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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Freamunde tolerante:

Serve este título para demonstrar e fazer ver como somos um povo tolerante. Desde os tempos primórdios que estamos habituados ou ensinados a receber bem quem vier por bem. Aconteceu com os operários que a fábrica de Albino de Matos Pereira & Barros foi buscar a outras terras para enaltecer a sua indústria. 
Com a vinda do maior vulto da cultura Freamundense, quanto a mim, Fernando Santos, (Edurisa Filho), que aqui se deslocou para representar uma peça de teatro. Ironia das ironias. Aqui casou e aqui ficou.
Com treinadores de futebol sendo que o que para mim foi o expoente máximo do futebol de Freamunde quer como treinador e jogador que foi Joaquim Santana. Mestres da Banda Marcial àquele tempo, hoje Banda Musical de Freamunde. Jogadores de futebol. Empresários da indústria e comércio que aqui tiveram sucesso. Operários que vieram para as várias fábricas aqui existentes e aqui casaram e fizeram desta terra a sua terra.
Alguns destes que enumero antes de conhecer Freamunde desdenharam dele. Não é a mesma coisa que cuspir no prato em que comeram mas sim cuspir no prato em que vieram a comer.
Depois de aqui chegados viram que estavam totalmente enganados. Até que quando partem para arranjo de vida dizem que esta terra é singular na forma como recebe e acarinha os que optam por Freamunde. É bonito ouvir quem dizia mal e hoje se rende à evidência. Quer seja no S. C. Freamunde, na Banda Musical ou qualquer instituição dão o braço a torcer com um pedido de desculpas. Também sabe bem a nós residentes ouvi-los como uma espécie de perdoa.
Vão para onde vão o que lhes desejamos é muita ventura. Há dois que revelo o nome e já partiram para a eterna paragem. Não sendo filhos desta terra aqui optaram por viver e morrer. Mas, Freamunde soube reconhecer o legado que ensinaram e deixaram. E, quando nas horas de alegria como aconteceu ontem há quem se lembre destas pessoas. Somos um povo assim. Que fazer!
Quem for de fora de Freamunde e esteja a ler este texto e não acredite que venha ver para crer. Ou que venha daqui por um mês para ver do que esta terra é capaz. Se não gostarem acreditem que não levamos a mal. Porque Freamunde é tolerante.

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