Rádio Freamunde

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domingo, 18 de maio de 2014

És o maior Diogo!

Dedicado ao meu neto, Benfiquista de gema, sócio do Benfica desde que nasceu. Por estar longe dos avós, La Ricamarie, S. Etienne, França, faço este pequeno comentário porque quando se é emigrante sente-se mais o clube e a Pátria. 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O "verdadeiro Ronaldo" não cospe no prato que comeu:

Cristiano Ronaldo «bisou» e ajudou decisivamente no triunfo do Real Madrid sobre o Chelsea.
 ©Catarina Morais
"No reencontro de José Mourinho com o Real Madrid - e de Ancelotti com o Chelsea -, Cristiano Ronaldo tratou de servir o melhor prato da ementa ao ex-treinador. Após a troca de palavras entre os dois portugueses durante a semana, o capitão da seleção nacional marcou dois dos três golos com que o vice-campeão espanhol derrotou o Chelsea (3x1) na final da Guiness International Champions Cup, em Miami.
«Verdadeiro ou não», este Ronaldo é galáctico
Foi indisfarçável a tensão entre Mourinho e Ronaldo antes e durante a partida que opôs os londrinos aos merengues. A ecoar no ar ainda estavam as palavras do treinador a referir-se ao Ronaldo brasileiro como «o verdadeiro» e a resposta do internacional português a dizer que «não cuspia no prato onde comia.» Pois bem, a vingança serviu-se fria por parte de CR7 que «bisou» no triunfo do Real Madrid e não evitou um festejo virado para Mourinho.
O primeiro golo da noite no sul dos Estados Unidos pertenceu, no entanto, ao lateral esquerdo Marcelo, que aos 14 minutos colocou a equipa agora comandada pelo italiano Carlo Ancelotti a vencer. A resposta do Chelsea foi quase imediata, com o ex-benfiquista Ramires a empatar apenas três minutos depois do tento do compatriota e colega de seleção na «canarinha».
Depois, o espetáculo de Cristiano Ronaldo em Miami. O primeiro ato deu-se aos 31 minutos, com o extremo a executar um dos seus famosos livres diretos; Petr Cech bem voou mas era impossível travar o golo do camisola sete. Ronaldo, o português, voltou à carga já no segundo tempo, quando aos 57 minutos correspondeu da melhor forma a um cruzamento da esquerda e, de cabeça, aumentou a vantagem merengue para 3x1.
A noite quente de Miami era de Cristiano Ronaldo, que ainda teve tempo para uma conversa com um adepto que decidiu invadir o relvado para se dirigir ao português; a reação de CR7 foi tranquila e bem disposta, sublinhando a noite perfeita que, para além dos dois golos, contou ainda com uma exibição de gala em toda a linha.
O segundo golo de Ronaldo - o terceiro do Real - acabou com a capacidade de reação dos blues, que até tinham entrado melhor na segunda parte. Depois disto, a equipa de Mourinho nunca mais foi capaz de reacender a luta pelo resultado e pela vitória na Guiness International Champions Cup, tendo mesmo pertencido ao Real - e a Di Maria - as duas grandes ocasiões para dilatar o resultado."

sexta-feira, 19 de julho de 2013

domingo, 26 de maio de 2013

Não se acabou a fé perdeu-se tudo:

Assim desabafou o Quim “Fala-barato” quando encontrou o João da “Isaura” e o Zé “parafuso. -  Não acredito em azares e mesinhas - disse o João da “Isaura”. É muita areia para a minha camioneta e não acredito no Jorge Jesus. Olhai! Comparo-o ao José Peseiro aqui há uns anos. Também podia ganhar tudo em que estava metido e sabeis que ganhou tanto como o Glorioso este ano: nada! Mas mesmo nada. Andou-se a alugar a Praça do Marquês de Pombal, em Lisboa, para fazer os festejos e agora quero ver quem paga o aluguer. 
- Deixa-te disso - respondeu o Quim “Fala-barato. O mal é o gozo que os Portistas nos dão. Quero lá saber quem vai pagar o aluguer!
- Também vais mesmo aos pormenores - entrou novamente na conversa o João da “Isaura” - só disse isso como metáfora. Porque sei bem que para se festejar a vitória do Campeonato ou da Taça não é preciso alugar nada. Basta o povo comparecer ali. Não vês que o Rui Rio, Presidente da Câmara Municipal do Porto, não convida para os Paços do Concelho o F. C. Porto para os homenagear mas os adeptos invadem-lhe a Avenida dos Aliados e ninguém lhes cobra nada.
- Também era melhor - argumentou o Zé “Parafuso”. Ter de pagar o aluguer numa coisa que é da cidade e o que é da cidade é do povo.
- Era melhor porquê? - Respondeu o Quim “Fala-barato”. Eles não vão para ali fazer lixo? Quem o arruma não são os empregados da Câmara? Portanto, se pagassem uma coima, nestes casos acho bem. Porque são todos os munícipes que pagam com os seus impostos e nem todos gostam de futebol e de festejos.
- Não vim aqui para falar do F. C. Porto - disse zangado o João da “ Isaura”. Já me basta estes dissabores e agora trazeis para a contenda quem dizeis que odiais. Para mim eu sei o que devia fazer o Luís Filipe Vieira: era não renovar com o Jorge Jesus, contratar um novo guarda-redes, um defesa direito e outro esquerdo e vós vias como voltávamos a ganhar o campeonato. Assim não nos queixávamos das arbitragens. Era um ver que te avias.
- Concordo contigo. - Disse o Zé “Parafuso”.
- Olha, olha - retorquiu o Quim “Fala-barato”. Assim nem é preciso treinador. Se se vai buscar tudo do melhor que há para que é preciso gastar dinheiro num treinador!
- Não! - Disse o João da “Isaura”. O Real Madrid deu tudo o que é de bom ao José Mourinho e o que é que ele fez? Nada! Aliás são os dois piores exemplos de clubes europeus.
- Quem é o outro? - Perguntou o Quim “Fala-barato.
- Estás a gozar comigo - respondeu o João da “Isaura”. O outro sabes bem que é o Benfica.  
- Isto faz-me lembrar um antigo corredor de ciclismo - exclamou o Quim “Fala-barato”. Iniciava uma fuga, andava quilómetros e quilómetro sozinho, quando via que ia ser apanhado, simulava uma queda. Ao outro dia a comunicação social dizia: se não fosse aquela queda hoje quem vestia de amarelo era o corredor fulano de tal - aqui não refiro o nome, mas quem me lê sabe a quem me refiro. Portanto e em final de conversa o Glorioso este ano faz-me lembrar esse corredor de ciclismo.
- Diz em final de conversa! - Atalhou o Zé “Parafuso”. Já sei que vais para casa e quem vai aturar essa "telha" que andas há dias vai ser tua mulher.
- Oh! Não me fales nisso - retomou o Quim “Fala-barato”. À minha cara-metade modifiquei-a em muita coisa mas o ser simpatizante do F. C. Porto é uma espinha que me está atravessada na garganta. Levei-a várias vezes a ver o Glorioso mas nem assim. Ela nestes momentos sabe o que sofro e não mete conversa. Uma vez na cama ainda tentou mas virei-lhe o cu.
- Isso foi o que ela quis! - Com isto entrou na conversa o João da “Isaura” que há um bom bocado de tempo se mantinha calado. Assim não teve de te aturar e, quando digo aturar, sabes ao que me refiro. 
- Oh rapaz já não estou para aí virado, - isso foi “chão que deu uva”. E... "ele", é como o Benfica: no princípio teso mas com o decorrer do tempo fica flácido e cai por terra sem honra e glória.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Afinal a fé não perdurou:


