Rádio Freamunde

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segunda-feira, 2 de julho de 2012

XI Aniversário da A. C. R. Pedaços de Nós:

Decorreu ontem no centro cívico de Freamunde, no palco ali montado, para a actuação dos vários grupos que vem actuar nos espectáculos que as Sebastianas põem à disposição dos foliões para dispersar as suas tristezas. Festas é sinónimo de alegria e o décimo primeiro aniversário da A. C. R. Pedaços de Nós, isso nos demostrou. Onze anos num ser humano é uma tenra idade numa associação cultural são uns bons anos de vida. Canseiras, aborrecimentos quando as coisas não correm de feição, carolice, por que as várias associações existentes em Freamunde padecem disso.
Falta de espaço para os ensaios para todos os grupos incluindo o teatro, pois são várias as actividades desta associação: Grupo Teatral, de Castanholas, Big Band, Percursão, Laços de Nós, Poesia, Reflexão e Saudade e o Grupo Coral que teve ontem o seu baptismo. Como se pode constar são muitos grupos e cada um tem muitos elementos. A sede da associação é exígua o que torna uma confusão nos dias de ensaio. Parece que há boas novas no que respeita a instalações para os ensaios.
Mas como estava dizendo foi ontem o décimo primeiro aniversário. Que noite no que diz respeito ao espectáculo! Na entrada o Grupo de Percursão presenteou-nos com uma música oriental que teve a colaboração do Grupo Vocal. A partir daí e já com o aquecimento do público que com as suas palmas não deixou de vibrar e aplaudir. Seguiu-se a actuação de Carlos Cabral e Andreia e que boa actuação tanto de um como de outro, aliás, acho que a voz do Carlos Cabral cada vez está melhor, a Andreia foi uma agradável surpresa e fica bem a uma pacense cantar temas de Freamunde. Gabo-lhe o gosto. Acredite! Até que vieram os Laços de Nós também com uma boa actuação.
Freamunde e os grupos que fazem parte da Associação Pedaços de Nós não ficam a dever nada aos grupos profissionais que proliferam o País e as nossas televisões. Até estou em crer que pedem meças. Faz-me confusão que as várias estações de televisão não venham a esta terra fazerem uma reportagem sobre as várias colectivades culturais. O Porto canal que devia estar ao dispor do distrito e do norte do País a divulgar a cultura só se interessa pelo futebol. Nunca fez uma reportagem sobre Freamunde e as festas Sebastianas. Sei quem perde com isto. São a gente do País principalmente do norte.  
Quando assisto a estes programas vem-me à memória as pessoas que com a sua carolice tudo fizeram para que esta terra fosse a rainha da cultura do concelho e porque não dizer da região norte do País. Não os vou nomear porque era fastidioso e podia-me esquecer de algum entre dezenas e dezenas deles. Lembro-me várias vezes deles e aqui no meu blogue faço referência a alguns mas sempre que se aproximam as Sebastianas lembram-me mais.
Por isso aqui vai um agradecimento a todos os quantos participaram e julgo que é o sentimento de quem assistiu ao programa porque o seu entusiasmo e aplausos deram mostras disso. Exponho alguns vídeos, gosto de contribuir, embora seja um amador e o material não é de grande qualidade, no que concerne a filmagens mas é a forma de divulgar Freamunde por este mundo fora através do YouTube.  

terça-feira, 5 de julho de 2011

Os dez anos da A. C. R. Pedaços de Nós estão a ser um êxito:

