Há anos, fui assistir a uma palestra no Auditório Fernando Santos, (Edurisa Filho), em Freamunde, de Mário Centeno, englobada na campanha do PS para as Eleições Legislativas de 2015. Gostei da palestra. Foi mais baseada em economia, especialidade do orador.
Notei um certo titubear de Mário Centeno, mas levei para a falta de experiência em situações como estas.
O PS forma Governo com votação do BE, PCP e Verdes. O chamado Governo da Geringonça. Caiu o Carmo e a Trindade por parte do PSD e CDS, com estribilho do PR, Cavaco Silva.
O escolhido para Ministro da Finanças é Mário Centeno. Fiquei perplexo. Mais ainda quando numa intervenção na Assembleia da República os dois líderes da Oposição, Passos Coelho e Paulo Portas, a rirem-se às descaradas dessa intervenção. Ainda mais perplexo quando Rebelo de Sousa, Presidente da República, o quis exonerar.
Pensei com os meus botões: má escolha de António Costa. Era um sem-fim de ironias dos simpatizantes da oposição.
Passou o primeiro ano do Governo da Geringonça. Contas certas no Orçamento de Estado. E nos que vieram a seguir.
António Costa propõe para Ministro das Finanças do Eurogrupo Mário Centeno.
Enxurradas de ironia sobre a escolha. Aqui não fiquei tão perplexo.
Se Portugal tinha sido Campeão da Europa de Futebol em 2016, em casa de uma supercampeã França e (contra esta), porque um Ministro das Finanças português não podia ser eleito Presidente do Eurogrupo?! Assim aconteceu: eleito.
Continuaram críticas e ironias. Até quando os seus colegas Ministros das Finanças da zona Euro o apelidaram de Cristiano Ronaldo da economia. Aqui as ironias atenuaram. Dizer mal dos portugueses pelos próprios portugueses é o mal que já de vem do antigamente. Assim o dizia um escritor português.
O que é certo é que Mário Centeno dava “cartas” cá dentro e lá fora. Diminuíram os chorrilhos sobre a sua pessoa. Aliás! Viraram-se para os feiticeiros do costume. É o que os portugueses apelidam: foi à lã e veio tosquiado.
E assim XXI Governo de Portugal acabou a Legislatura com um balanço positivo muito forte. O que chegou a que os outros partidos concorrentes às Legislativas de 2019 pediram encarecidamente para os portugueses não darem ao PS a maioria absoluta.
Não foi com maioria absoluta que o PS ganhou as eleições, mas com maioria simples. E, formou o XXII Governo sozinho. Acabou a chamada Geringonça.
Mário Centeno foi eleito novamente Ministro das Finanças e continuou como Presidente do Eurogrupo.
A governação tornou-se difícil. A oposição alongou-se com oito partidos: PSD, BE, CDS, PAN, Verdes, Chega, Iniciativa Liberal e o extinto Livre, mas mesmo assim o PS e Mário Centeno não abdicaram do seu programa eleitoral.
Até que veio a Pandemia. Em princípio era em um ou dois países. Depois alastrou-se a vários países e logo a seguir a nível mundial.
Os países entraram em crise sanitária e económica. Na União Europeia os países do Norte da Europa, os chamados ricos, entraram em divisão com os do Sul os mais afectados pelo Coronavírus, mais tarde Covid19.
Nas reuniões dos Ministros do Eurogrupo, presidido por Mário Centeno, não havia consenso. Sempre os países do Norte da Europa, contra. Reuniões infindáveis.
Até que chegou a do dia 9 de Abril do ano da Pandemia, o acordo. Ao todo foram vinte horas de reuniões. Mas Mário Centeno, com a ajuda de António Costa –, destratou o Ministro das Finanças Holandesas, o que levou muitos outros a tomar o partido de António Costa – o nosso Ronaldo das Finanças, lá levou a “carta a Garcia”.
Choveram logo elogios e depreciações. As depreciações como sempre entre muros. Mais uma vez o dito do escritor português tinha razão de ser.
Chegando ao ponto de eu ouvir através de um canal de televisão português, quando lhe foi perguntado, o que via e dizia das palmas dos Ministros das Finanças do Eurogrupo dirigidas a Mário Centeno, disse: não vejo essas palmas para Mário Centeno, mas sim, bateram palmas por estar cansados das reuniões.
Ao ouvir isto mimoseei-o com uma frase obscena que por decoro não a reproduzo aqui.
