Rádio Freamunde

https://radiofreamunde.pt/

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Coimbra 1969 - onde mil flores com eespadas são cortadas - 0001:

A Rússia não poupa esforços para derrotar a agressão por procuração da NATO:

(Editorial in SCF, 03/07/2026, Tradução Estátua)


A guerra está declarada. Parece não haver outra hipótese.

Existe agora uma sensação palpável de que a Rússia aumentou significativamente o seu poderio militar para eliminar o regime de Kiev, apoiado pela NATO.

Não é apenas o antro neonazi em Kiev que precisa de ser erradicado. É todo o projeto de agressão por procuração da NATO que o regime personifica. A Rússia está a vencer no campo de batalha, de forma metódica e gradual, mas, dada a campanha de terror aéreo que o regime da NATO está a promover em território russo, o golpe final precisa de ser desferido o mais rapidamente possível.

Esta semana ficou marcada pela maior onda de ataques aéreos russos contra a Ucrânia desde a escalada do conflito em fevereiro de 2022. Vários alvos na capital, Kiev, foram atingidos durante a noite de quinta-feira, assim como outras cidades e regiões. Foram utilizados centenas de drones, mísseis balísticos e munições hipersónicas. As imagens de vídeo indicaram que a maioria dos ataques atingiu os seus alvos com uma interceção mínima por parte das defesas aéreas.

Moscovo afirmou que todos os alvos eram instalações do complexo militar-industrial. Declarou ainda que o uso da força maciça será intensificado até que todos os objetivos sejam atingidos.

Diversos analistas respeitados notaram uma nova determinação da Rússia em vencer em termos militares diretos, abandonando um esforço diplomático paralelo. Andrey Martyanov, Larry Johnson, Douglas Macgregor e John Mearsheimer estão entre estes analistas experientes que avaliam que a liderança russa concluiu que precisa de derrotar o regime de Kiev e os seus aliados da NATO e pôr fim a este conflito rapidamente, nos termos da Rússia.

A via diplomática que os Estados Unidos tinham promovido com Donald Trump chegou a um beco sem saída. Entretanto, o regime de Kiev, sob a orientação da NATO, intensificou os seus ataques terroristas contra a população russa. Nos últimos meses, quase 400 civis russos foram mortos em ataques com drones e mísseis de longo alcance.

A pior atrocidade ocorreu a 22 de maio, quando um dormitório universitário em Starobelsk, Lugansk, foi destruído por múltiplos ataques de drones, matando 21 estudantes, a maioria adolescentes. Foi um ponto de viragem. Após este ato deliberado de assassinato em massa, a Rússia intensificou e manteve o seu ataque militar contra o regime de Kiev e os seus centros de poder. Esta semana, o bombardeamento aéreo aumentou consideravelmente, e Moscovo afirmou que a intensidade irá crescer.

Como comentou o analista Andrey Martyanov, o regime da NATO perdeu a guerra no terreno, exceto nas últimas e cada vez mais pequenas linhas de batalha. O grupo apoiado por Kiev, sob instruções dos seus comandantes da NATO, está a recorrer à última e desesperada arma do terrorismo contra civis russos. Mas Moscovo precisa de esmagar esta tática desesperada para incitar uma guerra em grande escala na Europa, extinguindo preventivamente o projeto da NATO na Ucrânia.

Existe um compreensível sentimento de raiva entre os russos pelo facto de a guerra por procuração da NATO se estar a prolongar e continuar a atingir civis. Esta semana, cinco pessoas morreram quando um mercado na cidade de Tokmak, em Zaporozhye, foi alvo de um ataque de drone ucraniano. Houve também mortes em ataques nas regiões de Belgorod e Nizhny Novgorod. Um bebé de seis meses foi morto por um drone na região de Moscovo, a cerca de 100 km a sul da capital russa.

No dia 17 de junho, um autocarro que transportava uma equipa de futebol juvenil da Bielorrússia foi atingido por drones ucranianos na região de Bryansk, matando uma mulher grávida. Esta semana, um outro autocarro que transportava turistas da Bielorrússia também foi alvo de um ataque.

Não há dúvida de que a NATO e os planeadores europeus estão por detrás deste aumento dos ataques terroristas perpetrados pelo regime de Kiev. A União Europeia, sob a liderança da ex-ministra militar alemã Ursula von der Leyen e outros, está a fornecer à Ucrânia uma ajuda de 90 mil milhões de euros, a maior parte destinada a aumentar o poder de fogo dos drones de longo alcance contra a Rússia.

Os governos ocidentais e os meios de comunicação social estão a encobrir a campanha terrorista da NATO, como sublinha o diplomata russo Rodion Miroshnik.

A cobertura mediática ocidental sobre os ataques deliberados contra civis russos é mínima. O massacre na faculdade de Starobelsk foi largamente ignorado ou, quando noticiado, as negações cínicas do regime de Kiev ganharam credibilidade.

