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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Mais uma humilhação para a Europa: Os EUA querem avaliar a lealdade dos seus aliados da NATO:

 (Por R T France, in Reseau International, 15/08/2026, Trad. Estátua)


Washington apela agora aos seus aliados da NATO para que esclareçam o seu apoio às políticas de Donald Trump, enquanto os Estados Unidos ponderam reduzir a sua presença militar na Europa. O questionário, divulgado pela Bloomberg, centra-se particularmente no acesso a bases militares, nas compras de armas americanas e nas escolhas de defesa dos países europeus.


Washington enviou recentemente um questionário aos países membros da NATO com o objectivo de avaliar o seu apoio às políticas de Donald Trump, no meio da ameaça de redução da presença militar americana na Europa. De acordo com um artigo da Bloomberg que revelou o documento a 14 de agosto, os aliados estão a ser questionados se apoiaram publicamente a política externa dos EUA e que restrições impuseram à utilização de bases militares pelas forças norte-americanas.

O documento vai além das questões de segurança. Washington quer também saber se os seus parceiros compram armas a empresas americanas e se apoiam regras que possam limitar o acesso dessas empresas aos contratos de defesa europeus. Os países estão também a ser questionados sobre a sua posição em relação ao princípio “Made in Europe” no sector do armamento.

Esta iniciativa surge numa altura em que a administração Trump realiza uma revisão semestral da sua presença militar na Europa, cujas conclusões são esperadas para dezembro. Ao mesmo tempo, Washington procura transferir uma fatia crescente das responsabilidades militares e financeiras para os membros europeus da Aliança.

Divergências cada vez mais visíveis no seio da NATO

As questões levantadas por Washington relacionam-se diretamente com várias disputas recentes com alguns dos seus aliados. As referentes ao acesso a bases militares dizem respeito, em particular, às operações americanas no Médio Oriente e no Hemisfério Ocidental.

A Espanha, por exemplo, recusou-se a apoiar os ataques americanos contra o Irão e proibiu a utilização das suas bases para esse fim. O questionário refere-se também, indiretamente, ao Irão e à operação americana contra Nicolás Maduro na Venezuela. Estes episódios ilustram as divergências que podem surgir quando alguns membros da Aliança se recusam a seguir automaticamente as iniciativas de Washington.

Esta abordagem foi também mal recebida por diversos países da NATO. Segundo fontes citadas pela Bloomberg, alguns aliados vêem-na como uma tentativa de os forçar a um alinhamento político e ideológico em troca da manutenção das garantias de segurança americanas. A agência acredita que tal desenvolvimento poderá alterar significativamente o equilíbrio das relações transatlânticas herdado do período pós-guerra.

Washington está a reduzir gradualmente o seu papel militar na Europa

O questionário faz parte de uma revisão mais ampla da presença americana no continente. A 28 de julho, o responsável do Pentágono, Elbridge Colby, confirmou o início desta revisão, sublinhando que a administração Trump pretendia transferir mais responsabilidades militares para os aliados europeus.

A redução das tropas americanas já tinha sido discutida na primavera. Donald Trump anunciou, então, novas reduções na presença militar dos EUA na Europa, além da já planeada retirada de 5.000 soldados da Alemanha. No entanto, a legislação americana proíbe uma redução do número de tropas abaixo dos 76.000 na Europa sem justificação adicional.

O alcance e a distribuição de uma possível retirada, portanto, ainda precisam de ser determinados. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, descreveu a revisão americana como uma decisão “lógica e positiva”, dado o aumento das despesas militares europeias e canadianas. Um representante da Aliança confirmou ainda à Bloomberg que as discussões com Washington estavam em curso, sem comentar diretamente o questionário.

As decisões esperadas até ao final do ano deverão esclarecer até que ponto os Estados Unidos pretendem reduzir a sua presença militar directa na Europa. Revelarão também em que medida Washington pretende agora condicionar o seu compromisso com os seus aliados ao alinhamento político, às escolhas militares e às aquisições de defesa destes.

Fonte aqui

Do blogue Estátua de Sal

Ventos Semeados: Vidas Improváveis - XVIII. André e os seus princípios

Ventos Semeados: Vidas Improváveis - XVIII. André e os seus princípios:   (Décimo oitavo de uma série de retratos à maneira de Woody Allen, em que se constata haver quem melhor lembre Groucho Marx ).   Grouch...

Portugal? Não. Parololândia!

(Zé Oliveira Vidal, in Estátua de Sal, 16/08/2026, revisão da Estátua)

Puppet theater banner reading “TEATRO DE MARIONETAS: SAÚDE E DEFESA,” with nurse, soldier, hospital, and Portuguese symbols
Um teatro de fantoches colorido apresenta temas de saúde e defesa de Portugal a um público atento…

(Este artigo resulta de um comentário a um texto do Carlos Esperança que publicámos sobre o programa Prime Time da CNN Portugal, (ver aqui). Pela sua acutilância na defesa de algumas posições incómodas – e por isso mesmo sempre polémicas -, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 16/08/2026)


Num canal que só existe para difundir propaganda em nome dos EUA e manipular totalmente quem o vê, juntam-se 4 parolos.

