Se na tarde de hoje, há 23 anos, tivessem estado na Ilha Terceira, na base das Lajes, os da fotografia, em vez dos quatro celerados que todos conhecemos, não teria havido a cimeira da guerra onde, em macabra encenação, foi anunciada a invasão do Iraque.
O mundo não teria evitado os vírus, as guerras e as crises cíclicas do capitalismo, mas ter-se-ia evitado a tragédia cujas ondas de choque nunca mais deixaram de fazer sentir-se no terrorismo, nas tensões entre o sunismo e o xiismo, na instabilidade das fronteiras do Médio Oriente e na paz mundial.
O português que participou no crime ainda hoje se orgulha dele e recentemente apoiou a nova e trágica aventura em curso, ainda mais grave e funesta. Quem hoje for às bombas de combustíveis, talvez comece a duvidar da sanidade mental dos belicistas e comece a reconhecer os inimigos e a saber escolher os amigos.
A covardia do governo português prefere o apoio a Trump e Netanyahu à neutralidade, continuar a delapidar recursos nacionais em armamento e a contrair empréstimos para armas, a preservar os apoios sociais.
No mínimo, podia seguir o governo espanhol cuja coragem e dignidade é hoje uma referência na União Europeia.
Malditos belicistas!

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