Coisas que Podem Acontecer:
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Ventos Semeados: Vidas Improváveis - XIX. Marcelo, o democrata tardio
90º Aniversário do assassinato de Lorca – 18 de agosto de 1936:
(Carlos Esperança, in Facebook, 18/08/2026, Revisão da Estátua)

(A Estátua associa-se ao sublinhar da efeméride. Há crimes sem perdão que não podem ser esquecidos. O fascismo também é isto.
Estátua de Sal, 18/08/2026)
Frederico Garcia Lorca foi um dos maiores poetas e dramaturgos espanhóis, fuzilado e enterrado em segredo por quem odiava a cultura, o amor, a vida e a liberdade.
Aos 38 anos assassinaram-no os fascistas. Os restos mortais nunca foram localizados e a sua poesia resistiu ao tempo, a recordar que lhe ocultaram o corpo com os versos de fora:
Romance sonâmbulo
Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar
y el caballo en la montaña.
Con la sombra en la cintura
ella sueña en su baranda,
verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Verde que te quiero verde.
(…)
(Federico Garcia Lorca – 1928).
Nota da Estátua: O poema completo, traduzido para português por Afonso Felix de Sousa, pode ser lido aqui.
Do blogue Estátua de Sal
terça-feira, 18 de agosto de 2026
Parece que, afinal, não há gangsters no PS:
«Quis-se por opção tosca há mais de 10 anos (!) que fosse o regime a ser colocado em cheque num mega-processo. Paga-se hoje esse preço a vários níveis mas a fatura é de ontem.
Quantas vezes é que se ouviu, leu e se insinuou que aqueles que trabalharam com Sócrates e fizeram parte dos seus governos estavam envolvidos nas mesmas teias, corrupção e que patrocinaram alguns dos seus esquemas? Que o PS era uma espécie de partido de gangsters?
É verdade que esta tese se acentua com a chegada da extrema-direita à política nacional nos últimos 6 anos mas nasce bem antes. Ora, tirando aqueles banqueiros, gestores que todos sabemos e pessoas como o Manuel Pinho que não se pode dizer que eram do PS, o que é que uma investigação exaustiva que existe há tantos e tantos anos a Sócrates nos diz? Aquilo que muitos não queriam que saltasse à vista e poucos anunciam como um dos factos políticos mais relevantes da infindável e interminável ‘Operação Marquês.’ Sócrates quando lesou, agiu sempre sozinho politicamente e com o desconhecimento do seu partido ou de quem esteve no governo consigo.
Tanta prova recolhida e nem uma escuta que pudesse, pelo menos, incriminar alguém dos seus governos nos jornais, pensavam tantos. Nada.
As sentenças abusivas aqui e ali, da rua e até de certos comentadores nas televisões tinham pouca ou nenhuma sustentação com a realidade. Que atire a primeira pedra quem nunca trabalhou numa empresa para um diretor ou uma diretora-geral sob a qual veio a perceber que talvez aquela pessoa não fosse tão séria quanto julgava ou até quanto se exigiria. Nos mínimos. Pois…»
O ‘trauma’ Sócrates é a causa da operação Influencer
O autor é homónimo e neto do saudoso Gonçalo Ribeiro Telles. O artigo é de Novembro de 2025, e foi escrito em cima da revelação pública de existirem escutas a Costa, feitas quando era primeiro-ministro, que tinham sido omitidas ao Supremo Tribunal de Justiça e ao Tribunal Central de Instrução Criminal. Como se pode ler acima, o episódio suscitou-lhe uma raríssima reflexão entre os profissionais do comentariado. Ele faz autocrítica implícita, descreve em subtexto o seu próprio processo de alinhamento com as campanhas negras e a indústria da calúnia. Mas agora ergue a voz para dizer que foi enganado, que todos foram enganados. O PS está limpo, é a conclusão inevitável da própria Operação Marquês após tantos anos de espionagem e devassa, lavrou este Telles.
