Rádio Freamunde

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domingo, 22 de março de 2026

EXCLUSIVO::


A América disse-te que o Irã bombardeou um bairro do Bahrein. A Reuters acabou de provar que isso era mentira.
Uma bateria de defesa aérea Patriot operada pelos EUA provavelmente disparou o míssil interceptor que explodiu sobre um bairro residencial no Bahrein, ferindo 32 civis incluindo crianças, de acordo com uma análise feita por pesquisadores acadêmicos examinados pela Reuters. 
Aqui está a cronologia do encobrimento
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9 de março - Explosão de lágrimas pelo bairro Mahazza. Casas destruídas. Crianças feridas.
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O Comando Central dos EUA posta imediatamente "O drone iraniano atingiu um bairro residencial no Bahrein"
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Bahrein apoia a história - culpa o Irã
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22 de março -HOJE, a Reuters publica investigação explosiva provando o contrário
Pesquisadores do Middlebury Institute of International Studies rastrearam a trajetória do míssil usando imagens de satélite e vídeos de redes sociais concluindo com confiança moderada a alta que foi lançado a partir de uma bateria Patriot dos EUA localizada a apenas 4 milhas da zona de explosão.
Um antigo conselheiro sênior do Pentágono reviu a análise e chamou as conclusões de "muito inegáveis. ” 
E o detalhe mais condenatório de todos
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Os pesquisadores disseram que esta foi "uma tentativa de intercepção irresponsável que pôs em perigo as vidas e as casas de civis aliados numa área residencial. ” 
O próprio míssil da América. Civis aliados da América. E a América culpou o Irã.
Esta também não é a primeira vez no primeiro dia da guerra, uma greve dos EUA atingiu uma escola de raparigas iranianas. Os próprios investigadores do Pentágono acreditam que as forças dos EUA foram provavelmente responsáveis. 
A guerra é assim quando ninguém está a ver. Até a Reuters estar.
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Americanos, isto muda a forma como vês esta guerra?
😡
= Meu governo mentiu, isso é inaceitável
🤷
= Erros acontecem na guerra, siga em frente
😨
= Quantos outros "ataques iranianos" foram realmente nossos?
🗳️
= O Congresso precisa investigar isso imediatamente

Não vos contei da aula mais bela que dei:

