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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Faz hoje:

Quarenta e sete anos por volta das dezasseis horas que partimos do aeroporto de Luanda, hoje quatro de Fevereiro, rumo a ao aeroporto de Lisboa, hoje Humberto Delgado, porque tínhamos terminado a nossa comissão de serviço, ao serviço do Exército Português.
Não fomos nenhuns heróis. Fomos simplesmente uma Companhia que derivado ao nosso altruísmo de companheirismo soube elevar o Exército Português.
Não viemos tantos como os que partiram, mas os que chegaram e dos que resta com vida, sentimos o valor da vida, com um bem que não tem preço.
Por isso as saudades que tenho de Angola, Balacende e Luanda, leva-me a acrescentar os parágrafos abaixo, de uma página, de muitas, que lhe dediquei no meu blogue e acrescento um vídeo ao qual intitulei “Eis os valorosos que fizeram parte desta Companhia”.
“Que saudades tenho dela. Em conversa com amigos, os que tiveram a sorte de não ir à tropa, ou ao ultramar - como se usa dizer - admiram-se de fazer tanta referência a Angola. Dizendo que não compreendem tal entusiasmo. Não lhes chamo hipócritas. Só em pensamento. Porque deixei lá quase dois anos, dos melhores anos da minha vida.
Rumamos a Lisboa tendo chegado à uma hora e quinze minutos. Fomos transportados para o R. A. L. 1, para fazermos o espólio e quando vou a descer da viatura, ouço uma voz: - vem aí o soldado Manuel Pacheco? - Era a voz inconfundível do meu pai, que ali me foi esperar.”

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