Coisas que Podem Acontecer:
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Vale a pena ler este historial da diva! Retirado do mural de Aldegundes da Silva:
𝐉𝐎𝐒𝐄́ 𝐂𝐀𝐑𝐋𝐎𝐒 𝐃𝐄 𝐕𝐀𝐒𝐂𝐎𝐍𝐂𝐄𝐋𝐎𝐒 𝐕𝐄𝐍𝐂𝐄 𝐏𝐑𝐄́𝐌𝐈𝐎 𝐑𝐎𝐃𝐑𝐈𝐆𝐔𝐄𝐒 𝐒𝐀𝐌𝐏𝐀𝐈𝐎:
terça-feira, 6 de outubro de 2026
Eu português me confesso:
Eu se fosse Jorge Jesus não
aceitava o Ronaldo na Selecção. Depois do que fez e ainda chamar aldrabão a
Jorge Jesus ultrapassa a decência que se deve ter pelo seleccionador nacional.
Que confiança pode haver daqui
para o futuro! Um subordinado a ter esta insubordinação perante o seu superior!
É demais.
Todos os jogadores que fazem
parte dos seleccionados deviam estar solidários com Jorge Jesus.
Jorge Jesus não deve precisar
do vencimento que aufere da Federação Nacional Portuguesa. Depois não devem
faltar clubes interessados nos seus serviços.
Chegamos ao cúmulo da
ingratidão.
Portuguese estejam atentos.
Manuel Pacheco
Ronaldo e o Ensaio sobre a Cegueira:
(Carlos Esperança, in Facebook, 06/10/2026, revisão da Estátua)

Releiam o magnífico romance de Saramago. Está lá tudo, a fragilidade do ser humano perante o imprevisto e o medo de ficarmos cegos.
Estamos todos cegos e não surge a mulher do médico para nos guiar no desnorte, onde não vemos o que ocorre à nossa volta. Não vemos a vitória de Bolsonaro no Brasil, uma vitória mais de Trump, sem necessidade de sequestrar e raptar Lula, depois de submeter a Gronelândia enquanto espera juntar Espanha a Portugal, após as próximas eleições, na submissão absoluta aos EUA.
Estamos cegos e não sabemos. Não vemos os tambores da guerra que rufam na Europa para sair do beco, com a economia de rastos e os estreitos de Suez e Bab el-Mandeb a infernizar o nosso presente, a comprometer o futuro e a derrubar as democracias.
Estamos cegos e surdos, indiferentes à morte de ucranianos, russos, palestinos, israelitas ou iranianos, e não ouvimos os gritos de mães com filhos mortos nos braços, de famílias que gritam sob escombros de prédios destruídos e mutilados que gemem nos hospitais.
Estamos cegos porque a epidemia é o amor-próprio ferido, o herói da Pátria em silêncio, algures na Arábia Saudita, a exigir a cabeça de Jesus, e ainda não lhe a levaram. Apenas dispõe do avião, do aeroporto, do museu e da estátua, falta-lhe a cabeça de Jesus quando podia pedir a de Montenegro, e a Pátria agradecia.
Suspeito que a mulher do médico deixou de fingir que é cega, emigrou e nos abandonou à cegueira que persiste porque nos recusamos a abrir os olhos. Não é epidemia é a ptose palpebral coletiva que nos atingiu porque recusamos acionar os músculos para abrir os olhos.
«Se este homem insubstituível franze o sobrolho
Dois reinos periclitam
Se este homem insubstituível morre
O mundo inteiro se aflige como a mãe sem leite para o filho
Se este homem insubstituível ressuscitasse ao oitavo dia
Não acharia em todo o império uma vaga de porteiro».
(Bertolt Brecht)
Do blogue Estátua de Sal
O Capuchinho Vermelho, o Lobo Mau* e os 27 anões do Rei Cor de Laranja:
Fotografia: o secretário-geral da NATO Rutte recebe Prémio da Paz de Vestfália em Münster ao lado do chanceler Merz.
Anedota do dia (ou como um ídolo se autodestrói à vista de todos por narcisismo e estupidez):
Ronaldo não volta à selecção enquanto Jorge Jesus for o treinador
Mas alguém neste momento trocaria um pelo outro??
(volto ao tema, porque irrita tanta falta de nível e de noção da parte do único português conhecido nos confins da Papua-Nova Guiné e da Cochinchina)
O contrato para a participação de Ronaldo na selecção era completamente tóxico. A Federação queria-o lá pelas receitas que gerava (e não pelo bom desempenho, que todos sabiam já não ser real); em contrapartida, ele exigia jogar. Certo. Mas, se ele tem que exigir jogar, não lhe passa pelo bestunto que lhe estão a faltar qualidades naturais que o levariam a ser primeira escolha e, portanto, estaria na hora de se despedir?? É que o desastre estava à vista mal contratassem um seleccionador competente.
Jorge Jesus, perante as exigências deste contrato inominável da Federação (que miséria, Federação), viu-se obrigado a acordar tempo em campo para a diva, independentemente das necessidades do jogo (errado, mas sabe-se lá se esta cláusula fazia parte da contratação de Jorge Jesus, ai Federação, tanto ridículo). Logo à primeira retenção no banco, a diva amua. Amua e vai-se embora e exige que mudem o seleccionador… Um seleccionador 100% vencedor. Pode-se imaginar situação mais absurda? Exigência mais ridícula?
Ronaldo aceitou ser contratado por interesse financeiro claríssimo e isso já devia ser suficientemente humilhante para alguém que se acha o suprassumo dos futebolistas. Assim, o esquema da sua participação na selecção só podia acabar mal. Estava inquinado. Nada tinha que ver com mérito em campo. E ele devia saber.
Com Martínez e outros antes dele, acabou mal para a selecção e com prejuízo para os jovens candidatos a estrelas; com Jesus, acabou mal para o Ronaldo. Não há volta a dar. Despedirem o Jorge Jesus por causa dele é impensável. Ele voltar com Jorge Jesus impensável é. Portanto, adeus Ken. Tens muitos milhões com que te entreter. Recolhe as tropas que esta guerra já perdeste. Mesmo que chames o Trump.
6 Outubro 2026 às 11:00 por Penélope
Do blogue Aspirina B

