Debate quinzenal de ontem à tarde
resumido em quatro momentos, invariavelmente relacionados com os suspeitos do
costume.
Rui Rio continua a surpreender
pela inabilidade, que se julgaria melhor controlada com a vasta experiência de
muitos anos na política. Ou seja, em vez de reconhecer o erro e convidar alguns dos seus deputados a saírem para
respeitarem a regra aprovada quanto ao número dos que deveriam estar presentes
decidiu dar-lhes um violento puxão de orelhas só demonstrativo da sua
incapacidade de liderança. É que se eles não seguem as suas orientações, quem
as seguirá?
Telmo foi ... Telmo. Ou seja um
previsível atoleimado.
Ventura persiste no tipo de
exaltação de um toiro a irromper numa praça para enfrentar o seu matador, mas
essa entrada de rompante salda-se com uma retirada triste, a lamber as feridas
das breves, mas profundas estocadas, que Costa lhe desfere. Não precisando de
muitas palavras para o designar como um dos boateiros que muito bem dispensamos
nesta altura.
E o grande momento da tarde foi o
propiciado pelo Cotrim da Iniciativa Liberal. O privatizador-mor vinha exigir
mais pródigos apoios do Estado e levou de volta o que estava a precisar:
corresponde àquele tipo de liberal que, em tempos fartos, quer minimizar o
Estado à sua expressão mais diminuta, mas logo armado em paladino da Iniciativa
Estatal quando eles se revelam complicados para o tipo de patronato do seu
agrado.
No fundo o debate correu como de
costume. Perante os seus críticos, Costa porta-se como um senhor e redu-los à
dimensão de frágeis meninos.
Do blogue Ventos Semeados
Publicada por jorge rocha

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