Rádio Freamunde

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sábado, 18 de julho de 2026

EDUCAÇÃO. Provedora de Justiça pede ao Governo ponto de situação sobre as notas dos exames nacionais:

Um estudante consulta as pautas com as notas dos exames nacionais, na escola Luís de Camões, em Lisboa
ANTÓNIO COTRIM

Em comunicado, a Provedoria de Justiça salientou que as "circunstâncias e o contexto" que envolvem a realização das provas “têm sido objeto de várias queixas”, em particular por parte das famílias dos alunos.

A Provedoria de Justiça pediu ao Ministério da Educação um "ponto de situação" sobre a publicação das notas dos exames nacionais e as "medidas pensadas" para a segunda fase, que arranca na segunda-feira, foi este sábado anunciado.

"O Gabinete da Provedora de Justiça diligenciou junto do Gabinete do Ministro da Educação, Ciência e Inovação pelo ponto de situação sobre o procedimento de publicação das notas dos exames nacionais, assim como pela identificação das medidas pensadas para obviar os riscos incorridos, em especial quanto ao início da segunda fase de exames", adiantou a entidade liderada por Luísa Neto.

Em comunicado, a Provedoria de Justiça salientou que as "circunstâncias e o contexto" que envolvem a realização das provas “têm sido objeto de várias queixas”, em particular por parte das famílias dos alunos.

"A inédita forma de publicação das classificações dos exames do dia de ontem [sexta-feira] e as suas possíveis consequências exigem um acompanhamento próximo e em permanência da situação por parte deste órgão do Estado, em contacto estreito com os organismos responsáveis", alegou.

No comunicado foi também realçado que "ressaltam sobretudo preocupações sobre a forma de assegurar condições de igualdade de acesso" à segunda fase dos exames - com início já na segunda-feira - pelos alunos que ainda não conhecem a sua classificação ou o procedimento que têm de seguir, se, entretanto, a vieram a saber as suas notas.

A nova provedora de Justiça, Luísa Neto, tomou posse na quarta-feira, na Assembleia da República.

Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário, realizados por 166 mil alunos, foram corrigidos em formato digital, mas o processo registou falhas técnicas desde o início, obrigando o Ministério da Educação a adiar os prazos inicialmente previstos.

As escolas só começaram a receber os ficheiros com as classificações das provas na sexta-feira à noite, altura em que começaram a divulgá-las aos alunos, através da afixação das pautas, mas também por via eletrónica.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas adiantou hoje que as escolas estavam a receber novos ficheiros com a nota dos exames de alunos que na sexta-feira tinham a sua classificação em suspenso.

Filinto Lima estimou que foram "milhares" os alunos que viram a sua classificação dos exames nacionais com a referência "suspenso", esperando que ainda hoje cheguem às escolas as orientações para resolver essa situação.

·         “Professores fazem sempre parte da solução, não merecíamos ouvir as declarações do primeiro-ministro”

Na noite de sexta-feira, o mistério anunciou que Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) e o Júri Nacional de Exames iriam explicar hoje as "situações dos alunos com a menção "suspenso" nas pautas" e divulgar as soluções e orientações a adotar nestas situações.

Há 34 minutos 

Ventos Semeados: O Corpo de Cada Um

Ventos Semeados: O Corpo de Cada Um:   A Assembleia Nacional francesa aprovou, por 291 votos contra 241, a lei da morte assistida. Não é ainda definitiva — o primeiro-ministro L...

Jornalistas descobriram que o papel higiénico utilizado pelo Ministro Luís Neves é Renova de côr preta:

Sabem que gastou mais de 1000 euros em papel higiénico no ano passado não sabendo se pagou ou se foi oferecido pela Renova?! Meus senhores a notícias que estão a sair sobre a vida de Luis Neves são uma vergonha. Se pagou a mão de obra? Se fez um tanque ou uma piscina, "normalmente quando se faz em quadrado no Alentejo dizemos tanque, mas é irrelevante, que construiu uma mesa e um banco com madeiros de uma ferrovia desativada, o reboque apreendido está no estaleiro do "amigo" em Barcelos mas afinal há uma guia de outro director da PJ a autorizar o transporte para o estaleiro do construtor!!!!! Tudo isto nos devia envergonhar, porque enquanto fazem o povo comer gelados com a testa o país continua a ser um dos países mais atrasados da Europa com um dos piores índices de produtividade dos 26. Continuem a queimar pessoas e um dia destes têm um ditador qualquer no governo porque ninguém decente quer ir para lá e os doidos vão ganhando poder e popularidade porque o povinho é atrasado e alimenta este populismo. E aos jornalistas não lhes auguro grande futuro porque a fama e poder destes populistas passa pelo tempo que o jornalistas gastam a alimentar esta desinformação e a dar-lhes tempo de antena. Isto já acontece há anos e a onde é que nos levou? E a onde levou as grandes empresas de Media e o que acrescentou à carreira de Jornalismo? Grupo de media falidos, jornalistas mal pagos, carreira desprezada e um país atrasado. Saudades do Independente, Expresso e Público dos finais dos anos 80 início dos anos 90!