Vocês perguntam-me. Quem foi essa besta?
Quem havia de ser: Paulo Rangel.
Notei um certo titubear de Mário Centeno, mas levei para a falta de experiência em situações como estas.
O PS forma Governo com votação do BE, PCP e Verdes. O chamado Governo da Geringonça. Caiu o Carmo e a Trindade por parte do PSD e CDS, com estribilho do PR, Cavaco Silva.
O escolhido para Ministro da Finanças é Mário Centeno. Fiquei perplexo. Mais ainda quando numa intervenção na Assembleia da República os dois líderes da Oposição, Passos Coelho e Paulo Portas, a rirem-se às descaradas dessa intervenção. Ainda mais perplexo quando Rebelo de Sousa, Presidente da República, o quis exonerar.
Pensei com os meus botões: má escolha de António Costa. Era um sem-fim de ironias dos simpatizantes da oposição.
Passou o primeiro ano do Governo da Geringonça. Contas certas no Orçamento de Estado. E nos que vieram a seguir.
António Costa propõe para Ministro das Finanças do Eurogrupo Mário Centeno.
Enxurradas de ironia sobre a escolha. Aqui não fiquei tão perplexo.
Se Portugal tinha sido Campeão da Europa de Futebol em 2016, em casa de uma supercampeã França e (contra esta), porque um Ministro das Finanças português não podia ser eleito Presidente do Eurogrupo?! Assim aconteceu: eleito.
Continuaram críticas e ironias. Até quando os seus colegas Ministros das Finanças da zona Euro o apelidaram de Cristiano Ronaldo da economia. Aqui as ironias atenuaram. Dizer mal dos portugueses pelos próprios portugueses é o mal que já de vem do antigamente. Assim o dizia um escritor português.
O que é certo é que Mário Centeno dava “cartas” cá dentro e lá fora. Diminuíram os chorrilhos sobre a sua pessoa. Aliás! Viraram-se para os feiticeiros do costume. É o que os portugueses apelidam: foi à lã e veio tosquiado.
E assim XXI Governo de Portugal acabou a Legislatura com um balanço positivo muito forte. O que chegou a que os outros partidos concorrentes às Legislativas de 2019 pediram encarecidamente para os portugueses não darem ao PS a maioria absoluta.
Não foi com maioria absoluta que o PS ganhou as eleições, mas com maioria simples. E, formou o XXII Governo sozinho. Acabou a chamada Geringonça.
Mário Centeno foi eleito novamente Ministro das Finanças e continuou como Presidente do Eurogrupo.
A governação tornou-se difícil. A oposição alongou-se com oito partidos: PSD, BE, CDS, PAN, Verdes, Chega, Iniciativa Liberal e o extinto Livre, mas mesmo assim o PS e Mário Centeno não abdicaram do seu programa eleitoral.
Até que veio a Pandemia. Em princípio era em um ou dois países. Depois alastrou-se a vários países e logo a seguir a nível mundial.
Os países entraram em crise sanitária e económica. Na União Europeia os países do Norte da Europa, os chamados ricos, entraram em divisão com os do Sul os mais afectados pelo Coronavírus, mais tarde Covid19.
Nas reuniões dos Ministros do Eurogrupo, presidido por Mário Centeno, não havia consenso. Sempre os países do Norte da Europa, contra. Reuniões infindáveis.
Até que chegou a do dia 9 de Abril do ano da Pandemia, o acordo. Ao todo foram vinte horas de reuniões. Mas Mário Centeno, com a ajuda de António Costa –, destratou o Ministro das Finanças Holandesas, o que levou muitos outros a tomar o partido de António Costa – o nosso Ronaldo das Finanças, lá levou a “carta a Garcia”.
Choveram logo elogios e depreciações. As depreciações como sempre entre muros. Mais uma vez o dito do escritor português tinha razão de ser.
Chegando ao ponto de eu ouvir através de um canal de televisão português, quando lhe foi perguntado, o que via e dizia das palmas dos Ministros das Finanças do Eurogrupo dirigidas a Mário Centeno, disse: não vejo essas palmas para Mário Centeno, mas sim, bateram palmas por estar cansados das reuniões.
Ao ouvir isto mimoseei-o com uma frase obscena que por decoro não a reproduzo aqui.
Vocês perguntam-me. Quem foi essa besta?
Quem havia de ser: Paulo Rangel.

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