Coisas que Podem Acontecer:
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
quarta-feira, 29 de julho de 2026
Ventos Semeados: Vidas Improváveis - II. Fernando, o Inimputável
UM JEITO MANSO: Ainda o Luís (neste caso, Neves) e a meritocracia ...
Miserere!
(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 27/07/2026, Revisão da Estátua)

(A Estátua não resiste em sublinhar o realismo e a assertividade deste texto. A descrição do que está a ser a guerra na Ucrânia destrói as narrativas fantasiosas dos comentadores de serviço na comunicação social.
Parabéns ao autor.
Estátua de Sal, 28/07/2026
Zelensky prometeu 40 dias de ataques ininterruptos de enxames de drones e mísseis NATO dos quais resultaria o colapso industrial, energético e logístico da Rússia, mas hoje, vinte e cinco dias após a bravata, aparece em Londres com a insólita proposta de um entendimento com os russos para a imediata cessação de ataques a infraestruturas energéticas, grandes armazéns e unidades industriais, bem como a interrupção pelos contendores do uso de bombardeamentos aéreos na frente de combate. A leitura das entrelinhas exige a devida explicação factual em seis evidências:
1. Falhou a ofensiva aérea desencadeada contra as vias de abastecimento destinadas à Crimeia. Há mais de duas semanas que nenhum drone ucraniano incomoda o trânsito de pesados russos destinados à península. Os russos encontraram resposta e tornaram ineficazes tais ataques;
2. Os constantes ataques a refinarias russas decresceram 80% desde meados deste mês, pelo que tudo indica que os russos reforçaram significativamente a defesa antiaérea e abatem sistematicamente vagas de drones e mísseis;
3. Os ataques à navegação russa no Mar de Azov e no Mar Negro são agora esporádicos mas, por seu turno, a Rússia demoliu a frota comercial ucraniana, destruiu Odessa, Izmail, Chornomorsk e Pivdenny, fazendo cessar todo o tráfego marítimo ucraniano;
4. Aos incómodos de abastecimento provocados na Rússia europeia a refinarias, responderam os russos com a dizimação de largas centenas de postos de abastecimento existentes ao longo das estradas ucranianas e geraram uma quase penúria de gasolina e fuel que torna doravante impossível manter o abastecimento das viaturas de carga que demandavam a frente. Esta operação articulou-se com a destruição de milhares de camiões estacionados em grandes parques de pesados e com a destruição das maiores superfícies logísticas em Karkhov, Zaporíjia, Dnipropetrovsk, Poltava, Kherson, Cherkasi e Sumy;
5. Os bombardeamentos aéreas russos na linha da frente não param, graças ao uso das FAB planadoras de 1000, 2000 e 5000 libras que arrasam toda a retaguarda ucraniana, sobretudo edifícios que constituíam fortins que atrasavam a progressão russa;
6. Zelensky propõe aos britânicos a criação de uma grande unidade de fabricação e montagem de drones em território britânico. A razão é clara: os russos terão arrasado fábricas, linhas de montagem e armazéns de drones em território ucraniano, não havendo hoje parcela alguma do território que não possa ser atacada e destruída pelos drones e mísseis russos.
Terminou Zelensky com uma declaração dramática: «este inverno vai ser de uma dificuldade fora do nosso entendimento».
Do blogue Estátua de Sal