Rádio Freamunde

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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Hoje o grande vencedor do processo de privatização da TAP tem um nome, Pedro Nuno Santos:

Lamentável a intervenção "festiva" do Luiso Montetrengo; se tivesse vergonha não teria dito o que disse e mais, para não mentir teria ido rever as suas declarações quando o governo decidiu injectar 3,2 mil milhões na empresa.

Faça-se justiça a quem tem levando tanta pancada!
Para memória futura cito umas declarações de Montetrengo em 2023;
"O líder social-democrata referiu que, na sua opinião, “o futuro da TAP é ser privada. O futuro da companhia Aérea Portuguesa é poder estar no mercado, com certeza cumprir o interesse estratégico do país, mas atuar como uma empresa privada”
O presidente do PSD, Luís Montenegro, considerou esta segunda-feira que o primeiro-ministro e o ministro das Finanças devem pedir “desculpa aos portugueses" por “terem injetado mais de três mil milhões de euros” na TAP.
“Sinceramente, é preciso que o doutor Fernando Medina e o doutor António Costa peçam desculpa aos portugueses e possam assumir a responsabilidade de terem injetado mais de três mil milhões de euros do nosso dinheiro, que deixou de ser aproveitado para outras infraestruturas, para outros investimentos, para salvar a companhia que eles próprios quiseram nacionalizar.

O triângulo do diesel: A ilusão de Washington, o pânico de Trump e o teatro da hipocrisia europeia:

(Vasco Lemos Barreto, in Facebook, 13/10/2026, Revisão da Estátua)


Post matinal para se rirem ou chorarem… Depende de quem lê!

O Trump apresentou recentemente um acordo com pompa e circunstância com o Putin. O Putin ainda se deve estar a rir!  Explico o porquê!

O recente anúncio de fornecimento de petróleo russo foi detalhado em fases e apresentado originalmente em toneladas métricas.

A fase inicial prevê um fornecimento imediato de 300.000 toneladas, seguida por uma entrega de 500.000 toneladas em novembro. As etapas seguintes estimam o envio de mais 1.000.000 de toneladas, com o potencial de atingir uma meta de curto prazo de até 3.000.000 de toneladas.

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Do blogue Estátua de Sal 

Foram-se as asas:

A Alemanha fica para já com a TAP, há 15 anos Berlim quis a EDP, mas a eléctrica foi para a China, que ficou também a controlar a Fidelidade e o BCP (BCP esse que tinha ficado com o BPA), os outros bancos passaram para mãos espanholas, enquanto o Novo Banco foi para os EUA para acabar em França, tal como a velha Portugal Telecom (agora nas mãos dum empresário franco-israelo-marroquino).

É olhar para Portugal e ver como esta estratégia foi avançando com uma liga de políticos privatizadores desde Cavaco Silva, passando por Durão Barroso (passou pela Comissão Europeia e acabou num banco dos EUA) até Maria L. Albuquerque (passou por um fundo de investimento dos EUA e acabou na Comissão Europeia), incluindo dezenas de outros ministros, de todos as partidos do arco da governação, que, em recompensa pelos serviços prestados, foram para cargos de topo das empresas anteriormente públicas, vendidas, ao desbarato, pelo mundo fora, de Angola à Alemanha.
O soberania financeira foi para Frankfurt, a estratégia política/militar é decidida a partir de Bruxelas na Comissão Europeia/NATO, as casas e palacetes, o centro de Lisboa, paras os ‘vistos gold’ e fundos imobiliários.
A seguir vão atrás das terras e minérios que ainda sobram. Finalmente, tentarão privatizar as praias e a água.
Isto não é ser de esquerda, de direita ou do centro. É ser contra um país em saldos que há um quarto século teve de sacrificar a sua indústria têxtil para a Alemanha poder vender mais carros na China. Não têm sido bem ‘vendas’ ou ‘privatizações’. Tem sido um misto de burla, assalto e mutilação. Levaram-nos a camisa, venderam-nos os anéis, paralisaram-nos as mãos e as pernas. Agora levam-nos as asas.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Obrigado por ter salvado a TAP, por ter preservado os postos de trabalho e defendido os interesses de Portugal:

O País é ingrato e vai ser esquecida a audácia e coragem de reverter a privatização feita pela calada da noite por um governo que já não tinha legitimidade para tomar a decisão.
Os trabalhadores da TAP não esquecerão quem lhes preservou os postos de trabalho na pandemia Covid-19 e o País não pode ser ingrato ao ponto de esquecer quem recuperou a TAP e os Caminhos de Ferro Portugueses. Parabéns, Pedro Nuno Santos!
O golpe urdido em Belém contra António Costa arrastou o País para um incompetente governo de direita que o inepto Passos Coelho queria ainda mais à direita e neoliberal.
Pagaremos amargamente a nossa falta de vigilância cívica e ausência de oposição de esquerda a este governo que Marcelo e Lucília Gago nos impuseram, com sucessivas dissoluções da AR do ex-PR, até nos trazer de novo Miguel Pinto Luz, especialista em negócios de privatizações, num governo que se desfaz com Luís Montenegro.

