Tenho o jornal Imediato à minha frente e não dá para acreditar no que
leio. Serão notícias falsas? Creio que não! Quem as produz não são
inimputáveis. São pessoas que já na campanha eleitoral faziam ver para o estado
lastimoso que se encontravam as finanças concelhias. Eram desmentidos e até
usavam impropérios para tentar abafar o alarido. Só que nunca pensavam perder
as eleições e assim continuavam a entreter a oposição e os seus munícipes,
entre eles os seus apoiantes. Mas como a mentira tem perna curta eis que chegam
notícias nos órgãos noticiosos locais e regionais. E o que vemos não dá para
crer. O que a oposição, neste caso o Partido Socialista, dizia está a
acontecer.
O concelho de Paços de Ferreira é dado como caloteiro mas não o assume.
É preciso recorrer para entidades judiciárias para que se aclare o que
realmente é verdade. Ninguém assume a “criança”. O parto ainda admite.
Depois é esta vereação que tem de cortar nas finanças concelhias para
dar cumprimento a certos compromissos. A vereação anterior mete a cabeça
debaixo da areia, como quem diz, daqui até às próximas eleições tentam passar
debaixo de pingos de chuva sem se molhar.
O mais bonito é que são os mesmos que fizeram eco contra a governação
socialista a nível nacional, principalmente contra José Sócrates, como tive
oportunidade de ouvir no dia da inauguração do Centro Escolar de Freamunde. Um
vereador da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, em conversa comigo, tive há
anos relacionamento profissional com ele, por isso o à vontade de me dizer que
os socialistas, incluindo José Sócrates, eram uma cambada de gatunos. Contestei
e por afinidade por ele (vereador) contive-me porque me apetecia dizer que
gatunos eram eles que estavam associados aos BPNs e afins. Hoje ao ler as tais
notícias que refiro acima o que me apetece dizer é o provérbio português:
chama-lhe tu minha filha! Mas mãe, ela não é! Não importa, o que importa é que
conste.
Depois não dá para perceber onde se gasta tanto dinheiro. As
benfeitorias não são assim tantas. Aliás, até se deram ao luxo de votar abaixo
obras inauguradas há vinte anos como aconteceu aqui em Freamunde. As Lojinhas
além de serem alagadas ainda se teve de indemnizar os seus locatários. Que rico
negócio fizeram os locatários. Em poucos anos ganharem para ter instalações
próprias. Ao Lago aconteceu o mesmo só que não houve indeminizações. Além de se
dizer à boca cheia que não se sabe dos seus artefactos. É assim que se trata o
bem público.
Lê-se que um terreno que custou dois milhões e novecentos mil euros foi
vendido por duzentos e setenta mil a serem pagos em trinta e cinco anos. Não dá
para crer. Ou há mentira ou há gestão ruinosa. Mas… vamos dar tempo ao tempo.
Porque assim não custa estar à frente dos desígnios de qualquer
instituição. É gastar à tripa forra e os que venham a seguir que resolvam os
problemas. Quer queiramos ou não foi muito tempo que o PSD esteve à frente dos
destinos do concelho. Não lhes eram pedidas responsabilidades. Neste tipo de
coisas devia de ser como os treinadores de futebol e os bois: um ano ou dois.
Aqui o máximo, dois mandatos.
Depois para resolver estas situações há que cortar em quem em nada
contribuiu para este tipo de coisas. Era o que ia acontecer a Freamunde com as
suas piscinas. Não fosse a galhardia da sua Presidente da Junta o edifício era
doado para um pavilhão gimnodesportivo ao Sport Clube Freamunde. Não quero
dizer que o Sport Clube Freamunde não seja merecedor, de um, pelos serviços
prestados ao concelho. Agora à custa da retirada de uma mais-valia aos
Freamundenses sou contra. Por isso logo que soube do que a Câmara Municipal
intentava o meu protesto fez-se logo sentir.
Se vêem que não têm condições para manter Freamunde nas despesas do
concelho dêem-nos a independência e vão ver como somos capazes de nos governar.
Quer sozinhos ou acompanhados pelas freguesias que fazem parte do norte do
concelho. Aliás já somos nós que fazemos a administração da Segurança e do Parque
Escolar. Gostamos que nos ponham à prova para dar mostras como somos
eficientes. Aliás, é ver os eventos que aqui em Freamunde se produzem.
Se não acreditam visitem Freamunde.Termino com versos de Rodela;
Que lindo Azul!
Cá na terra dos capões,
Que justiça seja feita,
Os correios são razões
P´ra desmascarar a seita.
Quem não gosta desta gente,
Não quer amar a cultura,
Tenta queimar a semente
Duma raiz já madura
Da música ao Teatro
Bombeiros e Futebol,
Eis o mais velho retrato
Deste concelho ao sol.
Aspiramos ser concelho
Não há guerra pelo trono,
Mas respeitem o mais velho,
Dêem o seu a seu dono.
Respeitarei a bandeira,
Como respeito um santo,
A de Paços de Ferreira?
“Não!... morro de azul e branco!”
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