É urgente o amor. Fui aos Gambozinos, no Porto, dar uma aula de história. Será que sou capaz, pensei, afinal eles têm 5, 6 anos, o mais velho 10 anos. O programa era ensinar-lhes o que era a história. E para que serve? Mal entrei, quase todas as crianças, desde os 2 anos de idade, correram para mim, para me abraçar. Fui apanhando uma a uma, para as apertar junto do peito, beijá-las na face, apertar bochechas, e ouvi-las soletrar palavras inventadas. Que lugar é este onde as crianças recebem quem entra de braços abertos? É a escola Gamzobinos, aqui educa-se pela arte, e com amor, as crianças todos os dias despedem-se da escola cantando a música dos abraços do Sérgio Godinho, abraçando-se entre eles e aos adultos.
Recordei alunos professores meus que me disseram que os seus alunos querem abraçá-los, ser tocados, mas tal coisa desapareceu da escola onde não há corpo, apenas ecrãs, distância, corpo é tabu, e todo o toque pode ser interpretado como abuso - é o espírito fascista, para quem todo o toque é perversão, a entrar no senso comum. E todo o desejo não está no conhecer o outro, no conhecer o conhecimento, no encontro, mas na dopamina libertada pela compulsão dos ecrãs, onde estão sozinhos. Milhões de seres humanos sós nas redes "sociais". Que triste, professores e alunos que não se abraçam. Um professora, colega e aluna, disse-me um dia deste "os nossos alunos são vulcões de emoções presas porque não conhecem sequer as palavras para as expressar". Nem têm com quem o fazer, acrescento eu.
Claro que há quem resista, há quem continue a abraçar os seus alunos, e ensinar conhecimento (em vez de IA e "competências") lembro-me de uma turma minha em que, na última aula, depois de fazermos o balanço final - sem anonimato, face a face - um deles me pediu para me abraçar e vários colocaram-se na fila. Fiquei sem palavras, voltei para casa, à noite, fresca - trabalhamos muito mas a exaustão vem da falta de desejo, de prazer no trabalho, que é alienado, sem sentido, sem desejo, os gestores fizeram com que as pessoas queiram fugir do trabalho. Bem, no Gambonizos há abraçar, confiar, deseja-se ir trabalhar, dar é o padrão.
O espaço, uma velha clássica casa do Porto, está forrado com memórias, entre elas todas as fotografias de todas as crianças que por ali passaram, mas também por pinturas, por clássicos, como o tempo em que foram o coro do José Mário Branco.
Comemos ali, a comida é feita por uma senhora, cada um vai à cozinha, servimo-nos, rimos, agradecemos. Não há qualquer vestígio de mercado ou empresa aqui. Os miúdos correm e brincam, sujos, não há qualquer ecrã, projector, power point. Só vida. A certa altura todos os entre os 5 os 10, sem que eu tenha sequer escutado uma ordem, dirigem-se às estantes de livros e pegam num, num caderno de pintura, no tabuleiro de xadrez (todos aprendem), e sentam-se, sozinhos, em silêncio, durante uma hora.É a hora do ermita. Durante essa hora têm que estar consigo próprios. Ao vivo a educação de uma função psíquica superior - a atenção volitiva (concentração). Tudo ao contrário do multitask e da captura de atenção digital. Era vê-los, pelo sobrado, uns deitados no chão a pensar em silêncio, outros a jogar xadrez, em silêncio, outros a ler, outros a escrever um diário.
Tomámos um café, na porta, fumou quem fuma, conversámos. Os bebés tinham ido dormir.
Estava a chegar a minha hora. Tinha levado pinturas, jornais, documentos. Para lhes explicar a história, o que fazemos, como fazemos, durante mais de uma hora cerca de 10 ou 15 crianças estiveram espantados - sim, espantados - de olhos esbugalhados, sobrolho de interrogação, a conversar comigo sobre o que á a história. Tinham com os professores preparado as perguntas, um dia antes, e claro - "não se faz perguntas só para ouvir a nossa voz, faz-se se são importantes", aprenderam ; bom, só fizeram perguntas saborosas, e mais, quando fiquei embasbacada sem conseguir responder a uma menina de uns 6 ou 7 anos o que era um átomo, como explicar (estava no centro de uma pintura de Rivera dos anos 1930 que tinha levado) ela respondeu com uma precisão espantosa "é uma partícula pequenina que faz parte de tudo o que há no mundo". Agradeci-lhe muito a ajuda. No fim também ela me abraçou e disse-me só ao ouvido "quem me dera que fosses minha professora de história". Que me dera ser tua professora.
Sim, eu seria feliz a dar aulas numa escola assim, onde claro não há sumários online, relatórios, sequer manuais padronizados e folhas de excel. Os professores que não lutam e aceitam isto nem sabem que quando fazem tudo isto estão a ficar doentes, porque estão a violar o seu dever deontológico - são professores, não são trabalhadores de call center, dados e vigilância...
O Ministro da Educação, Fernando Alexandre, disse esta terça-feira "que a reforma do sistema educativo, que está a ser levada a cabo até ao final do próximo ano, vai torná-lo “irreconhecível” com a aplicação de inteligência artificial (IA). Explicou que “vai levar a uma revisão dos currículos”.
A escola pública e privada, na sua maioria, tornou-se um espaço sem vida. Onde não há ensino, conhecimento, sequer há afectos. Os miúdos e jovens, os professores que não resistem, estão doentes, sem amor, sem saber, sem encantamento, sem desejo. Nós, professores, podemos mudar isto. Podemos fazer um Gambozinos brilhar em todo o país. Para isso precisamos de saber que há um nós e um eles, precisamos de lutar, se não vivemos em luto, uma morte em vida. Nós, professores, crianças, jovens e pais, de um lado, e um eles, o Ministro, o Governo, as bigtecs, a guerra, a IA e a escola como depósito de infelizes, do outro.
Os Gamzobinos são criaturas mágicas de um futuro porvir, em cada partícula do mundo amor, saber, e por isso igualdade, fraternidade e liberdade.
Raquel Varela

sexta-feira, 20 de março de 2026

Ucrânia e Irão. Duas faces do mesmo projeto:

(Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 19/03/2026)

Não será por acaso que a falcão Hillary Clinton veio, numa entrevista ao programa 60 minutos, tecer loas a Donald Trump elogiando-o pelo ataque ao Irão. Democratas e republicanos servem a mesma oligarquia dos negócios. Ambos subscrevem o mesmo projeto de hegemonia global.

Como na Ucrânia, em que os interesses de Washington não coincidiam com os de Kiev, também na guerra que opõe os EUA ao Irão, os interesses de Washington não coincidem com os de Telavive. Tanto num caso como noutro, o comportamento norte-americano encontra-se subordinado à consecução de uma grande estratégia de hegemonia global, não abandonada pela Administração Trump, enquanto o da Ucrânia e de Israel insere-se numa estratégia de âmbito local e/ou regional.

Na Ucrânia, os EUA pretendiam desencadear uma mudança de regime em Moscovo e instalar uma liderança dócil no Kremlin, atuando em três vetores: vertente económica, através das sanções, tornar a Rússia um estado pária, isolando-a internacionalmente, e impor-lhe uma derrota militar, recorrendo ao sangue ucraniano, sem colocar soldados norte-americanos no terreno.

Segundo Eric Green, membro do Conselho de Segurança Nacional durante a Administração Biden, numa entrevista à revista Time, “a vitória militar da Ucrânia não era um objetivo para Washington”. O objetivo norte-americano era provocar um desgaste prolongado e uma erosão na sociedade russa, que a fizesse soçobrar e assim atingir os seus objetivos.

Agora, enquanto Israel pretende decapitar o regime iraniano e colocar em Teerão um vassalo que lhe permita tornar-se na potência regional fazendo dos estados árabes entidades subordinadas – o que esteve quase a conseguir antes do 7 de outubro, uma vez estar a causa palestiniana adormecida e a Autoridade palestiniana num estado comatoso – com o ataque ao Irão, os EUA pretendem controlar o petróleo mundial e os principais choke points (rota do Ártico, Canal do Panamá, estreito de Ormuz) para controlarem as rotas comerciais e subordinarem os seus rivais à sua vontade, entenda-se, China e Rússia.

Por isso, Pequim e Moscovo não podem deixar cair o Irão, que joga aqui um papel extremamente importante. A sua queda garantiria aos EUA o controlo mundial do mercado do petróleo, dada a posição dominante que iria adquirir, como aniquilaria os esforços da China e da Rússia utilizarem o território iraniano para se furtarem aos choke points e ao controlo norte-americano dos mares: a Rússia através do Corredor de Transporte Internacional Norte-Sul, de S. Petersburgo até Bombaim, passando pelo porto de Bandar-Abas, no Irão; e a China através de um corredor da sua “Faixa uma Rota”, de Kasghar na China, a Istambul na Turquia. O Irão ocupa uma posição estratégica central na rota terrestre, que liga a China à Europa e à Ásia Ocidental.

É crucial ter esta “nuance” em consideração porque, em função disso, os níveis de compromisso de uma e de outra parte diferem. É razoavelmente consensual admitir que Washington se terá envolvido nesta guerra com o Irão indo a reboque de Telavive. Isso mesmo foi afirmado pelo secretário de estado Marco Rubio e pelo presidente da câmara dos representantes Mike Johnson. Haverá certamente algum fundo de verdade nessas afirmações, mas o ataque ao Irão feito pelos EUA, embora inserido numa operação militar de interesse para Israel, enquadra-se na mesma lógica da guerra na Ucrânia, do controlo do regime na Venezuela, e das ambições territoriais na Gronelândia.