Merece aplauso? Não, pá. Porque continua a alinhar com a indústria da calúnia. No começo do artigo, repete a liturgia de se declarar convicto que Sócrates cometeu crimes de corrupção. Não diz quais foram, nem como, nem quais são as provas. Não precisa, só precisa de caluniar para mostrar que é um comentador de bem. O mesmo acontece no trecho citado, em que avança para a genial tese de um Sócrates com poderes mágicos, fabulosos, capaz de estar sempre cercado de gente do Governo e do partido e, nas suas barbas e costas, produzir crimes de corrupção gigantescos, como nunca se viu na terrinha.
De facto, há um trauma na sociedade relacionado com Sócrates. Só que ele nada tem a ver com crimes de corrupção – tem é tudo a ver com a cobardia dos que não defendem a cidade.
18 Agosto 2026 às 8:52 por Valupi
Do blogue Aspirina B
A história oculta do ódio à Rússia – Como a Segunda Guerra Mundial moldou as gerações alemãs:
(Joseph Praetorius, in Facebook,17/08/2026, Revisão da Estátua)

Como explicar este ódio ao russo que faz rumar, senão à autodestruição do género humano, pelo menos ao desaparecimento de Berlim, Haia, Bruxelas, Londres e Paris?
Há um pequeno detalhe no fim da Segunda Grande Guerra. As acéfalas megeras alemãs em 30 de Abril – data em que Hitler se teria suicidado – viviam ainda como “mães da raça superior” e, a dois de Maio, acordaram como meretrizes a servirem eslavos, asiáticos e afro-americanos, por um par de meias e umas latas de conservas…
O fenómeno prolongou-se. Embora os preços tenham subido. Os alemães nascidos dez anos antes da guerra, ou dez anos depois, viveram na sombra disso. E ficaram bem marcados. E marcadas.
Estaline fez a única coisa capaz de matizar e contrariar tais traumas. Semeou as ruínas de concertos, récitas e bailado, opondo a tais abismos das existências e das almas as maiores elevações de alma até hoje conhecidas. As marcas de uma e outra coisa, porém, ficaram. A par.
O execrando ar macambúzio do execrando Merz traz disso os estigmas visíveis. Como todos os da sua geração naquela terra é um doente mental.
Merz, como Von der Leyen, estão nesta faixa etária. Merkel também estava e sabe-se como subiu na vida política, porque Kohl o contou. Era a puta a quem ele melhor pagou. (Foi o essencial de quanto disse). Esta gente ficou com a humilhação e a sexualidade infeliz cravada nas almas.
E a Mossad construiu nesta infelicidade as bases do seu mundo. São as gerações Epstein. E o domínio dos respectivos estados. É o governo da morte. E continuará a sê-lo enquanto não desaparecer.
Trump é um alemão ressentido. A Baviera expulsou do país o avô – um refratário – e o doentio Merz não lhe suscita qualquer simpatia. Merkel também não suscitava. A Alemanha é entidade política a quem ele responderá pelo abandono, ou pela rejeição. Grosseiro e primário, também foi agarrado por Epstein. Pela braguilha, bem entendido.
Do blogue Estátua de Sal
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Mais uma humilhação para a Europa: Os EUA querem avaliar a lealdade dos seus aliados da NATO:
(Por R T France, in Reseau International, 15/08/2026, Trad. Estátua)

Washington apela agora aos seus aliados da NATO para que esclareçam o seu apoio às políticas de Donald Trump, enquanto os Estados Unidos ponderam reduzir a sua presença militar na Europa. O questionário, divulgado pela Bloomberg, centra-se particularmente no acesso a bases militares, nas compras de armas americanas e nas escolhas de defesa dos países europeus.
Washington enviou recentemente um questionário aos países membros da NATO com o objectivo de avaliar o seu apoio às políticas de Donald Trump, no meio da ameaça de redução da presença militar americana na Europa. De acordo com um artigo da Bloomberg que revelou o documento a 14 de agosto, os aliados estão a ser questionados se apoiaram publicamente a política externa dos EUA e que restrições impuseram à utilização de bases militares pelas forças norte-americanas.