Acabada a jornada número trinta e assim o término do Campeonato Nacional da Primeira Liga de Futebol Profissional, com a vitória do F. C. Porto em Paços de Ferreira, por dois a zero sobre os castores, voltaram a encontrar-se os três Benfiquistas - Quim “Fala-barato”, João da “Isaura” e Zé “Parafuso”. A conversa já se sabia qual era. A infelicidade do seu Benfica. Infelicidade, essa que não veio ao minuto noventa e dois no jogo contra o Moreirense Futebol Clube. Pelo contrário.
- Ao minuto noventa e três o nosso Glorioso beneficiou de um penalti mas pelas imagens e comentários foi limpinho, - assim dizia com tristeza o Zé “Parafuso” - que não resistiu a dar uma fugida à Mata Real para saber das incidências do jogo.
- Não assisti ao jogo - disse ele. O motivo não foi o preço dos bilhetes - até porque já não existiam - mas por uma questão de coerência.
- Questão de coerência! - Disse o Quim “Fala-barato. Se fosses coerente nem lá punhas os pés. Só me desloco a Paços de Ferreira para pagar os impostos. Se não fosse isso nunca lá iria. E... digo mais. Uma das boas obras feitas pelo Governo e pela Câmara Municipal de Paços de Ferreira foi a A42 e a Via do Poder Local. Sabeis que com isto, a não ser ter de pagar os impostos, como já disse, nunca mais ali passei. Por isso a minha recriminação por ires ali só para veres as incidências. Mas… todos somos livres de fazer o que quisermos. Afinal o que ouviste ou viste por lá? Pelo que me foi dado saber é que tudo estava combinado. Aquilo não foi um jogo. O F. C. Paços de Ferreira que a jogar em casa não deixa o adversário pôr o pé em ramo verde, pelo menos este ano, hoje parecia uma equipa de meninas. Logo no princípio o Luís Carlos num atraso para o Guarda-redes, Cássio, pôs a bola num avançado do Porto dando a entender que foi propositado. Também o árbitro Hugo Miguel estava convidado para a festa. Já não bastava do que se falava dele no processo Apito Dourado. Se dúvidas houvesse! Agora veio a confirmar-se.
- Concordo com o que dizes! - Com esta exclamação entrou na conversa o João da “Isaura” - e como achega referiu que o Quim “Fala-barato” quando começa a falar não dá vez a ninguém.
- Referi há dias que os dirigentes do F. C. Porto não andam a dormir como os nossos! Quando não podem vencer no campo da batalha tentam na secretaria. E, não há quem lhes ganhe. Conhecem todos os meios e movem todos os cordelinhos. Antes do jogo Benfica - Estoril levantaram um sem número de suspeitas em como tudo estava planeado. Até alguns órgãos de comunicação social levantaram essa mesma suspeita. Diziam que o Benfica e Estoril combinaram um pacto de não-agressão. E o que se há-de dizer com a atitude do Paços de Ferreira ontem! Aquilo não foi um pacto de não-agressão entre ambos, foi de não-agressão ao F. C. Porto! Porque os jogadores do F. C. Paços de Ferreira andaram a passear durante os noventa minutos. Foi o que li no Jornal Record.
“Seria, no entanto, El Comandante a colocar o FC Porto na frente do marcador. O argentino, aos 23 minutos, converteu uma grande penalidade polémica de Ricardo sobre James Rodríguez. O árbitro da partida entendeu que o central pacense travou o colombiano dentro da área, quando El Bandido ia isolado. A ter acontecido contacto... é fora da área. Ainda assim, o juiz não hesitou. Penálti e expulsão do homem do Paços de Ferreira. Chamado a marcar, Lucho colocou o FC Porto na frente”. 
“A equipa da Mata Real, até aqui concentrada em defender e espreitar o contra-ataque, viu-se obrigada a baixar (ainda mais) o ritmo de jogo já bem baixo. O FC Porto tinha as portas abertas para o tricampeonato”. 
“No entanto, o jogo era fraco e continuava a um ritmo de passeio. Um passeio que até podia ter sido mais complicado. É que aos 76 minutos os castores pediram grande penalidade por mão de Otamendi. O árbitro não atendeu aos pedidos dos homens da casa.”
- E o que disse o treinador do Paços de Ferreira sobre o penalti e a expulsão de Ricardo? Nada! Assim entrou na conversa o Zé “Parafuso” que há uns largos minutos se mantinha como ouvinte e observador. 
- Só faltou dizer como o outro. “Não me pronuncio sobre esse lance porque nesse momento entrou-me um chisco para o olho!” Talvez não visse bem o lance ou o boné que usa de publicidade lhe tirasse a visão. Contra outros clubes o mesmo boné, ou outro igual, deixa-o ter melhor visibilidade. Coerência de certas pessoas - finalizou o Zé "Parafuso".
Sendo assim o que foste lá fazer? - Retorquiu o Quim “Fala-barato" para o Zé "Parafuso". 
- Se era eu que me dispunha a meter-me no meio daquela gente. Até vos digo mais. Sempre que jogue um contra o outro a jornada nesse fim-de-semana para mim tem menos um jogo. 
- Por mim se pudesse ser perdiam os dois – concluiu o João da “Isaura” - e até amanhã que de futebol estou farto. 
- Ao menos que ganhemos ao Vitória de Guimarães na final da Taça de Portugal - desabou o Zé “Parafuso”.
- Nem quero pensar nisso, disse o Quim “Fala-barato” - o que não se ririam os Sportinguistas se isso nos viesse a acontecer. Era como se diz na gíria: “ a vingança serve-se fria.

