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domingo, 3 de fevereiro de 2019

A geração que está a partir:


“Estamos indo embora. A geração de ouro dos quarenta, cinquenta, sessenta e até setenta estão partindo e agora quem os vai substituir? Sem amor ao próximo. Aos pais aos parentes e amigos.”
Esta novidade não tem estes sentimentos. Não sabem o valor da vida. Tudo lhes é dado. Não sabem o que custou, lhes dar este nível de vida. Alguns até são capazes de ironizar com esta minha afirmação: “não sabem o que custou, lhes dar este nível de vida”.
Ter de abandonar o ensino primário para se fazer à vida. Com dez, onze anos ingressar no seu novo ensino. Uma profissão fosse ela qual fosse. Uns com marmita, outros, em que a sua mãe, irmã ou irmão mais novo lhe ia levar o parco mantimento. Sim parco mantimento! Um enganar de estômago.
Pelos anos fora iam ganhando experiência e sabedoria. Que este novo ensino era ministrado por outros iguais a nós. Pessoas que como nós não tiveram oportunidade de mostrar o seu real valor nos liceus ou universidades. Que na sua universidade da vida eram uns autênticos doutores.
É ver o que se conseguiu com esta geração. Está aos olhos de quem não tiver pejo em dar o real valor. O progresso que Portugal ganhou. É evidente que comparando com a maioria das Nações ainda sofremos um grande atraso. Mas se não fosse esta geração, dos quarenta, cinquenta, sessenta e até setenta o que seria deste Portugal! Um País sombrio. Cheio de barracas. A passar fome. 
Sei que ainda existe muitos a passar fome. Mas se não fosse essa tal geração muitos desta não existiam. Os seus progenitores não chegavam à idade adulta. Morriam como morreram milhares deles nos primeiros anos de vida.
Por isso esta geração deve estar grata à geração dos quarenta, cinquenta, sessenta e até setenta. Estimá-los porque eles foram os causadores do nível de vida que estão a desfrutar.
E, desfrutem-no bem.

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