sábado, 21 de abril de 2018

Quem guarda o Guarda!


Esta frase não é minha. Mas serve na perfeição. Foi usada por José Sócrates e vou usá-la para o que aqui vou relatar. Se o Guarda, guarda quem vai guardar o Guarda? Ele guarda-se a si próprio? É evidente que não. Aliás. O Português é rico em provérbios e diz: “quem parte e reparte e não fica com melhor parte ou é burro ou não tem arte”. É o caso que está a acontecer com o caso Marquês e outros. Melhor explicado.
É como um jogo de sueca em que um indivíduo quer baralhar partir e dar cartas. Rosário Teixeira, Carlos Alexandre e Paulo Silva na falta de um parceiro para o jogo de sueca foram buscar José Sócrates. Só que este vê-se na iminência de ter de defrontar os três. Mesmo assim ainda tem de defrontar outros adversários e estes ainda de maior peso.
É usual que nos jogos de sueca no espaço público apareçam mirones a dar a sua opinião. Está a acontecer com a chegada dos tais mirones: SICN e CMTV. Qual deles o mais “mirone”. Se o jogo já estava inquinado mais ficou com a chegada destes. Estão sempre a intrometer-se e a falsear o jogo que já de si está todo falseado.
Que o diga três intervenientes que chegaram tarde mas julgo que ainda a tempo de pôr ordem no jogo. E quem são eles! Pedro Delille, Garcia Pereira e Paulo Valério. Nada mais nada menos que três ilustres causídicos da nossa praça. O primeiro com interesse no processo ou outros dois com o interesse de defender a causa pública. Disseram no palco da TVI que tudo o que estava a ser relatado era uma farsa. Tendo Garcia Pereira afirmado: “A Justiça penal transformou-se num instrumento penal de abate de cidadãos incómodos e de adversários políticos”.
Que o Poder Político, a Ministra da Justiça, a Procuradora Geral da República, o Ministério Público e também o Presidente da República estava a colaborar com esta farsa chegando ao ponto de Garcia Pereira dizer que tudo era uma batota e que todos os Portugueses não tomam uma resolução que um dia mais tarde não nos podemos queixar porque fomos todos colaborantes. Aqui lembrei-me do “Intertexto” de Bertolt Brech: primeiro levaram os negros. Mas não me importei. Não era negro. 
Foi dito por estes três advogados factos que já deviam estar banidos há muito tempo. Pide e Tribunais Plenários. Foi por isso e outra coisas mais que se fez o vinte de Abril. 
Estamos a uma semana da sua quadragésima quarta celebração e somos quase diariamente bombardeados com “notícias” destas. Uma miséria.

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