Todos os grupos que compõem esta associação têm tido uma boa actuação e por isso estão de parabéns. Começando pela apresentadora que emprega na sua voz melodiosa um à vontade que faz inveja a muitos profissionais. E, sabe-se à partida, o quanto é difícil ter de improvisar para preencher o espectáculo nalguns pontos mortos. Inovação não lhe falta.
Enquanto assistia ao espectáculo foi-me perguntado em que consistia o mesmo e quem o protagonizava. Informei que era a Associação Cultural Recreativa Pedaços de Nós de Freamunde, os vários grupos que a compõe e a razão do seu ser. Começou com o livro de poesia de autoria de António Alberto Ribeiro Taipa (Rodela), ilustração de Vitorino Ribeiro (Ino Vitor),   a lembrar e relembrar feitos, uns notáveis outros passageiros, de personalidades que se tornaram os grandes ícones de Freamunde. Que os ditos grupos são compostos por inúmeras pessoas, uma grande parte jovem, além de se familiarizar com a cultura, aprendendo música, teatro e poesia, vão matando o seu tempo de ócio. Que têm corrido vários pontos do País dando a conhecer a nossa maneira de ser. É por esse motivo que a A. C. R. Pedaços de Nós, a par de outras Associações, desfrutam de muito carinho dos Freamundenses. 
Ficou surpreendido, pela positiva, pois desconhecia que houvesse terra que tratava com tanto carinho os seus filhos.  

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Salvé 01/07/2011:

Deus quer, o homem sonha, obra nasce.

Parabéns a todos que puseram de pé esta Associação. Nesta vida nada é fácil mas quando há vontade e se tem talento vem ao de cima a qualidade. Na Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós de Freamunde é o que mais há. 
Jantar comemorativo do 10º. Aniversário
Dez anos é muito tempo. Freamunde hoje devia estar em festa. Não é todos os dias que instituições celebram o seu aniversário, - não por causa de fazer anos, mas sim, por que não abundam - por isso a festa devia de ser de todos os freamundenses e não só dos associados da A. C. R. Pedaços de Nós.
São dez anos e como Pedaços de Nós tem demonstrado são de intenso trabalho. Muita gente é posta à prova. Desentendimentos há, mas não desanimam. Em Freamunde há o lema de preservar o que cria.
Mais uma associação que está a querer traçar o caminho da velhice e um dia os vindouros do meio século para cima vão recordar e dar alma e continuidade a esta associação. Assim aconteceu com a Banda de Música, Sport Clube de Freamunde e outras associações. Naquele tempo não havia a facilidade como há hoje de transcrever para o papel – blogues – para deixar para memória futura.     
Estes dez anos foram celebrados com pompa e circunstância. Durante mês e meio não faltaram espectáculos em sua comemoração. Todos os fins-de-semana no Centro Cívico de Freamunde havia um tema a ser comemorado, quer fosse: poesia, tanto infantil como sénior, variedades, grupos de Big Bands, teatro infantil e exposições lembrando pessoas aqui nascidas ou que aqui residiram e contribuíram para elevar o nome desta terra.
Pena que não se visse – até hoje ainda não demonstraram – a imprensa regional a dar notícias desta intensa actividade que termina com um jantar hoje, 1-07- 2011, dia do seu aniversário. Talvez aí se façam representar. São blogues pessoais como o “Coisas que Podem Acontecer”, “Freamundense” e "Freamunde Allez" que levam a todos que se dispõem a lê-los notícias da sua terra.
Como é bom quando se está ausente de Freamunde por vários motivos, trabalho, casamento ou outras mais, saber-se através de notícias o que se passa nela. Falo com conhecimentos de causa. Além de ficar a ter conhecimento sentia alegria em dar conhecimento a amigos o que era e é a minha terra. Também quem tanto trabalha para levar eventos destes a público sente alegria em ser referenciado. Se assim não fosse não havia razão as comemorações.
Devemos de estar gratos a quem com a sua calorice se dispôs a tamanha obra. Talvez nunca pensasse no efeito de bola de neve mas na verdade aconteceu e ainda bem que aconteceu.     
Venham mais dez.

terça-feira, 21 de junho de 2011

10º. aniversário da A. C. R. Pedaços de Nós:

Como referi no intróito que dediquei na abertura das comemorações do 10.º aniversário da A. C. R. Pedaços de Nós de Freamunde aqui venho com a minha modesta opinião elevar o trabalho de quantos colaboraram.
Não é fácil pôr um programa destes à disposição do público, quando quem o produz é amador e gasta parte do seu tempo que devia de ser de ócio, abdica de tempo que regra geral é dedicado à família, para se tornar em tempo da família freamundense. Se ao menos for considerado pela população de Freamunde como um tempo ganho, então tudo está e acaba bem.
Disse um poeta e declamador no evento dedicado ao Encontro Nacional de Poetas Populares na apresentação do Livro Poesia Popular: tenho corrido o País de lés a lés, encontros dos mais variados, com poetas e nomes de associações mas, nunca encontrei uma com o nome mais apropriado que a A. C. R. Pedaços de Nós de Freamunde. Por que este nome diz à partida a forma de ser e sentir desta gente.
Quem ouve estas palavras e ditas desta maneira e não tendo nenhuma ligação a Freamunde soa-lhe a ocas. Quem nasceu nesta terra ou a ela está ligada pelas mais variadas razões não deixa que os pêlos dos seus braços se arrepiem. Foi o que aconteceu comigo. Por vezes não sabemos valorizar o que é nosso e damos mais valor ao pão de fora.
Neste mesmo evento apareceu uma poetisa que disse de Freamunde o que a maioria de nós não o diz desde a nossa nascença. Foi um regalo ouvir tal poema. Entendo que devia constar em qualquer livro dedicado a poemas sobre Freamunde. Diz a autora: - vou deixar para a Associação Pedaços de Nós e para Freamunde um pedacinho de mim. Se virem e ouvirem o vídeo que produzi e expus aqui no meu blogue, numa página dedicada às comemorações do 10.º aniversário da A. C. R. Freamunde apercebem-se do que quero dizer.
Houve manifestações das mais variadas e para todo tipo de gosto. Desde grupos de bombos, peças de teatro infantil, grupos corais e várias exposições. Todos os grupos tiveram boas actuações. Quero realçar o grupo Musicando de Viseu que nos presenteou com um vasto reportório de canções portuguesas e a tuna de Carvalhosa, nossa vizinha, que teve uma actuação digna de ser vista e ouvida. Terminou com uma surpresa: Freamunde é lindo e encantador que, tem mais de quarenta anos.  
O final aconteceu com o grupo de Castanholas de Freamunde que interpretaram um vasto reportório que é sempre do agrado dos Freamundenses.
Aqui quero registar o meu apreço por todos que colaboraram neste evento.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Pedaços de Nós:

Do livro com o mesmo nome, versos de Rodela, ilustração Vitorino Ribeiro, (Inô Vitor), que deu lugar à criação da Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós, fiz uns vídeos, que os coloquei no Youtube e aqui os reproduzo. Faz dia 1 de Julho do corrente ano, 10 anos, num ser humano esta idade é pouca, parece de criança, numa associação já é uma idade a considerar. Em boa hora o fizeram.
O Rodela com a sua veia poética, o Vitorino com o seu traço na ilustração, que maravilha de desenhos, parecem fotografias, quem conheceu e conhece as personagens, alguns ainda estão junto de nós, concorda com o que escrevo. Como ia dizendo, o Rodela e a sua veia poética transportaram-nos a essas passagens, aqui digo o mesmo que ele diz no verso ao Se Martinho “Catano”. É preciso ter na carcaça uns bons pares de anos para se lembrar de várias personagens. Qualquer verso é a pura verdade dessa personagem. Pena o Rodela não ter seguido os estudos, não digo que se perdeu muito, porque se ganhou algo, a sua poesia. António Aleixo era analfabeto e nem por isso deixou de ser conhecido e falado, mais que alguns doutores que por aí abundam.
Das personagens, alguns são musicados e cantados, o que me levou a fazer os tais vídeos. Aqui faço um relato mais pormenorizado, ou seja, da maneira que os via e recordo. 
Quem não se lembra do Quim Loreira. Essa figura típica que nos deliciava com as suas anedotas e graçolas nas noitadas da festa da “Vila”. 

Da Se Raquel quer fizesse chuva ou sol, nunca deixava a folha caída das árvores e algum lixo ao desleixo.
 