O parolo Adalberto Campos Fernandes – A(CF) – é um pinochetista que nos quer vender a quem pagar mais, e cujo trabalhinho é fazer de conta que o pinochetismo, ou neoliberalismo, ou europeísmo, ou a p* que o pariu, é a “esquerda” da governabilidade.

O parolo Bernardino Soares – B(S) – é um leninista sem espinha dorsal. Diz que é contra a guerra, mesmo que do lado de lá estejam nazis e terroristas e genocidas. Ainda bem que esse tipo de parolo já não estava no poder em Moscovo no início dos anos 40…ou estaríamos todos em “paz” a falar alemão e a esticar o braço direito.

Saltamos algumas letras e temos o parolo Miguel Relvas – M(R) -, um vigarista e corrupto. Do tipo que o parolo A(CF) mais ama. É neste amor que os portugueses ficam bem consolados… por trás… à força… sem lubrificante, nem sequer um “com licença”. Afinal de contas a dupla amorosa da governabilidade tem uma missão previamente decidida, em Washington DC, Bruxelas, e Bilderberg. O voto que o povito lá coloca, ao total engano, é mera formalidade.

O quarto parolinho, Pedro Frazão – P(F) -, que olha para Ventura como quem olha para uma aparição, é o mais intelectualmente honesto deles todos. Diz o que tem a dizer. Quem tem dois dedos de testa percebe logo que está ali um fascista. Quem só tem um dedo de testa, fica a achar que é o único fascista do quarteto. É o caso do autor do artigo…

E finalmente temos todos os parolos que olham para um canal dos EUA, com propaganda dos EUA, onde discursam 3 vassalos dos EUA, e onde o parolo vermelho só lá entra para simular uma tal de “pluralidade”.

Novamente, quem tem dois dedos de testa, sabe que estão ali 4 (o parolo pivot incluído) contra 1, que é para a única voz antifascista e anti-imperialista soar, logo à partida, como ultraminoritária. Faz parte do bê-á-bá da manipulação mediática.

E quem só tem um dedo de testa, vai ao ponto de chamar “putinista” a quem nem sequer tem coragem para apoiar a guerra pela defesa e libertação do povo do Donbass, vítima da agressão nazi (sob as ordens dos EUA) desde 2014.É o caso do autor do artigo…

Os parolos gostam muito de tagarelar sobre a espuma dos dias e sobre as “mudanças” de pessoas que garantem que tudo fica na mesma.

Os parolos não gostam nada de usar a coragem para dizer o que tem de ser dito, não vá a avença/presença paga pelo canal da propaganda mudar de bolso.

E a parolada toda, no final, acha mesmo que viu e ouviu um debate sobre alguma coisa.

Mas eu faço já o resumo: a não ser que seja de um partido irrevogavelmente antifascista e anti-imperialista (e está aqui subentendido o ser-se antinazi e anti-sionistas), então nada muda. E mesmo esses, como o parolo B(S), têm dias…

Se o SNS for desmantelado, se o número de pobres continuar a ser perto de METADE da população do país, se os direitos laborais desaparecerem, se os offshores servirem para uma cada vez maior fuga ao fisco dos pornograficamente ricos, e se o dinheiro dos contribuintes portugueses for roubado, dos seus bolsos contra a sua vontade, para pagar instrumentos de censura e total vigilância/escuta além de armas para as guerras do império, se tudo isso suceder, é para o lado que os parolos – A(CF), M(R) e P(F) -, melhor dormirão, e todos eles IGUALMENTE descansados.

E nenhuma desta corrupção e vassalagem será alguma vez alvo de investigação criminal nem muito menos de atenção mediática, pois as PRESStitutas estão igualmente na folha de pagamentos do império.

Aliás, se a compra de barcos de guerra está nas manchetes e rodapés, é só porque o vendedor é a Itália, e não os EUA.

Mas nisso os parolos não reparam, pois estão demasiado distraídos a ver/ouvir os “debates” entre parolos rosa e laranja e companhia, e a “raciocinar” sobre quem se sentará no “poder” (aqui nesta província do império dos EUA) após a próxima dança das cadeiras:

Ai, será que a seguir, para fazer exatamente o MESMO, com a mesma vassalagem, corrupção e total falta de representatividade e de soberania, vem o parolo X ou o parolo Y, ai que interessante.

Portugal? Não. Parololândia!

Do blogue Estátua de Sal

domingo, 16 de agosto de 2026

Ventos Semeados: Vidas Improváveis - XVII. Aníbal, o da Memória Sel...

