Rádio Freamunde

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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Vocês montes de merda!

Vocês andaram dez anos a calcar e a empurrar o homem, que, esta era mesmo a Vossa vontade…! Era ver o Presidente Luís Filipe Vieira no chão, condenado, preso…

NÃO CONSEGUIRAM PULHADA!
Até que com os Vossos empurrões sempre o atiraram ao chão!
MAS ELE NÃO FICOU CAÍDO, ELE NÃO FICA ALI PRA SEMPRE… e, AQUELA MASELA NO BRAÇO FICARÁ SEMPRE COMO UMA MARCA PARA A JUSTIÇA…!
DEZ ANOS PARA INOCENTAR ALGUÉM
Dez anos para inocentar um acusado…
Que País!? Que comunicação liderada por um manto verde de uma gentalha de uma linhagem de “BALSEMÕES”…
Não olharam a meios para prejudicar a maior instituição do País, mas sobretudo um Homem, UM SER HUMANO,
LUÍS FILIPE VIEIRA.
Saiu de cabeça levantada e nunca fugiu pra Vigo ou para o Brasil… caiu, mas com a vitória do peso de dez anos…! E Vocês nunca vão pagar por estes dez anos… mas que a Vossa vergonha seja maior que dez anos…
Pulhagem de canal de um Balsemão…

UM JEITO MANSO: E viva o Goucha, abaixo os impostos! -- A palavra ...

UM JEITO MANSO: E viva o Goucha, abaixo os impostos! -- A palavra ...:   O Goucha terá sido condenado a pagar 1,2 milhões de euros, relativo a impostos devidos e juros compensatórios. Utilizava uma empresa para ...

Boa noite:

Antes de passar à análise rigorosa de mais um momento histórico da democracia portuguesa, um pequeno aviso a quem me segue e não devia — concretamente aos débeis mentais ou com discernimento reduzido — o que, no fundo, é a mesma coisa: as ameaças continuam a chegar via mensagem privada, mas, enquanto a censura não me bloquear e houver estrada para andar, eu vou continuar! Afinal, não estou a fazer nada que o vosso "Mestre André" não tenha feito; ele já foi bloqueado milhentas vezes nas redes sociais e continua aí — firme e hirto — a "meter nojo" e a "borrar a pintura" como se não houvesse amanhã. Ponto!