Obrigado, Pedro Nuno Santos.

Carlos Esperança 

Ventos Semeados: Nem ingénuos, nem aterrados

Ventos Semeados: Nem ingénuos, nem aterrados:   A ingenuidade é hábito antigo da esquerda dita moderada, e vem sempre embrulhada em boas maneiras. José Luís Carneiro viabiliza mais um Or...

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Ai Costa, Costa – que bosta!

(João Gomes, in Facebook, 13/10/2026, Revisão da Estátua) 

Ao fim de tantos anos de político, António Costa nada aprendeu ou, aliás, aprendeu que a política era para ser aproveitada para floreados europeus maciços porque lhe ia enchendo a conta bancária e tinha oportunidade de privar com os “grandes” dirigentes.

Uma desilusão completa entre o autarca que passeava pelas ruas do Intendente para aferir das necessidades de Lisboa e o posterior chefe de governo que se agarrou á geringonça para fingir que queria resolver os problemas estruturais do país e os sociais. Se alguma coisa fez, nessa época, foi graças às insistências do PCP e do BE que só lhe dariam apoio na AR se ele fizesse “obra”.

Alguma coisa se conseguiu por essa via, mas agora percebem-se os objetivos “costistas”: apoio popular para se guindar a uma posição política no centro esquerda internacional. O “esquema” foi o famoso parágrafo da PGR que, hoje, se percebe ter sido a forma de sair airosamente do governo e ser considerado um “injustiçado”.

Hoje apresenta-se como um claro vendido ao poder dos grupos da UE que estão a conduzir a Europa para a sua maior crise financeira e económica das últimas décadas, com hipótese inclusive de criar uma crise social de dimensão ainda imprevisível e uma adesão á Terceira Guerra Mundial que a Europa pode vir a enfrentar.

O que escrever no epitáfio deste sujeito? Talvez isto: “deu à costa e apodreceu estirado na areia”.

Do blogue Estátua de Sal

DEMISSÃO HISTÓRICA NO RECORD: ADVOGADO DE JORGE JESUS BATE COM A PORTA POR CAUSA DE CRISTIANO RONALDO!

O braço de ferro público entre Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo fez a sua primeira "vítima" na comunicação social portuguesa. Luís Miguel Henrique, advogado de longa data do treinador do Al-Hilal, anunciou o fim imediato da sua crónica semanal no jornal Record. A decisão, tomada de forma voluntária, surge após o internacional português ter adquirido uma participação acionista relevante na Medialivre, o grupo que detém o prestigiado diário desportivo.

Em causa está um profundo conflito de interesses que o causídico considerou insanável. Luís Miguel Henrique explicou de forma clara que, ao representar legalmente Jorge Jesus — atualmente envolvido numa troca de galhardetes pública com o capitão da Seleção Nacional —, tornou-se eticamente insustentável continuar a ser remunerado por uma empresa onde Ronaldo é um dos principais donos.
«Seria até vergonhoso continuar a colaborar nas atuais circunstâncias. Não existe independência intelectual sem independência financeira.»
O comentador defende que quem analisa e critica figuras de poder no espaço público não pode ter qualquer tipo de amarra ou dependência económica em relação a elas, sob pena de ver a sua liberdade de expressão severamente condicionada.
Apesar do ambiente de alta tensão que se vive no futebol saudita e que agora transborda para Portugal, o advogado fez questão de desmentir qualquer cenário de censura ou retaliação institucional.
Esta rutura inesperada volta a acender o debate ético sobre a crescente concentração de poder e a entrada de grandes figuras do desporto no capital financeiro dos principais meios de comunicação social. Ao abdicar do seu espaço de opinião fixo em nome dos seus princípios, Luís Miguel Henrique assina um divórcio mediático que promete continuar a fazer correr muita tinta nos bastidores do futebol e do jornalismo.
José Fontes
Jurista