Ventos Semeados: Vidas Improváveis - XVII. Aníbal, o da Memória Sel...:   (Décimo sétimo de uma série de retratos à maneira de Woody Allen, em que se constata quanto não faltam exemplos de quem se julga com muito...

Dominguice:

Existe algum estudo sobre a violência que o Chega introduziu no sistema partidário? Se existir, essa investigação começará por reconhecer que a sua violência não aparece ex nihilo. Existe sempre violência potencial na disputa política, a qual pode gerar conflitos de variado grau e consequências. E já existia intensa violência política em Portugal em 2017, quando Passos Coelho lançou o Ventura em Loures, precisamente para ensaiar com a chancela do PSD a eficácia de um discurso securitista, alarmista, racista e xenófobo (também porque Trump tinha ganhado um ano antes, havia um novo ciclo na direita à escala mundial, e muito pelo rancor de ter perdido o Governo em 2015 para o PS). A diferença que o Chega trouxe consistiu em assumir o estilo pornográfico como imagem de marca. Isto é, a sua violência foi transformada em espectáculo, sendo a produção contínua desses espectáculos a sua estratégia de comunicação – ou modelo de negócio eleitoral. O que se dizia no táxi e na tasca, para usar essas metáforas relativas ao simplismo degradado e aos tabuísmos, passou a dizer-se na televisão, nos cartazes e no Parlamento. Ao mesmo tempo, profana-se a simbólica religiosa e a teologia, tentando pescar ignaros reduzidos à identidade católica ou evangélica. Quase tudo agora se pode dizer na práxis política e na comunicação social; e tudo, mesmo tudo, pode ser insinuado.

Esta violência específica tem sido gerida pelo partido que a criou, o PSD. Porque tem sido útil e promete continuar a ser. Talvez por isso não exista nenhum estudo sobre a violência do Chega.

por Valupi

Do blogue Aspirina B 

O mistério dos soldados russos alienígenas:

(João Ferreira, in Facebook, 14/08/2026, Revisão da Estátua)

Segundo a narrativa que diariamente nos chega através de alguns canais televisivos europeus — ou, talvez mais correctamente, da Igreja Universal do Reino dos Mírdia — o Exército russo consegue a extraordinária proeza de perder dezenas de milhares de militares todos os meses e, ainda assim, continuar a aparecer no campo de batalha como se tivesse descoberto uma fonte inesgotável de soldados.

Mas é nas trocas de cadáveres que o fenómeno entra definitivamente no domínio da ficção científica.

Por cada 1000 cadáveres de militares ucranianos entregues, são apenas trocados pouco mais de 30 cadáveres de militares russos.

Quando chega o momento de trocar corpos, aparecem números que parecem pertencer a uma guerra diferente daquela que vemos explicada diariamente nos ecrãs. Por cada grande quantidade de cadáveres ucranianos devolvidos, o número de russos entregues pode ser muitíssimo inferior. E aqui nasce uma questão científica que merece urgentemente financiamento de Bruxelas: onde estão os restantes russos?

Se acreditarmos simultaneamente em todas as contagens televisivas e interpretarmos as trocas de cadáveres como se fossem um retrato directo das baixas totais de cada lado, resta uma hipótese fascinante: 90% do Exército russo é constituído por alienígenas.

Não há outra explicação. Morrem aos milhares perante as câmaras dos comentadores, mas, chegada a hora de entregar os corpos, evaporam-se. Talvez sejam recolhidos durante a noite por uma nave-mãe estacionada algures sobre os Urais. Talvez se desintegrem automaticamente ao som da palavra «troca». Ou talvez Putin tenha finalmente desenvolvido aquilo que a NATO ainda não conseguiu: infantaria biodegradável.

O mais extraordinário é a persistência do fenómeno. Ano após ano, os mesmos mapas, os mesmos especialistas, as mesmas estimativas categóricas e, naturalmente, a mesma certeza absoluta. Porque na moderna liturgia televisiva existe uma regra simples: os números anunciados ontem podem ser esquecidos amanhã, desde que o gráfico de hoje tenha muitas setas.

Naturalmente, há uma explicação muito menos divertida: estatísticas de baixas, mortos confirmados e cadáveres recuperados ou trocados não são grandezas directamente comparáveis. Uma troca de corpos não constitui, por si só, um balanço estatístico da guerra. Mas essa pequena chatice metodológica estraga completamente a teoria dos alienígenas.

E seria uma pena.

Porque entre acreditar que, numa guerra, ambos os lados fazem propaganda, apresentam números incompletos e seleccionam aquilo que lhes convém divulgar, ou acreditar que dezenas de milhares de soldados russos mortos são discretamente teletransportados para outra galáxia, começo a achar que a segunda hipótese daria um excelente debate televisivo.

Só falta convidarem um especialista em OVNIs.

Do blogue Estátua de Sal

sábado, 15 de agosto de 2026