"𝗟𝗶̄𝗱𝗲𝗿 𝗱𝗼 𝗖𝗵𝗲𝗴𝗮 𝗹𝗶𝗱𝗲𝗿𝗼𝘂 𝗽𝗿𝗼𝘁𝗲𝘀𝘁𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮 𝘃𝗶𝘀𝗶𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗟𝘂𝗹𝗮 𝗱𝗮 𝗦𝗶𝗹𝘃𝗮 𝗲𝘅𝗶𝗯𝗶𝗻𝗱𝗼 𝗮𝗹𝗴𝗲𝗺𝗮𝘀 𝗮̀ 𝘃𝗲𝗻𝗱𝗮 𝗲𝗺 𝘀𝗲𝘅 𝘀𝗵𝗼𝗽𝘀"
Pois bem, no passado dia 21 de abril, terça-feira, enquanto o país recebia o Presidente brasileiro, o líder do Chega e alguns dos seus discípulos decidiram celebrar — imaginem — o Dia Internacional do BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) à porta da Assembleia da República. André Ventura chegou mesmo a exibir, orgulhosamente, um par de algemas destinadas a Lula da Silva, não só provando que é um homem de acessórios, como, de forma indireta, revelando um conhecimento suspeitosamente apurado sobre o catálogo de material nacional para adultos.
Segundo "especialistas" — amigos meus — as algemas do André têm um preço de 7,95 €, o que prova que, em tempos de inflação, o populismo continua acessível ao bolso do cidadão "português de bem". O material das mesmas, um metal prateado de baixa resistência, torna-as, não direi ideais, mas suficientemente boas para uma noite de brincadeira aos "polícias e ladrões" na intimidade dos lençóis de uma "cela", mas completamente incapazes para deter um Chefe de Estado com o arcaboiço de Lula da Silva.
O que mais poderei eu dizer para complementar este post que, para muitos, como dizia o saudoso Artur Albarran é "a tragédia, o drama, o horror" — talvez que circula uma foto do Ventura, meio desvairado de braços no ar, enquanto exclama: "É bom que ele me oiça". A questão que se impõe é: quem? O Lula ou o vendedor de artigos eróticos que se esqueceu de lhe passar fatura e/ou talão de troca? Procurem, vale a pena ver até onde vai a "pancada" deste gajo.
Dei a entender que ia acabar quando falei no parágrafo anterior em complementar, mas não estou a conseguir parar... A verdade é que há algo de profundamente poético e, simultaneamente, patético num líder político que tenta projetar a imagem de "durão" recorrendo a umas algemas de material que, à primeira tentativa de resistência, abririam com um pequeno clipe ou com um espirro mais forte. É a metáfora perfeita para esta "seita": muita fantasia, muito brilho, muito barulho, mas, se "apertarmos" um pouquinho com eles, nem sequer é preciso uma lubrificaçãozinha, esqueçam a vaselina, "escorregam" que é uma maravilha...
Não podemos, contudo, acusar André de falta de coerência partidária, já que o Chega parece ter uma ligação umbilical ao setor do prazer. Convém recordar que o deputado Rui Paulo Sousa já foi sócio de uma loja de artigos eróticos e o próprio partido já foi notícia por distribuir preservativos personalizados com o logótipo do Chega, provando que a "segurança nacional" começa, afinal, na prevenção individual de cada Chegano. Houve até o episódio caricato de jantares onde os artigos promocionais incluíam fragrâncias e acessórios que deixariam qualquer acompanhante de luxo ao domicílio a morrer de inveja.
Não sei se estão a ver bem o filme, mas aquela retórica do "limpar Portugal" ganhou agora um novo sentido, focado na higiene oral (inclusive nos cantos da boca), na desinfeção e na esterilização de brinquedos de látex e cabedais. A agremiação a que teimam chamar de partido — olhando às histórias que nos vão chegando, infelizmente muitas delas envolvendo menores — parece viver num fetiche coletivo por uniformes, castigos e submissão forçada, transformando o debate parlamentar numa espécie de antro político-porno. Se a carreira política falhar — o que seria um alívio para a sanidade pública (inclusive a deles) — André já tem currículo para ser o rosto de uma marca de prazer com o slogan: "Chega de monotonia, vote no prazer".
Agora sim... Resumindo e concluindo: Ventura quis projetar a imagem de "mauzão" — um xerife implacável — mas acabou por parecer um pobre diabo numa despedida de solteiro a quem não restou uma única profissional na casa de alterne. Ao tentar humilhar um Chefe de Estado convidado com um acessório de 7,95 €, a única coisa que Ventura conseguiu prender foi a nossa atenção para o seu evidente fetiche por adereços de adultos — embora ele próprio, com frequência, não pareça comportar-se como um.
Resta saber se, na próxima manifestação, usará chicotes de cabedal para disciplinar quem defende a Constituição que tanto critica, ou se ficaremos apenas pelas bolas de mordaça para tentar silenciar a oposição. Meus amigos, uma coisa é certa: a política portuguesa nunca esteve tão "estimulante"... e tão degradante.
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Boa noite e até amanhã.

𝐉𝐎𝐒𝐄́ 𝐂𝐀𝐑𝐋𝐎𝐒 𝐕𝐀𝐒𝐂𝐎𝐍𝐂𝐄𝐋𝐎𝐒 𝐃𝐎𝐔𝐓𝐎𝐑 𝐇𝐎𝐍𝐎𝐑𝐈𝐒 𝐂𝐀𝐔𝐒𝐀 𝐏𝐄𝐋𝐀 𝐔𝐍𝐈𝐕𝐄𝐑𝐒𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐃𝐎 𝐏𝐎𝐑𝐓𝐎:

É com muito orgulho que anunciamos a atribuição do título Doutor Honoris Causa, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a José Carlos Vasconcelos, nosso ilustre conterrâneo, cujo nome foi atribuído ao Observatório José Carlos Vasconcelos, instituído pelo Município de Paços de Ferreira.
A cerimónia está marcada para o próximo dia 7 de maio, do corrente ano.
O Presidente da Câmara Municipal, Paulo Ferreira, manifesta uma imensa alegria e saúda a Reitoria da Universidade do Porto por reconhecer tão ilustre personalidade, promotor da Cultura e da Literatura nacionais e afável concidadão do nosso Concelho.
Estamos todos muito orgulhosos pela distinção atribuída ao nosso Freamundense e figura maior da poesia nacional, defensor de presos políticos e arauto da Liberdade!