domingo, 19 de maio de 2013

Despedida da Segunda Liga de Futebol Profissional:


Realizou-se ontem, dia dezoito de Maio, a última jornada do campeonato de Futebol da Segunda Liga de Futebol Profissional. Segunda Liga que em abono da verdade parece mais um campeonato de reservas derivado às várias equipas Bês representadas. Cerca de trinta e cinco por cento. Se as várias equipais que noutros anos compunham a Segunda Liga tinham dificuldade na sua manutenção este ano viram esses sacrifícios triplicar dado essa invenção.
Sabe-se de antemão que o futebol profissional é para quem pode mas devia haver um certo cuidado na elaboração do campeonato. 
Se já é dificultosa a manutenção para clubes de segunda linha com entrada de equipas pertencentes ao primeiro escalão profissional mais isso se acentuou.
Não há dignidade na composição de certas equipas. Contra uns clubes apetrecham-se do melhor que há, contra outros, jogam com a maioria dos jogadores que pertencem à classe júnior. Para prova disso é ver o que aconteceu com o Sporting Clube de Portugal. 
No início do campeonato ninguém o vencia. Com a crise na equipa principal socorreu-se da maior parte de jogadores da equipa B e esta entrou quase em ruptura. Quem padeceu com isso? As equipas que tiveram a infeliz sorte de jogar os primeiros jogos.
Não falo por causa do Sport Clube de Freamunde ter descido. Sabíamos que mais hoje ou amanhã isso vinha a acontecer. 
Agora descer por falta de planeamento da Liga Profissional de Futebol isso não. Foram erros atrás de erros. Por que não uma Segunda Liga em duas séries: Norte e Sul. 
Também a direcção do Sport Clube de Freamunde cometeu vários erros. Mas quem não os comete! O descer é sinónimo de quem compete. 
O que interessa é continuar a competir seja na Segunda Liga ou no “Campeonato Nacional de Seniores” uma vez que a Segunda e Terceira Divisão Nacional definharam este ano. Os iluminados do futebol português descobriram esta pérola de nome. 
Como se até aqui o futebol da Segunda Divisão Nacional fosse praticado por juniores ou juvenis! Deus dê anos e anos de vida a estes iluminados. Pena não terem a visão de muitos que os antecederam.
Se por um lado o Sport Clube de Freamunde desceu, minha primeira paixão, ao menos para tudo não correr mal, a minha segunda paixão, Clube de Futebol Os Belenenses, foi campeão da Segunda Liga. Pena que ontem juntaram-se para cumprir campeonato. 
Há muito que o Belenenses se tinha tornado campeão e também há muito o Freamunde tinha descido.
O futebol é isto mesmo. Dos pequenos reza a história. Se não! Devia rezar. 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A fé dura e perdura nas hostes benfiquistas:


Então o que tens a dizer ao jogo do Benfica frente ao Chelsea – perguntou o João da “Isaura” ao Quim “Fala-barato”. 
- O que queres que te diga? - Respondeu o Quim “Fala-barato. Estamos em maré de azar. O fatídico, minuto noventa e dois, no Dragão e agora em Amesterdão. Há dias na conversa que tivemos falou-se das fatídicas últimas três jornadas. Agora aparecem estes fatídicos últimos minutos.
- Não estou de acordo contigo - respondeu o Zé “Parafuso” que se tinha juntado uns minutos antes mas a tempo de ouvir a conversa sobre as fatídicas três jornadas e minutos. Fatídico foi o minuto setenta e dois no dia vinte e cinco de Janeiro de dois mil e quatro em que Fehér caiu inanimado e daí finou-se. Isso é que é fatídico. Perder uma final não é o mesmo que uma vida humana. Por isso não considero fatalidade nenhuma. Há mais finais e pelo jeito que jogamos e como a equipa se tem portado vamos estar em mais algumas. O que interessa é manter o Jorge Jesus, esta direcção e a maioria do plantel, mais um ou outro reforço, e vais ver o espanto que vamos criar na Europa.
- Mas achas que a massa associativa não se vai opor à continuidade de Jorge Jesus? - Perguntou o Quim “Fala-barato”. Sabes que o mal do Benfica é que todos querem mandar e estou com medo do Luís Filipe Vieira em bater com a porta.
- Acho que não - respondeu o João da “Isaura”. Ele não é dos que teme. Aliás, é dos que gosta de confrontos. É dos que subiu a pulso na vida. Prevejo com ele ao leme do clube grandes sucessos. Quando para ali entrou, o Benfica estava na bancarrota como agora está o País e, vejam a projecção que granjeou.
- O clube não se vê só pelos títulos! Também se vê pelo seu património material e humano - acrescentou o Zé “Parafuso”.
- Por isso é que muitos roem as unhas de inveja - retomou o João da “Isaura”. Há anos que ganhamos poucos troféus mas continuamos enormes!
- Mas… ganhamos noutros campos, não me refiro aos do jogo, - entrou novamente o Quim “Fala-barato” na conversa. Mais associados, mais casas do Benfica dispersadas pelo País e pelo Mundo, a Benfica-TV, em que outros nos querem imitar mas não têm cabidela, não me estou a referir ao arroz, mas sim ao guito, o respeito quer a nível da FIFA e da UEFA. Isto não é do pé prá mão que se consegue! Leva anos! Todos nos lembramos como o Vale de Azevedo deixou o clube e as finanças.
- E quem é que teve de dar a cara! O Manuel Vilarinho só projectou o clube e o Luís Filipe Vieira é que arcou com tudo - acrescentou o Zé “Parafuso”.
- Por isso é que digo que tenho receio que ele se vá embora e nos aconteça o que aconteceu ao nosso vizinho e rival Sporting - estas palavras foram proferidas pelo João da “Isaura” - que até ali só se limitava a abanar a cabeça em concordância com tudo que era dito. Aliás, é homem de poucas palavras mas de muitas acções. Foi ele que na sua terra conseguiu a abertura da casa do Benfica. Que emoldurou as paredes com quadros evocativos sobre os feitos do Benfica ao longo da sua história. Ali também emoldurou uns escritos, uns dizem que foi ele que os escreveu, outros dizem que não tem estaleca para tal. Rezam assim:
- “Uma guerra, qualquer louco, a pode promover. O que precisa é de homens e armas para a luta. Sabe de antemão que vai ser falado, seja por bons ou maus motivos. 
Não ganhou uma série de batalhas, para ser eleito e entrar nessa guerra. Foi logo à primeira. 
De uma maneira ou outra entra para os anais da história. Seja como vencedor ou vencido. Sempre que o vencedor é falado também ele é recordado.
No futebol é diferente. Tem de vencer uma série de etapas: eliminatória atrás de eliminatória até chegar à final. Depois há noventa ou cento e vinte minutos ou os fatídicos penaltis. 
Uma guerra não tem tempo limite. Acaba quando o opositor cair por terra ou se rende. 
No futebol há tempo limite. Se o adversário cai por terra há sempre uma mão para o levantar. Vencedor e vencido sobem à tribuna de Honra para serem galardoados.
Sempre que se fala nessa final fala-se dos dois intervenientes. É assim que reza a história do futebol. 
Quem dera à maioria dos clubes da Europa o historial do Glorioso”. Assim termina a "narrativa".
- Neste aspecto damos cartas a nível da Europa. Não é qualquer equipa portuguesa que se orgulha do nosso palmarés. O motivo que os leva a criticar é a inveja do nosso historial - estas palavras eram ditas com emoção pelo Quim “Fala-barato”.
- É ver como a Europa se rendeu ao bom futebol praticado pelo Benfica no jogo de ontem frente ao Chelsea! - Exclamou o João da “Isaura”.
- E, não ouviram o que o Jorge Jesus disse sobre o Cruijff! Que lhe deu os parabéns pelo bom futebol praticado e disse que é desse futebol que é adepto. Portanto o que é preciso é estar presente nas finais. Porque só assim é que a plateia do futebol europeu toma conhecimento do bom futebol que o Benfica pratica - rematou o Quim “Fala-barato”.
- Estava a ver que ias dizer em Portugal - interrompeu o Zé “Parafuso”. 
- Nem penses! - Continuou o Quim "Fala-barato". A não ser o Glorioso quem é pratica assim futebol em Portugal! É o Porto ou o Sporting? Só tem havido uma equipa que se assemelha ao bom futebol do Benfica este ano que é o Paços de Ferreira.
- Não fales nisso - disse o “João da "Isaura". Para mal dos meus pecados já me basta a descida do nosso Sport Clube Freamunde.
- O que queres que se faça! - Argumentou o Zé "Parafuso". Mais tarde ou mais cedo sabíamos o que nos ia acontecer. O futebol é isto mesmo: êxitos e fracassos, subidas e descidas. Por isso gera amor e ódio. E sabes o ódio que o Glorioso desperta em certas bandas.  

