A reportagem sobre o encontro de Madrid e ontem, ou anteontem, ao ouvir o discurso do Pedro Sánchez em Pequim, senti uma revolta interior difícil de controlar.
Difícil de controlar por ter a consciência de que o mal maior do nosso regime, desde Novembro de 1975, é a perda gradual (e ultimamente acelerada) da nossa soberania e dos seus atributos.
Portugal que era sem a menor dúvida, entre os países médios e pequenos da Europa, o que mais condições tinha para se relacionar com os Estados não europeus, fossem eles africanos, latino-americanos e asiáticos, é hoje um Estado amputado de todas as suas antigas relações, inclusive das secularmente estabelecidas com os Estados de língua portuguesa.
Tudo isto tem a ver com Bruxelas, até mais do que com a NATO, e da vergonhosa vassalagem que se foi criando a ponto de hoje não haver a menor autonomia sobre tudo o que nos poderia trazer vantagens.
Quando me recordo que Xi Jimping visitou duas vezes Portugal e o seu antecessor uma, sem sequer terem feito uma paragem nos chamados grandes Estados e quem diz estes diz Putin, diz o Presidente da Índia e tantos outros hoje muito importantes na comunidade internacional , o mínimo que se pode sentir é raiva por todas estas auto-limitacoes, verdadeiras auto mutilações, mais graves do que as ocorridas no fim do período filipino.
Por isso, eu acho que, hoje, a grande luta dos Estados vassalos da Europa consiste no renascimento da Nação, como entidade que não pertence a Bruxelas e sobre a qual Bruxelas não poderá ter qualquer poder.
Eu sei que é uma luta para a qual não é fácil encontrar aliados, tanto mais que ela tem no plano interno inimigos de peso, a começar pelos da "Europa connosco"...Mas vale a pena não desistir, por maiores que sejam as dificuldades.

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