#MunicipíoPaçosDeFerreira 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Uma cabeça doente:

Vale a pena ouvir isto: Os Vassalos não estão no PS por acaso

O título é auto-explicativo. Alberto Gonçalves explora o episódio de Nélson Vassalo, que o levou a ficar em prisão preventiva, na perspectiva em que se trata de um militante do PS. E nesse exercício concentra-se em declarar que o PS atrai terroristas porque é um partido da extrema-esquerda, e a extrema-esquerda é terrorista. Termina a apelar à ilegalização do PS.

Não vale a pena fazer a lista das violações constitucionais, penais e deontológicas que a peça materializa. Vale a pena é recuperar a passagem em que o Gonçalves afirma que o Nélson tem “uma cabeça doente”. Porque, vai na volta, é capaz de ter razão. Há muitas cabeças doentes, tantas que nem sequer dá para contar. Do que se sabe do seu acto e declarações a respeito, parece altamente provável que a dimensão psiquiátrica seja mais relevante do que a ideológica ou política. Um dia se saberá, ou nunca.

Mas que dizer do Gonçalves? Seria justo, meramente adequado, desconfiar que tem uma cabeça doente? O febril e senil apelo ao ódio, o enésimo, contra o PS será motivo de alarme ou, nas imortais palavras do Zé Manel Fernandes, é tão-só a arte de “um dos colunistas mais originais e estimulantes do país”, “que é também um dos mais lidos”, sendo que “as pessoas que por vezes nos incomodam com as suas opiniões são também aquelas que nos desafiam a reflectir e a questionar certezas fáceis”?

O Observador está cheio de cabeças que não detectam na cabeça do Gonçalves patologia alguma. Não deve ser por acaso.

 por Valupi

Do blogue Aspirina B 

TARRAFAL - O CAMPO DA MORTE LENTA:

Era 23 de abril de 1936. Sob o sol inclemente da ilha de Santiago, em Cabo Verde, nascia uma das páginas mais sombrias da história portuguesa: o Campo de Concentração do Tarrafal. Criado pelo regime do Estado Novo de Salazar, não foi apenas um lugar de internamento - foi concebido para quebrar corpos e vontades, longe do olhar público, numa geografia de isolamento quase absoluto.

Oficialmente, chamaram-lhe “Colónia Penal do Tarrafal” e, mais tarde, “Campo de Trabalho de Chão Bom”. Na linguagem do regime, seria um espaço de “regeneração” para os considerados perigosos: comunistas, anarquistas, sindicalistas, antifascistas. Mas por trás dessas palavras cuidadosamente escolhidas, escondia-se outra realidade - a de um sistema desenhado para punir, desgastar e silenciar.
A viagem até ao campo já anunciava o que viria. Os prisioneiros eram embarcados sob vigilância apertada, muitas vezes sem saber o destino. Ao chegar, encontravam um ambiente hostil: calor sufocante, escassez de água, alimentação precária e assistência médica quase inexistente. Tudo parecia calculado para manter os corpos vivos - mas apenas no limite.
No Tarrafal, a doença fazia parte do castigo. Malária, disenteria, tifo. Ainda assim, mais corrosivos do que qualquer febre eram o isolamento e o silêncio imposto. As chamadas “frigideiras” - celas de cimento expostas ao sol - tornaram-se símbolo desse sofrimento. Sem ventilação, muitas vezes sem roupa, os presos ali permaneciam dias inteiros. Alguns enlouqueciam. Outros não resistiam. Entre eles, o antifascista Bento Gonçalves, que ali morreu após meses de abandono.
Para o regime, o campo era uma necessidade: proteger a “Nação” de quem a ameaçava. Qualquer forma de oposição era tratada como traição. Os presos deixavam de ser cidadãos - passavam a ser inimigos a corrigir ou eliminar.
Nos relatórios oficiais falava-se de disciplina, ordem e recuperação moral. Mas a verdade emergiu mais tarde, nas cartas clandestinas e nos testemunhos dos sobreviventes: espancamentos, trabalhos forçados, vigilância constante e detenções sem julgamento. Um contraste brutal com a imagem de “Deus, Pátria e Família” que o regime proclamava.
O campo foi encerrado em 1954, reaberto em 1961 para prisioneiros das lutas de libertação africanas, e fechado definitivamente apenas em 1974, com a Revolução dos Cravos. Ao longo das décadas, dezenas morreram, centenas resistiram ao sofrimento, e muitos carregaram para sempre marcas invisíveis.
Hoje, o Tarrafal é um espaço de memória - e de alerta. Recorda-nos que regimes autoritários não se sustentam apenas em leis ou discursos, mas também no medo, no silêncio e na erosão lenta de quem ousa discordar.
Há 90 anos, Portugal abriu ali, em solo africano, a porta de um inferno meticulosamente construído. Um inferno chamado Tarrafal.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Hoje, 22 de Abril de 1976:

