Estão todos os que me lêem e
seguem fartos de saber que sou um admirador de ANTÓNIO COSTA, das suas
qualidades humanas, da sua sagacidade, do seu destemor político, da sua
seriedade e, acima de tudo, da sua capacidade de liderança.
E, por todas estas características
à saciedade já demonstradas eu acho que Portugal tem uma enorme sorte em
provação como esta tê-lo como inequívoco líder!
Não sabemos bem o que aí vem, ele
certamente que também não, mas há uma coisa que eu sei: Ele soube como ninguém
compreender o seu Povo, tem falado assiduamente com esse Povo e,
indubitavelmente, o Ele confia nele e na sua firme e ajuizada liderança.
E como sabe compreender o Povo
ele sabe dos seus anseios e angústias e, mesmo todos sabendo que não poderá
acudir a tudo neste tão frustrante momento em que todos vivemos, elegeu como
primeira e principal prioridade a manutenção do emprego e dos rendimentos desse
seu Povo.
E sendo aí que centrou o foco das
suas decisões e do seu Governo, não sem antes auscultar os seus colegas da EU,
nomeadamente Ângela Merkl, tomou as decisões que, quer queiramos quer não,
podem assegurar esta dolorosa travessia até à erradicação deste incógnito e
terrível inimigo que nos apoquenta e vem dominando, para dela posarmos sair
mais frágeis mas vivos para retomarmos o nosso percurso…
E pergunto-me: que receita para
este momento teriam os neo-liberais? Deixariam o “ mercado” regular-se a si
próprio como rezam as suas doutrinas económicas, qual “laissez faire laissez
passer” de antanhos?
Optariam novamente pela
“austeridade redentora” com que nos brindaram nos anos do fatídico Passismo,
que levou milhões de Portugueses para a pobreza e para o limiar da indignidade,
cortando drásticamente rendimentos e direitos deixando o desemprego disparar, a
Banca colapsar e os trabalhadores sem quaisquer perspectivas? Era isso?
Era isso que proporiam os agora
silenciosos defensores do “ Menos Estado”, mas sempre ciosos desse mesmo Estado
quando em dificuldades se sentem e não têm outra saída? Era isso?
Que o anunciado é pouco e não
resolve e “ não dá segurança a quem gera riqueza”, dizem muitos deles que,
mesmo pensando racionalmente agora o contrário, isso não ousam admitir… Pois absoluta confiança nunca poderá dar se,
pela primeira vez na nossa História, nada é certo perante o próximo futuro nem
nunca na vida alguém o previu ou estudou! Ninguém o poderá em consciência fazer…E
COSTA muito menos o poderia.
Mas todos teremos que fazer a
nossa parte, também é do senso comum. Mas de que servem nestes momentos
austeros, ou serviram nos tempos passados em alturas de guerras e catástrofes (
as primeira e segunda guerras mundiais, a grande depressão de 1929 ou mesmo a ainda
as recentes crises do Subprime, das Dividas Soberanas e a crise bancária
sistémica provocada pela queda do Lemmon Brothers) as suas “Miltonianas”
teorias e o seu “Liberalismo”, se quem sempre foi chamado a resolver, vivo ou
morto, foi JOHN MAYNARD KEYNES!
Nas horas difíceis se vêm os
sólidos líderes e se esfumam os timoratos! E felizmente todos sabem, mesmo
podendo gostarmos mais ou menos dele, que do feitio mas nunca das capacidades,
quem felizmente nos lidera e governa.
E parafraseando o que escreveram
de KEYNES : “COSTA has a plan”!
Do blogue À Esquerda do Zero
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