terça-feira, 30 de maio de 2017

Putin encontrou Pedro, o Grande, em Versalhes:

Há exatos 300 anos, o czar Pedro, o Grande, visitou a França. Foi a Versalhes, onde viu o palácio que iria copiar em São Petersburgo. E foi ao Observatório de Paris, ao Louvre e às fábricas de tapeçaria dos Gobelins - foi ver ciência, arte e indústria, de que tão curiosa estava a Rússia, sôfrega de Europa. Ontem, o novo presidente francês, Macron, recebeu Putin no Palácio de Versalhes. Hoje, os líderes mundiais não precisam de viajar para se inspirar nos tons das telas nem na produção da riqueza, a tudo isso se pode chegar pela difusão moderna do saber. Há, porém, um não sei o quê que precisa da viva voz e da voz clara, e do testemunho presencial - a democracia precisa de ser vivida para se aprender. Ontem, os dois líderes europeus, Putin e Macron, lado a lado, ouviram uma jornalista russa, dos sites informativos Russia Today e Sputnik, que são pagos pelo Estado russo, queixar-se de não ter podido entrar na sede do candidato Macron. Na campanha, aqueles sites divulgaram que Macron tinha uma conta nas Bahamas, o que se revelou falso. O presidente Macron respondeu, ontem: "Quando os órgãos de imprensa espalham inverdades injuriosas, não fazem jornalismo, são órgãos de propaganda mentirosa." E Macron rematou: "Confirmo, Russia Today e Sputnik não entram no meu quartel-general." Diz-se que a visita de Pedro, o Grande, à França ajudou a Rússia a dar um passo enorme para o lugar, Europa, que é o dela. Oxalá a Rússia de hoje volte a ser grande.

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