Marco Areias 

Fui verificar, país a país, se mais alguém na União Europeia alterou os prazos de correção dos exames nacionais em 2026. A resposta é simples: ninguém.

A Espanha cumpriu. A França cumpriu. A Grécia deu instruções expressas aos centros de classificação para publicar sem qualquer atraso, e publicou. A Chéquia, a Hungria, a Áustria, a Croácia, a Polónia, a Lituânia, a Bulgária: todas cumpriram os seus calendários. A Roménia fez melhor: publicou resultados ANTES do prazo.

A Ucrânia — um país sob ataque de mísseis, com centros de exame que nem sempre podem funcionar em abrigos — avaliou mais de 324 mil estudantes e entregou os resultados dentro do prazo.
E depois há a Suécia. A Suécia tinha uma plataforma digital de exames pronta a estrear. Quando detetou falhas — plataforma insuficientemente testada, escolas sem tempo para se prepararem, fugas de dados de alunos — fez o que um Estado sério faz: suspendeu, voltou ao papel e faseou a digitalização até 2029. A auditoria sueca lê-se como a crónica do desastre português escrita por antecipação: a plataforma não foi suficientemente testada antes de entrar em uso e as escolas não tiveram oportunidades adequadas de preparação.
A Finlândia prova o outro lado do argumento: exames 100% digitais desde 2019, resultados entregues às escolas ao minuto. O problema nunca foi a digitalização. O problema é digitalizar à pressa, sem testes, contra os avisos de todos.
Em toda a Europa, só dois países viram os prazos de correção rebentar em 2026: Portugal e Inglaterra. Com a mesma receita: plataforma nova mal testada, empresa contratada, calendário irrealista. Em Inglaterra, o governo já pondera rescindir o contrato com a operadora privada. Em Portugal, o ministro Fernando Alexandre respondeu ao caos chamando falsos aos relatos dos professores.
Provas mal digitalizadas. Provas desaparecidas. Quarenta técnicos mobilizados numa operação noturna à procura de folhas de papel. Professores a repetir correções já concluídas. Pautas adiadas de 14 para 17 de julho. Estudantes semanas em ansiedade, com o acesso ao ensino superior em cima.
Não foi azar. Foi uma escolha política errada contra todos os sinais de alerta — os mesmos sinais que levaram a Suécia a travar a tempo.
Por isso o Bloco propõe uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Os estudantes e os professores que aguentaram este caos merecem saber quem decidiu, quem avisou e quem ignorou. E o ministro deve demitir-se. É o mínimo.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Estado da Nação:

Luís Neves está em apuros por causa de obras com um certo empreiteiro. Não está, não esteve nem estará por causa do seu papel no que foi feito a Ivo Rosa.

por Valupi

Do blogue Aspirina B

Para perceber o que se está a passar na Ucrânia:

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 16/07/2026, Revisão da Estátua)


Continuam por toda a Ucrânia manifestações de apoio ao recém-demitido ministro Fedorov e espera-se para muito breve a detenção do ex-titular da Defesa que rompeu publicamente com Zelensky.

O que sobressai nas manifestações é o elemento burguês da sociedade ucraniana, ou seja, aqueles que estão alinhados com Bruxelas, que não querem ser mobilizados e que de algum modo têm beneficiado com a cornucópia de dinheiros e negócios que rodeiam o esforço de guerra.

Zelensky apoia-se em Sirsky e no exército e avança para uma ditadura sem máscaras e, talvez, para a não realização de quaisquer eleições no outono, usando as prerrogativas que o estado de sítio lhe confere para governar por decreto.

É agora claro que Fedorov tem o apoio da UE/NATO e que representa os avultados investimentos nas tecnologias em detrimento dos defensores de uma guerra popular e da mobilização geral defendida por Zelensky e o seu grupo.

Com a intensificação da destruição sistemática do aparelho industrial, assim como de Odessa pelos russos, a Ucrânia está à beira do abismo. Os patrocinadores e co-beligerantes europeus não sabem o que fazer, pois Zelensky é a cabeça de cartaz e Fedorov o representante dos negócios em ascensão.

O que de pior poderia agora acontecer seria a eclosão de graves distúrbios e, até, de enfrentamentos armados entre facções ucranianas.

Do blogue Estátua de Sal 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Ventos Semeados: O Marketing e a Fancaria

Ventos Semeados: O Marketing e a Fancaria:   Contratar uma conhecida empresa de marketing político parecia predispor o Governo ao sucesso de imagem capaz de iludir o fracasso das polí...