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Um dia perguntaram a Bella Gutmam:


“O que é a mística do Benfica?”
Esta foi a resposta:
“Chove? Faz frio? Faz calor? Que importa? Nem que o jogo seja no fim do Mundo... Entre as neves da Serra... Ou no meio das chamas do Inferno... Por terra... Por mar… Ou pelo ar… Eles aí vão… Os adeptos do Benfica atrás da sua equipa… Grande… Incomparável… Extraordinária… Massa associativa! É esta a mística do Benfica!"
Bella Gutmam além do que disse sobre a mística também lançou uma maldição que foi: por não aceitarem o aumento de ordenado sugerido por mim só me resta uma hipótese: bater com a porta. Mas de uma coisa estejam certos. Neste século em todas as finais que entrem a nível europeu não ganham uma.
Foi uma realidade o que aconteceu. Nas seis em que o Benfica entrou não ganhou uma. Mas isso foi no outro século. Com esta maldição a mística do Benfica esteve sempre presente. Chovesse, fizesse frio, ou calor, por terra, pelo mar, ou pelo ar, entre as neves da serra ou as chamas do inferno eles lá estavam.
Neste século o Benfica ainda não entrou em nenhuma final o que faz prever que tenha expirado o prazo da maldição. É isso o que a numerosa massa associativa do Benfica acredita. Principalmente os que se deslocaram a Amesterdão. A tal mística.
Nos provérbios usamos dizer: Deus quer, a obra nasce e o homem sonha. Se trocarmos "Deus" por "Jesus" temos o provérbio que os benfiquistas almejam. 
Por isso o Benfica vai ter nas bancadas o seu décimo segundo jogador. Escrevo este texto umas horas antes do início do jogo. Sou dos que gostam de falar antes dos jogos e fazer uma antevisão. 
Depois se não se concretizar não falo mais porque entendo que treinadores após os jogos não faltam. É como se usa dizer: depois da criança baptizada não faltam convidados.
Força Benfica.   

terça-feira, 14 de maio de 2013

A fé de três Benfiquistas:


A semana decorria normalmente. Depois dos dois desaires do Benfica, empate com Estoril, na Luz, e derrota no Dragão, os benfiquistas acreditam que nada está perdido. A fé é inabalável para a final da Liga Europa com o Chelsea e só na vitória acreditam. Isto é o que dizia o Quim “Fala-barato”, apelido que lhe servia como uma luva, pois em todas as conversas em que entrava não dava vez a nenhum outro interlocutor. 
Dizia que acreditava piamente na vitória da Liga Europa, embora os mais cépticos o censurassem, caso do João da “Isaura” que lembrava a maldição deixado por Bella Gutman vai em cinquenta e um anos e que era a seguinte: 
“Bella Gutmam depois ter vencido o Real Madrid por cinco a três e com isso a segunda Taça dos Campeões Europeus, em dois anos seguidos, exigiu mais ordenado o que o Benfica não acedeu e com isso levou Bella Gutmam a bater com a porta e exclamar que o Benfica nos próximos cem anos não ganhava mais nenhuma final que disputasse a nível europeu”. 
E… em quantas o Benfica entrou? - Dizia do alto da sua sapiência o João da “Isaura”. E continuou: - Olha que foram seis finais perdidas! Não são poucas! Portanto não tenho fé na que vamos disputar amanhã frente ao Chelsea. Mais a mais a moral anda em baixo com os dois desaires da semana passada. 
Diz bem - retorquiu o Quim "Fala-barato". Também podias acrescentar que o Glorioso é o oitavo clube europeu com mais finais disputadas e isso não está ao alcance de qualquer clube. Também não há-de ser sempre assim. Os cem anos decretados por Bella Gutman ainda não passaram mas o homem não é nenhum Larilas - continunou o Quim “Fala-barato". 
Lá vens tu com adjectivos! - Retomou a conversa o João da “Isaura”. Não se constava que o homem tivesse essa preferência. Quando as coisas não correm de feição adjectivas tudo e todos! 
Alto lá e pára a conversa! - Admoestou o Quim “Fala-barato. Eu quando disse que não era nenhum Larilas estava-me a referir ao bruxo de Figueiras. Portanto não interpretes segundas intenções. Tenho muito respeito pelas pessoas que estão no outro mundo, mais a mais, por quem deu dois títulos europeus seguidos ao Glorioso. E, esse facto, já foi há muitos anos e ditos sobre uma final que se disputou em Amesterdão que, por acaso é onde vai ser a final de amanhã. Portanto pode ser que essa maldição seja desfeita.
Oxalá... oxalá! Que de malapatas anda o Glorioso cheio - entrou na conversa o Zé “Parafuso”. Até digo mais se o campeonato da primeira Liga tivesse menos três jornadas tínhamos sido mais vezes campeões. Sempre... nas últimas jornadas. Que triste sina. Em três frentes e se calhar só vamos ganhar a menos importante. 
Se... calhar! - Recomeçou o Quim “Fala-barato”. Tens uma fé! Olha que para mim vamos ganhar as três. 
As Três! Nem penses. Quando muito a Liga Europa e a Taça de Portugal - disse o João da” Isaura” que há vários minutos estava a ser um mero ouvinte. Julgas que o F. C. Porto durante esta semana não está a tratar dos cordelinhos? 
O que queres dizer com isso alvitrou o Zé “Parafuso”! 
Olha... olha, pareces que não és deste planeta - retomou a conversa o João da “Isaura”. Alguma vez te passa pela cabeça que o F. C. Porto perde o campeonato no último jogo? Eles sabem mexer os cordelinhos como o tem demonstrado ao longo dos anos. Não são tão ingénuos como nós. Viram o jogo com o Nacional da Madeira! Os jogadores do Nacional não podiam com as pernas. Em Braga viram como corriam! E.. se fosse preciso, jogavam outro jogo a seguir.
Não me convenço que os jogadores do F. C. Paços de Ferreira se prestem a isso - disse o Quim “Fala-barato. 
E os associados do Paços, uns são adeptos do Porto, outros do Benfica - exclamou o Zé “Parafuso! Por isso a direcção do Paços não vai entrar em arranjinhos. Mais a mais os seus telemóveis devem estar sobre escuta. 
Eu acredito em tudo - disse o João da “Isaura”. Não foi o Paços que aqui há anos precisava do empate em Barcelos com o Gil Vicente para subir à primeira Divisão Nacional, era assim que era denominada, andaram com peditórios de dinheiro, para comprar os jogadores do Gil Vicente. 
Conseguiram uma avultada soma só que os jogadores do Gil Vicente não se prestaram a isso. Em Paços de Ferreira já se fazia a festa. Só que o Paços não conseguiu os seus intentos dentro do campo porque os jogadores do Gil Vicente foram abnegados e dignos. Fora dele estava tudo arranjado mas quem joga são os jogadores - concluiu o Quim “Fala-barato que se lembrava destes acontecimentos como se fosse hoje. Por isso digo que não acredito que o jogo esteja ganho. 
O Estoril, dizem os Portistas, que é uma filial do Benfica e vês o que nos aconteceu - desabafou o Zé "Parafuso"
Também os jogadores do Paços têm dignidade e uma carreira pela frente. Vamos mas é ganhar ao Moreirense e esperar pelo final do Paços de Ferreira - Porto. Tenho cá uma fezada. Até ao lavar dos cestos é vindima, - finalizou o Quim "Fala-barato.          

