Continua por aí um enorme alarido sobre as críticas feitas por António Costa ao Bloco de Esquerda, que justificou a absurda tomada de posição de Rui Rio como putativo provedor dos interesses do partido de Catarina Martins.
Fazendo votos para que uma falácia
repetida mil vezes venha a converter-se num inquestionável axioma, os
telejornais repetem-na incessantemente para desqualificarem a personalidade do
primeiro-ministro. No fundo uma remake do que se viu cinco anos atrás, quando
da disputa entre ele e Seguro para o cargo de secretário-geral e que foi objeto
de desprezo pelos eleitores, que deram ao futuro primeiro-ministro uma merecida
e convincente vitória. As direitas são assim: mesmo quando as suas táticas e
estratégias falham não encontram outra solução que não seja repeti-las porque a
imaginação e o saber não lhes dão para mais.
A entrevista à TVI serviu, porém,
para que António Costa desse o devido troco a essa obsessiva abordagem: para
além dos estarolas das direitas, todos os dias Catarina Martins e Jerónimo de
Sousa criticam o Partido Socialista sem que isso constitua motivo de escândalo
para esses órgãos de desinformação audiovisual. Porque não terá o PS o direito
de proceder de igual modo apontando-lhes o que é motivo de divergência? As
declarações políticas dos líderes do Bloco e do PCP dão razão ao entrevistado,
quando justifica a impossibilidade de com eles contar para um futuro governo,
preferindo uma solução como a implementada nesta legislatura. Porque, de facto,
mais vale uma boa amizade do que um mau casamento...
Publicada por jorge rocha à(s)
23:28
Do blogue Ventos Semeados

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