fúria épica do mais desmiolado dos seus crentes, o indefetível aliado do deus dos judeus na invasão do Irão.
Não se conhece a mais leve escoriação no deus de cada um deles, e são incontáveis os milhões de crentes que, a crer no vademécum de cada crença, chegam precocemente à presença do seu deus, por vontade do deus dos crentes da concorrência.
Andavam judeus a dizimar islamitas ansiosos por exterminar judeus, quando o cristão que se julgava ungido do Senhor e detentor das melhores armas para matar, se dispôs a percorrer os céus, a terra e os mares para matar os mais destacados funcionários do deus concorrente, no Irão, com uma parafernália bélica capaz de acelerar o Armagedão.
Os crentes da Tora matavam em Gaza e na Cisjordânia quando os cristãos foram em seu socorro e levaram a guerra para o Líbano. Os crentes do Irão passaram a disparar contra judeus, cristãos e islamitas heréticos graças a ateus confessos e cristãos, respetivamente da China e Rússia, com armas e inteligência, em inteligência, os militares são melhores que qualquer deus.
Trump, uma espécie de sionista cristão, mais crente em prazeres da carne do que na vida eterna, enredou o mundo numa confusão que ameaça o futuro da Humanidade. É o que dá votar na extrema-direita, dar o poder a quem devia vestir uma camisa de força, ter na a Sala Oval quem devia estar internado num hospício.
Na minha descrença, creio que Trump se prepara para dar de frosques e culpar cristãos que rejeitaram a aventura. Os mortos serão mártires ou terroristas, conforme a lado.
Nos medicamentos, para avaliar a eficácia, fazem-se ensaios duplo-cegos com placebo, nos deuses, talvez por serem placebo, não há ensaios nem avaliação ou qualquer prova.
No mundo insano, é na catolicíssima Espanha que a voz de um ateu impõe um módico de salubridade, “Não preciso de religião para saber o que é certo e o que é errado”, e se tornou a referência democrática e progressista da Europa que se ajoelhou a Trump na indigna subserviência que a deixou humilhada, empobrecida e envergonhada.
Envergonha a desfaçatez de Trump a bombardear os iranianos, enquanto negociava, a chantagem de que foi capaz, a chantagem de que nos deixa reféns, daqueles brutos que julgam ter o deus verdadeiro, odeiam crentes de outros deuses e os descrentes de todos os deuses e demónios que infestam o mundo.
Quem crê em orações, reza para que o Canal de Ormuz, antes aberto, seja reaberto por quem perdeu 100% da capacidade militar, segundo o agressor, talvez com uma insólita portagem dos Aiatolas para dominar o mundo islâmico e impor a conversão do resto.

Permitam-me, leitores, que substitua pelo vosso “Deus nos valha”, a exclamação que só recorrendo a Gil Vicente me permitiria desabafar!

 Carlos Esperança