Rádio Freamunde

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sábado, 6 de junho de 2026

E foi, Zé:

«Ivo Rosa deve ser posto no seu devido lugar, que é o que ele precisa.»

José Gomes Ferreira, Abril de 2021

por Valupi

Do blogue Aspirina B

Sessão plenária do SPIEF:

Putin diz à sessão plenária do SPIEF enquanto mais de 20.000 delegados de mais de 100 nações o assistem ao vivo:

"Graças à cooperação de alguns parceiros; incluindo alguns nos Estados Unidos, a Rússia não está isolada. "

Russia News 

Ouros e Lagartos não marram por causa da cor:

Hoje decidi debruçar-me sobre o motivo que leva determinados animais a “marrar”.

Muita gente continua a afirmar que os touros marram com o vermelho. No entanto, isso não corresponde à verdade.
Os touros, tal como muitos outros mamíferos, são dicromáticos: distinguem sobretudo tons de azul e amarelo, mas não diferenciam o vermelho do verde da mesma forma que os humanos. Para eles, o pano vermelho utilizado nas touradas surge apenas como um tom acastanhado ou acinzentado.
O verdadeiro gatilho da agressividade, em muitos animais — incluindo os touros — é o movimento.
Os animais não reagem à estética, à intenção humana ou propriamente à cor. Reagem, sim, a estímulos que o cérebro interpreta como ameaça, desafio ou invasão do seu espaço.
Um movimento brusco dentro do “espaço pessoal” do animal pode ser entendido como uma provocação ou um perigo iminente.
A ideia-chave é simples: para muitos animais, o mundo é mais movimento do que cor. Aquilo que se mexe pode representar uma presa, um predador ou um intruso — e isso basta para desencadear uma reação agressiva.
Se os touros são dicromáticos, já os lagartos apresentam características visuais diferentes.
Quando olhamos para os lagartos e para certas lagartixas, encontramos quase o contrário. Muitos deles são tetracromáticos, vendo muito mais cores do que nós.
Mas também aí convém separar realidade de mito.
Apesar de, por vezes, parecer que certas tonalidades — como o azul — os “atormentam”, não significa que “marrem” à cor.
Espero que tenham ficado esclarecidos e que, de uma vez por todas, se desmistifiquem algumas afirmações populares que não correspondem à realidade científica.

UMA HISTORIETA DE MAFFIOSI...