domingo, 12 de maio de 2013

Confrontos entre adeptos em centro comercial:


"Durante o clássico Porto x Benfica, algures num centro comercial, um portista indignado à procura de confusão e começou do nada a expulsar vários adeptos em que constam adeptos portistas mas mesmo assim o angolano deu-lhe bem
O Angolano portista estava a defender os benfiquistas que foram retirados mas o sócio de casaco branco não gostou disso e foi pedir satisfações ao angolano.
Digo mais que nem todos os portistas odeiam os benfiquistas como o angolano."
Palavras do autor do vídeo.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Hino ao futebol. Jogada que está a correr o mundo desportivo:

Exibi aqui no meu blogue o vídeo da jogada e do golo do Lima, avançado do Benfica, no dérbi frente ao Sporting. Este vídeo estava a correr o mundo dado a antologia da jogada e do golo. Mas, eis que para surpresa minha a Sportv mandou retirar o vídeo reclamando direito de autor. Tudo bem!

Estas entidades vivem da publicidade que bloguistas amadores como eu lhes dão. Em lugar de se sentirem satisfeitos por essa mesma publicidade vem com o “lápis azul” reclamar o tal direito de autor
Depois um dia vem se lamentar que os consumidores lhes estão fugindo. Pudera! Quando tem procedimentos assim só recebem abandono e desprezo por parte desses mesmos consumidores. 
Ao divulgarmos o vídeo estamos a contribuir para a publicidade da Sportv. Somos um País de invejosos e por isso não saímos da cepa torta.
Volto à publicidade da jogada e do golo só com o áudio. Espero que mais nenhuma entidade venha reclamar os direitos de autor. O que de bom produzimos deve-se fazer eco. 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O dia seguinte:


Sabe-se de antemão que é após o dia anterior. Quem foi que teve frase idêntica! Quem foi? O nosso querido Victor Gaspar na Comissão de Assuntos Parlamentares. Mas não é de questões de Victor Gaspar e de calendário que aqui quero falar mas sim do programa semanal nas noites de segunda-feira, na SICN e, que tem como protagonistas Guilherme Aguiar, em representação do F. C. Porto, Rui Gomes da Silva, S. L. Benfica e Dias Ferreira, S. C. Portugal e moderado por Paulo Garcia.
Este programa já dura há anos e é dos mais vistos sobre desporto. Acontece que quem ali vai, vai defender a sua dama e leva até à exaustão os seus argumentos. Acho e entendo bem. Por isso é que tem a concordância e são nomeados pelas direcções dos respectivos clubes. Mas, uma coisa é defender o seu clube, outra é entrar na ofensa a outros clubes ali representados.
Não gosto de Rui Gomes da Silva por questões da política – quando fazia parte dos órgãos do PSD não ia à bola com as suas declarações – mas sei ver que tem sido um “bombo” de festa tanto de Guilherme Aguiar e Dia Ferreira. Sempre levou com fair play as críticas mais acérrimas dos seus contundentes. Coisa contrária, aos seus pontos de vista, em que por várias vezes é interrompido por ambos, não reage da mesma maneira. Aliás, por vezes até chego a ter pena de Rui Gomes da Silva pela falta de resposta às várias acusações e interrupções.
Agora o que se passou no programa de segunda-feira foi mau de mais. A falta de respeito de Dias Ferreira por Rui Gomes da Silva é das coisas mais mesquinhas que se pode fazer a uma pessoa. O virar de costas não dá a quem o pratica um ser superior. Pelo contrário. Só demonstra pequenez e cobardia.
Mesmo depois de Paulo Garcia pedir a Dias Ferreira para olhar para ele, Dias Ferreira diz que não olha porque não gosta de Paulo Garcia. Recebeu do mesmo o mesmo gosto. 
Se não gosta porque participa no programa! Não é obrigado a isso. Ou será que o pilim dita mais forte! Há cada um! 
Alguns argumentam que o “canudo” acrescenta algo mais a alguém. É verdade que sim. Mas só no aspecto do conhecimento. Quanto a cultura e educação tem de nascer com a pessoa.
Há quem diga que foi um mero número referente ao dia dos enganos. Não acredito. Era mau de mais abusar da simplicidade dos telespectadores. Mas de uma coisa estou certo. A maioria dos sportinguistas não se revê na atitude de Dias Ferreira. Deve estar nas genes de família.
Há anos a sua irmã, Manuela Ferreira Leite, quando era ministra das finanças a uma interpelação de Eduardo Cabrita, deputado do PS, com falta de argumentação disse-lhe que ele não merecia o dinheiro que ganhava como deputado. Hoje, tal como ontem, vê-se a qualidade como deputado de Eduardo Cabrita e a prestação com que contribui para com a Assembleia da República, ao contrário dela, que não passa de uma espalha brasas.
Dizem que há momentos infelizes na vida de uma pessoa. Que no bom pano cai a nódoa. Mas no que respeita a Dias Ferreira são muitos momentos e muitas nódoas. Até estou em crer que se chateia com ele próprio.
Também não vi os órgãos de comunicação social dar referência a este acontecimento. Ai se fosse outro clube que cá sei! Era tema para andar dias, semanas ou meses, a ser notícia de primeira página. O quanto vale a fama.

