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terça-feira, 5 de maio de 2026

A paciência esgotou-se:

Alguns sectores da sociedade russa manifestam uma impaciência compreensível perante a moderação de Putin em desferir golpes decisivos contra um inimigo que recorre sistematicamente a operações não convencionais, muitas delas de claro cariz terrorista. A pressão sobre o Presidente tem sido constante e crescente, pelo que os ataques de drones provenientes dos países bálticos e as ameaças de Zelensky visando a cerimónia do Dia da Vitória terão levado o governo russo a um nível de resposta sem precedentes, mobilizando todo o seu poderio militar. Na eventualidade de os serviços secretos ucranianos, apoiados pelos britânicos, lançarem ataques a Moscovo no dia da parada, o governo russo desferirá um ataque devastador de Oreshnik a Kiev. Fala-se em seis, pelo que a ocorrer tal retaliação, todo o centro de Kiev seria destruído num ápice. A Rússia sempre poupou alvos civis. Os ataques a Odessa, Lviv, Kharkov e outras cidades foram sempre muito selectivos e causaram feridos civis, mas raramente mortes. A Rússia, ao contrário de norte-americanos e israelitas, não faz guerra a populações, nem recorre ao terrorismo de bombardeamentos de terror. Contudo, há quem na Europa, queira uma guerra e aposte em soluções extremas para precipitar um conflito militar, sendo que um ataque a Moscovo seria interpretado como uma declaração de guerra à Rússia. Os próximos dias revelarão o grau de insanidade da clique de irresponsáveis criminosos que dirige a UE.

Miguel Castelo Branco

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