Não será por acaso que a falcão Hillary Clinton veio, numa entrevista ao programa 60 minutos, tecer loas a Donald Trump elogiando-o pelo ataque ao Irão, provando que, apesar das nuances, a política externa dos EUA é verdadeiramente bipartidária. Tanto democratas como republicanos servem a mesma oligarquia dos negócios. Ambos subscrevem o mesmo projeto de hegemonia global.

Donald Trump preparava-se para ir a Pequim no final de abril com a situação no Irão esclarecida, qual Julio Cesar a entrar em Roma após uma vitória militar retumbante, humilhar o presidente chinês Xi Jinping lembrando-o da sua dependência do crude iraniano, de onde a China importa cerca de 13% das suas necessidades. Se Pequim quisesse continuar com a venda de terras raras suspensa, de que os EUA tanto necessitam, teria de fazer cedências. Como os seus desejos não se vão concretizar, cancelou a visita porque é elevada a possibilidade de vir a ser ele o humilhado.

A campanha iraniana está longe de correr conforme o planeado podendo tornar-se não só num pesadelo para Trump, mas também no toque de finados no projeto hegemónico norte americano. A falta de esclarecimento levou Trump a empenhar-se decisivamente no Médio Oriente, quando a Ásia e a China eram as suas prioridades estratégicas declaradas. Nesta altura, já se fala em pedir ao Congresso cerca de $200 mil milhões para manter a operação.

Após três semanas de guerra, ficou claro que Washington não foi capaz de garantir a proteção dos Estados do Golfo Pérsico, em conformidade com os compromissos securitários assumidos com eles, não garantiu a expectável liberdade de circulação marítima no Golfo – os seus navios retiraram-se para parte incerta – teve de recorrer aos sistemas THAAD que se encontravam estacionados na Coreia do Sul, deixando desprotegidos os seus aliados na Ásia, que nesta altura estão muito céticos relativamente à capacidade dos EUA lhes conferir proteção. O mesmo se estará a pensar em Taipé. Trump destruiu o estatuto norte-americano de protetor securitário dos seus aliados em todo o mundo.

Os dois porta-aviões deslocados para a região mostraram grandes vulnerabilidades operacionais, um deles, o maior do mundo, teve de se retirar para a Grécia, devido alegadamente a um incêndio. O dispositivo militar norte-americano no Médio-Oriente foi atacado pelo Irão, algo nunca visto, encontrando-se praticamente destruído. A sua recuperação vai demorar muito tempo. Os seus rivais não voltarão a olhar para os EUA da mesma maneira. Para além de ser uma derrota pessoal, com as já notórias consequências internas, esta campanha arrisca tornar-se numa derrota estratégica formidável que poderá subverter e colocar em causa o projeto hegemónico norte-americano.

Do blogue Estátua de Sal

Eis o que é o Chega de Ventura… versão limpeza profunda..

22 – Artur Alves, ex-candidato, detido por atos com menores… belo exemplo de “valores”, deve ser isso que querem preservar
21 – O partido a levar seis processos da ERC por irregularidades… limpar regras, talvez?
20 – Nuno Bernardo, rendas por pagar, salários em atraso… limpar contas? Nem por isso.
19 – João Tilly, financiamento irregular e imunidade levantada… transparência versão opaca.
18 – Marco Silva, suspeito de atear fogos… limpar terreno à força do fósforo, aparentemente.
17 – Maló de Abreu, subsídios indevidos… limpar os cofres, isso sim.
16 – Luís Silvano, gasóleo das ambulâncias… limpar o depósito… literalmente.
15 – João Rogério Silva, faca e corrente… limpeza à moda medieval.
14 – Nuno Pardal Ribeiro, prostituição de menores… mais uma “jóia” no currículo.
13 – José Paulo Sousa, álcool ao volante… limpeza de consciência? Zero.
12 – Miguel Arruda, malas desaparecidas nos aeroportos… limpeza de bagagens alheias.
10 – André Ventura, condenado por ofensa e investigado por ódio… o homem da “limpeza moral”.
9 – Pedro Frazão, declarações falsas… limpar a verdade dá nisto.
8 – Pedro Pinto, ódio e agressão… limpeza com murros, pelos vistos.
7 – Marcus dos Santos, problemas com imigração… curioso, não é?
6 – Eduardo Teixeira, falsas presenças… limpar o registo… à caneta.
5 – Filipe Melo, salário penhorado… limpeza financeira criativa.
4 – Ricardo Dias Pinto, dívidas sem bens… limpo… porque não há nada.
3 – Diva Ribeiro, agressões e insultos… limpeza de caráter claramente em falta.
2 – Pedro Alves, violência doméstica… valores de família versão distorcida.
1 – João Silva, burla e furtos… limpar… casas e igrejas, literalmente.
E depois ainda têm coragem de gritar “VAMOS LIMPAR PORTUGAL”.
Sim… limpar…
Mas primeiro talvez convinha começarem por… olhar para dentro.
Porque isto não é um partido anti-sistema,
é um sistema inteiro de contradições com megafone.
E no meio disto tudo, a pergunta fica no ar...