O futebol é uma escola de virtudes, dizem.
Uma verdade que em Portugal é ainda mais verdadeira.
Gosto de futebol, confesso. Há mais de 70 anos, desde os tempos da minha Monforte da Beira natal, onde o meu pai e os meus tios se agarravam à Telefunken a bateria - o luxo da electricidade só chegaria depois de Abril de 1974 - sofrendo com os relatos através dos quais haveriam de saber que o seu Sporting seria tetracampeão. Um feito que apanhei apenas de raspão.
Diziam que tinha algum jeito para o pontapé na bola, pelo menos lá nos terrenos pedregosos beirões. Mas depois converti-me ao andebol e acabei por me divertir à grande com a malta do CDUL, que ainda hoje se reúne frequentemente. Chegámos a fazer um estágio na primeira divisão, experiência que já não vivi porque o jornalismo e a entrega total ao 25 de Abril me afastaram. Dediquei-me à corrida e à natação, e por aí ando ainda hoje.
Mas não divaguemos. O que me traz aqui é a frutuosa cooperação entre dois rapazes da bola e do dinheiro, mais do dinheiro que da bola, entre os quais não pode haver asserção mais apropriada do que aquela que diz que uma mão lava a outra.
Um é André Villas-Boas, um rapaz nascido em berço de boas famílias da Foz, no Porto, coleccionador de automóveis de classe, que foi treinador diletante aprendendo o ofício com mestre Mourinho, o que diz muita coisa. Treinador, contudo, não dava o mesmo status correspondente aos elevados princípios familiares. Ser presidente de clube é que era.
Calhou ser o FC Porto. Vai daí, espetou uma faca nas costas do padrinho, Pinto da Costa, cuidando que para ser um capo mafioso basta eliminar quem ocupa o lugar. Porém, cedo revelou que não passará de um aprendiz boçal, sobretudo devido à mediocridade cultural e intelectual acima da média, o que não era o caso da sua vítima.
Então, com pouco jeito para o ofício e denunciando-se de maneira grosseira ao tentar restaurar os métodos mafiosos bem oleados do seu antecessor, o rapazola tomou-se de amores/ódios pelo presidente do Sporting, quiçá um fetiche que Freud explicaria, identificando-o como o obstáculo a abater para chegar ao topo dos topos da sua missão. Conseguiu, talvez transitoriamente, mas confia pouco nos méritos do feito. E agora não olha a meios para os consolidar jogando demasiado às claras aquele futebol que o esfaqueado praticava nos bastidores.
O outro personagem desta historieta é o senhor Hakam Safi, turco de nascença, com uma modesta fortuna de 750 milhões de dólares e negócios anuais de mil milhões - segundo a revista Forbs, que é quem passa as cartas de alforria nestes assuntos da abundância material.
Poderia pensar-se que o senhor Safi acumulou tais poupanças aos cinquenta e poucos anos trabalhando sol-a-sol, e no duro, lá para as terras agrestes da Capadócia. Nada disso. Afinal, tem uns dotes especiais para o sector mineiro, ou não fossem as matérias-primas as chaves das guerras de hoje. E, numa combinação virtuosa e meritória, dedica-se a explorar portos marítimos e as suas enormes potencialidades de trabalho ao mesmo tempo honesto, transparente e rentável.
Tal como o rapazola Vilas-Boas, o senhor Safi também deseja o estatuto de presidente de clube, no seu caso o Fenerbace de Istambul. Para arrebanhar votos nas eleições que estão à porta garantiu que vai contratar Luíz Suárez, um colombiano com muito jeito para marcar golos a sério e que, com a camisola do Sporting, com quem tem contrato até 2031, foi o melhor marcador deste ano do campeonato português. Os outros competidores ficaram a perder de vista. Um craque.
O milionário turco diz que Suarez disse que sim às suas pretensões, que isto das validades dos contratos é coisa que não se usa em futebol e tantas outras coisas.
Ora Suarez é uma dor de cabeça para Vilas-Boas enquanto vestir a camisola do Sporting. O azul e amarelo do Fenerbace poderá ser ouro sobre azul para o inquieto chefe dos azuis. Pode até acontecer que, caso Suarez por cá se mantenha, nem as manigâncias à sorrelfa poderão fazer com que se repita o milagre deste ano.
Ora acontece que o rapazote Villas-Boas e o senhor Safi são amigos.
E se Suarez é um pesadelo para o aprendiz de padrinho nortenho e pode fazer a felicidade do ricalhaço turco, esta amizade é de ouro.
Dizem os jornais que o senhor Safi, que parece ser visita do rapaz Villas-Boas na Foz, "agradeceu" ao amigo a contribuição dada para a iniciativa de recrutamento do goleador alheio. Não se sabe muito bem, e com objectividade, o que o próspero turco agradeceu ao rapaz com tão bons princípios familiares. O que talvez possa deduzir-se é que a presença de Suarez no Fenerbace poupará muitas noites de insónia ao candidato a padrinho aprendiz de Pinto da Costa. Ao mesmo tempo permite-lhe esmurrar o nariz do seu fetiche Varandas.
É verdade que os mafiosos são rivais, do ponto de vista digamos que institucional. Mas prezam a amizade e a honra acima de tudo, como princípios inerentes às suas profícuas missões comuns.
Ora honra é coisa que não falta no futebol português. E o rapazinho da Foz demonstrou, em pouco tempo, que é um dos maiores contribuintes líquidos de tal virtude. Honra não faltará também ao senhor Safi, do alto dos seus limpíssimos negócios de mil milhões de dólares por ano.
O que dois mafiosos não fazem pela amizade.

