Hoje acordei a interrogar-me se este ambiente das redes sociais favorece a minha sanidade mental - e, honestamente, se valerá a pena continuar. É fascinante (e assustador) como pessoas que considero amigas não conseguem enxergar o óbvio. Talvez seja hora de fazer uma auditoria a essas amizades, pois a minha paciência para a lentidão alheia (tacanhez) começa a atingir o limite. E há duas coisas que não suporto: insistir no óbvio (bater no ceguinho) e lidar com a ignorância (burrice) - o meu cérebro exige companhia à altura. Agora que está feito o desabafo, vamos ao que realmente interessa:
"Ventura anuncia lista conjunta com o PSD para o Conselho de Estado"
Pouco tempo depois de ter proposto a extinção do Conselho de Estado - por considerá-lo um órgão "anacrónico", decorativo e parte da "gordura do Estado", não só no seu programa eleitoral, como em propostas de revisão constitucional - , a Cheganice anuncia agora uma lista para este mesmo órgão. A vontade de simplificar o regime e reformar o sistema político - não me perguntem porquê - parece ter-se esfumado...
Desculpem, mas PUT@ QUE PARIU! A minha alma está parva... e não é para menos. Se cada notícia que envolve o Cheganice e o seu quadrúpede maior fosse um filme, eu passaria a vida a sair aos dois minutos para pedir o reembolso do bilhete e das pipocas. Não há paciência que resista. Eu tento ler só as gordas e saltar para outra notícia qualquer - juro que tento - mas não consigo.
Afinal, o jerico "anti-sistema" gosta mesmo é de um bom estábulo empalhado para os seus! Repito: foram seis anos a ouvir o Asno a zurrar que o Conselho de Estado era um gasto inútil, uma coisa velha para acabar e que só servia para dar tachos aos políticos. Pois bem, abram alas, que o jumento agora já quer lá pôr os dele, de braço dado com os do PSD. Afinal, o sistema já não é assim tão mau quando nos deixa fazer uma "listinha conjunta" e garantir um lugar numa boa estrebaria.
Meus amigos, o Equus asinus que dizia vir para limpar tudo agora faz acordos e já vê com bons olhos um órgão que ele próprio queria extinguir. Pelos vistos, a coerência dele dura muito pouco. Mas esta é só mais uma para a coleção, porque ele é o verdadeiro campeão do "diz hoje, desdiz amanhã".
Lembram-se de quando dizia que os deputados não podiam ter acumulação de cargos, que era uma vergonha? Pois, mas ele próprio andava a comentar futebol na TV e a faturar noutros lados enquanto nós lhe pagávamos o ordenado no Parlamento. E aquela conversa de que nunca, mas nunca, se ia coligar com o PSD? Bastou sentir um cheirinho a poder para dar as mãos ao PSD-Açores. É o amor à camisola... do sistema!
Diz querer acabar com os subsídios, mas o seu partido subsiste graças aos generosos apoios estatais financiados por todos nós. Critica os políticos que fazem da política profissão, mas ele próprio saltou de partido em partido, nunca tendo vivido fora do sistema. Encarna o adágio "faz o que eu digo, não faças o que eu faço". Afirma combater a corrupção e os interesses, mas coliga-se (fazendo acordos) com o PSD - partido que outrora apelidou de "prostituta política".
É aquele animal que cospe na manjedoura onde já almoçou e onde quer jantar. Critica o sistema por fora só porque tem inveja de quem está lá dentro. Ficaria aqui a noite toda e
o tempo não seria bastante.
A burricada que continue a bater ferraduras e a cavalgar, que o burro-mor continuará em palhas deitado confortavelmente, a rir-se nas e das vossas fuças!
É caso para questionar: E o burro sou eu?

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