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terça-feira, 3 de junho de 2014

Quando a sentença não nos agrada:

Não concordo senhor Dr. Juiz. Acho a pena excessiva e fora de tempo. Porquê senhor Réu? -Respondeu o juiz. Com este já é o terceiro roubo. Do primeiro levou uma repreensão verbal. No segundo ordenei o valor do roubo ser dado ao lesado. E… agora queria que lhe perdoasse!
Não. - Disse o réu. Mas gostaria que o senhor DR. Juiz demorasse mais quinze dias a proferir a sentença. Assim não me dá jeito nenhum. Agora que ia receber o valor do roubo pois o receptador ficou de o dar daqui por quinze dias é que vem a sentença. Por isso a minha discordância.
Não estou por isso - respondeu o juiz. Antes de fazer os roubos pensasse nas consequências. Ou os faltosos com as regras instituídas é que devem ser perdoados? E as vítimas! Essas é que pagam a sua crise? Daqui para a frente entre na normalidade que ninguém tem prazer de decidir contra você. Porque a minha missão é fazer cumprir as leis do país.
Mas eu não estou contra a condenação - respondeu o réu. Estou contra a decisão temporal. O que há-de ser da minha família. Terei de roubar noutro sítio e esperar que outro juiz seja mais complacente.
Dou-lhe um conselho - disse o juiz. Procure levar a vida com seriedade que é essa a obrigação de qualquer cidadão. Está sempre a desrespeitar as leis do país. Todos os anos é a mesma coisa. E… costuma-se dizer: o que é de mais é como o que não chega. Por isso está decidido. Tem de entregar o valor do roubo aos legítimos donos.
Ps - Qualquer semelhança com qualquer acto político é pura coincidência.

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