Do Américo Caixa que no seu tasquinho sempre tratou os seus clientes com esmero, sempre com ouvido no rádio para saber os resultados do S. C. Freamunde, quando os telefonemas se atrasavam. 
O Toninho Nogueira, que durante anos e anos foi o regente da sempre grandiosa banda, hoje Associação Musical. Desde criança a adulto, vi-o sempre à frente da Banda. Foi até onde a saúde o deixou.
Da Cecília Loreira, figura peculiar e de um bairrismo impar, sempre pronta a ajudar os festeiros da Sebastianas, com a confecção de petiscos e jantares.
Do Quim da Praça, com a sua particularidade de “preguiça” mas, sempre um parceirão e amigo do amigo.
Do João taipa, eu ainda não era nascido, e já representava o S. C. Freamunde, o meu pai que foi seu colega a jogar futebol só lhe tecia elogios, mais tarde tive oportunidade de fazer parte da equipa dele e no jogo de homenagem jogar contra o F. C. de Penafiel, num empate a duas bolas, no outro jogo que pôs frente a frente F. C. Porto e Vitória de Guimarães, não me lembro o resultado.
Do Espadinha, com a sua Florentina, sempre com as botijas de gás no carrinho de suporte, elas a bailar com a trepidação do trajecto, mais tarde era na sua furgoneta mas, julgo que ainda hoje se lembra da Florentina.
Do Fernando Lacerda lembro-me melhor. Foi meu colega de escola desde a primeira até à quarta classe, da catequese e comunhão, da inspecção militar e de outras mais. Tinha uma inteligência de fazer inveja mas a situação social não o permitiu, naquela altura ir mais longe, aliás o que nos esperava eram as fábricas de móveis ou de fazer ligaduras para os hospitais, caso dele, mas nem por isso o impediu de realizar o seu sonho que era os estudos. Acabou por o conseguir e hoje desempenha a advocacia. Foi um lutador e assim viu os seus intentos serem alcançados.
Por estas e outras é que me apraz relatar aqui no meu blogue estas personagens. Há terras iguais a Freamunde, que façam ecos dos seus filhos mas, com tanto afinco e dedicação julgo não haver. Por mim faço os possíveis para as levar aos Freamundenses e não só, para que saibam como Freamunde trata os seus filhos.     

sábado, 12 de março de 2011

Livro Pedaços de Nós:

Faz no dia 1 de Julho deste ano dez anos que foi publicado o livro e deu-se início à Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós. Boa ideia e iniciativa.
Há tempos referi-me sobre ele e fiz um vídeo do mesmo destacando os seus autores. Tanto os versos, ilustração e música, são de uma qualidade e realidade que só quem conheceu as personagens referidas pode dar mais valor.
Conheci quase todas as personagens, a do Padre Castro não, morreu no ano em que nasci, ou ainda era criança de colo, as restantes conheci-as todas, umas com mais profundidade, outras por mera curiosidade. Todas estão bem retratadas e ilustradas. 
O Rodela refere nas quadras ao Sr. Martinho “Catano” que é preciso ter na carcaça uns bons pares de anos para recordar estas personagens. É verdade. Depois é o carinho com que são referenciadas e não se enaltecem uns em desprimor de outros. É valorizado o mais humilde como o mais ilustre. Em Freamunde temos essa virtude.
No vídeo são exibidas músicas dos Cds Pedaços de Nós e da Associação Musical de Freamunde, usei músicas desta Associação, para preencher as personagens que não são cantadas ou musicadas. As peças são: LA VIRGEM DE LA MACARENA, de Charles Kof, CLASSICS, de Louis Clark/James H. Burgen,  Coro, Ensamble Vocal de Freamunde e o HINO DE FREAMUNDE, letra de Leopoldo Saraiva, música de António João de Brito e arranjo de Manuel Abreu Neto. Entendo que para terminar este belo trabalho que é o livro Pedaços de Nós, o nosso Hino, acrescenta-lhe mais valor.