segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Era para deixar o Facebook:


Com a perda da palavra passe era para não comentar mais ou publicar textos. Ando saturado da falta de nível de comentários aqui reproduzidos. Mas pensei! Se desistir estou a dar pérolas a quem não as merece - para não dizer a porcos.
Aqui em Freamunde temos sobras de razões para cada vez mais nos insurgimos a quem nos quer mal. Sabemos o quanto nos odeiam. O que não sabemos são as razões.
Somos um povo dado a eventos e solidário com quem nos é solidário. Só quem tem má-fé é que não se apercebe disso. Ou há outras razões. Para mim sim. E relembro a fábula da cobra e do pirilampo:
“Certo dia uma cobra começou a perseguir com insistência um pirilampo.
O pirilampo apercebeu-se e começou a fugir com medo da cobra.
Passaram-se dias e a força do pirilampo, para fugir da cobra, começou a diminuir.
Um dia, confuso e cansado, sem perceber aquela insistência, parou de fugir e enfrentou a cobra, perguntando:
- Deixas-me fazer-te 3 perguntas, por favor?
A cobra com ar intrigado respondeu:
- Podes, mas olha que não costumo aceder a estes pedidos, mas já que te vou comer de qualquer forma despacha-te e pergunta.
O pirilampo avançou determinado e perguntou:
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não - disse a cobra.
- Fiz-te algum mal?
- Não - disse a cobra.
- Então porque é que me queres comer? - Perguntou o pirilampo.
- Porque não suporto ver-te brilhar!”
Tenho este pressentimento. Os mandadores deste concelho – para mim foi nisso que se tornaram – não sentem um mínimo de respeito por Freamunde. Aproveitaram-se dos votos para depois se virarem só para a sede do concelho.
Dá-me vontade de os tratar por ignaros. Pois é isso que os Freamundenses sentem. Logo após as eleições autárquicas ainda faziam a sua presença. De há uns tempos a esta parte fazem-se de desaparecidos. Não é que ganhássemos algo com isso. Pelo contrário!
Se somos desprezados por quem devia de nos prezar não nos admiremos da postura da restante população concelhia.
Já diziam os antigos:
 “Freamunde é nossa terra
mais nenhuma outra encerra
tanta beleza.
P'ra cá da Serra da d'Agrela
não há outra igual a ela,
não há com certeza.
Fez do trabalho um brasão
e tem o mago condão
de toda a gente encantar,
quem Freamunde conhece
nunca mais dela se esquece
nem mais a pode deixar.”
Só que não previram que no século vinte e um no ano de dois e treze em diante nos ia calhar a fábula da cobra e o pirilampo.
Estejamos atentos para que a nossa luz cada vez mais reluza.
Por isso não deixo o Facebook.



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