sexta-feira, 12 de maio de 2017

Graças a Deus muitas. Graças com Deus poucas:

Aproveito este título a lembrar os conselhos que a minha falecida mãe me dava: - “Graças a Deus muitas. Graças com Deus poucas”. Tomei o seu conselho. 

Mas no decorrer dos tempos apercebi-me que havia e há algo que não nos era contado. Por omissão da Igreja. Não fazia ver e ensinar aos seus crentes com maior dificuldade a palavra de Deus. Era tudo a favor dos mais fortes. Os mais fracos eram abandonados aos caprichos da Igreja.

Lembro-me do Cardeal Cerejeira que andava sempre de mãos dadas com a União Nacional. Lembro-me dos problemas que D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, teve com esse mesmo regime. Lembro-me de quando era miúdo a repressão que sofríamos - as crianças de Freamunde - com o Padre Ângelo. Éramos umas crianças que sofríamos na pele essa dita repressão.

É certo que nessa altura para nós estava tudo bem. Não tínhamos o conhecimento que têm hoje os jovens e os adultos em geral. A Política praticada por Salazar e o Cardeal Cerejeira no que diz respeito à Religião Católica era a do obscurantismo. Manter o povo fora dos problemas nacionais era a sua função.

Hoje tudo é diferente. A Igreja (Religião Católica) está mais próxima do povo. O Papa Francisco trouxe outra “fé” ao mundo católico e não só. Embora haja muito a fazer. 

Não compreendo como a Igreja Católica sendo umas das agremiações mais ricas do mundo não ponha os seus bens materiais ao serviço da humanidade.

Tanta miséria se vê por este mundo fora. E a Igreja Católica tinha e tem a obrigação de olhar por esses desventurados.

Acredito que ainda no pontificado de Francisco essa “revolução” vai aparecer.

Há muitos Bispos e Cardeais insensíveis a estes problemas. Já Bento XVI só se preocupava com os sapatos Prada. Esqueceram-se das Sandálias do Pescador.

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