𝑶𝒔 𝒑𝒐𝒃𝒓𝒆𝒔 𝒅𝒆 𝒅𝒊𝒓𝒆𝒊𝒕𝒂 𝒔ã𝒐 𝒖𝒎𝒂 𝒅𝒂𝒔 𝒎𝒂𝒊𝒐𝒓𝒆𝒔 𝒄𝒐𝒏𝒒𝒖𝒊𝒔𝒕𝒂𝒔 𝒅𝒐 𝒄𝒂𝒑𝒊𝒕𝒂𝒍𝒊𝒔𝒎𝒐:

Durante décadas, a esquerda lutou por salários mais justos, direitos laborais, férias, pensões e serviços públicos. A direita combateu muitas dessas conquistas. Hoje, quando está em discussão um pacote laboral que pode retirar direitos e rendimentos a quem trabalha, há trabalhadores mais indignados com a greve do que com quem lhes quer mexer na carteira e na vida.
E já agora, os piquetes de greve não servem para intimidar ninguém. Servem para informar, mobilizar e ajudar a garantir o cumprimento da lei, impedindo abusos infelizmente frequentes: substituir trabalhadores em greve, contratar empresas para fazer o trabalho dos grevistas ou pressionar trabalhadores a abdicar do seu direito à greve.
𝑨 𝒎𝒂𝒊𝒐𝒓 𝒇𝒐𝒓ç𝒂 𝒅𝒐 𝒄𝒂𝒑𝒊𝒕𝒂𝒍𝒊𝒔𝒎𝒐 𝒏ã𝒐 𝒆𝒔𝒕á 𝒂𝒑𝒆𝒏𝒂𝒔 𝒆𝒎 𝒆𝒙𝒑𝒍𝒐𝒓𝒂𝒓 𝒒𝒖𝒆𝒎 𝒕𝒓𝒂𝒃𝒂𝒍𝒉𝒂. 𝑬𝒔𝒕á 𝒆𝒎 𝒄𝒐𝒏𝒗𝒆𝒏𝒄𝒆𝒓 𝒎𝒖𝒊𝒕𝒐𝒔 𝒕𝒓𝒂𝒃𝒂𝒍𝒉𝒂𝒅𝒐𝒓𝒆𝒔 𝒂 𝒂𝒕𝒂𝒄𝒂𝒓 𝒒𝒖𝒆𝒎 𝒍𝒖𝒕𝒂 𝒑𝒐𝒓 𝒆𝒍𝒆𝒔 𝒆 𝒂 𝒅𝒆𝒇𝒆𝒏𝒅𝒆𝒓 𝒒𝒖𝒆𝒎 𝒍𝒉𝒆𝒔 𝒒𝒖𝒆𝒓 𝒓𝒆𝒕𝒊𝒓𝒂𝒓 𝒅𝒊𝒓𝒆𝒊𝒕𝒐𝒔, 𝒓𝒆𝒏𝒅𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐𝒔 𝒆 𝒒𝒖𝒂𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒅𝒆 𝒗𝒊𝒅𝒂.
O sucesso da greve geral incomoda porque mostra a dignidade de quem luta por direitos, mesmo quando é atacado por quem esses direitos também defendem.

#pobrededireita #consciência

Nuno Cavaco 

Historium:

O Desfile Dos Vencidos: A Humilhação Pública Dos Nazistas.

O Desfile dos Vencidos foi um dos eventos mais simbólicos da Segunda Guerra Mundial. Em Moscou, milhares de soldados alemães capturados foram obrigados a marchar pelas ruas diante da população soviética. A cena mostrou ao mundo que a Alemanha nazista já não parecia invencível e marcou um momento histórico da derrota do Terceiro Reich.
Se você estivesse em Moscou naquele dia, acha que esse desfile foi justiça ou humilhação excessiva? 👇 Comente sua opinião e compartilhe este vídeo com alguém que gosta de história.