Além disso, as potências da NATO estão a encorajar o regime de Kiev a intensificar a campanha terrorista. Reportagens dos meios de comunicação ocidentais caracterizam os ataques ucranianos com drones e mísseis como legítimos e deleitam-se com a afirmação de que “a guerra está a ser levada para a Rússia”. Existe uma especulação febril sobre “Será que Putin conseguirá resistir?”, o que significa que o Ocidente aprova os ataques contra civis como forma de desestabilizar o Estado russo. Isto é terrorismo por definição.

Na sua obsessão russófoba, o Ocidente está a arriscar iniciar a Terceira Guerra Mundial. Como argumentou o estratega russo Sergey Karaganov, a Rússia deve agir de forma decisiva para eliminar a ameaça que emana não só do regime em Kiev, mas também dos planeadores da NATO que o apoiam.

Outra função de propaganda do Ocidente é retratar os ataques russos como “terroristas” e como chacinas indiscriminadas de civis ucranianos.

Ao mesmo tempo que ignorava as mortes de civis russos, os meios de comunicação ocidentais destacaram as alegadas vítimas ucranianas. O bombardeamento maciço levado a cabo pela Rússia esta semana terá matado entre 20 e 30 civis. Os números baseiam-se em informações de autoridades ucranianas.

Todas as mortes de civis são lamentáveis. Mas os governos e os meios de comunicação ocidentais não condenam a Ucrânia pelas vítimas russas, aliás, nem sequer as reconhecem ou retratam as mortes como justificadas. A Rússia afirma que não está a atacar deliberadamente os centros civis. É preciso ter em conta que o regime da NATO instala rotineiramente fábricas de drones e centros de comando em edifícios civis. Em segundo lugar, assumindo que se verifica o último número de mortos em Kiev, de 20 a 30, os números são notavelmente baixos tendo em conta o enorme poder de fogo russo utilizado, o que indica que a intenção não é ferir civis; caso contrário, o número de vítimas estaria na casa dos milhares.

Outro fator é que as defesas aéreas da NATO são extremamente ineficientes na interceção de mísseis russos. O professor Ted Postol, especialista americano em armamento, numa entrevista detalhada a Nima Alkhorshid, estima que os intercetores Patriot têm uma taxa de sucesso de apenas 2 a 3%. Isto significa que, em qualquer ataque aéreo, dezenas de ogivas Patriot podem atingir edifícios residenciais e outras estruturas civis. Isto poderá explicar as fotos que mostram edifícios residenciais com os andares superiores danificados, que o regime ucraniano alega terem sido causados ​​por ataques russos e que os meios de comunicação ocidentais publicam sem questionamento.

O conflito na Ucrânia arrasta-se desde o golpe de Estado apoiado pela CIA em 2014 e a subsequente instrumentalização do regime neonazi em Kiev pela NATO. Desde 2014, o regime, que glorifica os colaboradores nazis da Segunda Guerra Mundial, assassinou milhares de russos étnicos em campanhas terroristas deliberadas. A guerra aberta que eclodiu em 2022 poderia ter sido evitada se a via diplomática de Moscovo tivesse sido correspondida em 2015, através dos Acordos de Minsk, e novamente no final de 2021, quando a Rússia ofereceu uma nova estrutura de segurança à Europa. Os Estados Unidos e os seus parceiros europeus rejeitaram qualquer diplomacia, visando, em vez disso, “derrotar estrategicamente” a Rússia através do seu aliado ucraniano.

Os leitores devem consultar o editorial semanal da SCF de 25 de fevereiro de 2022, publicado um dia após a intervenção das tropas russas na Ucrânia, numa operação que foi classificada como militar especial. Sob o título: “A agressão contra a Rússia, apoiada pelos EUA e pela NATO, foi finalmente contida”, escrevemos:

“Há anos que a Rússia alerta que a agressão dos EUA e da NATO representa um perigo crítico para a segurança internacional e que precisa de ser travada. A revogação dos tratados de controlo de armas pelos EUA (ABM, INF, Tratado de Céus Abertos) e a expansão das ameaças de mísseis perto das fronteiras da Rússia tornaram-se intoleráveis. A Ucrânia é apenas um elemento de um quadro muito maior. Mas esta semana, a Rússia finalmente tomou medidas para travar a agressão. É um ponto de viragem histórico.”

É fácil falar depois do sucedido. A operação militar especial da Rússia não foi suficientemente decisiva para erradicar a agressão da NATO e do seu regime neonazi. Havia muita expectativa depositada na possibilidade de um empenhamento diplomático ocidental. A incursão fútil de Trump dissipou qualquer ilusão nesse sentido, enquanto, ao mesmo tempo, as potências europeias da NATO encorajam ainda mais o terrorismo a partir de Kiev.