O documento vai além das questões de segurança. Washington quer também saber se os seus parceiros compram armas a empresas americanas e se apoiam regras que possam limitar o acesso dessas empresas aos contratos de defesa europeus. Os países estão também a ser questionados sobre a sua posição em relação ao princípio “Made in Europe” no sector do armamento.
Esta iniciativa surge numa altura em que a administração Trump realiza uma revisão semestral da sua presença militar na Europa, cujas conclusões são esperadas para dezembro. Ao mesmo tempo, Washington procura transferir uma fatia crescente das responsabilidades militares e financeiras para os membros europeus da Aliança.
Divergências cada vez mais visíveis no seio da NATO
As questões levantadas por Washington relacionam-se diretamente com várias disputas recentes com alguns dos seus aliados. As referentes ao acesso a bases militares dizem respeito, em particular, às operações americanas no Médio Oriente e no Hemisfério Ocidental.
A Espanha, por exemplo, recusou-se a apoiar os ataques americanos contra o Irão e proibiu a utilização das suas bases para esse fim. O questionário refere-se também, indiretamente, ao Irão e à operação americana contra Nicolás Maduro na Venezuela. Estes episódios ilustram as divergências que podem surgir quando alguns membros da Aliança se recusam a seguir automaticamente as iniciativas de Washington.
Esta abordagem foi também mal recebida por diversos países da NATO. Segundo fontes citadas pela Bloomberg, alguns aliados vêem-na como uma tentativa de os forçar a um alinhamento político e ideológico em troca da manutenção das garantias de segurança americanas. A agência acredita que tal desenvolvimento poderá alterar significativamente o equilíbrio das relações transatlânticas herdado do período pós-guerra.
Washington está a reduzir gradualmente o seu papel militar na Europa
O questionário faz parte de uma revisão mais ampla da presença americana no continente. A 28 de julho, o responsável do Pentágono, Elbridge Colby, confirmou o início desta revisão, sublinhando que a administração Trump pretendia transferir mais responsabilidades militares para os aliados europeus.
A redução das tropas americanas já tinha sido discutida na primavera. Donald Trump anunciou, então, novas reduções na presença militar dos EUA na Europa, além da já planeada retirada de 5.000 soldados da Alemanha. No entanto, a legislação americana proíbe uma redução do número de tropas abaixo dos 76.000 na Europa sem justificação adicional.
O alcance e a distribuição de uma possível retirada, portanto, ainda precisam de ser determinados. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, descreveu a revisão americana como uma decisão “lógica e positiva”, dado o aumento das despesas militares europeias e canadianas. Um representante da Aliança confirmou ainda à Bloomberg que as discussões com Washington estavam em curso, sem comentar diretamente o questionário.
As decisões esperadas até ao final do ano deverão esclarecer até que ponto os Estados Unidos pretendem reduzir a sua presença militar directa na Europa. Revelarão também em que medida Washington pretende agora condicionar o seu compromisso com os seus aliados ao alinhamento político, às escolhas militares e às aquisições de defesa destes.
Fonte aqui
Do blogue Estátua de Sal
Ventos Semeados: Vidas Improváveis - XVIII. André e os seus princípios
Portugal? Não. Parololândia!
(Zé Oliveira Vidal, in Estátua de Sal, 16/08/2026, revisão da Estátua)

(Este artigo resulta de um comentário a um texto do Carlos Esperança que publicámos sobre o programa Prime Time da CNN Portugal, (ver aqui). Pela sua acutilância na defesa de algumas posições incómodas – e por isso mesmo sempre polémicas -, resolvi dar-lhe destaque.
Estátua de Sal, 16/08/2026)
Num canal que só existe para difundir propaganda em nome dos EUA e manipular totalmente quem o vê, juntam-se 4 parolos.
O parolo Adalberto Campos Fernandes – A(CF) – é um pinochetista que nos quer vender a quem pagar mais, e cujo trabalhinho é fazer de conta que o pinochetismo, ou neoliberalismo, ou europeísmo, ou a p* que o pariu, é a “esquerda” da governabilidade.