domingo, 10 de março de 2013

Para ti Diogo:


Este vídeo é dedicado ao meu neto Diogo que está radicado em La Ricamarrie, S. Etienne, França. É sócio do Benfica, Nº. 153199. Tem tantos anos de sócio como de vida:sete.
   

sábado, 30 de junho de 2012

O futebol e a ópera:



Gostava que a Itália ganhasse à Espanha na final do Europeu de dois mil e doze que se realiza amanhã em Kiev na Ucrânia. Nada tenho contra os espanhóis e não sou fã dos Italianos. Simplesmente pelas preferências de Platini. Desde sempre ouvi dizer que as contas só são validadas depois da prova. Ou que só se lavam os cestos depois da vindima. Assim aconteceu a Platini. Enalteceu espanhóis e alemães e portugueses e italianos foram rebaixados. De certeza que ficou decepcionado quando viu o árbitro dar por findo o prolongamento do jogo entre Portugal e Espanha e julgo que só sorriu quando Bruno Alves falhou o quarto penálti e Fábregas concretizou o quinto espanhol. Mas o caldo ia-se entornar ao outro dia.
A história das fases finais dos campeonatos europeus e mundiais dizem-nos que os alemães nunca levaram a melhor sobre os italianos. Platini desejou a final entre Alemães e Espanhóis. A imprensa desportiva europeia e as casas de apostas davam significado a esta pretensão. No Portugal x Espanha as pretensões estavam satisfeitas, a Espanha com sorte lá ia à final. Cinquenta por cento estavam resolvidos, faltavam os outros cinquenta. O seleccionador e a equipa italiana não deviam ficar satisfeitos com a consideração que estavam a ser votados. Não há vencedores antecipados e aqui, julgo, que usou o discurso do maestro Ricardo Muti, aquando dos cento e cinquenta anos da unificação de Itália, no Teatro de Roma, com “Va Pensiero”, de Giuseppi Verdi.  
Tradução
Va´Pensiero / Voa, Pensamento / Va', pensiero, sull'ali dorate, / Voa, pensamento, com tuas asas douradas; / va', ti posa sui clivi, sui colli, / voa, pousa-te nas encostas e no topo das colinas, / ove olezzano tepide e molli  / onde perfumam mornas e macias / l'aure dolci del suolo natal! / as brisas doces do solo natal! / Del Giordano le rive saluta, / Cumprimenta as margens do rio Jordão, / di Sïonne le torri atterrate... / as torres derrubadas de Jerusalém... / Oh mia patria sì bella e perduta! / Oh minha pátria tão bela e perdida! / Oh membranza sì cara e fatal! / Oh lembrança tão cara e fatal! / Arpa d'or dei fatidici vati, / Harpa dourada dos grandes poetas, / perché muta dal salice pendi? / porque agora estás muda? / Le memorie nel petto raccendi, / Reacendas as memórias no nosso peito, / ci favella del tempo che fu! / fala-nos do bom tempo que foi! / O simìle di Solima ai fati, / Como Solima fez como o destino / traggi un suono di crudo lamento, / traduz em música o nosso sofrimento, / o t'ispiri il Signore un concento / deixa-te inspirar pelo Senhor / che ne infonda al patire virtù!  / porque nossa dor se torne virtude!
"No dia 12 de Março de 2011, Sílvio Berlusconi teve que enfrentar a realidade. A Itália festejava o 150º aniversário da sua unificação e, entre as muitas comemorações da importante data, uma se deu na Ópera de Roma, com a apresentação da obra “Nabucco”, de Giuseppi Verdi, dirigida pelo maestro Ricardo Muti. Antes da apresentação, Gianni Alemanno, prefeito de Roma, subiu ao cenário para pronunciar um discurso denunciando os cortes no orçamento federal dirigido à cultura que haviam sido feitos pelo governo, do qual o próprio Alemanno é membro e velho amigo de Berlusconi. Esta intervenção política num momento cultural dos mais simbólicos para a Itália produziria um efeito inesperado, ao qual Berlusconi, em pessoa, foi obrigado a assistir. Segundo relatado por Ricardo Muti, “… A princípio houve uma grande salva de palmas pelo público. Logo começámos com a ópera. Tudo correu muito bem até que chegamos ao famoso canto Va Pensiero. Imediatamente senti que a atmosfera entre o público se ia tornando mais e mais tensa. Existem coisas que não se consegue descrever, mas as sentimos. Era o silêncio profundo que se fazia sentir! Mas, no momento em que o público percebeu que começavam os primeiros acordes de Va Pensiero, o silêncio se transformou em verdadeiro fervor. Podia-se sentir a reacção visceral dos presentes ante o lamento dos escravos que cantam Ó pátria minha, tão bela e perdida… Assim que o coro chegou ao fim, pudemos ouvir vários pedidos de bis. Começaram os gritos de Viva Italia e Viva Verdi. As pessoas nas galerias jogavam pequenos papéis escritos com mensagens patrióticas”. Apenas uma única vez Muti havia aceitado fazer um bis de Va Pensiero, em uma apresentação no La Scala de Milão em 1986, já que a peça exige que seja executada do princípio ao fim, sem interrupções. “Eu não pensava em fazer apenas um bis”, disse o maestro , “teria que haver uma intenção especial para fazê-lo”, contou. Então, num gesto teatral, Muti se voltou ao público – e a Berlusconi – e disse: “Logo que cessaram os gritos de bis, vocês começaram a gritar Longa Vida à Itália. Sim, estou de acordo com isto: Larga vida à Itália!. Mas… já não tenho trinta anos e vivi minha vida. Rodei o mundo e, hoje, tenho vergonha do que acontece em meu país. Por isso, vou aceitar seus pedidos para apresentar Va Pensiero novamente. Não só pela alegria patriótica que sinto neste momento mas, sim, porque enquanto dirigia o coro que cantou Ai meu país belo e perdido pensei que, se continuarmos assim, vamos matar a cultura sobre a qual erguemos a história da Itália. E, nesse caso, nossa pátria também estaria bela e perdida. Durante anos mantive minha boca fechada mas agora, creio que precisaríamos dar sentido a este canto: estamos na nossa casa, o Teatro de Roma, com o coro que cantou magnificamente bem e com a orquestra que o acompanhou esplendidamente. Se quiserem, proponho a vocês que se unam a nós para que cantemos todos juntos”.Assim, o maestro convidou o público a cantar junto com o coro dos escravos. Muti continua sua narrativa: “Vi grupos de gente levantar-se. Toda a Ópera de Roma se levantou. E o coro também. Foi um momento mágico! Essa noite não foi apenas mais uma representação de Nabucco mas, também, uma declaração no Teatro da Capital italiana para chamar a atenção dos políticos”.
Como disse, julgo que foi este discurso que o seleccionador italiano incutiu no seio da equipa, se não foi, a mim foi a que veio à memória depois de ver a determinação com que os jogadores se empregaram ao jogo e nessa hora talvez dissessem. Ó Selecção minha, tão desprezada, pelo dirigente da UEFA e pela imprensa europeia mas é dentro do campo que se vê quem está perdido!
Não costumo vibrar com os golos a não ser do meu clube – Freamunde – e da selecção Nacional mas neste senti o mesmo efeito e lá vibrei. Para que tudo corra pelo melhor amanhã não me importava de vibrar outra vez pela Itália.      

