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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Guerra na Ucrânia 44 Prémios Nobel apelam a cessar‑fogo para retirar mortos e feridos:

Numa carta dirigida a Putin e Zelensky, os signatários dizem que o uso generalizado de drones no campo de batalha está a impedir que sejam cumpridas as convenções de Genebra relativas ao socorro dos feridos de guerra.

44 galardoados com o Prémio Nobel, entre os quais o da Paz como o atual Presidente timorense José Ramos Horta e o jornalista russo Dmitri Mouratov, lançaram um apelo aos presidentes russo e ucraniano para que deem um primeiro passo no sentido da paz através de um cessar-fogo que permita retirar mortos e feridos do campo de batalha. Este trabalho de socorro protegido pelas convenções de Genebra está a ser impedido devido ao uso generalizado de drones que têm como alvo as equipas de resgate. A carta foi publicada pelos jornais Novaïa Gazeta e Le Monde.

Leia aqui a carta dirigida a Putin e Zelensky:

Senhores Presidentes,

A utilização de veículos aéreos não tripulados (drones) na frente de batalha russo-ucraniana torna impossível a evacuação dos feridos do campo de batalha. As convenções de Genebra relativas ao seu socorro não estão, portanto, a ser respeitadas. As equipas de evacuação são alvo de disparos enquanto tentam socorrer os feridos e recuperar os mortos.

O caminho para a paz pode começar de várias formas. Propomos, como primeiro passo, um cessar-fogo para permitir a retirada dos corpos — aproxima-se uma onda de calor extremo — e o socorro aos feridos, muitos dos quais permanecem sem assistência durante vários dias, ou mesmo várias semanas.

Dirigimo-nos também às empresas tecnológicas para que tornem possível a monitorização do cessar-fogo através de sistemas de videovigilância.

Esperamos que este ato de humanidade seja apoiado pelos cidadãos de ambos os países e que constitua um passo importante para dar início a um processo de paz.

Martin Chalfie, química, 2008; Aaron Ciechanover, química, 2004; J. M. Coetzee, literatura, 2003; Mairead Corrigan Maguire, paz, 1976;  Mohamed El-Baradei, paz, 2005; Andrew Fire, medicina, 2006; Joachim Frank, química, 2017; Jerome I. Friedman, física, 1990; Alan Heeger, química, 2000; Andre Geim, física, 2010; Roald Hoffmann, química, 1981; Louis J. Ignarro, medicina, 1998; Elias James Corey, química, 1990; Elfriede Jelinek, literatura, 2004; Brian Josephson, física, 1973; Brian Kobilka, química, 2012; Ferenc Krausz, física, 2023; Sheldon Lee Glashow, física, 1979; Anne L’Huillier, física, 2023; David W. MacMillan, química, 2021; Barry Marshall, medicina, 2005; John Mather, física, 2006; Morten Meldal, química, 2022; Patrick Modiano, literatura, 2014; William E. Moerner, química, 2014; Dmitri Mouratov, paz, 2021; Konstantin Novoselov, física, 2010; Roger Penrose, física, 2020; William Phillips, física, 1997; John Polanyi, química, 1986;  Yan Rachinsky, paz, 2022; Venki Ramakrishnan, química, 2009; José Ramos-Horta, paz, 1996; Richard Roberts, medicina, 1993; Michael Rosbash,medicina, 2017; Alvin E. Roth, economia, 2012; Donna Strickland, física, 2018; Jack W. Szostak, medicina, 2009; Joseph H. Taylor, física, 1993; Kip S. Thorne, física, 2017; Klaus von Klitzing, física, 1985; Arieh Warshel, química, 2013; Drew Weissman, medicina, 2023; Jody Williams, paz, 1997

Termos relacionados: Internacional, Ucrânia, Rússia

Do blogue Esquerda 

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