O parolo Bernardino Soares – B(S) – é um leninista sem espinha dorsal. Diz que é contra a guerra, mesmo que do lado de lá estejam nazis e terroristas e genocidas. Ainda bem que esse tipo de parolo já não estava no poder em Moscovo no início dos anos 40…ou estaríamos todos em “paz” a falar alemão e a esticar o braço direito.
Saltamos algumas letras e temos o parolo Miguel Relvas – M(R) -, um vigarista e corrupto. Do tipo que o parolo A(CF) mais ama. É neste amor que os portugueses ficam bem consolados… por trás… à força… sem lubrificante, nem sequer um “com licença”. Afinal de contas a dupla amorosa da governabilidade tem uma missão previamente decidida, em Washington DC, Bruxelas, e Bilderberg. O voto que o povito lá coloca, ao total engano, é mera formalidade.
O quarto parolinho, Pedro Frazão – P(F) -, que olha para Ventura como quem olha para uma aparição, é o mais intelectualmente honesto deles todos. Diz o que tem a dizer. Quem tem dois dedos de testa percebe logo que está ali um fascista. Quem só tem um dedo de testa, fica a achar que é o único fascista do quarteto. É o caso do autor do artigo…
E finalmente temos todos os parolos que olham para um canal dos EUA, com propaganda dos EUA, onde discursam 3 vassalos dos EUA, e onde o parolo vermelho só lá entra para simular uma tal de “pluralidade”.
Novamente, quem tem dois dedos de testa, sabe que estão ali 4 (o parolo pivot incluído) contra 1, que é para a única voz antifascista e anti-imperialista soar, logo à partida, como ultraminoritária. Faz parte do bê-á-bá da manipulação mediática.
E quem só tem um dedo de testa, vai ao ponto de chamar “putinista” a quem nem sequer tem coragem para apoiar a guerra pela defesa e libertação do povo do Donbass, vítima da agressão nazi (sob as ordens dos EUA) desde 2014.É o caso do autor do artigo…
Os parolos gostam muito de tagarelar sobre a espuma dos dias e sobre as “mudanças” de pessoas que garantem que tudo fica na mesma.
Os parolos não gostam nada de usar a coragem para dizer o que tem de ser dito, não vá a avença/presença paga pelo canal da propaganda mudar de bolso.
E a parolada toda, no final, acha mesmo que viu e ouviu um debate sobre alguma coisa.
Mas eu faço já o resumo: a não ser que seja de um partido irrevogavelmente antifascista e anti-imperialista (e está aqui subentendido o ser-se antinazi e anti-sionistas), então nada muda. E mesmo esses, como o parolo B(S), têm dias…
Se o SNS for desmantelado, se o número de pobres continuar a ser perto de METADE da população do país, se os direitos laborais desaparecerem, se os offshores servirem para uma cada vez maior fuga ao fisco dos pornograficamente ricos, e se o dinheiro dos contribuintes portugueses for roubado, dos seus bolsos contra a sua vontade, para pagar instrumentos de censura e total vigilância/escuta além de armas para as guerras do império, se tudo isso suceder, é para o lado que os parolos – A(CF), M(R) e P(F) -, melhor dormirão, e todos eles IGUALMENTE descansados.
E nenhuma desta corrupção e vassalagem será alguma vez alvo de investigação criminal nem muito menos de atenção mediática, pois as PRESStitutas estão igualmente na folha de pagamentos do império.
Aliás, se a compra de barcos de guerra está nas manchetes e rodapés, é só porque o vendedor é a Itália, e não os EUA.
Mas nisso os parolos não reparam, pois estão demasiado distraídos a ver/ouvir os “debates” entre parolos rosa e laranja e companhia, e a “raciocinar” sobre quem se sentará no “poder” (aqui nesta província do império dos EUA) após a próxima dança das cadeiras:
– Ai, será que a seguir, para fazer exatamente o MESMO, com a mesma vassalagem, corrupção e total falta de representatividade e de soberania, vem o parolo X ou o parolo Y, ai que interessante.
Portugal? Não. Parololândia!
Do blogue Estátua de Sal