A imprensa constata o óbvio: Ana Rita Cavaco tornou-se na vilã de serviço da política portuguesa, como se depreendeu do debate quinzenal, em que a esquerda zurziu nela e nenhuma voz à direita se ergueu para a defender. O que é difícil, porque a criatura andou a pôr-se a jeito para sofrer as consequências dos seus atos contra os direitos dos cidadãos à saúde, e que foram claramente de um foro que lhe está legalmente vedado.
Espera-se que não demore a investigação solicitada pelo governo para
que se confirme a sua justificada punição, não sobrando dúvidas quanto ao seu
papel incendiário no prolongamento da
greve cirúrgica, mesmo depois de aceite a reivindicação aparentemente mais
importante para os envolvidos: o reconhecimento da categoria de enfermeiro
especialista.
Embora a cúmplice da ainda bastonária num dos dois sindicatos
recém-formados para lhe concretizar os desejos, tenha alegado a má-fé da
tutela, caberá questionar como se caracterizará uma estratégia de luta, que,
conquistada parte substancial do pretendido, logo se inventa outras para
justificar o propósito último de destruir o mais rapidamente possível o Serviço
Nacional de Saúde.
Do blogue Ventos Semeados
Publicada por jorge rocha à(s) 00:30

Sem comentários:
Enviar um comentário