Cumprem-se 50 anos do criminoso ataque bombista que destruiu as instalações da Embaixada de Cuba , então situada no centro de Lisboa , no quinto andar de um edifício na Av. Fontes Pereira de Melo, causando a morte de dois diplomatas cubanos: Adriana Corcho de 36 anos e Efrén Monteagudo de 33 anos.
Uma pasta foi colocada à saída do elevador principal que continha uma bomba com mais de seis kilos de TNT. A explosão destruiu totalmente o piso. Adriana e Efrén, ao tentarem que os seus companheiros passassem para locais seguros , perderam a vida.
Em 15 de Dezembro de 1977, Ramiro Moreira , autor material do atentado terrorista contra a Embaixada Cubana , que pertencia ao corpo de segurança de um partido de direita, compareceu ante o Tribunal Militar Territorial de Lisboa, para responder pela realização de mais de 60 operações terroristas nas quais havia participado.
Em 1978, no final do julgamento que durou 8 meses, uma dezena de acusados vinculados a estes feitos terroristas foram absolvidos, o que teve certa repercussão nos meios de difusão portuguesa. Moreira foi penalizado a 21 anos de privação de liberdade, 21 anos que não cumpriu. Depois de um breve tempo na prisão , conseguiu evadir-se e iludiu a pena aplicada, fugindo para Espanha. Em 1991 foi indultado pelo governo de Mário Soares.
Em 23 de Agosto de 1981, o advogado português Levi Baptista, representante legal dos familiares dos funcionários cubanos assassinados, acusou a CIA de estar envolvida no atentado bombista contra a Embaixada de Cuba em Portugal. O conhecido jurista declarou que sobre Ramiro Moreira, recaíam as maiores acusações, mas advertiu que ainda permaneciam em liberdade quem o havia mandado a cometer esses crimes.(Fonte : Cuba en Resumen-Dailenis Pérez)
ATÉ SEMPRE COMPANHEIROS!
Até sempre, companheiros.
Nesta estrada que é de todos.
Neste mundo onde há dinheiro.
E não há homens, só lobos.
Até sempre, companheiros.
Neste mundo de enganos.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são humanos.
Até sempre, companheiros.
Neste mundo de vaidades.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são saudades.
Até sempre, companheiros.
Neste mundo de tristeza.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são certeza.
Até sempre, companheiros.
Neste mundo de amargura.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são ternura.
Até sempre, companheiros.
Neste mundo de desgraça.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são raça.
Até sempre, companheiros.
Neste mundo de tormento.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são vento.
Até sempre, companheiro.
Neste mundo de traição.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são mão.
Até sempre, companheiros
Neste mundo de desgosto.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são rosto.
Até sempre, companheiros.
Neste mundo de pecado.
Neste mundo de dinheiro
E de homens que são fado.
Até sempre, companheiros.
Neste mundo de ambição.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são paixão.
Até sempre, companheiros.
Neste mundo de egoísmo.
Neste mundo de dinheiro
E de homens que são abismo.
Até sempre, companheiros.
Neste mundo de ilusão.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são canção.
Até sempre, companheiros
Neste mundo de tristeza.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são beleza.
Até sempre, companheiros.
Neste mundo de esperança.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são dança.
Até sempre, companheiros.
Neste mundo de lamento.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são vento.
Até sempre, companheiros.
Neste mundo de saudade.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são verdade.
Até sempre, companheiros.
Neste mundo de despedida.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são vida.
Até sempre, companheiros.
Neste mundo de partida.
Neste mundo de dinheiro.
E de homens que são vida.

(Ary dos SAntos, dedicado aos diplomatas assassinados da Embaixada de Cuba em Lisboa,1976)

 Olinda Peixoto