sexta-feira, 16 de maio de 2014

Nacos de vida. Poesia de Rodela:

Já dei o que tinha a dar

Cresce-me o “pelo na venta”,
dei tudo o que tinha a dar,
já não tenho ferramenta
nem ferros para afiar…

Mas ninguém se lamente
porque isso é tempo perdido,
não há fogo que sustente
um vergueiro sempre erguido…

Ai os meus ricos “tarecos”
que parecem dois matrecos,
feito dum trapo barato.

Já sem ter lustro nem brio,
p´ra fazerem só feitio,
antes lançá-los ao gato 

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