quarta-feira, 28 de maio de 2014

Quem apagou a luz?

No domingo por volta das vinte horas, quando me encontrava a tomar o café da noite acompanhado pela minha esposa, não café, que por motivo de saúde tem de ser carioca de limão, recomendado pelo médico, a TVI começou a anunciar as previsões dos resultados dos partidos que concorreram às eleições para o Parlamento Europeu.
De imediato passaram para as sedes de campanha dos partidos para ouvir as declarações dos seus presidentes e cabeças de lista. Na do PS apareceu Francisco Assis a revelar que o PS venceu as eleições com uma vitória estrondosa mas tudo dito em tom de vaidade. Achei mal. Um vencedor deve ter humildade. Mais a mais quando os resultados não passam de projecções.
Em tom de falar para mim disse em voz alta: “Os foguetes estão a ser deitados cedo e espero que não vás apanhar as canas”. Os poucos clientes que naquela altura estavam no Café Mota começaram a olhar para mim por causa desse desabafo. Não me importei com esses olhares.
Com o decorrer das horas esse meu desabafo vinha dar-me razão. Não é que gostasse de a ter. Sou de esquerda e não gosto dos partidos da direita assim como da extrema-esquerda. Mas sei ser moderado e humilde nas vitórias e compreender as derrotas dos outros. Assim com esta não humildade e não saber esperar pelo fim do escrutínio o PS tornou-se ridículo e deu a entender que se trata de um pequeno partido. Os seus militantes e simpatizantes não mereciam isto.
De uma vitória passaram a uma derrota na boca dos representantes da Aliança Portugal. Arranjaram uma crise dentro do próprio PS. Crise que agora não a querem resolver. Enquanto isso a Aliança Portugal que devia estar a braços com a derrota de domingo parece cavalgar numa onda vitoriosa.
Ao PS e António José Seguro tocou uma vitória de Pirro. Depois não se admirem que outros digam: quem apagou a luz? 

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