A CARTA ABERTA QUE QUERIA A PAZ....ATRAVÉS DE ACUSAÇÕES:

"Ou como convidar alguém para negociar explicando em dez páginas porque é que essa pessoa é a personificação do mal.
Volodymyr Zelensky publicou uma carta aberta dirigida a Vladimir Putin. Um documento apresentado como uma mão estendida. Um convite ao diálogo. Uma abertura diplomática. Em teoria.
Na prática, é um pouco como convidar o seu vizinho para tomar um café depois de lhe colar um cartaz à porta a rotulá-lo como o criminoso do século.
O texto é fascinante. Por um lado, Zelensky afirma que quer sentar-se à mesa das negociações. Por outro, apresenta um inventário completo das acusações contra o Kremlin: agressão, crimes, responsabilidade histórica, destruição, sofrimento. Ao lê-lo, procura-se uma proposta de compromisso. Em vez disso, encontra-se uma acusação.
É uma regra tão antiga como a própria diplomacia: quando se procura genuinamente um acordo, geralmente evita-se iniciar as discussões com um sermão. Mesmo as negociações de paz mais difíceis da história basearam-se num mínimo de reconhecimento mútuo. Aqui, o objetivo parece diferente: construir uma narrativa.
A mensagem provavelmente não se destina a Moscovo. Destina-se a Bruxelas, Londres, Paris, Berlim e Washington.
Porque ninguém em Kiev acredita seriamente que uma carta deste tipo mude a posição do Kremlin. Por outro lado, permite-lhes produzir uma imagem perfeita para os meios de comunicação social: "Vejam, estendemos um ramo de oliveira. Se a guerra continuar, a culpa não é nossa."
Mais um exercício de relações públicas do que uma iniciativa diplomática.
Além disso, a Ucrânia há muito que deixou de operar num vazio estratégico. As suas principais orientações políticas, militares e financeiras são constantemente discutidas com os seus parceiros ocidentais. As declarações do G7, da NATO e do Conselho Europeu reiteram incansavelmente o seu apoio a Kiev e o seu empenho em manter a pressão sobre Moscovo. Seria, por isso, surpreendente se uma carta de tamanha importância fosse publicada sem a prévia aprovação dos principais aliados.
Entretanto, uma questão permanece visivelmente ausente do debate: quem beneficia realmente com a continuação da guerra?
Certamente não os ucranianos, mobilizados à força há anos.
Certamente não as famílias que veem partir toda uma geração.
Certamente não a economia ucraniana, que se encontra em estado crítico.
Por outro lado, a guerra mantém um fluxo colossal de ajuda ocidental. Desde 2022, centenas de milhares de milhões de euros e dólares foram comprometidos pelos Estados Unidos, pela União Europeia, pelo Banco Mundial e pelo FMI. Esta inesperada verba alimenta também um sistema político regularmente manchado por escândalos de corrupção que envolvem as autoridades ucranianas ou os seus associados. Os relatórios do Tribunal de Contas Europeu, do OLAF, da Transparência Internacional e as investigações recorrentes do NABU recordam-nos que o problema nunca desapareceu.
O verdadeiro propósito desta carta torna-se então mais claro: não convencer Putin, mas convencer a opinião pública ocidental de que Kiev continua a ser o campo da paz.
Uma paz condicional, claro. Uma paz precedida de uma acusação.
Uma paz que se assemelha muito a uma campanha de relações públicas.

Porque quando se quer realmente negociar, escreve-se ao adversário. Quando o objetivo principal é vencer a batalha mediática, escreve-se ao público. E deixa-se uma cópia com o adversário para manter as aparências.

(Por BPartisans)