Mais de quatro anos de guerra aberta e derramamento de sangue, com um número estimado de 1,5 milhões de mortos entre os militares ucranianos, poderiam ter sido evitados. Centenas de civis russos foram mortos pelo terrorismo apoiado pela NATO. A tolerância e a disponibilidade da Rússia para procurar uma solução diplomática não foram correspondidas.

Moscovo parece ter percebido que a solução, neste momento, não passa pela diplomacia nem pela recuperação de território histórico, mas sim pelo fim do projeto de agressão da NATO, que a Ucrânia personifica. Sem dúvida.

Como observou recentemente o presidente russo Vladimir Putin, o Ocidente quer a guerra com a Rússia através da Ucrânia, tal como a Alemanha nazi quis em 1941. Nestas circunstâncias, um murro na cara é mais apropriado e tem maior probabilidade de sucesso do que um falso aperto de mãos diplomático.

A guerra está declarada. Parece não Parece não haver outra hipótese.

Fonte aqui.

Do blogue Estátua de Sal 

O ministro perdeu as notas, adiou os exames e a culpa é… das famílias que marcaram férias:

Não, não é anedota. É meste este Governo.
Trezentas mil provas numa correção digital lançada à pressa, contra os avisos de todos. Professores convocados para disciplinas que nunca deram. Trabalho que desaparecia do sistema. E até professores já falecidos chamados para corrigir exames. Nem os mortos escaparam a esta reforma.
E o ministro? Chamou "falsas" às denúncias dos professores, culpou os agrafos e o código QR, garantiu que nenhum aluno seria prejudicado. Quarenta e oito horas depois, desmentiu-se a si próprio e adiou tudo. E ainda veio culpar as famílias por terem marcado férias a confiar no calendário do próprio Estado.
Neste vídeo desmonto esta vergonha ao detalhe. E lembro ao senhor ministro as palavras dele no Parlamento, que se o calendário fosse alterado, teria de haver responsabilidades, incluindo a do ministro. O calendário foi alterado. Cá aguardamos.
Porque há exames que se repetem na segunda fase. Mas a incompetência devia chumbar à primeira.
Vejam até ao fim. Vale a pena.

Ricardo Lima  

As cerimónias fúnebres de Ali Khamenei:

Estão ser uma mensagem impressionante do Irão ao mundo. Até catorze milhões de pessoas terão saído às ruas de Teerão para participar de alguma forma nas cerimónias.
Se há alguns meses existia uma oposição pouco orgânica, mas minimamente coordenada e visível ao regime, Israel e a América trataram de a liquidar e de fortalecer radicalmente a união nacional à volta dos Ayatollah e da Guarda Revolucionária.
Os persas estavam crescentemente cansados do regime, oscilando entre a oposição activa, o desejo de uma mudança tranquila e a apatia descrente. Ainda assim, tal cansaço nunca significou a possibilidade de alienação de soberania ou independência política às mãos dos inimigos históricos do Irão. Para a esmagadora maioria dos persas, o respeito pela identidade nacional, o trauma dos períodos históricos de corrupção e dependência e o estatuto singular de grande nação antiga e soberana com um papel no mundo, sobrepõe-se a qualquer contrariedade conjuntural.
Com sugestões do regresso do fantoche corrupto Reza Pahlavi filho, micro manifes em cidades estrangeiras onde quatro ou cinco agitavam bandeiras do Irão, dos Estados Unidos e de Israel, encenações de iranianos a agradecer os ataques a Netanyahu e a mortandade de inocentes no terreno, estavam lançados os ingredientes para a grande união de resistência dos persas. A Mossad pode saber onde mora cada um dos líderes da Guarda Revolucionária, a que horas janta o Ayatollah e onde, mas não percebe rigorosamente nada sobre a mentalidade persa; a convicção intríseca da supremacia judaica impede a análise lúcida dos persas enquanto grande povo, com História e com desígnio.
A humilhação americana nesta guerra passa exactamente por aqui, pelo absoluto erro de leitura dos persas, pela crença em soluções que não só não se adaptam àquela sociedade, como convocam a sua união na rejeição das ditas.

Para compreender melhor o que se está a passar, é de leitura fundamental o livro Irão - A Grande Estratégia, Uma história política de Vali Nasr; está lá a chave para compreensão de quase tudo o que se está a passar.

Raul Almeida 

Ventos Semeados: A Sorte e o Governo

Ventos Semeados: A Sorte e o Governo:   Começou num navio de cruzeiro holandês, há semanas, com o hantavírus a lembrar-nos que as doenças viajam de primeira classe. Segue agora o...

