No rescaldo do 25 de Abril, a notícia de mais um atentado ao PR dos EUA, depois de 4 presidentes assassinados e 6 frustrados, ocupa o espaço mediático e refere a luzidia elite política dos EUA debaixo das mesas, antes de superado o susto, e de alguns convidados, já serenados, aproveitaram para levar garrafas de vinhos, seguramente de boa qualidade, como lembrança e à guisa de reparação pelo repasto perdido.
E, no entanto, o 25 de Abril merecia destaque, pelo entusiasmo das celebrações, com multidões, imensos jovens, o que parecia ter caído em desuso, a vitoriarem a data.
Talvez o regresso de um PR de cravo ao peito, após 20 anos de ingratidão, a presidir às comemorações do 25 de Abril, e a presença da mulher com vestido e cravo vermelhos, tenha despertado o País para a ignomínia do ano anterior em que a morte do Papa foi o pretexto para cancelar as comemorações.
Assisti pela primeira vez às comemorações populares do 25 de Abril em Coimbra, com o pensamento em Almeida onde há mais de quatro décadas celebro a data, onde os meus companheiros de sempre e o município persistem na celebração.
A comparação com os dias 1.º de Maio foi, em Coimbra, de dimensão inimaginável e de uma alegria que só a juventude empresta. Eram milhares de pessoas e nem uma imagem televisiva vi. O Diário de Coimbra, que traz uma foto na 1.ª página com “os lousanenses que derrotaram o Direito B por 28/26 e agarraram o troféu” [sic], remeteu a notícia para a página 3, ocupando apenas ¼ da página com as manifestações populares.
O momento de «inconseguimento», termo cunhado pela antiga PAR, Assunção Esteves, foi o discurso de Aguiar Branco, reagindo ao incómodo do caso Spinumviva para o PM, procurando legitimar a sua recusa em responder às dúvidas sobre os preços de amigo na casa de Espinho, com numerosas casas de banho, e outras trapalhadas empresariais.
Para a história das frivolidades ficaram os cravos verdes do 4.º Pastorinho na AR talvez adquiridos com as algemas em local visitado por deputados do CH., que compensaram a homofobia exibin do o símbolo da identidade gay que Oscar Wilde pediu aos amigos que o usassem na lapela para a peça Lady Windemere's Fan, em 1892.
Grave foi a reincidência na expressão “apunhalados pelas costas”, para referir a derrota militar no “nosso Ultramar infelizmente perdido”, à semelhança de Hitler, para justificar a derrota da Alemanha na 1.ª Guerra Mundial e preparar a seguinte.
O 4.º Pastorinho não aceita que patriotismo é o amor à Pátria, porque o confunde com o nacionalismo, a patologia de quem gosta de pátrias alheias e as pretende como colónias.
Enfim, uma no cravo e outra na ferradura, e há solípedes que não estão quietos com os cascos.

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