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Três modalidades distinguidas no estrangeiro em Junho:


Se a Selecção Nacional teve participação meritória no Euro de dois mil e doze, terceira classificada, que ainda decorre até dia um Julho na Polónia e Ucrânia a arbitragem portuguesa seguiu-lhes os passos. Não é todos os dias e não são todos os árbitros que conseguem tal proeza. Pedro Proença tem recebido fortes críticas no campeonato entre muros mas, quando actua fora de portas, tem recebido elogios e a prova disso foi o arbitrar a final da Liga Europa e domingo um de Julho a final do Euro dois mil e doze. Tudo no mesmo ano torna-se um marco histórico para a arbitragem portuguesa, principalmente para Pedro Proença e sua equipa: Bertino Miranda e Ricardo Santos auxiliares e como árbitros de  baliza Jorge Sousa e Duarte Gomes.   
Estas nomeações não significam que tudo está bem no reino da arbitragem. Tem havido bastantes erros no futebol nacional por parte de vários árbitros, Pedro Proença incluído, mas também não significa que tudo está mal como alguns dizem. Se nos deixarmos de clubismos reparamos que errar é humano e a maioria das vezes é isso que acontece. Sou crítico quando vejo erros grosseiros e defensor quando são casuais. 
Os Portugueses estão orgulhosos e devem fazer ver a quem nos governa que somos um povo bastante elogiado e eleito pelas estâncias internacionais para grandes acontecimentos.  Nestas três semanas em que decorreu o Euro o nosso ego subiu e de que maneira. Mostramos ser um povo unido – exceptuando os velhos do Restelo – e que sabemos valorizar quem o merece. Espero ver no regresso, de Pedro Proença e sua equipa, Miguel Relvas no aeroporto a recebê-los. E, já agora, também no regresso de Sara Moreira que foi medalha de bronze no Europeu de Atletismo, nos cinco mil metros, que estão a decorrer em Helsínquia, Patrícia Mamona, medalha de prata no triplo-salto. Este texto já estava publicado quando se deu a prova dos dez mil metros. A vencedora foi  Ana Dulce Félix e tornou-se campeã da europa tendo ganho a medalha de ouro. Por tal motivo fiz este acrescento porque não é todos os dias que os portugueses ganham uma medalha de ouro.
E ainda há quem nos considere lixo!