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quarta-feira, 18 de março de 2020

Pedro Barroso:

Morreu? Para mim não. Só morre quem não faz nada pelo seu País. Os que fazem vivem eternamente na memória e no coração do seu povo. Já vi muita gente morrer física e intelectualmente. De certeza é o que vai me acontecer. Com Pedro Barroso não.

Deu-nos muito. As suas canções falam por si. Freamunde teve o privilégio de as ouvir ao vivo. Não foi uma nem duas vezes! Foram muitas.

Numa delas deu-me para pegar na minha rudimentar máquina de filmar e atrever-me a filmar o seu espectáculo. Sei que fui "atrevido". Mas esse atrevimento levou-me a que hoje possa vos presentear com este poema a que ele chamou: "Estados Unidos da Europa".
Usou a raiva ao declamá-lo. Não se esperava outra coisa. Depois de intitularem Portugal como lixo o que é que esperavam de Pedro Barroso! Palmas de agradecimento? Essas foram dadas por quem não lutou por Portugal e nos vendeu ao desbarato e nos levou a ser tratados por lixo.

Poetas e cantores como Pedro Barroso não deixam que nos menosprezem.

Por isso o meu atrevimento na filmagem da Semana Cultural imbuída nas Sebastianas de 2011.

Mas hoje sinto prazer ao expor esse poema e com ele recordar que há personagens que nunca morrem. Unicamente desaparecem fisicamente. 

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