quem limpa os que dizem que vêm limpar?

 Tom O Gato está em Portugal.

ENTRE TODOS O MAIS FORTE!

... não havia dinheiro para chuteiras e não havia dinheiro para comprar um cachecol, mas havia amor mais que suficiente para dar!

Guardo ainda hoje mais de uma centena de cachecóis de diversos clubes e seleções, cada um com sua história própria, contudo o mais valoroso de todos é o cachecol do centro, o meu primeiro cachecol. Não é bordado a ouro, nem representa a vitória em nenhuma taça, nem nenhum título, mas foi feito e dado pela minha mãe! Ele é o símbolo da intensa paixão que foi umbilicalmente transmitida a mim e aos meus irmãos.
Inicialmente era apenas azul e branco, mas um dia alguém me viu com ele a caminho de mais um jogo, e gritou o nome de um outro clube confundindo o meu cachecol... fiquei agoniado, como podia aquele idiota confundir o Freamunde com outro clube... logo que cheguei a casa pedi à minha mãe para colocar as 3 letras mágicas do Freamunde, para que ninguém mais voltasse a confundir aquele que entre todos é o mais forte!
Parabéns Freamunde!

quinta-feira, 19 de março de 2026

duas ou três coisas: José Carlos de Vasconcelos

duas ou três coisas: José Carlos de Vasconcelos: Foi uma bela festa, Zé Carlos! Tantas histórias, tantos poemas (mesmo de outros, porque o Zé Carlos é muito generoso) e palavras boas da Ros...

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 18/03/2026, Revisão da Estátua)

Imagem gerada por IA

Desnecessário será cotejar a evidência do imenso abismo de gabarito que separa as presentes lideranças ocidentais daquelas que no Leste da Europa, no Médio Oriente e no Extremo-Oriente queremos destruir.

Ao ler o elogio fúnebre de Ali Larijani, do seu cursus honorum, da formação académica e impressionante obra publicada em torno do pensamento de Immanuel Kant, sobretudo os estudos sobre os fundamentos epistemológicos do conhecimento matemático no pensamento do filósofo de Königsberg, bem como sobre a distinção entre o conhecimento metafísico e o conhecimento científico, ou ainda sobre os juízos sintéticos a priori [não derivados da observação empírica], assalta-me a legítima interrogação sobre quem hoje, no mundo globalizado, representa verdadeiramente a tradição intelectual do Ocidente.

Tendo presentes Pete Hegseth, Trump, Kaja Kallas e os nossos insignificantes líderes políticos caseiros, fui confrontado com o recentemente demissionário diretor-adjunto do FBI, Dan Bongino, um verdadeiro homem da rua e exuberante demonstração do embotamento e queda do nosso Ocidente que outrora possuía as chaves para a compreensão do mundo.

 O célebre artigo de Engels sobre O papel do Trabalho na transformação do Macaco em Homem merecia uma correção no título, pois entre nós, ocidentais, o que melhor se adequaria no momento seria, tout court, A transformação do Homem em Macaco. Somos governados por escumalha e por babuínos.

Do blogue Estátua de Sal