O funeral que enterrou a ilusão da ordem americana:

 (BPartisans, In Fórum da Escolha, in Facebook, 05/07/2026, Revisão da Estátua)

Enquanto os meios de comunicação ocidentais examinavam febrilmente cada mensagem de Donald Trump, outro acontecimento contava uma história muito mais perturbadora: o funeral de Ali Khamenei em Teerão.

Nem Washington, nem Bruxelas, nem os habituais oradores do G7 estiveram reunidos em redor do caixão do Líder Supremo do Irão. Em vez disso, estiveram representados a Rússia, a China, a Índia, a Turquia, o Iraque, o Bangladesh e a Hungria, juntamente com representantes do Hezbollah e de inúmeros outros Estados da Ásia, do Cáucaso e do Médio Oriente. Um retrato diplomático que vale mais do que mil palavras: enquanto o Ocidente fala em isolar o Irão, grande parte da Eurásia continua a estender-lhe a mão.

A maior ironia é que esta cerimónia provavelmente nunca teria acontecido sem o acordo de desescalada alcançado entre Washington e Teerão. Trump queria virar a página, evitar outro conflito regional e retomar as negociações. Ele procurava uma saída. Benjamin Netanyahu, por outro lado, parece procurar exatamente o contrário.

Porque os dois homens já não estão a jogar o mesmo jogo.

Trump pensa como um promotor imobiliário: um negócio rápido, um aperto de mão, uma conferência de imprensa e depois passa para o assunto seguinte. Netanyahu, por outro lado, sabe que, no momento em que as bombas deixarem de cair, as intimações de juízes, as comissões de investigação e os prazos eleitorais voltarão a fazer muito barulho.

A paz é, por vezes, muito mais perigosa do que a guerra… especialmente para aqueles que construíram a sua sobrevivência política num estado de emergência permanente.

O resultado: Trump encontra-se no papel mais humilhante que um presidente norte-americano poderia imaginar. Anuncia um cessar-fogo, pede moderação e emite uma declaração de paz após outra… enquanto o seu principal aliado prossegue a sua própria agenda militar como se as diretivas de Washington fossem meramente consultivas.

A superpotência está a descobrir que já não é ela quem realmente dá cartas.

Enquanto Trump tenta apagar o fogo, Netanyahu continua a deitar-lhe gasolina. Pois ele sabe que uma guerra prolongada adia os prazos políticos que o esperam internamente. Vários analistas salientam, além disso, que os seus problemas jurídicos e a proximidade das eleições pesam sobre os seus cálculos políticos, para além dos seus declarados objectivos de segurança.

Por fim, resta o argumento mágico, aquele que justificou cada escalada nos últimos vinte anos: “a ameaça nuclear iraniana”. Contudo, os relatórios da Agência Internacional de Energia Atómica levantam preocupações e questões não resolvidas sobre o programa nuclear do Irão, mas não concluem que o Irão possua uma arma nuclear operacional. Existe uma enorme diferença entre capacidade potencial e uma bomba pronta a usar, um facto que a propaganda geralmente prefere omitir.

O funeral de Khamenei acabou por pintar um quadro que ninguém em Washington queria ver circular: o de um mundo onde uma coligação de potências regionais e euro-asiáticas se reúne em Teerão enquanto o presidente dos EUA implora ao seu próprio aliado que não inicie uma nova guerra.

O império continua a pagar a conta. Mas parece ter perdido o privilégio de escolher o menu.

Do blogue Estátua de Sal

UEFA arrasa FIFA::

"A decisão de ontem de suspender, por um período probatório de um ano, a aplicação da suspensão automática de um jogo na sequência do cartão vermelho mostrado ao jogador Folarin Balogun ultrapassou um limite inaceitável.

O futebol, tal como qualquer outro desporto, assenta em regras, que constituem a base para uma competição justa, honesta e transparente. Por vezes, as regras estão abertas a interpretação. Neste caso, não. Uma suspensão automática mínima de um jogo na sequência de um cartão vermelho não é uma opção discricionária e não requer a decisão de um órgão competente para ser aplicada.

Trata-se de um princípio consagrado nos regulamentos, que não pode ser sujeito a exceções, muito menos no meio de um torneio em que vários outros jogadores se encontraram na mesma situação e cumpriram regularmente a sua suspensão.

Quando a certeza das regras deixa de ser garantida pelos seus guardiões, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade de uma competição é comprometida. Da mesma forma, tal decisão cria um precedente no torneio em curso, onde situações semelhantes exigirão agora um tratamento igual, em detrimento da competição.

O futebol é o desporto mais amado do mundo porque é um jogo bonito e inspira confiança por ser praticado em todo o lado com as mesmas regras. Um torneio nunca é um caso isolado e, se o torneio em questão for o Mundial, tem o poder de gerar consequências positivas ou negativas para o jogo como um todo.

Manifestamos a nossa incredulidade perante uma decisão tão sem precedentes, incompreensível e injustificável."
FUTEBOL FANTÁSTICO